O Jogador de Basquete e O Gótico- Especial Natal
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Olá! Tenham uma boa leitura e um feliz Natal! ^-^!
Quem já me conhece, só digo uma coisa: Fanservice.
Adorei escrever esse cap!
Quem já me conhece, só digo uma coisa: Fanservice.
Adorei escrever esse cap!
Era dia 23 de Dezembro, 10:30 AM.
Estava na sala assistindo TV, de pijama ainda pois havia acabado de acordar, Atum estava passeando pelo cômodo, ela me olhava diabolicamente.—Por que me odeia?-perguntei indignado.Atum me mostrou os dentes e balançou o rabo de um lado para o outro.—Te odeio também.-sussurrei franzindo a testa e mostrando os dentes.—Para de implicar com a gata, Drew!-Nanda passou por ali.—Mas, Nandaaa, olha a cara de demônio dela!-apontei para Atum, ela estava adorável, rolando no chão com a barriga pra cima.Nanda revirou os olhos, Erick desceu as escadas, dando um selinho breve nela.—Preciso ir encontrar meu pai, ele precisa de ajuda na biblioteca.-Erick falou.-Drew, por que tá encarando a Atum?-perguntou com um ar divertido.Desviei o olhar.—Bem, vou indo!-Erick se despediu.-Que ninho, hein!-bagunçou meus cabelos rindo.Mostrei a língua pra ele em sinal de brincadeira.—Até, mande um beijo pro seu pai!-Nanda sorriu.-Ah, e-espera! Pode passar na farmácia pra mim?-foi até ele e sussurrou algo em seu ouvido.Erick arregalou os olhos, surpreso e Nanda apenas sorriu. Ele saiu lesado e Nanda suspirou satisfeita.Olhei para ela com uma sobrancelha arqueada.—Que foi?-ela não conteu o sorriso. Depois foi pra cozinha.Atum ficou miando, me olhando daquele jeito maligno dela.Daqui dois dias é Natal...Brady estava pensando em fazer algo...Só não me contou com clareza...Bem, vou na casa dele hoje, aí conversaremos.A porta foi aberta, eram Lya e Leo. Eles entram na minha casa como se morassem aqui, já até acostumei, todos da A.U.F. fazem isso. Eles agiram naturalmente, sentando-se ao meu lado.Dei de ombros e revirei os olhos.—Vocês não tem casa não?-arqueei uma sobrancelha.—Temos, você sabe que sim!-Lya disse.-Fica aqui em frente!-sorriu.—Você até dormiu lá!-Leo falou.Dei de ombros, olhei para seus rostos semi-cerrando os olhos, notei o meio sorriso escondido em seus lábios.—O que vocês dois estão tramando?-perguntei desconfiado.Conheço os gêmeos, principalmente quando estão com essas caras.—Hã?-Lya e Leo se entreolharam.-Como assim?-sorriram me olhando.—Não me enrolem!-cruzei os braços.-Eu sei que estão tramando! Esses sorrisinhos no canto dos lábios de vocês os entregam!—Do que ele tá falando?-Leo olhou pra Lya.—Não faço idéia!-Lya falou, os dois riram.-De qualquer forma, se estamos tramando ou não, só o tempo dirá!—Agora faz um favor pra nós? Vai se arrumar! Vamos sair e nos divertir!-Leo sorriu. —Hmm...Ah, não! Eu não vou sair! To com preguiça, to de pijama, tá chovendo...-falei com a voz arrastada.-E a Nanda não vai deixar!-tentei me safar. Não estava afim de sair, só ia na casa de Brady mais tarde mesmo porque ele insistiu e afinal...É meu namorado, né, não tem como negar...—Amandaaaaa!-Leo berrou.—Oi?-Nanda gritou da cozinha.—O Drew pode sair conosco?-Lya falou com uma voz fofa.—Claro, só não esqueçam de levar um casaco, Drew fica resfriado facilmente com qualquer chuvinha...-Nanda disse.Lya e Leo me olharan de maneira superior. Bufei derrotado.—Mas...-tentei argumentar pela última vez.De repente, Nanda saiu correndo da cozinha pro andar de cima, com a mão em frente a boca.—O que ela tem?-Lya e Leo me olharam confusos.—E eu lá vou saber?-falei.—Ela é sua mãe, ué!-Leo falou como se fosse óbvio.—Eu saberia se não estivesse aqui com vocês tentando argumentar que...-eu disse.Leo revirou os olhos e se levantou, me puxando para meu quarto.—Ei!-protestei.Leo entrou no quarto junto comigo, fechando a porta e se apoaindo nela.—Vai, se veste!-ele mandou.—Afe...-murmurei.Comecei a procurar roupas de má vontade.—Espera aí...Não vou me vestir na sua frente!-eu disse incrédulo.Leo me olhou com uma sobrancelha arqueada.1) Gray me mata.2) Brady me mata.3) Eu tenho vergonha...—Ei, Drew! Você tem praticado?-Leo me perguntou.Bem, desde que eu e Leo ficamos mais amigos, ele tem me ensinado uns golpes de defesa e ataque, as vezes até a Yuki me ajudava. Do jeito que eu era eu (Vergonhoso, nem aí pra vida, só me ferro), não sabia me defender. Brady ficou enciumado, pois ele quem queria me ensinar.—Sim, três vezes por semana eu pratico os golpes que você me ensinou!-revirei os olhos.-E...Não olha...-falei ficando de costas pra ele, rapidamente tirando a blusa que usava pra dormir e colocando uma camiseta.—Então mostra! Bora vê se você tá esperto!-Leo sorriu desafiador.—O qu... -me virei para olha-lo.Antes de terminar minha frase, caí no chão por conta de uma rasteira que Leo me deu.—Vejamos, imagine que eu sou um assaltante que está com uma faca!-ele me apontou um pente.-E...Você se recusou a me entregar seu celular!-sorriu.—Leo, isso é mesmo neces...-eu disse com tédio.—Faca!-Leo balançou o pente.Suspirei, lhe dei uma rasteira rapidamente, o derrubando, segurei seus dois pulsos, o fazendo largar o pente.—Mandou bem! Mas ainda tem que continuar a prat... -Leo sorriu.
Alguém abriu a porta, era Gray e Lya, eles nos olharam. Só acho que eu não devia estar em cima do Leo, só nós dois, no quarto, com a porta fechada...Gray estava incrédulo.—Que palhaçada é essa?!-Gray gritou.Lya tirou uma foto rapidamente.—E-Ei!-eu gritei.—Não é nada disso que você tá pensando!-Leo me empurrou facilmente e se levantou, indo até Gray, ficando frente a frente com ele.—Que engraçado, é isso que falam quando alguém é pego com a mão na botija!-Gray cruzou os braços e franziu a testa.Revirei os olhos.—Só estávamos praticando uns golpes de defesa e ataque, Gray...-falei suspirandoGray é o ser mais ciumento do mundo quando se trata do Leo.Acho que isso convenceu Gray, mas ele grudou no Leo e não soltou mais. Bem, acho que Leo não via problema nisso.Depois disso, eles saíram do quarto, terminei de me vestir e saímos.Íamos pro QG da A.U.F.Se eu gosto de yaoi? Se me juntei oficialmente a "A União Fujoshi?"Bem...Um dia, Bella deixou um mangá em casa...Aí eu tava no tédio...Dei uma lida...Depois pesquisei uns na internet...Aí fui ver uns animezinhos...Aí a Lya descobriu porque ela entrou no meu quarto pela janela e viu o histórico do meu computador enquanto eu tava tomando banho, aí todas as meninas ficaram sabendo...Aí vocês já sabem."Drew, você é fudanshi?"Não, gente...Não...Só surto quando vejo um casal de gays se beijando...Só fico empolgado quando a A.U.F. tem alguma missão de juntar dois garotos...Só fico chorando por shipp...Só fico teorizando a vida de personagens de animes e a probalidade de se amarem...Só tenho vontade de escrever "Vikturi" na minha testa...Sou fudanshi não, isso é bem comum pra um garoto gótico de 16 anos. Bem, falando em Lya, nós conversamos durante o caminho (Ah, nem nos importamos com a chuva, estava fraca) Por mais que ela seja uma ninja espiã, ela é uma ótima amiga!Chegamos ao QG, que é a casa na árvore no quintal da casa da Nancy e da Bárbara. Todas as meninas estavam lá.—Não nos reunimos pra falar sobre missão...-Nancy falou. Murchei.-E sim sobre como passaremos o Natal!-se empolgou.-Alguém vai a alguma festa? Bem, elas ficaram conversando, daí me toquei que ainda não tinha falado com Brady...Estranho, ele me liga a cada hora!Notei que Yuki, Bárbara e Lya estavam dividindo o mesmo celular pra falar com alguém, isso me atiçou. Me aproximei, só que a Yuki com os reflexos dela, me notou e cutucou Lya. Lya olhou para a japinha e depois para mim, ela rapidamente falou:—Tá bom, mãe! Tchau!-e desligou.Franzi a testa. Dei de ombros e sentei-me em um puff ao lado de Izzy, ela anotava alguma coisa em um bloquinho de notas.—O que tá fazendo?-perguntei.—Anotando umas idéias pra fanfics...-Izzy sorriu de canto, respondendo sem me olhar.—Izzy, você acabou de assitir YOI?-perguntei empolgado, não me reconhecendo. Ela me olhou um pouco confusa.-Hã...Esquece!-ri nervosamente, calando a boca. Ela me olhou com os olhos brilhando, sorrindo travessa.—Você não ouviu nada!-falei emburrado. Ela suspirou rindo.—Ah, o que vai dar pro Brady de Natal?-ela perguntou soltando o bloco.—Você não pode saber, é segredo.-falei.—Ah, por acaso é seu corpo?-Nancy insinuou maliciosa, se intrometendo na conversa.—Nancy, olha os modos!-Bárbara a repreendeu, contendo o riso.Corei escondendo o rosto. —NÃO! CLARO QUE NÃO!-gritei.-Nancy!-reclamei.—Ué, gente, tenho certeza que pensaram a mesma coisa, eu só sou sincera!-Nancy deu de ombros.Meu...Corpo?DREW! NÃO PENSA NISSO!