O Jodo Do Caos
2 Praça das Três bandeiras
Notas iniciais
2
♦ ♠ ♥ ♣
Praça das Três bandeiras – Valencia- West blue
Relâmpagos brilham no céu aumentando a tensão na praça das Três bandeiras. O homem que está no telhado da loja de doces é alto e moreno, com uma barbicha desenhada e olhos castanhos. Ele é um marinheiro, um capitão, e com seu rifle ele mira diretamente em Marvin. O marinheiro efetua dois disparos, um passa pela esquerda de Marvin e o outro passa de raspão em sua barba, matando o caranguejo que se escondia nela.
- Uau! Como atirador você é ótimo dentista! – Zomba o ruivo que já está posicionando para o combate.
- Não sou atirador, apenas acho o rifle estiloso! – Responde o Homem enquanto sintonizava seu Den Den Mushi de pulso. – Minha unidade já está a caminho, logo você estará atrás das grades! – Continua o marinheiro.
- Caso não saiba sou especialista em escapar de prisões! – Marvin já segura o Grafo preparando seu ataque.
- Realmente não sei como conseguiu escapar de Gorgona com vida, mas, garanto que Impel Down será diferente! – Assegura o Capitão, quem dispara outras duas vezes contra Marvin.
Marvin desvia e lança seu ataque.
- Lanças do inferno! – Grita o ruivo. Dos dentes de seu garfo ele lança duas lanças de fogo em direção da loja de doces, a qual é destruída, levantando uma densa poeira.
- Tem talento! – Sussurra o marinheiro saindo de dentro da poeira, empunhando sua katana vermelha. Ele avança com ela na direção de Marvin, quem defende com o Grafo.
- É o capitão Jean o “espada vermelha”! estamos salvos! – Grita o homem que parece o Fidel Castro.
- Saiam daqui seus imbecis! Civis não devem se aproximar dessas lutas! – Ordena Jean para a multidão, que sai às pressas do local.
Marvin e Jean, ambos dão um passo para trás, Marvin então crava o garfo no chão e se apoiado nele com ambas mãos começa a girar. Ele gira até pegar velocidade suficiente e então se lança em cima de Jean, acertando-o com as bolas de ferro. Jean é lançado para os destroços da loja de doces, mas, antes de ser acertado ele cortou uma das algemas que prendiam a bola de ferro ao tornozelo de Marvin.
- Apenas consegui cortar uma algema, seria a outra feita de Kairouseki? – Diz o Homem enquanto se levanta.
- Acertou em cheio, pedra do mar! – Assente Marvin pegando seu garfo que continuava cravado nas pedras que forram a praça.
- Onde um pirata arranjou isso? – Pergunta o marinheiro passando a mão em seu rosto roxo devido ao golpe certeiro.
- Gorgona! – Responde o pirata lançando a bola de ferro que foi solta de sua perna.
Jean corta a bola de ferro com facilidade e então posiciona sua espada na horizontal.
- Corte vermelho! – Grita o marinheiro lançando um literal “corte vermelho” em Marvin.
O pirata, com o garfo, ofusca o ataque. O qual se dissipa com a resistência, se dividindo em minúsculos cortes que arranham a superfície da pele do antebraço de Marvin, deixando o membro vermelho de tantos micro cortes. Não foi de grande estrago, mas, o tempo de Marvin se defender foi o tempo de Jean avançar em sua direção. E agora frente a frente com Marvin ele o pega desprevenido e acerta um corte na barriga do pirata. Com uma cara de dor, Marvin aproveita que o espadachim empunhava a espada com ambas mãos e o soca na cara lançando ele para o outro lado da praça. Marvin “ajeita” seu cabelo descabelado e abre um sorriso de eia boca.
- Agora a porra ficou séria! – Exclama o ruivo tirando sua camisa, exibindo a tatuagem em suas costas, três caveiras com duas facas encravadas em cada uma. Exibindo também o corte recém feito, o qual não para de sangrar.
