O Lado Sombrio

1 Capítulo Um - Eixos


Notas iniciais
Como falei anteriormente, aceito qualquer tipo de comentário, sendo ele crítica ou elogio. Espero que gostem ^-^

Caminho de um lado por outro dentro de uma cela super estreita onde pelo menos umas quatro pessoas juntas já ficaria super lotado, e tento relembrar a última noite que me fez parar aqui, mas minha cabeça dói muito:

- Então, dá pra você parar de ficar rodando igual barata tonta por essa cela minúscula? Sei que você está nervosa, mas eu também estou!! — diz Bethany, com a maquiagem borrada e uma cara super inchada. Presumo que ela apanhou, mas porque?? Como e onde?? — Você se lembra de alguma coisa?

- Já disse que não, pelo menos umas mil vezes. — respondo, dando mais uma volta e depois me sento no chão encostando a cabeça na parede. — Minha cabeça tá doendo demais... e não sei, tô me sentindo meio embrulhada...

- Ah, você não vomitar aqui dentro dessa cela não é? — diz Bethany, com uma cara super assustada. Esqueci que ela tem "medo" de vômito. Ela diz que não, mas pela cara que ela fez, deve ser um medo misturado com nojo. — Acho isso super nojento.

- Eu sei disso, você tem medo e não admiti por ser covarde. — concluo, batendo a cabeça na parede. Sinto um cheiro de vômito, com cera e bile no ar. Mas não fui quem vomitei...

- Senhor.. senhor.. Caralho, tem como você vir aqui?? — fala Bethany com uma cara nervosa. Bom, ela nunca foi de ser muito simpática, por isso eu gosto dela.

- Olha o jeito que você fala comigo mocinha, posso muito ferrar com você.. — diz um cara esquisito, gordo, com cabelos bem a menos na cabeça. — Eu sou um xerife, posso muito bem.

- Ah sim, claro que pode. Até porque mais ferrada do que estamos é possível né?? Não se esqueça que temos apenas 17 anos de idade. — fala Bethany, agora em pé com as mãos na cintura. Sabe, eu sempre admirei Bethany, a forma que ela se porta diante de qualquer pessoa, sendo mais velha ou mais nova. Ela não possui pudor, meus pais sempre me ensinaram a respeitar os mais velhos, nunca fazer perguntas na mesa de jantar enquanto meus pais conversam e outras coisas que para Bethany, são um bando de baboseiras. Além da sua beleza irresistível que eu simplesmente sinto inveja.

- Pior que eu posso, e como você me desafiou. Eu farei- responde o xerife. Mas que diabos é isso?? Eu preciso falar alguma coisa, minha cabeça gira.

- Senhor Xerife, eu posso sair da cela só por um momento pra conversar com o senhor? Eu preciso saber o que aconteceu e porquê estamos aqui. — digo, tirando Bethany da minha frente e ficando de frente com ele.

- Por quê eu abriria a porta da cela pra uma garota de 17 anos com menos roupa do que deveria. Vai tentar me seduzir é isso? — fala o xerife.

Eu o encaro.

- Não seja tão mesquinho — diz Bethany, não sei se ela ainda não entendeu mas estamos bem encrencadas pra ela ficar chamando o xerife de mesquinho. — Nenhuma garota da Califórnia que seja bonita o suficiente com ou sem roupa iria dar em cima de um velho idiota. Mesmo que quisesse alguma coisa.

Acho que Bethany se arrependeu logo após ter falado isso, mas já era tarde demais, porque o xerife pegou o telefone e discou pra alguém.

- Senhor, estou precisando da sua ajuda aqui. Duas adolescentes idiotas perturbando o meu sossego. — fala o xerife. Estou achando tudo isso muito estranho.. — Por favor senhor, venha pegar elas e acabe com isso.

Bethany e eu nos encaramos meio desconfiadas. Mais uma das milhões de coisas que eu e Bethany temos em comum é a desconfiança. Somos muito desconfiadas de tudo e todos. Acho que a pessoa do outro lado da linha está falando, pois o xerife fica em silêncio, as vezes faz umas caretas como se discordasse mas parece ficar na dele, como se a pessoa do outro lado fosse alguém de suma importância. Passa-se poucos minutos, o xerife volta a cela e fica de frente conosco.

- Vocês podem ir. — diz ele enquanto abre a cela com a chave. — Estão liberadas, e por favor não façam mais nenhuma gracinha.

Sou a primeira a levantar, hesito em olhar pra trás porém alguma coisa bate na minha cabeça e eu caio no chão. Meu corpo está mais fraco que o normal, sinto gosto de bile e sangue na boca, minha visão está escurecendo, a última coisa que vi foi quatro pessoas me encarando, depois senti meu corpo sendo arrastado para o que pressumo ser fora da cela. Depois daí, não me lembro de mais nada.

Notas finais
Então gente, é isso por hoje ^-^ esperem até amanhã para um novo capítulo