☆☆☆Naquele dia, mais tarde, fui até a casa de Brady.—Drew, se anima, é o nosso primeiro Natal juntos!-Brady estava empolgado.-Lembra que ano passado você ficou doente e nem saiu do quarto?-fez biquinho.—Lembro.-arrepiei.-Tá, e o que você quer fazer?-revirei os olhos.—Ah, que tal uma festa?-Brady sorriu.-Pode ser aqui em casa mesmo...Estávamos sentados lado a lado, encostados na cabeceira da cama, ele estava segurando a guitarra dele, treinando um pouco.Nunca descrevi o quarto de Brady, não é mesmo? Era arrumado para minha surpresa, tinha uma prateleira cheia de troféus e medalhas (que ele ganhou graças ao basquete) acima da cama de casal, uma pequena cesta de basquete de brinquedo pendurada na porta (do lado de dentro), uma mesa com um computador, um guarda-roupa e uma televisão com o Xbox.—E seus pais vão deixar?-franzi a testa. Não, não assumimos o namoro ainda...—Ah...Eu dou um jeito!-Brady me mandou uma piscadela.—Só que seu jeito me assusta!-falei.—Eu vou fazer esse Natal ser muito especial!-largou a guitarra e me deu um abraço apertado.—Certo, acredito em você...-sorri sincero.-Eu te ajudo...—Nananinanão!-Brady fez biquinho.-Deixa comigo, será uma surpresa pra você!-me mandou uma piscadela.Ri. Ia dar ruim.Brady me encarou durante um tempo, dando um sorrisinho.—Trancamos a porta?-Brady disse com malícia.—B-Brady!-arregalei os olhos.Brady me puxou para que me sentasse em seu colo, uma perna de cada lado de sua cintura. Senti meu rosto ficar ruborizado. Ele forçou meu corpo pra baixo, pressionando meu membro no seu, dando um sorriso pervertido ao mexer lentamente o quadril.—E-Está de dia!-sussurrei, devia estar muito vermelho, meu coração batia rápido.—Ué, e daí?-Brady debochou e colou seus lábios nos meus suavemente, me beijando de maneira calma, mordendo meu lábio inferior de leve. Ele segurava em minha cintura, vez ou outra descendo a mão, me deixando arrepiado. Coloquei minhas mãos em seus ombros enquanto ele beijava meu pescoço, dando um chupão em uma área sensível. Brady apertou minha coxa com força, me fazendo soltar um pequeno gemido abafado. —Posso entrar?-alguém bateu na porta fechada. Era a voz de Winnie. A governanta mais fofa e badass das paradas. E ex-policial só pra lembrar...Arregalamos os olhos, cerrando os dentes, saí do colo de Brady e arrumei minha postura. Não deixei de notar que ele colocou um travesseiro em cima do colo.—Pode!-dissemos ao mesmo tempo, dando baixas risadas de nervosismo e se entreolhando. Eu devia estar muito vermelho mesmo.Winnie abriu a porta com os olhos fechados.—Estão vestidos?-riu.Se você tivesse demorado mais uns minutinhos, não estaríamos não...DREW! Não pense essas coisas!—Ai, caramba, cadê minha calça, Drew?!-Brady fingiu desespero.-Espera um segundinho, Winnie! —Deixa de ser bobo, Brady!-Winnie riu e balançou a cabeça.-Drew, a Nanda está preocupada, você não atende o celular!—Ops...Deixei no silencioso...-falei olhando para meu celular na beira da cama.—Ela acabou de ligar, pedindo pra você voltar pra casa.-Winnie se encostou no batente da porta.—Nãoooo! Fala pra ela deixar ele dormir aqui!-Brady me abraçou todo manhoso.—É que ela quer conversar com ele, é algo muito importante!-Winnie não conteu o sorriso.Franzi a testa e olhei pra Brady, ele deu de ombros.—Então eu posso dormir lá?-Brady pediu.—Brady, isso é com sua mãe!-Winnie falou.—Você é minha mãe!-Brady fez biquinho.Winnie deu um riso abafado.—Tudo bem, pode ir, mas juízo, hein! Quando sua mãe voltar, falo pra ela.-Winnie sorriu.—Obrigado, Winnie!-Brady levantou e foi abraça-la, dando um beijo em sua bochecha, ela era tão baixinha perto dele.☆☆☆Brady e eu andávamos lado a lado na calçada, indo pra minha casa.—O que será que a Nanda quer falar?-Brady questionou.—Não faço idéia...-falei.E, encontramos Danny, Gray e Grazi. —Meu Deus, Drew!-Gray me abraçou apertado, fazendo Brady o olhar mortalmente.—Drew, estamos felizes por você!-Danny sorriu.—Será que vai ser igual o Drew? Fofinho?-Grazi perguntou pra Danny.Fiquei confuso.—Que?-franzi a testa. Gray me soltou.—Olha, você se acostuma com o primeiro! Mas garanta que sua casa tenha sempre Wi-Fi (N/A: Referência ao capítulo 21) porque senão você vai perder a cabeça!-Gray riu.—Gente, do que estão falando?!-eu estava perdido.—Ora, Drew, você vai ter um irmãozinho!-Gray sorriu animado.—Gray!-Grazi e Danny gritaram.-CALA A BOCA!—EU VOU O QUE?!-surtei.—Nós temos que ir!-Grazi riu nervosamente, empurrando Gray e Danny para o caminho contrário do nosso.Ficamos quietos.—Você vai ser irmão mais velho!-Brady riu.☆☆☆—QUE?! NÃO! VOCÊS NÃO PODEM TER FEITO ISSO!-andava de um lado para o outro na sala.—Drew, é só um bebê!-Nanda revirou os olhos.—Mas, não penso que vocês tenham feito o que tem que ser feito pra ter um bebê!-falei incrédulo. Nanda e Erick coraram.
—Então esse é o problema?-Brady arqueou uma sobrancelha.—Não! Eu também não estou pronto!-arregalei os olhos.—Parece que é ele quem está grávido...-Erick disse.—Bem, quando eu descobri que teria um irmãozinho, você riu do meu desespero. Tudo que vai, volta.-Brady sorriu cínico. Relaxei os ombros, abaixando a cabeça. —Vem cá!-Nanda chamou, sentei-me entre ela e Erick, ela me abraçou.-Não se preocupe, você cuidou muito bem de Lily, vai conseguir...-sussurrou beijando minha testa.—Lily já sabe?-perguntei.—Foi uma das primeiras!-Nanda sorriu.-Ela ficou tão feliz!-suspirou satisfeita.-Falando nela, Alana está trazendo-a para dormir aqui com você e Brady! —Ainda estou incrédulo, Nanda, você está grávida!-estava surpreso.—Ai, Drew!-Nanda revirou os olhos.Olhei para Erick.—Primeiro, foi o pedido de namoro, depois o casamento e agora...Um bebê?!-arqueei a sobrancelha.-Pode ir mais devagar, reles mortal!Erick riu e bagunçou meu cabelo, me fazendo inflar as bochechas.☆☆☆Já no meu quarto, com Lily...Aquela garotinha continuava uma fofa e nunca largava Sophie e Safira.—O Natal está chegando!-ela pulava de alegria.-O que vai fazer, Tio Drew?-me olhou sorridente.—Uma festa!-Brady respondeu por mim.-Você vai, né?—Hum...-Lily fez biquinho.-Mamãe e papai já vão fazer uma festa, pensei que vocês fossem!-cruzou os braços.—Ah, Lily, só vai ter adultos lá, a nossa é mais divertida!-Brady a pegou no colo e a colocou sentada na cama.-Vai ter a princesa fada gótica do Natal!—Vai?!-os olhos de Lily brilharam.Franzi a testa.—É o que?!-perguntei.—No Natal, ela não veste só preto e sim vermelho! E é ela quem entrega os presentes!-Brady contou empolgado.—Não é não, é o papai...-Lily fez biquinho.—Papai Noel não existe!-Brady a cortou.—É o meu papai! Já vi ele colocando os presentes debaixo da árvore no Natal passado...-Lily franziu a testa.—Eita...-Brady calou a boca.-Mas a princesa fada gótica do Natal realmente existe! Ela é linda, tem um cheiro bom, as vezes um pouquinho mau humorada, detesta que mexam no cabelo dela porque ele é de ouro, mas ela disfarçou de preto pra não ter problemas, fica fofinha quando cora, ela é simplesmente incrível, eu a amo!—Pensei que você amasse o tio Drew!-Lily apontou para mim.—Também.-Brady riu me olhando de relance. Virei o rosto, cruzando os braços e corando, estava sentado na cadeira giratória do computador.—E então? Vai na nossa festa?!-Brady perguntou animado.—Vou!-Lily sorriu.—Isso aí, pirralha!-Brady a pegou e a colocou em suas costas, correndo pelo quarto com os braços estendidos como se fosse um avião, ambos rindo. Lily tinha uma risada gostosa de se ouvir, aquelas sinceras de diversão.Dei um riso abafado ao encara-los. Ele a colocou na cama, começando a lhe fazer cócegas.—Drew, você também!-Brady me olhou.—Eu passo!-falei.Brady e Lily se encararam, rindo maléficos. Brady se levantou, vindo calmamente até mim.—Brady, não se atreva!-me levantei.Brady sorriu e me pegou no colo como se fosse uma noiva, ignorando meus protestos, me jogando na cama ao lado de Lily e das bonecas.—Atacar!-Brady riu, começando a me fazer cócegas, Lily o ajudou.Comecei a rir, quase ficando sem fôlego, droga de corpo sensível...—Ah, é?!-consegui falar, ofegante e com calor. Peguei meu travesseiro e joguei na cara de Brady, depois pegando o cobertor e jogando em cima de Lily.-Há!-ri vitorioso, ficando de pé em cima da cama.—Eu sou um fantasma! Buuuh!-Lily começou a andar com o cobertor a cobrindo, ela acabou caindo da cama.-Eu to bem!-riu.