Notas iniciais
Hello, boa leitura.

Depois da pedra fechar a passagem, Marinette não teve outra escolha a não ser seguir em frente e tentar voltar para casa de outro jeito.

Ao sair daquele túnel escuro e úmido, Marinette se deparou com uma paisagem maravilhosa com árvores, um céu azul limpo e maravilhoso e um lago com águas cristalinas.

A garota teve sua atenção tomada pelo relincho do unicórnio que perseguia, correu até um lugar da floresta e viu o animal com a corda presa em um galho de árvore que parecia muito pesado para levantar.

— Não se mexa...

— Ah... Pra você é fácil falar... Não está sendo estrangulada...

Aquilo deixou Marinette perplexa, será que estava ficando maluca? Ou o unicórnio falou de verdade?

— Você está viva? Parece meio...

— Voc... Você... Fala?!

— É claro... Você vai ficar aí de boca aberta ou vai me soltar?!

— Está bem...

— Ah esquece... Eu mesma me solto! — Ao tentar puxar a corda, a mesma apertou um pouco mais — Ai!

— Espere... Eu vou pegar alguma coisa para cortar.

— Claro... Faça isso...

Marinette deu uma volta pelas árvores e reparou que algo brilhava em um buraco em uma árvore que aparentava ser a maior da floresta.

Enquanto a garota chegava mais perto, um grupo de mais ou menos sete animais e uma fada estavam a observando pegar a pedra.

— Não! Não, alguém tem que impedi-la... Me avisem quando acabar...

— Não... Veja!

Marinette colocou a mão no buraco e retirou um cristal da cor azul, como seus olhos. Todos que a olhavam ficaram felizes por aquele acontecimento.

Ela voltou para onde o unicórnio ainda se debatia para sair daquela corda, mas quando viu o que estava nas mãos de Marinette, ficou complexada.

— Onde você arranjou isso?!

— Naquela árvore grande ali...

— Quer dizer... Que você retirou?!

— Desculpe... Eu coloco de volta...

Marinette pressionou a ponta do cristal contra a corda e, com muito sucesso, soltou o unicórnio.

— Viu isso, alteza? Viu? Ela usou o cristal!

Marinette olhou para frente e se deparou com uma mulher ruiva com olhos ciano e um vestido verde água e branco muito leve.

— E- eu... Eu sinto muito...

— Por favor, não se desculpe... Há muito tempo estamos esperando por você.

— Por mim?

— Primeiramente eu quero agradecer por ter salvo a Alya...

— Aí... Eu tinha tudo sob controle!

— Podia ter morrido...!

— Mas não morri...

— Enfim... Qual é o seu nome, querida?

— Marinette...

— Bem, Marinette... Você sabe o que tem nas mãos?

Marinette viu o cristal e deu para a mulher na sua frente.

— Eu não pretendia... Eu não...

— Ele agora pertence à você.

— A mim? Por quê?

— Há muitos anos, eu e meu primo Hawk Moth éramos muito unidos e brincávamos pela floresta o dia todo. Quando chegou a hora do nosso tio, o rei, entregar o domínio da floresta, ele me escolheu ao invés do meu primo, ele ficou furioso e foi embora da floresta. Anos depois ele voltou com a filha, Chloe, e ameaçou destruir a floresta se eu não a entregasse a ele. Eu me recusei, e feito isso, ele enfeitiçou todas as minhas fadas e gnomos para construir seu novo palácio. Alguns escaparam, mas ficaram como animais por um tempo. A cada feitiço que ele faz, ele fica mais forte, e nós não tínhamos esperança de vencê-lo... Até agora.

— Wow... Eu... Sinto muito, preciso voltar, eu nunca venci ninguém na vida... E eu não quero preocupar a minha família...

Marinette entregou o cristal para a fada rainha e abaixou a cabeça.

— Entendo... Alya lhe mostrará o caminho de volta.

Enquanto Marinette andava um pouco, Alya se virou para a fada rainha.

— Vocé quer que ela mude se opinião, não é?

— Faça o que for preciso para isso, Alya... Ela é nossa única esperança.

— Vou ver o que posso fazer...

Enquanto Alya ia em direção à garota, uma borboleta preta e roxa estava espionando tudo.

Notas finais
Bye bye petit papillon.