O Jogo da Morte
5 Confronto
Notas iniciais
O quatro homem nos deixaram a sós. Enxuguei as lágrimas; meus olhos estavam vermelhos pelo choro e pela raiva.
Aqueles cabeças de vento não conseguiam nem olhar nos meus olhos e aquilo me deu mais raiva ainda.
- Vocês estão loucos!? — gritei – Como podem fazer isso com vocês!? (...) Como podem fazer isso comigo!?
- Mel...
- Cala a boca!! — não deixei a Val falar — Como é que você vai fazer quando essa criança nascer? Isso se ela nascer, não é verdade!?
Eu estava descontrolada, confesso. Toda aquela situação me abalou demais.
- Melissa, acalme-se. — sua voz era serena, doce. Pensar que talvez aquele fosse uma das últimas vezes que eu a ouvia vez meu coração apertar e as lágrimas voltarem a correr pelo meu rosto. — Por favor, nos dêem licença.
Puxou-me pelo braço até a varanda. Seu toque era firme e suave. Imaginar que poderia estar sem ela para sempre me fez querer morrer.
- Eu sei me cuidar, os outros também sabem. Não tenha medo por nós. Nós não temos medo de morrer por aquilo que acreditamos.
Seu sorriso era lindo, a tranqüilidade dela me atingiu e aos poucos meu pranto começou a cessar.
- Nós acreditamos em você.
Meus olhos lhe perguntaram, silenciosos, o que aquilo significava.
- Você vai saber o que eu quero dizer com isso quando o momento certo chegar. Por agora você só precisa saber que eu te amo e vou fazer o possível pra voltar para você.
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