☆☆☆Já de noite, na hora de dormir, colocamos três colchões no chão do meu quarto, e montamos uma barraca improvisada com cobertores e travesseiros. Atum dormiria conosco. Gata do demônio.A luz estava ligada, Lily desenhava algo com giz de cera em uma folha sulfite, dentro da barraca, mesmo estando muito calor e o ventilador de teto tendo que estar ligado (A chuva havia deixado o clima abafado).Eu estava deitado de barriga pra baixo no colchão, lendo o livro de tia Gisele, Brady deitado com a cabeça em minhas costas, escrevendo os preparativos em um bloquinho de notas, dedicado.Reparei que havia um papel saindo do meio das páginas, o peguei e era a foto que havia tirado do diário de mamãe, quando eu ainda era bebê e ela ainda era feliz. Mordi o lábio inferior. Não vai ser o primeiro Natal longe dela, mas saber que ela não está mais nem viva, isso...Isso...Isso...—Tio Drew?-Lily me olhou confusa.Esfreguei meus olhos com as costas das mãos, as molhando.—Seus olhos...-Lily falou baixinho.—Não é nada, é só um cisco.-forcei um sorriso.Brady levantou a cabeça e se deitou ao meu lado, me encarando.Fechei o livro com a foto dentro e me levantei, andando até a cômoda. Coloquei o livro em cima dela e abri a última gaveta, embaixo das roupas havia uma caixinha de vidro, tirei de lá de dentro o colar prateado com o pingente de cruz que havia achado no porão da casa da minha avó. Debaixo da caixinha, estava a tal carta que mamãe escreveu para mim e eu deveria abrir somente com 17 anos, devia faltar 3 meses para completar essa idade.Fechei a gaveta hesitante, colocando o colar em meu pescoço, deixando o pingente dentro da camiseta. Suspirei abaixando a cabeça.—Eu sinto tanto sua falta...-sussurrei. Na cômoda, havia também alguns porta-retratos, a maioria de mamãe fosse durante a adolescência ou durante a gravidez.Cerrei os dentes, sentindo meus olhos ardendo. Afundei meu rosto nas mãos. Eu queria você aqui, mãe. Eu precisava de você aqui. Seu apoio, seu abraço, seu sorriso...Você. Não digo que não estou satisfeito com Nanda e Erick, eles são minha família. Mas, eu queria minha mãe, eu sempre a vi como a vilã, e no final...Ela era tão boa, sempre pensando em mim acima dela, me protegendo, buscando por meu bem estar e felicidade. Mamãe se arriscou por mim. Mamãe praticamente deu sua vida pela minha.Sem dizer nada, peguei uma calça e uma jaqueta na mesma cômoda, só que na primeira gaveta. Vesti a calça por cima do short do pijama e a jaqueta por cima da camiseta que usava para dormir.—Drew?-Brady chamou.—Vamos sair.-falei.—Onde vamos?-Lily ficou confusa.—Cantinho. Estou precisando de um tempo.-suspirei.-Claro, eu posso ir sozinho, também...-dei de ombros.Aqui dentro podia estar quente, mas no cantinho costumava ser fresco, era melhor previnir.—Lógico que iremos com você!-Brady se levantou.—E se Nanda não deixar?-Lily franziu a testa e fez biquinho.—Faremos igual a primeira vez, vamos sem avisar!-dei um sorriso fraco, os olhos marejados.—Vou me vestir!-Lily estava só de camisola, uma rosa, cheia de babadinhos. Ela pegou sua mochila de joaninha e saiu dali silenciosamente. —O que foi, Drew?-Brady perguntou, retirando a bermuda e a camiseta, vestindo uma calça jeans. —Eu disse, preciso de um tempo, lá é um lugar calmo, quero pensar...-suspirei, pegando minha mochila, colocando lanterna, celular e coisas que iria precisar. Brady me abraçou por trás.—Pode se abrir comigo.-sussurrou em meu ouvido.-Eu estou aqui...Me virei, o abraçando de frente, afundando o rosto em seu peito desnudo.—Eu quero a minha mãe!-confessei.Brady passou a mão por meus cabelos carinhosamente, beijando o alto de minha cabeça. Não evitei e as lágrimas caíram discretas.Brady talvez não soubesse o que dizer, somente me abraçou mais forte.—Eu estou aqui. Nanda está aqui. Lily está aqui. Erick está aqui. Sei que não é a mesma coisa, mas saiba que te amamos, ninguém pode substituir sua mãe, porém podemos te dar todo amor e apoio que precisar.-Brady sussurrou.A porta foi aberta de repente, nos separamos. Era Lily, já vestida.—V-Vamos?-limpei meu rosto.Brady terminou de se vestir e fomos, sim, escondidos. Voltariamos pela manhã.☆☆☆Passamos pelo cemitério como sempre para cortar caminho. Havia pego algumas violetas azuis no jardim de Margo. Coloquei-as no túmulo de mamãe, me ajoelhando.—Feliz Natal...Adiantado...-sussurrei sem reação, sentindo um aperto em meu coração. Fiquei em silêncio, encarando a foto de mamãe na lápide. A brisa soprava, fechei os olhos, como se pudesse ouvir sua voz através do vento. Eu não queria chorar na frente de meu namorado e da minha sobrinha. Abri os olhos, eles ardiam, estava com um nó na garganta.Lily se aproximou e colocou uma florzinha sobre as violetas, daquelas que nascem em fendas de calçada ou muros. Ela sorriu para mim, um sorriso sincero. Sorri para ela, um sorriso forçado. Me levantei, passando o braço nos olhos, tentando ser forte. Durante o resto do trajeto, Lily foi andando de mãos dadas comigo e com Brady, então ela estava no meio. Chegamos ao cantinho, havíamos o redecorado, não estava mais caindo aos pedaços, agora a porta tinha até tranca. Pintamos o exterior de verde-água e o interior como queríamos, ficou uma bagunça, uma mistureira de cores. Os que ajudaram na reconstrução, foram eu, Brady, Lily, Jack, Alana, Nanda e Erick.Destranquei a porta, sempre deixava a pequena chave na mochila. Agora havia dois colchões, cobertores, travesseiros, livros, jogos e até pacotes de biscoito. Nas paredes, fotos da minha infância com Jack e Nanda, fotos de mim com Brady e Lily e por fim uma foto com todos após o término da reconstrução. Era um lugar aconchegante. —Amanhã é véspera de Natal...-Brady comentou se sentando em um colchão. —Bom, Alana e Jack vão fazer a festa na casa deles, Nanda e Erick vão, acho que Cassie e Fernando também, então...-falei, sentado ao seu lado e Lily ao meu.—Nos resta a A.U.F., meus amigos, sua tia, sua avó, meus pais, lógico e Winnie!-Brady falou.—E a Açucena!-Lily sorriu.-Ela voltou pra cidade somente durante essa semana!☆☆☆"Estava no alto de um prédio (telhado), tudo era branco, não havia mais nada além daquele lugar, o céu não tinha cor, não havia nem sol e nem lua. Fui andando sem rumo, até encontrar uma mulher sentada na beira do telhado, de costas para mim, usava um vestido branco como o cenário, os cabelos pretos e curtos balançavam com a brisa.Ela virou-se ao ouvir meus passos, sorrindo para mim. Meu coração parou, arregalei os olhos.—Mamãe!-gritei, mas tive medo de correr até ela.—Drew...Eu estava te esperando...-ela disse docemente.—Mãe...-minha voz falhou.—Venha cá, está com cara de quem viu um fantasma.-riu.—Mãe, saí daí...Eu não vou até você...-recuei alguns passos. —Drew, você não tem mais sete anos, continua com medo de altura?-mamãe sorriu compreensiva.—Não tenho medo! Eu só acho perigoso!-cerrei os dentes.—Eu te protejo, você não vai cair.-mamãe estendeu a mão.Engoli em seco, andando até ela, pegando em sua mão, ela permaneceu sentada e eu de pé.—O Natal está chegando, não?-ela perguntou.—Está.-falei.—O que você quer de presente, meu querido?-sorriu.—Eu quero...V-Você.-falei.—Só por essa noite.-mamãe disse gentil.E de repente, ela jogou seu corpo para trás, me puxando junto, começamos a cair como se não houvesse chão abaixo de nós, queria gritar, mas não conseguia, continuamos a cair, o cenário ainda branco, passava rápido por meu olhos. Até que avistei algo imenso, algo azul cristalino, algo...ÁGUA!Mamãe não desviava o olhar de mim, eu estava desesperado.Acabamos caindo dentro da água, porém eu conseguia respirar e ficar com os olhos abertos, não paramos de cair. Sequer pareciamos nos molhar. Mamãe em nenhum momento soltou minha mão. A água terminou, tudo voltou a ficar branco, estávamos secos, o branco foi virando azul marinho, um cenário foi sendo construído. Estávamos em cima de um telhado. Havia um matagal em baixo, ele pegava fogo, haviam viaturas e um caminhão de bombeiros cercando o local.Aquele lugar...Ele não me trazia boas memórias. Era o celeiro.—Drew, por que queimou meu diário?-mamãe acariciou minha mão.—Ele não era bom...-falei incomodado. Encarei a mim, sim, eu, em frente ao matagal, atirando o diário no fogo. —Então...Você não sabe como morri?-mamãe disse, um olhar sem brilho.—N-Não!-falei, ainda me encarando lá em baixo. Flashbacks.—Pena que já é hora de acordar...-mamãe deu um beijo nas costas de minha mão.—Não, eu não quero!-falei arregalando os olhos.Mamãe deu um último sorriso e soltou minha mão, tentei gritar e pegar em sua mão para não perde-la, porém não saía nenhum som de minha boca e eu não conseguia toca-la." Abri meus olhos assustado, ofegante, olhando ao redor, tentando assimilar o que era realidade e o que era sonho. Acordei com o despertador de meu celular, avisando que devíamos voltar para casa antes de Nanda e Erick acordarem.
