Notas iniciais
Agora vocês vão ver um Ian Kabra muito diferente então não fiquem putos comigo se eu exagerar! Na minha outra fic eu já falei do lado protetor do papa Ian então se ficar muuuuuito igual me avisem! É que eu acho que eu gosto mesmo desse jeito mais protetor e fofo no Ian. Sei lá! Me matem por isso!
Com vocês Ian as 4:00 da manhã:
Pov Ian

Ian levantou da cama ofegante e foi para a janela do seu quarto. Londres estava adormecida do outro lado do vidro e ele preferia que continuasse assim. Não queria ir lá para fora enfrentar seu futuro. Ele esta desesperado. Sentiu uma lagrima escorrer pelo rosto e tratou de seca-la. Ele não ia chorar. Ele não ia ser tão fraco. Não. Não ia.

A lua cheia lá em cima fazia ele pensar em como o mundo era antigo e que provavelmente a historia da vida dele não ia importar para ninguém daqui a 1000 anos e que ele não devia se preocupar tanto. Mas ele se preocupava. E ele não sabia se ia conseguir passar aquela noite. "Natalie deve estar passando por isso também" ele pensou. Talvez os dois pudessem dar apoio um ao outro.

Andou pelo corredor da casa até o quarto da Natalie. Ela estava com a luz acesa.

- Nat?- ele sussurrou.

-Ian?- ela sussurrou de volta esperançosa.

- Eu.- ele respondeu abrindo a porta alguns centímetro.

- Entra.- ela disse. Estava com os olhos inchados de chorar.

- Nat você esta bem?

Ela balançou a cabeça em negação.

- Ian- ela começou a chorar novamente. O irmão andou até a cama e pegou ela nos baços. Ele não sabia bem como fazer aquilo mas tentou ao máximo dar um abraço na irmã. Ele realmente não era o cara mais afetuoso da face da terra.

- Ian. — Natalie estava soluçando. — Eu não quero ir amanhã! Não quero!

Ela pareci uma menininha que não queria ir para a escola. Mas ele a entendia. Ele não estava muito afim de ir também.

- Nat vai dar tudo certo. Você vai ver. — Ele não ia chorar. Não ia. Pelo menos não ali na frente da irmã caindo aos pedaços.

- Ian eu não quero que ela passe a vida na cadeia. Mas também não quero que ela fique livre! — Ela deu uma pausa para chorar um pouco mais. — Isso é horrível! Horrível! Porque nós temos que ir mesmo? Nós não somos mais filhos dela!

- Nat vai ficar tudo bem. E eu entendo você não querer que ela passe anos na cadeia mas ela cometeu muitos crimes! É melhor assim.

- Você acha?

- Acho. — ele olhou para ela confiante. Não chore seu idiota não chore.

- Ok.- ela respondeu com um sorrisinho. — Fica aqui comigo?

Ele arregalou os olhos com surpresa já que um ano atrás os irmãos não faziam mais que aturar um ao outro. Era impressionante o que uma mãe na cadeia e um pai fugitivo podem fazer.

Natalie olhou para o irmão como um cachorrinho abandonado. Ela não queria ficar sozinha era obvio pela mesmo razão que ele não conseguia dormir. Os pesadelos. Eles vinham quando ele estava conseguindo engatar no sono e mostrava Isabela aparecendo dentro da casa e perseguindo Ian e Natalie até conseguir encurrala-los e mata-los. Era terrível.

- Claro que sim Nat.- ele sorriu e Natalie deixou escapar um suspiro aliviado seguido de um soluço. — Afinal você é minha irmãzinha. — E isso resultou um tapa no ombro do menino seguido de uma risada a muito tempo não vista pelos irmãos.

Pov Natalie

Assim que Natalie se aconchegou ao lado do irmão na cama tudo pareceu melhor. A menina enterrou o rosto no ombro do irmão e ficou ali até parar de chorar. O calor do corpo dele realmente a acalmava e ela nunca tinha se dado conta. Talvez porque nunca havia o abraçado. Pode parecer um pouco estranho pois os dois eram irmãos ,mas, qualquer demonstração de afeto na casa dos Kabra era vista como um sinal de fraqueza e fraqueza era uma coisa que Isabel Kabra não admitia.

Isabela Kabra.

Natalie repetiu mentalmente o nome da mulher que um dia fora sua mãe. Estranho. Aquele nome costumava significar refugio. Agora significava PERIGO.Era difícil acreditar que aquela mulher teria sido capaz de matar dúzias de pessoas para conseguir o que queria. O soro. Natalie não sabia o quanto ela iria permanecer na cadeia com aquele liquido correndo em suas veias. Teria que ser o suficiente.

- Ian?- ela sussurrou.

- Que Nat?- ela olhou para cima, para o rosto do irmão e viu no rosto dele estampada pela primeira vez a expressão que ela sempre procurou ver em sua mãe. Preocupação. Ele estava preocupado com ela. Ele queria que ela ficasse bem. Ele queria cuidar dela. Mesmo que a diferença de idade fosse pequena ela era a irmãzinha dele. Ela sorriu percebendo de repente que aquilo havia feito uma falta enorme na vida dela.

- Obrigada por estar aqui ok?

- De nada Nat. Obrigado você também.

- De nada.-eles ficaram em silencio por um tempo. — Você é o melhor irmão do mundo. — ela disse apertando ele mais forte enquanto falava. E depois que o sotou acrescentou. — Mas se você contar para alguém que eu te disse isso eu te mato. Sério.

Ele riu e sorriu para ela.

- Levando em conta o numero de irmãos que você teve Nat, eu não sei se devo acreditar no que diz. Mas de qualquer jeito obrigada. Eu te amo pirralha.- ele a apertou como ela havia feito antes.

Natalie estremeceu. Aquele era mesmo o irmão dela? Uau. Tinha até esquecido de socar ele pelo comentário. E ela sabia que sentia o mesmo, só não sabia como falar. Quer dizer. Ela nunca tinha amado alguém na vida. Talvez sim ela tivesse amado seus sapatos Gucci e sua bolsa Miu Miu mas mesmo assim.. Ela devia ter amado a mãe também. Mas aquilo agora era passado. E ,afinal, a mãe não havia amado ela.

- Eu tamém Ian. Só tenho que me acostumar com isso.

- Eu também Nat. Eu também.

Notas finais
Olá pessoas que leram a fic! EAE! Gostaram? Comentem! Não gostaram? Comentem! Acharam a pior bosta que leram em toda a vida de vocês? Comentem! Querem que eu continue escrevendo? Comentem!Acharam muito sentimental e querem mais ação? Estou trabalhando nisso enquanto ouço Paramore e Green Day! Enfim deixa de ser preguiçoso e comenta!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Adios.
Até a próxima.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.