O Jodo Do Caos
6 Memórias
Notas iniciais
6
♦ ♠ ♥ ♣
Cidade de Pedro – Valencia – West Blue
Marvin P.O.V
É um enorme Chateou neoclássico de muita classe, realmente elegante, na verdade, essa cidade é infinitamente luxuosa e sem comparação com “Três Bandeiras”. Os famosos três mastros da praça das três bandeiras, erguem as bandeiras do Governo Mundial, País de Valencia e Marinha. Por onde quer que eu olhe vejo o brasão da espada cravada em uma maçã, brasão que está estampado na bandeira do país, obviamente devo estar em uma cidade dos nobres. Casa, lojas, calçadas, postes, muros, estão todos limpos e floridos, as pessoas todas bem vestidas, até mesmo os vendedores, essa é uma cidade Nobre e Burguesa.
Isso me dá nojo! Essa gentinha esnobe, capitalista, que nasce rica e oprime os demais. Esqueço isso e me compro um jornal, sentado em um banco na esquina, vou me acomodando. Dentre as manchetes: “Festa de Gala para os bravos marinheiros e agentes do Governo será realizada hoje pela noite!”, “Contra-Almirante Hérreis estará presente na festa!”, “Pirata Jaguar D. Marvin está foragido desde que queimou navio e derrotou 120 marinheiros, ele tem uma aparência temorosa, como se fosse um demônio do mar!”. Hahahahahha! Realmente eu estava horrível, passo a mão por minha barba feita e por minha tatuagem do “naipe de espadas” na bochecha. Inevitavelmente me lembro dele....
Flashback
Pequena nuvem – ilha do céu: Olímpia – Novo Mundo
Meu avô se despede enquanto me deixa com um simpático homem negro com olhos verde esmeralda, penteado em forma de anteninhas e curiosas asinhas nas costas. Ele logo me leva para uma pequena casa, onde uma adorável mulher negra de olhos castanhos e o penteado de anteninhas e as mesmas asinhas e um adorável sorriso branco, também lá encontro um garoto negro de olhos verde esmeralda e meio curioso. Eu tinha apenas seis anos, sete anos depois eu já tinha há muito me acostumado a chamá-los de: pai, mãe e irmão.
Meu pai não tinha educação. Ainda me lembro, era um grande coração. Ganhava a vida com muito suor, mas mesmo assim não podia ser pior. Pouco dinheiro pra poder pagar todas as contas e despesas do lar, mas Deus quis vê-lo no chão com as mãos levantadas pro céu, implorando perdão. Chorei, meu pai disse: "Boa sorte", com a mão no meu ombro em seu leito de morte e disse:
— "Marvin, agora é só você e não vai adiantar, chorar vai me fazer sofrer!"
Três dias depois de morrer meu pai, eu queria saber, mas não botava nem um pé na escola, mamãe lembrava disso a toda hora. Todo dia antes do sol sair eu trabalhava sem me distrair ás vezes acho que não vai dar pé eu queria fugir, mas onde eu estiver... Eu sei muito bem o que ele quis dizer! Meu pai, eu me lembro, não me deixa esquecer. Ele disse:
— "Marvin, a vida é pra valer, eu fiz o meu melhor e o seu destino eu sei de cor!"
Aquilo realmente me afetou muito, meu pai trabalhou até a morte, eu fui então sustentar a família, mas, minha mãe morreu. Eu e então com ódio do homem que cobrou o aluguel impiedosamente alegando que aquela nuvem era dele, mesmo sendo meus pais quem a conquistaram. Fui com Bart, meu irmão, prestar contas.
Após termos quase matado ele, fugimos da ilha no céu, e caímos dentro de um navio pirata. Não demorou muito para derrotarmos eles, eles desmaiavam com apenas um golpe do impac dial. E eu já tinha minha fruta, para o nosso azar aquele era um barco afiliado a um dos imperadores: “A Besta Colossal” Titan Cloves. Ele enviou pessoas atrás da gente, mas meu avô os derrotou pessoalmente e então nos mandou para uma pequena ilha no West Blue, para vivermos com minha tia avó, com meu primo: Lion La Fera e minha irmã biológica, quem nem sabia que existia, Jaguar D. Alex.
Decidimos nos tornar piratas, óbvio que deixamos Alex fora disso, éramos os três ferozes, Três homens do mar. Lion, Marvin e Bart. Mas, eu seria o capitão! Lion não concordava, então decidimos formar bandos diferentes. Aos Dezesseis anos Lion partiu para o mar, ele logo conseguiu fama, ele já partiu sendo usuário da Fruta do Trovão, e ficou muito famoso após derrotar um país inteiro sozinho.
Eu não era tão impulsivo, fui planejando com Bart como seria nosso plano. Lion queria conquistar o Novo Mundo, Bart queria simplesmente a aventura, eu sempre quis acabar com o mundo, com o joguinho de quem tem o poder e transforma esse mundo na injustiça que é! Eu sempre quis transformar o jogo dos que governam em um verdadeiro Caos! O único homem que conseguiu realmente fazer isso a nível global foi Gold Roger! Então, é claro! Terei de me tornar o Rei dos Piratas? Não... eu só quero é botar fogo!
Aos vinte anos, eu já dominava meus poderes e Bart os dele, além disso ele também era um habilidoso espadachim. Alex era uma menina até crescidinha, mais não a levaríamos com a gente.
— Marvin, já decidiu qual será o barco que pegaremos?! Tem que ser algo sensacional, algo que diga: “- Fudeu! Ele chegou! – “– Fala Bart entusiasmado.
— Eu já descobri, será o navio do lendário Capitão James! Áquilo, o senhor dos ventos! Esse navio está em posse da marinha e está sendo restaurado para uma cerimônia que celebrará os 10 anos da captura do Capitão James, eu vou roubar um navio da marinha e fugir para a ilha sem lei Gorgona, todos virão atrás de mim, e você aproveita e rouba o navio! – Explico.
— Entendido, onde vou te encontrar? – Pergunta Bart.
— Você vai me busca uma semana depois, quando eu estiver fugindo após roubar a base de informações da Marinha em Valencia! – Continuo.
— Hum, escondo o navio onde? Ah, esquece vou navegar por ai até o dia! – Bart passava a mão na tatuagem do “naipe de copas” que tinha no pescoço, como se fosse um chupão!
— Boa ideia, se encontrar alguém interessante no caminho pode recrutar, lembra, precisamos de quatro atiradores, um cozinheiro, um músico, um papagaio, um cara gordo e um anão! – Completo.
— Nunca entendi o porquê do papagaio, o cara gordo e do anão, mas, beleza! –
— Não brinca! Toda tripulação pirata tem um papagaio, um cara gordo e um anão! – Explico-me revoltado.
— Ok! – Responde meu imediato sorrindo.
Três dias depois o plano entra em ação, ele vai sorrateiramente sumindo com o caprichoso Áquilo, enquanto eu desço o cacete nos marinheiros.
— Como ele pode estar nos vencendo? