Notas iniciais
"Obrigado por seguir seus sonhos. A cada dia que passa, estarás mais perto de uma mudança. Sua vida, Peter, nunca mais será a mesma".

Tem certeza de que não conseguiu achar nada?

Exclamei, em tom desesperador. Já não aguentava mais olhar para a Alina, analisando o papel de todas as formas possíveis.

— Sinto muito, Peter, mas não consegui achar nenhuma identificação. Provavelmente foi trazida pelo vento, até a sua casa— Explica Alina, em tom confortador.

— Tudo bem. Muito obrigado mesmo assim, por tirar parte do seu tempo para me ajudar — Agradeço, e volto para casa.

Mesmo depois daquela resposta, o bilhete ainda me intrigava. Como esse bilhete, pode ter simplesmente voado até a minha mesa, se eu vivo em uma casa afastada do vilarejo de lore? Se alguém estava querendo chamar minha atenção com aquele pedaço de papel, ele conseguiu.

Já tinha anoitecido quando dei por mim. Preparei qualquer coisa para comer e me preparei para dormir, quando de repente, sou surpreendido por uma luz muito forte, vindo da escrivaninha. Era o colar, novamente pulsando no mesmo ritmo que as batidas do meu coração. A cada segundo que se passava, as batidas ficavam mais fortes. Subitamente, eu escuto um estrondo enorme e uma dor muito forte na minha cabeça. Atordoado, caminho em direção a cama, onde ainda consigo colocar metade do meu corpo sobre ela. Era algo totalmente diferente de tudo que já tinha sentido. Não tinha comparação nem com a primeira vez que isso aconteceu. Senti que estava perdendo os sentidos. Mas antes de desmaiar, ainda consegui ver, uma sombra, de alguém, que estava olhando para mim. Não conseguia ver nada, a não ser seus olhos brilhando, contra a escuridão. Ele colocou uma das mãos em meu peito, e ouvi novamente, vozes, sussurros, que ficavam cada vez mais altos a medida que o tempo passava. Tentei levantar meu braço, para tocá-lo, mas meu corpo não estava respondendo aos meus estímulos. A visão foi ficando escura, e a sombra mais nítida. Aquilo foi algo muito assustador, mas também muito familiar.

O Bardo me acordara novamente, com as suas canções melancólicas. Estava confuso, pelo o acontecido na noite passada. Meus olhos estavam ardendo, então fui em direção a pia, para lavar meu rosto. Comi qualquer coisa, e fui analisar novamente o bilhete, quando me surpreendo com um detalhe: Tinham escrito mais coisas no papel. “Como isso pode ser possível? Será que o colar tem a ver com isso?” Penso. Dessa vez, tinha um desenho junto, com uma caligrafia diferente. Não estava forçando o papel, e torta, como a primera, era uma caligrafia muito bonita. No bilhete, estava escrito:

Você é quem eu estava pensando. Obrigado por seguir seus sonhos. Sua vida, nunca mais será a mesma, acredite.

Notas finais
Espero que tenham gostado do capítulo, e que continuem acompanhando! Muita coisa estar por vir! HAHA