O Jogo Proibido
1 A Brincadeira
Notas iniciais
Sempre segui o ateísmo, por me achar racional demais. Eu não acreditava em Deus, anjos ou demônios, achava que tudo isso eram invenções para manipular as pessoas, até o da em que tudo começou... Era o meu aniversário de 20 anos, comemorava com os meus amigos e meu namorado, Raito Yagami.
Raito, apesar de ser um moralista incansável era o namorado perfeito, ou pelo menos costumava ser, até aquele dia... Foi ele quem convidou o Ginei Morioka, ou Gin, como eles costumavam chamá-lo, para ir à minha festa.
Gin era um rapaz bonito, porém safado demais. Ele deu em cima de todas as minhas convidadas e tirou foto apenas das garotas. Lá pelas quatro da manhã, quando quase todos já estavam bêbados, foi ele quem teve a infeliz ideia de fazer um jogo que invoca demônios.
Por culpa do nosso estado, em vez de usarmos um copo para a invocação do demônio, usamos uma garrafa de vodka e ficamos tentando girar ela. Eu nem acreditava que aquilo daria certo, mas a partir do momento em que o Raito deixou a garrafa cair e ela não se quebrou, ele mudou completamente o seu jeito de ser.
– Saeko, vamos embora, essa festa está horrível — Raito falou enquanto me puxava pelo braço, e me levou embora da minha própria festa de aniversário antes que eu pudesse me despedir dos meus amigos.
Fomos para a casa dele em silêncio. Chegando lá, ele trancou a porta, seus olhos castanhos tornaram-se brancos de repente e ele disse em um tom desconcertante:
– Agora você vai ver com o que mexeu sua vadia.
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