Uma gota de suor escorreu em sua testa, ao mesmo tempo que uma lágrima. Ele não podia mais aguentar. Esperava apreensivo o momento em que o celular tocaria de novo, ele tinha certeza que iria. Escutou Eva subindo as escadas, puxou as cobertas, virou o rosto e fingiu que estava dormindo. Ela deitou-se ao seu lado e beijou sua testa. Dormiram.

O celular tocou “Hallelujah”, música que escutava sempre quando estava nervoso. Pegou o celular com as mãos tremendo e só então se deu conta que já era de manhã.

—Melhor colocar essa música como toque e escutá-la o dia inteiro.

“Vamos estabelecer algumas regras. Primeira: Tirará algumas semanas de férias. Segunda: Ousando contar à polícia sobre estas mensagens, todas as vítimas serão assassinadas sem a chance de você ajudá-las. Terceira: Não tente me rastrear ou contar a aqueles agentes do FBI. As Mensagens serão enviadas às 14:00, todos os dias. Até lá!”

Eva remecheu-se e virou.

—Quem mandou mensagem a essa hora?

—A operadora.

—Você sabe que pode me contar tudo não é?

—Nem tudo, querida.

Ela levantou na hora e foi no banheiro. Bateu a porta.

William foi tomar café da manhã. Ainda era cedo mas precisava visitar Vlad, já fazia alguns dias desde que ele ia investigar o caso.

A neve em Nova York tinha diminuído bastante desde ontem. Vlad morava ao lado do Central Park, em um dos prédios mais caros, apesar de sempre ter vivido com uma “mesada” de seus pais. William subiu de elevador e tocou a campanhia. Alguns minutos se passaram até que Vlad viesse atender a porta.

—William? Que coisa diferente! Você não vem até aqui desde quando eu comprei esse apartamento!

—Posso entrar?

—Desculpe, claro!

—Então, queria saber se você investigou sobre o caso dos e-mails.

—Você ainda os recebe?

Ele parou para pensar se contava sobre as mensagens de celular, mas o criminoso foi bem específico quanto a isso.

—Na verdade não, parou naquele dia mesmo!

—Então não se preocupe. Eu fui na lan-house aquele dia e eles disseram que não havia entrado ninguém suspeito, agora você disse que as mensagens acabaram. Devem ser adolescentes idiotas brincando com você, mas me diga, como está lidando com a morte deles?

—Bem e você?

—Acho que bem melhor do que antes!

—Bom, acho que já vou indo!

—Calma! Fique um pouco, faz tempo que não assistimos um jogo juntos!

—Ok, então!

Fazia tempo que William não se divertia como naquela manhã. Assistiram vários programas e até jogaram videogame. Ele olhou no relógio, eram 14:00. Parou de sorrir e colocou a mão no bolso, o celular vibrou.

—Acho que já vou indo!

—Tudo bem, obrigado por vir aqui! Até mais!

—Até!

Ele correu até o elevador, enquanto descia, olhou a mensagem.

“O pão nosso de cada dia NÃO nos dai hoje”

Era óbvio para William que alguém morreria por algum alimento, que provavelmente estaria envenenado. Quem envenenaria? Quem comeria? Será que estou certo? Ele se perguntava.

Foi até ao escritório avisar a todos que tiraria alguns dias de folga pelos acontecimentos dos últimos dias. Assim o fez e voltou para casa às 18:00, pois passou um tempo na rua para esfriar a cabeça, literalmente, pois as temperaturas naquele ano estavam baixíssimas. Entrou em casa e assistiu TV com sua esposa, que também não tinha ido trabalhar.

—O jantar está pronto!- A Sra. Wintof chamou eles.

William sentou-se à mesa e alertou a família:

—Coisas ruins estão acontecendo com nossa família, por isso gostaria de que a Sra. experimentasse um pouco de cada prato.

—Claro senhor!

Sem hesitar ela comeu um pouco do prato de Eva, William, Nick. Levou a colher de Gabriela até a boca. A Sra. Wintof começou a ficar roxa, caiu no chão em desespero. William foi até ela.

—Eu nunca....- Balbuciou antes de falecer.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.