—Tio Drew?-Lily me olhou preocupada.—Drew?-Brady me olhou com uma sobrancelha arqueada.Não respondi. ☆☆☆O dia 24 foi bem agitado e cheio de correria, compra de presentes, decoração das casas, planejamentos...Passamos a noite da véspera na minha casa, eu, Brady, Lily, Jack, Alana, Nanda, Erick, Cassie e Fernando. Brady dormiria lá em casa novamente, porém decidimos trocar presentes entre nós somente na noite do dia 25. Se Lily ganhou mais uma boneca de presente por parte minha e do Brady? Não, dessa vez foi um unicórnio de pelúcia, já que ela ficou apaixonada pelos da Bárbara quando foi na casa dela pela primeira vez.Enfim...Dia 25 chegou, Gray estava na minha casa tendo umas crises, me impedindo de sair. Nanda e Erick não estavam em casa, tinham acabado de ir pra casa de Jack. Eu estava acabando de me arrumar para ir para casa de Brady.—Ele anda ficando demais com a Yuki!-Gray falou.-Será que ele simplesmente não gosta mais de mim e vai voltar com ela? E se ele terminar comigo na noite de Natal?!-surtou.—Leo não gosta da Yuki, fique mais seguro de si...-revirei os olhos.—Leo e ela estão grudados demais, Drew!-Gray inclinou a cabeça para cima.-Como alguém deixa de me amar?!—Pensei que já tivesse de boa com a Yuki desde a festa de aniversário dos gêmeos...-falei com tédio me olhando no espelho dando uma bagunçada no cabelo como sempre fazia.—Estava! Até ela tentar dar o bote no meu namorado!-Gray cerrou os dentes.—Yuki não faria isso, você a conhece...-revirei os olhos. —Ela só tem cara de santa, mas a mente é maligna!-Gray fez manha.—Para de implicar com a menina!-bufei.Meu celular começou a tocar. Era Brady.—Cadê você?—To com o Gray...—Tá me traindo?! —Que?! Não! —Leo tá preocupado...E eu também! —Daqui a pouco estaremos aí.—Tá, não me faça ir te buscar! Beijos. —Gray, vamos!-falei desligando o celular.—O Leo está lá?-Gray se levantou, estava sentado em minha cama.—Está.-falei passando pela porta.—Eu estou nervoso!-Gray passou atrás de mim.—Gray.-parei de andar, o encarando.-Você? Nervoso? —Você não vive com a sensação de que uma hora ou outra o seu namorado pode te trocar por outra pessoa já que ele pode ficar com quem quiser!-Gray estava com os ombros caídos.Na verdade, no começo do meu namoro com Brady, eu tinha essa sensação. As meninas continuavam atrás dele, claro, ele era o famosinho, capitão do time de basquete, obviamente teria gente caidinha por ele.—É, eu não vivo com essa sensação!-falei.-Sabe por que? Porque eu tenho que ser confiante e saber que Brady me ama!-voltei a andar, descendo as escadas.—Tá esfregando na minha cara que tem um namoro perfeito?!-Gray disse.—Gray, me escuta, Leo podia namorar com quem fosse, mas ele escolheu você e vice-versa, ou acha que eu não sei dos garotos e até garotas que dão em cima de você, mas que você faz questão de deixar em segredo para não incomodar o Leo?-o encarei por cima do ombro.-Sinceramente...São perfeitos um para outro. Sequer sei como se aguentam.-ri pegando minha mochila no pé da escada e a colocando, somente uma das alças em meu ombro. Iria passar a noite na casa de Brady.Gray parou para pensar, um pouco corado. Só não sei porque ele está com essa sensação, isso não é coisa do Gray...Bem, datas comemorativas mexem com o emocional das pessoas.—É, acho que sim...-Gray sorriu minimamente. Peguei o presente de Brady em cima da mesinha de centro.—Então, vamos?-abri a porta, dando de cara com um garoto, tinha os cabelos castanhos escuros e olhos castanhos claros, vestia uma calça jeans, um tênis All Star de cano médio branco e um moletom cinza.-Te conheço?-arqueei uma sobrancelha.—Nathaniel.-ele se apresentou.-Quem não me conhece?—Eu.-falei.Nathaniel fez careta, mostrando a língua azedo.—Quem é?-Gray se aproximou, desanimado.-Nath!-arregalou os olhos, se animando, passando por mim rapidamente e o abraçando, praticamente pulando nele.Nathaniel arregalou os olhos, assustado.—Nath, não acredito! O que tá fazendo aqui?! Por que não me avisou, filho da égua?-Gray estava sufocando o garoto.Franzi a testa, me encostando no batente da porta.—Primeiramente, oi Gray...-Nathaniel riu.-Segundamente, quem é ele?-apontou para mim.—É o Drew! Lembra daquele jogador de basquete que...—Que você ficava olhando como se fosse arrancar um pedaço? Que você babava? Que você dizia ser um gato? Lembro sim!-Nath sorriu cínico.Olhei mortalmente para Gray.—Valeu, Nathaniel!-Gray bufou.-Drew é namorado dele!—Grazi me disse que estaria aqui...-Nathaniel falou.-Disse que estavam indo pra uma festa, então eu precisava falar com você antes. —Gente, eu to boaindo...-me intrometi, sem ânimo.—Nath e eu somos melhores amigos desde os 9 anos, mas a mãe dele decidiu que ele moraria com ela no começo desse ano, então mudou de cidade, aí ele aparece de repente sem nem me avisar!-Gray passou o braço pelos ombros dele.—Você tá ainda mais bonito...-Nathaniel falou com malícia.—Eu sou sempre lindo, querido!-Gray disse convencido.Revirei os olhos.—Gray, temos compromisso...-falei.—Ah, verdade!-Gray arregalou os olhos.—Gray...Podia vir comigo, antes?-Nath pediu.-Sabe, na minha antiga casa, da época que éramos vizinhos...Preciso falar com você.—Não pode ser depois ou durante a festa? Você pode ir com a gente...-Gray falou.—Depois eu já vou ter ido embora, é sobre isso que quero conversar com você e durante...Olha, quero evitar certas pessoas...-Nath disse incomodado.—Leo?-Gray arqueou uma sobrancelha.—Bárbara.-Nath suspirou.-E Nancy. Não estou afim de morrer!Então...Vem comigo?—Drew...-Gray fez biquinho, me olhando.—Vai, mas eu vou pra festa!-disse fechando a porta atrás de mim e trancando.—Tchauzinho, Drew, prazer lhe conhecer!-Nath acenou para mim.—Te encontro lá!-Gray também acenou.Ele e Gray saíram pela rua felizes, conversando.Eram 6:30 PM, o sol logo iria se por. Ia caminhando sozinho, observando ao redor, as casas decoradas, era bonito de se ver. Estava ansioso pela festa, Brady havia se dedicado e tudo isso pois queria passar aquele momento legal ao meu lado, só não sei porque ele disse que seria surpresa e as meninas ficaram estranhas... Brady era o melhor namorado que eu podia ter. Queria fazer algo legal pra ele além do presente...E o presente? Será que ele irá gostar?Enfim, ao chegar, toquei a campainha, Winnie e Brady sempre me falavam que eu não precisava chamar, bastava entrar.—Já vai!-ouvi uma voz de lá de dentro gritar, parecia distante.Meu celular começou a tocar, o atendi no primeiro toque, estava no meu bolso.—Drew?—Oi, Nanda.—Drew, veja se você está com o presente do Jack!—Ué...Olhei para o presente em minhas mãos, no meio da fita que foi usada para dar um laço estava escrito "Jack" em um papelzinho. Arregalei os olhos e cerrei os dentes.—Estou...—Por favor, preciso que me encontre lá em casa para trocar os presentes, eu estou com o do Brady!Maravilhosa idéia de usar o mesmo papel de presente nos dois presentes e deixa-los na mesinha!—Nanda!-falei irritado.—Por favor, Drew, não estou muito afim de agitação, não quero ir na casa do Brady.—Tá...Então, a porta foi aberta pelo pai de Brady.—Daqui uns 20 minutos nos encontramos!—Tenho que desligar!-desliguei e guardei o aparelho dentro do bolso.-B-Boa noite...-falei receoso.—Pai?-Brady apareceu, ele estava usando um daqueles gorros vermelhos de Papai Noel, uma calça jeans preta e uma camisa (também preta) social com as mangas dobradas até os cotovelos, porém estava toda desabotoada e seu cabelo molhado.-Drew!-ele me abraçou, pude sentir o cheiro de seu perfume, era muito bom.Carlos nos olhou com desaprovação, até mesmo bravo.—Brady...-sussurrei. Ele me soltou.Carlos entrou e nos deixou lá, não parecia nada feliz. Desanimei.—Esquece ele...-Brady sussurrou passando a mão em meu rosto suavemente.—Você está...Lindo.-desviei o olhar, tímido.Brady sorriu.—Você também.-sussurrou em meu ouvido.—Não se diz isso pra alguém que usou All Star com terno no casamento da mãe...-revirei os olhos. —Ué, mas você está mesmo! Caso não fosse meu namorado, te pegaria de jeito.-Brady disse pervertido.—Mas eu sou seu namorado!-revirei os olhos.—Sendo assim, te pego mais tarde.-Brady passou a língua pelos lábios de maneira sexy.Corei.—Bem, você demorou! Cadê o Gray?-Brady fez biquinho.—Longa história...