Notas iniciais
Então, mais uma fic minha para ser abandonada ( ou não )
Prólogo curtinho, mas tá ai xP
Boa leitura.

"Olha para ele, aqueles olhos vermelhos, só pode ser um demônio."

O garoto despertou na madrugada, seus olhos rubros marejados cintilavam á suave luz da noite, enquanto o mesmo se encolhia um pouco mais nos cobertor áspero que o cobria naquela noite fria.

O garoto, cuja idade não passava do total de dedos de uma de suas mãos, abaixou mais um vez seu rosto entre as pernas naquela noite, chorando baixinho, uma atitude que já havia virado um costume para ele.

As mais remotas lembranças do garoto, o remetiam apenas a uma escuridão enorme, e então, era largado naquela cidade, e odiado pelos seus olhos e por ser orfão. Os adultos tinham medo dele, e não lhe davam o que comer, obrigando-o a rastejar a noite pelos lixos atrás de algo, e as crianças lhe atormentavam, jogando pedras e desferindo insultos.

Não havia simplesmente nimguém que gostasse dele ali.

O garotinho se encolheu mais, engolindo seu choro, ainda soluçando um pouco, e então apagou.

- Levante dai, moleque! — A frase fora gritada, ao mesmo tempo em quê o pequeno garotinho sentia suas costelas sendo esmagadas por um chute, fazendo-o rolar pelo chão frio da manhã.

- O-oquê eu fiz... — Lágrimas escorriam pelo rosto do menino, enquanto ele se arrastava no chão, um para longe do alcance do homem.

- Fique longe da minha casa! Não quero ser amaldiçoado por criaturas como você! — O homem ameaçou partir para cima do garotinho novamente, e por isso o pequeno albino apenas se pôs a correr, deixando para trás seu único companheiro, o cobertor de suas noites frias.

O rapazinho sem nome seguiu um pelas ruas, atraindo os olhares de desprezo das pessoas, além de sussurros pertubadores entre elas. Ele como sempre, se forçou a ignorar, e se manteve seguindo seu caminho, para algum lugar isolado daquela cidade, enquanto massageava suas costelas doloridas.

O pequeno garotinho deu apenas mais alguns passos, antes de sentir algo sólido e pontudo lhe atingindo as costas, levando-o ao chão. O sangue lhe veio a boca, logo sendo cospido pelo rapazinho, enquanto lágrimas lhe enchiam os olhos de novo. Ele forçou-se a se levantar, porém, sentiu um pé lhe empurrando a cabeça em direção ao chão.

- Po-por quê... — O albino choramingou um pouco no chão, enquanto sentia o rosto empurrado em direção á terra .

- Sabe, a minha mãe não quer mais deixar eu sair com meus amigos, ela diz que enquanto você estiver na cidade, vai ser um sinal de mau agouro. Então, eu venho aqui te pedir carinhosamente... — O rapaz afundou ainda mais o pé na cabeça do garoto, enquanto dizia a última palavra. — Dê o fora da nossa cidade.

O garotinho sem nome chorava, molhando a terra em baixo de sí, enquanto tentava se forçar para sair daquela posição. Ele notou como todas as pessoas na cidade olhavam para ele, e não o ajudavam.

O que ele tinha feito para merecer isso? Por quê tanto ódio? O rapaz forçou sua mente novamente, tentando se lembrar de qualquer cois que fosse, mas nada lhe vinha á cabeça, ele não havia feito nada de ruim para eles, tinha certeza disso.

- Tu-tudo bem... — Balbuciou o garotinho. — Eu vou sair daqui...

O rapaz então retirou seu pé de cima, porém antes que o albino pudesse se levantar, ele desceu de novo, com força, levando a cabeça do pequeno ao chão, junto com o grito.

- E isso é pra você nunca mais voltar. — Disse o garoto, se distanciando então do pequeno.

Azin se levantou com dificuldade, enquanto esfregava sua testa, sentindo o sangue em seus dedos. O pequeno não tinha forças nem mais para chorar, e logo apenas se pôs a andar para fora da cidade.

Mais tarde, no meio de uma floresta, encolhido de encontro á uma árvore, um garoto pequeno fez um juramento, de se vingar contra todos aqueles que fizeram ele sofrer.

Notas finais
Nah, é isso ai, meio bobo o início, mas quem sabe melhora mais para a frente =3
Isso claro, se eu conseguir continuar D:
Mas tá valendo xP
Bom, se leram, reviews, por favor õ/
Thx & Cya.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.