Jean ainda meio tonto devido ao murro que tomou, continua caído no chão da praça. Percebendo a presença de Marvin, ele coloca sua espada e simetricamente na metade de seu rosto, ela bate na parte de suporte dos dentes do garfo de Marvin, deixando os dentes do garfo a milímetros de seus olhos que chegaram a ficar brancos. Atônito Jean junta forças e empurra o garfo para o lado e rola para a direita, mas é parado pelo garfo que é cravado no chão, novamente a milímetros de seu rosto. Desesperado ele não consegue reagir aos ataques de Marvin, ele apenas vai rolando pelo chão, desviando do garfo. O som da bola de ferro o faz voltar a si, mas, mesmo assim ele não consegue evitar o chute de Marvin, que o faz voar para o perto da rua da feira.
- Homens! Apareçam! – Grita o desesperado Marinheiro.
Marinheiros surgem de todas as ruas que cercavam a praça, até de dentro Das barracas da feira saiam marinheiros. Todos carregavam seus fuzis e os apontavam diretamente para Marvin, quem já estava com o Garfo apontado para o capitão Jean.
- Se atirarem seu capitão morre! – Pronuncia o pirata ainda apontado para Jean, que com as espada trava o golpe.
Marvin então vai vibrando rapidamente o Garfo, que vai aquecendo, e o calor vai conduzido até o par de dentes. Marvin desliza o Garfo pela espada do marinheiro, como se estivesse ajeitando a mira. Os dentes do garfo já estavam vermelhos e deles saía fumaça.
- Então é assim que você fez o ataque que destruiu a loja de doc... – Ia falando Jean quando é interrompido.
- Lanças do inferno! – Grita Marvin, lançando dos dentes do garfos duas lanças de fogo que atravessaram os pulmões de Jean, quem cai desmaiado sem ar, cuspindo sangue.
Marvin então salta para dentro de uma loja, quebrando a vidraça, ele se esconde atrás do balcão para fugir da balas. A loja fica esburacada, Marvin atrás do balcão busca desesperadamente uma saída.
- Maldita algema de Kairouseki... – resmunga o ruivo, quando escuta o som do disparo de um canhão.
O tiro de canhão explode a loja, Marvin sai do meio da explosão, e então vê os canhões portáteis todos apontados na sua direção.
- Isso é jogo sujo! – resmunga o pirata.
Três tiros são disparados em sua direção, ele com classe desvia de todos os tiros e vai perfurando os marinheiros com o garfo, um a um. Ele sente três tiros no ombro, um na barriga e quatro na perna, Mas, continua na investida contra os marinheiros, esmurrando um enorme homem e o usando como escudo ele chega até um canhão!
- Ainda bem que existem esses marinheiros gordos! Obrigado parceiro! – Diz ele colocando a munição no canhão.
Ele dispara contra um grupo de marinheiros que estavam prestes a ataca-lo, fazendo todos voarem pelo ar. Rapidamente o ruivo recarrega o canhão e dispara em outro grupo, e outro e outro. Até que outro tiro de canhão é disparado contra ele, Marvin então salta para o centro da praça e vai derrotando os homens manualmente. Quando apenas resta um homem na praça, quem abandona o canhão e sai correndo como uma criança que acaba de cagar e vai chamar sua mãe para limpar a bunda toda cagada.
A praça estava banhada de sangue, apesar disso, os marinheiros estavam apenas inconscientes. Marvin havia evitado de mata-los em respeito a suas famílias. Ele acabou de derrotar 120 homens em 5 minutos. Bufando e agora com a adrenalina abaixando ele começava a sentir os golpes que levou. Ele se senta no centro da praça, agoniando de dor.
Um bater de palmas sarcástico interrompe sua agonia, sentado no topo da torre do relógio que ficava atrás da praça, um homem com uma tatuagem de Sol no peito sorri para ele. O olhar de Marvin embranquece e se transforma em pânico, ele perde o foco de sua dor e apenas teme aquela marca no peito do homem.
- Oe! Essa sua marca, você trabalha para o shishibukai.... Apolo! – Sussurra Marvin tremendo. O estouro de um trovão dá início a chuva que desaba sobre a praça.
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