-falei e entramos ao mesmo tempo.Lya estava de pé, mexendo no celular. Danny estava sentada no sofá com o irmãozinho de Brady no colo, o Bernardo. A TV estava ligada, estava passando um especial de Natal.—PAREM!-Lya gritou. Paramos onde estávamos.-Olhem.-apontou para cima.Observei um visco acima de nós.Brady me olhou sorrindo. Ele estava prestes a me beijar, porém coloquei a mão em frente a minha boca.—E seu pai?!-sussurrei.—Ele nem está aqui!-Brady revirou os olhos.—Tá. Mas eu não quero te beijar na frente da Lya!-falei ruborizando.—Não liguem pra mim...-Lya falou apontando o celular para nós.Brady tirou minha mão da frente de minha boca e me deu um selinho bem demorado.Lya deu um gritinho de felicidade tirando a foto e Danny tentou conter o riso.Brady sorriu pra mim, todo bobo. Retribui, também sorrindo, fechei a porta.—Pena vocês não poderem agir como namorados durante a festa...-Danny falou.-Que pais chatos, hein! Se fosse você, me assumia logo!Brady ficou sem graça.—E as meninas?-perguntei.—Devem estar na cozinha ou sei lá, só não vão lá, está uma correria!-Lya falou.-Estamos responsáveis pelo Be.—Os aconselharia a ficar aqui na sala mesmo, o único cômodo em paz...-Danny disse.—Lya, cadê...-Leo apareceu com Yuki, ambos conversando. Leo parou para me olhar.-Drew! Cadê meu amor?-veio me abraçar todo empolgado daquele jeito dele.—Ele tá com um...Tal de Nathaniel...-falei.—QUE?!-Leo gritou me soltando. Lya me olhou surpresa.-Nathaniel?! Aquela desgraça saiu do além pra vir roubar o meu Gray?! Ele vai ver o que acontece quando se rouba o meu homem!-estava irritado.-Drew, você vem comigo, vamos atrás dele!-saiu me puxando para porta, a abrindo.—Eu não tenho nada a ver com isso!-falei.—Tem, você tava na cena do crime!-Leo falou estressado.-Desculpa, Brady, depois ele será todinho seu.—Não queria falar nada...Mas vocês estão debaixo do visco...-Lya falou.-Mentira, queria falar sim!Olhei para cima novamente. Mordi o lábio inferior.Brady me olhou mortalmente.Leo fez uma careta, nos entreolhamos, ele suspirou dando de ombros, segurando meu rosto, nessa hora eu paralisei. E foi muito rápido, Leo me beijou, sem dar tempo de protestar ou de Brady acabar com a palhaçada.Eu nunca havia beijado ninguém que não fosse meu namorado! Vai começar tudo de novo, aquela mesma sensação de ser algo novo e de uma língua desconhecida estar na minha boca. Só sabia que...Não havia sentimentos nos envolvendo, não era a mesma coisa como era com Brady, não conseguia sentir nada. Até mesmo...Na primeira vez que beijei Brady, que foi um selinho no vestiário do colégio...Eu senti uma coisa que não consigo descrever, eu realmente queria estar próximo a ele, sentir uma conexão durante o beijo. Apesar de naquele tempo insistir que não gostava dele...Bem, agora eu sei o que é não gostar (romanticamente) de alguém.Foi um beijo curto, logo nos separamos, meu rosto pegando fogo, ainda paralisado, sem reação. Lya e Danny estavam gritando e tirando fotos.—Que o Gray não saiba disso...-Leo riu nervoso.—Leonardo, eu vou te matar!-Brady gritou realmente irritado.—Brady, foi só um beijo de visco! Estou devolvendo! Lembra de você e o Gray naquela armação?-Leo cruzou os braços.—WINNIE, VOCÊ AINDA GUARDA AQUELA ARMA?!-Brady gritou.—B-Brady!-arregalei os olhos, segurando nos ombros dele.—Eu também estou bravo com você!-Brady franziu a testa.—Brady, fica calmo...-Danny falou.-Eu beijaria você de boas debaixo do visco...Todos olharam pra Danny automaticamente.—Tu quer morrer, guria?!-eu disse indignado com a testa franzida.—Vem cá, Danny, vou te dar um beijinho!-Brady sorriu indo até ela.Puxei Brady pela gola da camisa, fazendo bico, emburrado.Danny ria nervosamente, abraçando Bernardo.Brady me encarou com a sobrancelha arqueada, passando o polegar por meus lábios e fechando a cara.—Não fica assim...Eu não senti absolutamente nada!-sussurrei.—Só que você é meu, não quero ninguém te tocando!-Brady franziu a testa.—Brady, fica tranquilo, eu tenho meu loirinho!-Leo revirou os olhos.-Falando nele...Bora, Drew!—Eu não confio em vocês dois juntos!-Brady me abraçou por trás, apoiando o queixo em minha cabeça. —Esperem!-Nancy apareceu.-Deixem-me resolver isso então!-ela estava com tinta no rosto.-O beijo de visco é um beijo...Hm...Alguém me empresta o celular pra pesquisar na internet?-colocou as mãos na cintura. Nancy estava arrumada, e isso era raro de se ver, e nada de roupas rasgadas/largas ou tênis encardido como costumava usar do jeito desleixado dela. Estava bonita.—Bem, é um beijo na brotheragem! Normal, demonstração de afeto! Drew não vai tirar a roupa pro Leo só por um beijo de visco!-Nancy andou até Lya.Corei.—NANCY!-todos gritaram.—Ué, todos pensaram a mesma coisa!-Nancy deu de ombros.—Nancy, você não namora...-Brady cruzou os braços.—Tá, finge que...Eu namore a Bárbara!-Nancy pensou.—Incesto?-Leo disse malicioso.—Não, seu pervertido! Estamos fingindo!-Nancy pegou na mão de Lya.-Daí eu e Lya casualmente estamos saindo...-puxou a garota até a porta. Observamos atentos.-Oh, um visco, amiga!-disse inocente.—Nossa, amiga!-Lya tentou conter o riso.—Se me permite...-Nancy sorriu de canto, a pegando pela cintura e a inclinando delicadamente, fechando os olhos e lhe beijando na boca. Arregalei os olhos, assim como todos ali.—Nancy é...-falei pasmo.CARALHO!O beijo durou mais que o meu e o do Leo, Nancy separou-se de Lya lentamente, a olhando nos olhos, ela colocou-a de pé. Elas ficaram lado a lado, Nancy soltou ar pela boca, as bochechas levemente rosadas. —TÁ BRINCANDO?!-Brady quebrou o silêncio.-Isso foi muito além da brotheragem! —Foi nada!-Nancy cruzou os braços.-Meu namoro com a Bárbara continua o mesmo!—Foi uma demonstração, um beijo de visco simples como o do Leo e do Drew!-Lya mostrou o celular com a foto do nosso beijo, sorrindo. As bochechas também rosadas como as de Nancy.Danny estava cobrindo o rosto com uma almofada, Yuki cobriu os olhos com as mãos.Leo meio que rindo, meio surpreso.Nancy e Lya satisfeitas.Eu e Brady incrédulos.—Shippo...-Brady falou baixinho.—Tem tinta no seu rosto, "amiga"!-Lya riu.—Obrigada por avisar, "amiga"!-Nancy limpou o rosto na manga da jaqueta.-Tá certo, tudo resolvido!Brady me olhou incerto, ri sem jeito. Ainda com a cena do beijo entre as garotas na cabeça.—Agora vamos!-Leo disse determinado me puxando.—Ei!-Brady protestou enciumado.—Nós já voltamos!-Leo olhou pra Brady.-Não sou igual certa pessoa que sequestra o namorado do outro bem na noite de Natal!Espera...Ele está fazendo exatamente isso!Quando estávamos no quintal, ouvi a porta sendo esmurrada.☆☆☆—Ai, o Nathaniel! Não o suporto!-Leo reclamou.—Quem é ele, afinal?!-perguntei. Estávamos indo até a casa do Gray, eu estava com minha mochila, havia colocado o presente dentro dela.—Bem, quando tínhamos 13 anos, Nathaniel era caidinho pelo Gray e Gray apaixonado por mim. Tenho muita raiva do Nath, ele queria roubar meu melhor amigo e atualmente quer roubar meu namorado! Além de ter tirado o BVL do Gray! Eu queria fazer isso!-Leo cruzou os braços, olhando para o lado.—Mas...?-arqueei uma sobrancelha.—Mas, eu namorava a Yuki-Chan!-Leo falou me encarando.-Nath depois desistiu do Gray e começou a namorar a Babs!—Sério?!-me surpreendi.—Por isso Nancy não gosta dele e a Bárbara tem péssimas lembranças!-Leo disse.-Viu? Não é flor que se cheire!—O que ele fez pra ela?-perguntei curioso.—Muitos rolos, outra hora te conto.-Leo bufou.-Agora, temos que salvar meu namorado!-me puxou para andarmos mais rápido.Chegamos na casa de Gray, mas como eu disse a Leo, eles estariam na antiga casa de Nath. Então entramos na casa em frente a de Gray, o portão estava aberto assim como a porta. Entramos pela sala, a luz apagada, a casa silenciosa. Decidimos subir as escadas.Leo olhou ao redor, pensativo.—Leo...Te preocupa Gray estar com Nath?-arqueei uma sobrancelha.—Você se preocupou quando Brady estava com Gray...-Leo falou.—Tá...Mas você sabe que Gray te ama e não faria nada com Nath!-tentei.—Você não conhece o Nathaniel! É todo oferecido! Não tenho medo que Gray faça alguma coisa e sim medo do Nath fazer! Desde os 13 anos eu não gosto dessa amizade deles!-cerrou os dentes.-E quero dizer, não é medo medooo...Ah...Você entendeu!
Avistei uma porta entre-aberta, as outras abertas por completo. Apontei para ela e Leo assentiu com a cabeça. Entramos naquele cômodo e lá estavam Gray e Nath. —Gray!-Leo gritou.Nath revirou os olhos. Gray nos olhou confuso. Eles estavam sentados em uma cama lado a lado, o quarto estava cheio de caixas de papelão, havia apenas uma cama e uma cômoda.—Oi, Leo.-Nath disse cínico, levantando-se.—Gray, posso saber o que estavam fazendo?!-Leo cruzou os braços.—Conversando! Calma, amor!-Gray se levantou.—Conversando? Conversa ali, conversa aqui...Um beijo cá, outro lá...E eu aqui com o chifre crescendo!-Leo falava alto.—Leo...Uma coisa é, se eu quisesse o Gray, já o teria faz tempo. Se eu quisesse beija-lo, não faria isso escondido de você e sim na sua frente.-Nath ficou frente a frente com Leo, as mãos na cintura.Ai meu santo yaoi...Digo, meu Deus! Pirando em 3...2...1...—Ai, não me faça rir...Nath, baixa a bola, tá? Você não tem nada que interesse ao Gray!-Leo debochou.-Gray tem dono! E sou eu, não você.Gray veio até mim, me olhando preocupado.—Leo, tá!-Gray falou hesitante.—Ah, Gray, você também vai ouvir, só espere! É Natal e você prefere ficar com essezinho ao invés de mim?! Sabe o quanto eu estava esperando pra você chegar na casa de Brady?! Aí eu tenho a notícia que você veio ficar com o "Nath"!-Leo cerrou os dentes.—É assim que eu me sinto quando você me trocou pela Yuki nesses últimos dias!-Gray gritou e me puxou pra fora, fechando a porta com força, fazendo a maçaneta cair no chão. Arregalamos os olhos. Gray tinha uma força bruta que pelo amor de Deus...Lembro de um tapa que ele me deu quando eu não queria ouvi-lo no dia que beijei Brady pela primeira vez...—Gray?! GRAY!-eles gritaram batendo na porta.-ABRE ISSO!—Não dá, a maçaneta quebrou!-Gray entrou em desespero.—Eu te disse que não podíamos fechar a porta senão ela ia emperrar!-Nath gritou batendo bruscamente na porta.-Agora não tem jeito de abrir nem por dentro e nem por fora!—Ah, se não emperasse, vocês teriam fechado, né?!-Leo gritou.—Drew, me ajuda!-Gray ficou batendo na porta de todos os jeitos.—Eu?!-estava perdido.—Tentem a janela!-Gray gritou.—Impossível! Tem proteção!-Nath gritou.—Eu vou matar o Nathaniel se ficar aqui mais um segundo!-Leo falou.-Tinha que ficar trancado bem com ele?! Eu vou arrombar essa porta! TO FALANDO SÉRIO, EU MATO ELE, E EU SOU FABULOSO DEMAIS PRA IR PRA CADEIA!—Boa sorte...-Nath disse debochado.—Sua irmã volta que horas?!-Gray perguntou.—Bem tarde! Não vou esperar todo esse tempo ao lado do Nathan!-Nath esmurrou a porta.—ABRAM A PORTA! QUEBREM A PORTA! MAS ME TIREM DAQUI!-Leo dava um chilique, que meu Deus...—É normal de vocês dois dar esses chiliques?-arqueei uma sobrancelha.—Não é chilique, é necessidade de expressão!-Gray disse convencido.—Sei...Sei...-revirei os olhos.—Vou lá em casa ver se tem alguma ferramenta!-Gray gritou.-Drew, vamos!—Por que não o deixamos aí? Vai ver, ficando juntos, aprendam a se amar!-preciso dos meus remédios. —DREW, TRAIDOR!-Leo gritou.—Impressão minha ou você shippa Leth? Tá andando demais com a Lya!-Gray revirou os olhos.-Vamos, logo!Fui de mau gosto.—Sua casa tá toda escura e fechada...-comentei quando já estávamos na calçada.—Meus pais levaram as gêmeas e a bebê pro show de Natal no centro comercial, Grace foi festejar com uns amigos e Grazi tá na festa do Brady!-Gray arregalou os olhos.—Tá, mas isso não é problema já que você tem a chave...-falei.-Não tem?-arqueei uma sobrancelha.Gray me olhou com culpa.—Não tenho não! Perdi a minha cópia! Não tinha que preocupar em voltar pra casa já que dormiria com Leo!-Gray falou andando de um lado para o outro.—Tu vai é dormir na rua se não achar uma maneira de tira-los dali!-cruzei os braços.—Vamos ver na garagem!-me puxou novamente para casa de Nath. Entramos na garagem, não tinha nada além de uma mesa de madeira com uma caixa de papelão em cima. Dentro da caixa havia parafusos, espátulas de mexer massa de bolo, um alicate enferrujado, nada que prestasse, ótimo!—E agora?-Gray estava nervoso.-Ah!-arregalou os olhos.-A casa da Nancy fica aqui perto, vamos lá! Lógico que ela tem algo que abra portas! Fomos correndo até a casa de Nancy, bom, entramos silenciosamente no quintal, subimos na casa da árvore (eu tinha a chave da porta na mochila) e achamos um pé de cabra pendurado na parede, ela dizia que aquilo era para emergências. Saímos dali tão rápido quanto entramos. Voltamos para casa da irmã do Nath, não correndo, estávamos cansados demais.—Achei um pé de cabra! Deve servir!-Gray anunciou. Não ouvimos respostas.-Gente...?-bateu na porta de leve. Ele me olhou confuso.—A resposta deve ser...Um matou o outro.-dei de ombros.Gray revirou os olhos. Acendi a luz do corredor, era fraca, mas devia servir. Larguei minha mochila ali no chão mesmo.Ele encaixou o pé de cabra na porta, com dificuldade formou uma fenda.—Drew, não fica aí parado, me puxa.-Gray pediu.—Eu não!-falei.—É uma porta feita de cedro, se bobiar revestiram essa porcaria com aço por dentro!-Gray falou indignado.—Então por que a maçaneta caiu?!-também estava indignado.—A casa é velha!-Gray disse já impaciente.-Me ajuda logo!Revirei os olhos e fiquei atrás dele, realmente hesitante.—1...-Gray contou determinado.—2...-eu contei inseguro.—JÁ!-gritamos ao mesmo tempo. Espera, pulamos o 3...Puxei Gray pela cintura firmemente, ele forçou o pé de cabra para um efeito alavanca. A porta abriu num susto, fazendo nós dois cairmos, desnorteados.Nos levantamos e entramos no quarto, surpreendentemente...Leo e Nath estavam dormindo na mesma cama abraçados.—Leth é real.-sorri vitorioso com as mãos na cintura.—Vá se danar!-Gray cuspiu as palavras.Meu celular começou a tocar, me assustando.—Quem...—Drew, cadê você?! Cerrei os dentes e arregalei os olhos.—O presente!—Eu estou aqui em casa! —C-Certo, estou indo!E desliguei.—Tenho que ir até minha casa!—Okay, vamos todos juntos!-Gray disse indo até a cama.-ACOR...—Calma, calma, calma!-falei indo até ele rapidamente, tirei uma foto de Leo e Nath com meu celular.-Pronto.Gray me olhou incrédulo.—Não creio...-ele disse.A Lya vai gostar de ver isso. QUE QUE EU TO PENSANDO?!☆☆☆A caminho de casa, havia vários carros e pessoas tumultuadas, havia até mesmo um carro da polícia e uma ambulância. Olhamos mais de perto e vimos um carro e um caminhão, ambos destruídos, as pessoas em volta. —O que aconteceu?-perguntei franzindo a testa, encarando Gray.—Moço, o que houve?-Nath perguntou pra um cara que estava por ali. —Parece que o motorista do caminhão estava bêbado e acabou batendo no carro de uma mulher...Disseram que ela tinha duas crianças no banco de trás, pelo visto elas estavam sem o cinto de segurança...-ele respondeu.Eu e os garotos nos entreolhamos engolindo em seco.—E eles se machucaram muito?!-Leo perguntou.—Isso eu não sei.-o cara falou.—Por que vão inventar de beber e dirigir também?! Não sabem que é perigoso?!-Nath falou.-Que custa vidas?!—O pior é que isso é bem comum de se acontecer nessas épocas do ano...-falei sério.—Bem...Drew, to achando que não vai dar pra passar por aqui para ir para sua casa...-Gray colocou a mão sobre meu ombro.—Ah...-inclinei a cabeça para trás, suspirando derrotado.—Vamos pelo centro comercial então!-Leo falou.—É lá que está tendo o show de Natal, está bem mais lotado, né!-Nath revirou os olhos. Nem Nath e nem Leo se deram conta que estavam abraçados quando acordaram. —É só não ir pelo caminho da praça então e sim pelo das lojas!-Gray falou.Já era noite, estávamos nós, quatro adolescentes andando pela rua em pleno Natal. O que poderia dar errado, né?E lá fomos nós pelo centro, todo enfeitado, as lojas todas fechadas, se via uma conveniência ou outra aberta por ali, tudo bem iluminado.—Fiquei sabendo que a Rose abriu um bar por aqui após desistir de ser secretária do colégio...-Gray falou.—Bom, falando nela...-Nath fez pouco caso, apontando para uma mulher em frente a um bar, ela estava fumando. Tinha os cabelos loiros presos em um coque, deixando a franja solta, muito bonita, vestia uma saia preta justa, uma camisa social branca com as mangas dobradas até o cotovelo e com a gravata desamarrada.—Rose!-Gray gritou.Ela nos encarou surpresa, segurando o cigarro entre o dedo indicador e o médio, soltando a fumaça pela boca. —Ora, ora...Grayson, Griffin e Nathaniel...-Rose deu um belo sorriso.-E o outro eu não conheço...-apontou para mim, levando o cigarro a boca.—Drew.-falei acanhado.—Verdade que o bar é seu?-Nath perguntou.—Sim.-Rose disse olhando para o nada.-É Natal, só tem uns três clientes me prendendo...Tinha uma festa para ir, acho que não vou poder comparecer.—Nós também temos uma festa! É do namorado do Drew!-Gray falou.—Hmmm, namorado...-Rose falou maliciosa tragando.Corei, abaixando a cabeça.—Falando em namoro...O que deu o triângulo amoroso entre vocês três?-Rose olhou para os garotos.Os três coraram de leve.—Leo e Gray estão namorando e eu fiquei Forever Alone!-Nath suspirou.-Só que o Nathan, esse cabeça dura, acha que eu estou tentando roubar o Gray só porque o chamei pra conversar a sós!-olhou de relance para Leo e Gray.—Quem não te conhece que te compre, Nathaniel!-Leo cruzou os braços.—Ai, amor juvenil...-Rose riu, terminando seu cigarro e o jogando ali mesmo na rua, pisando nele com sua sandália de salto alto.-Não querem entrar para conversar?-apontou para a porta.Nos entreolhamos, esquecendo para onde estávamos indo, entramos. Havia uma mulher sentada em uma das diversas mesas, bebendo o que parecia ser whisky. Um cara bem novo, aparentava ter até mesmo 18 anos, estava debruçado em uma mesa mais distante, olhando pra TV pendurada na parede, estava ligada na transmissão do show de Natal. E no balcão, onde Rose ficou atrás, estava um homem, bebendo cerveja.—Já lhe disse, eu tenho que ir embora, quer parar de beber, seu velho alcoólatra?-Rose revirou os olhos passando um pano no balcão.-Sentem-se.-olhou para nós e apontou com a cabeça para os bancos, sentamos.-Vocês não tem idade pra beber pelo que eu saiba...—Leo bebe mesmo assim nas festas malucas que vai...-Gray resmungou.—Me deixa!-Leo bufou.—Eu tenho chocolate quente, água e café!-Rose sorriu.-Sabe, tenho que ficar sóbria...E vocês também.-riu.Estava a alguns bancos do homem, mas ele me parecia familiar.—Se querem saber...-Rose sussurrou apoiando os cotovelos no balcão.-Aquela mulher ali acabou de se divorciar...Aquele garoto acabou de saber que a namorada o traiu...E aquele homem...Bem, ele é louco! Está me contando histórias desde que chegou! —Que tipo de histórias?-Nath se interessou.—Hm...Contou que já dirigiu um ônibus até um local de tráfico de drogas, junto com ele dois garotos e um amigo, disse que eles prenderam um chefão do crime...-Rose revirou os olhos.Minha cabeça deu um estalo.—E como ele se chama?-perguntei.—Vai me dizer seu nome ou não?!-Rose gritou.—Já te disse...-ele deu um gole na cerveja.-É Grilo!Arregalei os olhos.—Grilo!?-olhei pra ele. Era ele mesmo! Usava óculos de armação redonda, barba e bigode pretos, gordo e com cheiro de cigarro e cachaça. —Hã...?-Grilo me encarou.—Conhece?-os garotos me olharam.—Sim e posso confirmar que essa história que ele lhe contou é verdade! Eu, Brady, Jack e Grilo colocamos meu "pai" na cadeia!-me empolguei. —Se não é o irmão... Do Jack!-Grilo me olhou, acenando bobamente, devia estar bêbado.—Wow, então, garotinho, você parece que viveu muitas aventuras...-Rose me encarou.-Hm, e onde está esse Brady? Seria seu namorado?—É. Ele está na casa dele...-falei desconfortável.—Esse nome me soa familiar...-Rose sussurrou, ela deu de ombros e começou a encher algumas canecas com chocolate quente.-Bem, e os mocinhos aí?-encarou Leo e Gray, cada um com o rosto virado pro outro, ela colocou uma caneca na frente de cada. Depois uma na minha frente e outra na de Nath.-Eu sempre achei que combinassem...E vejam bem, é Natal, um clima de harmonia, para se estar de bem com quem ama...Nath suspirou, bebendo seu chocolate.—Por que eu não desisto?-murmurou.—Oi?-eu estava prestes a ir com Grilo.—Nada.-Nath relaxou os ombros.—Hm...-me levantei lentamente, com cuidado.—Senta.-Nath mandou. Me sentei imediatamente.-Eu desisto, Gray nunca me olhará com os mesmos olhos que olha pro Leo!—Você gosta dele?!-engasguei com o chocolate quente.—Isso não é segredo pra ninguém...-Nath me olhou.-Eu apenas disfarço tentando parecer irônico...-confessou. Gray, Leo e Rose não estavam nos ouvindo, estavam ocupados conversando.—Tá...Mas você não desistiu dele e começou a namorar com a Bárbara?-arqueei uma sobrancelha.—Eu tentei esquecer o que sentia...Mas, agora essa droga de sentimento voltou! Bem, eu vou mudar de país mesmo, junto com minha mãe...E outra, Gray disse que não me daria chances hoje quando me confessei...-Nath parecia triste. Arregalei os olhos.-E se quer saber, eu não queria ter causado essa bagunça no relacionamento dele com o Leo! Tá, talvez no começo eu quisesse...Porém notei o quanto Gray é fiel a Leo, fiel como eu não fui a Bárbara...-cerrou os dentes e abaixou a cabeça.Fiquei quieto. Silêncio constrangedor.—Então...-eu não sabia o que dizer.—Sou um idiota...-Nath deu uma risada abafada.—E, quando eram pequenos, Gray te deu uma chance, não foi? Soube que se...-comentei.—É, eu beijei ele!-Nath disse.-Mais nada...—Bem, o que você queria conversar com ele?-perguntei.—Eu falei sobre isso de mudar de país e quanto o que sentia por ele...-Nath cerrou os punhos.-Como te disse, ele não vai me dar chance, afinal me declarei pra um cara comprometido...Pelo que mais eu esperava? O encarei, sem graça, fiz sinal de positivo com o polegar.Nath sorriu minimamente.—Se contar isso a alguém, você tá morto!-me ameaçou.Assenti assustado, colocando as mãos nos bolsos da calça.—Ah, garotos...Não é por nada não, mas estão bem debaixo do visco!-Rose acenou inocente.—É a terceira vez hoje!-bufei.-E essas coisas tem que ficar na porta!—Meu bar, minhas regras!-Rose cruzou os braços sobre os seios.—Você tem namorado...-Nath riu pra mim, revirando os olhos.Ufa...Mas, quando eu menos esperava, Nath me deu um selinho no canto da boca.—E-EI!-cobri minha boca com as duas mãos, corando, me afastando bruscamente, caindo no chão.Nathaniel riu muito com minha reação. Fiquei envergonhado.—Vou tomar um ar.-Nath disse se levantando e saindo, antes me mandou uma piscadela.Uau...Revelações...—Vem cá...Ele deu em cima de mim?-perguntei pros garotos e pra Rose, indignado. Rose riu.—Brady não vai gostar disso...-Gray disse. Engoli em seco. —Nathaniel só estraga os relacionamentos, viu, Rô?-Leo cruzou os braços.Fui até Grilo, ele estava tão sozinho.—Feliz Natal!-disse sorrindo.—Ah...Feliz...Natal, garoto!-Grilo sorriu bobamente.-Ô, Rosalina, mais uma dose...-levantou o copo de vidro.—É Rose!-ela bufou.-E chega, já bebeu demais!—Ah, Rosa...-Grilo reclamou.Rose revirou os olhos, pegou a caneca dele e encheu com o que parecia ser café.—Aqui! Se contente com isso!-Rose entregou a caneca e voltou a conversar com os garotos.—Por mim já deu...-a mulher lá do fundo falou se levantando, pegando sua bolsa e passando a mão por seus cabelos pretos.-Tenham um feliz Natal, o meu eu já sei que não será nada feliz...-deixou uma aliança sobre o balcão. Ela estava chorando, a maquiagem borrada.—Ei!-Rose protestou.-Não posso ficar com isso!—É o pagamento...-a mulher disse acabada.—No Natal é por conta da casa...-Rose disse.—Não me importo, não quero ver isso na minha frente! Dê a alguém se não a quer!-a mulher exclamou e já estava de saída.—Espera, você não pode ir dirigindo!-Rose falou.—O carro está no nome do meu ex-marido, eu estou a pé mesmo...-a mulher respondeu e saiu de vez.—Ah, queria tanto ir pra festa...-Rose relaxou os ombros, ela sentou-se em um banco atrás do balcão, retirou as sandálias e a gravata, as jogando no chão. Depois ficou brincando com a aliança, um olhar sem foco.—Café amargo...-Grilo reclamou.—Então, Grilo, como vai sua vida?-perguntei bebendo meu chocolate.—Ah...Muito b-beeem...E o...Jack?-me olhou desnorteado.—Bem, agora está unido com a esposa e com a filha!-sorri.-Alana e Lily são muito especiais para ele, as acho incríveis!—E como ele está comemorando o Natal?-Grilo soluçou.—Está dando uma festa pequena em sua casa...Chamou a irmã, o cunhado, a Nanda...-sorri, porém meu sorriso foi desaparecendo.-NANDA!-arregalei os olhos.Peguei meu celular, tinha 8% de bateria e estava no silencioso, mais de 30 chamadas perdidas só da Nanda.—Tenho que ir, Grilo!-falei desesperado, me levantando.-Gray, Leo!-os chamei.—Fica a dica, garotos.-Rose lhes mandou uma piscadela.-Se amem!-sorriu meiga.—Leo, me desculpa! Eu não queria ter ido com o Nath, foi por impulso...Você sabe que você é único e eu te amo! O Nath é só meu amigo, e ele não faria nada sabendo que sou comprometido! Por favor, eu não quero brigar, nem te perder!-Gray abraçou Leo.—Ownt...-Rose suspirou apaixonada.-Agora, Leo...—Gray! Foi mal se eu surtei, eu não quero te perder também! E eu com a Yuki, era uma surpresa pra você, ela estava só me ajudando! Não pense que eu quero te trocar ou fazer ciúmes! Já te disse que você é o único que quero!-Leo o abraçou de volta.-Mas eu odeio ver você com o Nathaniel!—E o beijinho?-Rose se empolgou.Leo e Gray se olharam envergonhados, mas por fim deram um beijo cheio de paixão. Parecia que se esqueceram que havia mundo ao redor deles. Eles se separaram, encararam-se felizes e apaixonados. Rose bateu palmas.—Agora, vocês tem compromisso...-Rose piscou um olho e apontou para saída.—Feliz Natal, Rose!-Leo e Gray acenaram, eles estavam abraçados de lado.-Obrigado.-Gray sussurrou. Eles saíram trocando beijos no rosto e carinhos. —O que aconteceu?-arqueei uma sobrancelha.—Dei os conselhos que precisavam ouvir...Grandes amores tendem a ter "grandes" problemas...Nem que sejam esses conflitos adolescentes...-Rose sorriu olhando pela janela.-Bem, você também tem um amor, acho que ele está te esperando!—É verdade!-arregalei os olhos.-Adeus!-peguei minha mochila e conferi se meu celular estava no bolso.-E...Feliz Natal!-sorri.—Feliz Natal, Drew! Nós nos veremos novamente...-Rose suspirou.—E a sua festa?-perguntei.—Darei um jeito...-Rose disse.-Mas...Talvez eu até goste de ficar no bar, esses caras não tem para onde ir, eles passam a noite aqui...-olhou ao redor.-Eu sou a família deles.-sorriu pra mim. Mordi o lábio inferior e me aproximei de Grilo.—Um agradecimento por aquele dia!-tirei da minha mochila o presente de Jack e lhe entreguei. Sorri.—Obrigado, garoto!-Grilo sorriu lesado.—Ah, eu não tenho nada pra você...-falei sem graça para aquele cara.—Um abraço tá bom...-ele pediu quase chorando.—Ownt...-Rose fez sinal de coração com as mãos.Que que eu to fazendo com a minha vida? É Natal, pense nisso...Bem, abracei um cara que sequer sabia o nome e tinha um cheiro estranho de bebida alcoólica. —Rose...-falei. —Não precisa de nada. Sua compainha e a dos garotos já foi o suficiente.-Rose agradeceu.—Então...Até mais!-sorri de canto.-Tchau, Grilo, até a próxima vez que precisarmos de um ônibus!-gritei abrindo a porta. Saí e estava chovendo. —Vamos ser rápidos!-eu disse.-Nanda vai me matar...-inclinei a cabeça para trás.-Me matar mesmo...Bem, é Natal, né! Eu estou de bom humor! Mas eu vou morrer...—São 9 da noite...-Nath falou olhando o celular.-Várias ligações da Lya, da Grazi, de um número desconhecido e...-engoliu em seco.-Da Nancy...—Esqueci meu celular na casa de Brady...-Leo disse.—O meu acabou a bateria!-Gray falou.—E o meu está prestes a acabar!-falei desesperado.—A chuva está ficando mais grossa...-Nath comentou.☆☆☆Corremos até em casa, mas...Encontramos mais uma distração!—Vamos ficar ensopados!-Nath falou.—Estamos ensopados!-Leo revirou os olhos.—Ei, vamos ali por favor!-Gray pediu apontando para uma cabine fotográfica.-Quero muito registrar esse dia!-fez manha.A cabine ficava em frente uma loja de presentes, estava aberta.Reviramos os olhos. Fomos até lá, uma moça usava uma capa de chuva e guardava as fantasias em uma caixa.—Ah, vieram tirar algumas fotos?-ela nos olhou sorrindo.—Sim!-Gray sorriu fofo, se pendurando no pescoço de Leo.—Estão com sorte, prometi a mim mesma que daria essas fantasias a quem aparecesse aqui! Então, a vontade, fiquem com o que quiserem!-a moça apontou para caixa.Nos entreolhamos e sorrimos.—Aqui, Drew, veste isso!-Gray me deu umas coisas.—Gray, vai combinar com você!-Leo entregou umas fantasias pra ele.—Aqui, Leo!-Nath sem jeito entregou algo para Leo. Leo o olhou de cima a baixo desconfiado, mas aceitou hesitante.—Toma!-dei umas coisas pra Nath.Vestimos as fantasias por cima de nossas roupas. Gray havia me entregado um gorro de Papai Noel vermelho que ao invés de ter uma barra branca, tinha uma tiara de princesa, asas de fada que chegavam a cegar de tanto glitter, uma varinha com uma estrela na ponta e ele me fez vestir um tutu vermelho com babados pretos, ridículo.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Notas finais
Lancy, Greo, Grath, Dreth, Dreo, Brew...É shipp que não acaba mais!
Minha nossa senhora, deixa eu pegar um lenço pro sangue que escorreu do meu nariz!
Enfim, gostaram? Comentem, é Natal, façam uma autora feliz :3 ♡!
Oq dizer?
Teve fanservice.
Drew é fudanshi.
Nanda grávida.
Brady é pra casar.
A aparição da Madeline.
Esse cap foi focado mais no Drew, Gray, Nath e Leo. Queria ter colocado mais momentos entre Nanda e Drew e mais momentos do poço de fofura (Lily). Mas quis diferenciar! O que acharam?
Lya, Leo e Blue deram várias idéias e ajudaram a fazer o cap, créditos e obrigada XD ♥
A cena semi-lemon foi revisada pela Thaila-Senpai e pela Rany, obrigada!
E, bem, feliz Natal!
Minha nossa senhora, deixa eu pegar um lenço pro sangue que escorreu do meu nariz!
Enfim, gostaram? Comentem, é Natal, façam uma autora feliz :3 ♡!
Oq dizer?
Teve fanservice.
Drew é fudanshi.
Nanda grávida.
Brady é pra casar.
A aparição da Madeline.
Esse cap foi focado mais no Drew, Gray, Nath e Leo. Queria ter colocado mais momentos entre Nanda e Drew e mais momentos do poço de fofura (Lily). Mas quis diferenciar! O que acharam?
Lya, Leo e Blue deram várias idéias e ajudaram a fazer o cap, créditos e obrigada XD ♥
A cena semi-lemon foi revisada pela Thaila-Senpai e pela Rany, obrigada!
E, bem, feliz Natal!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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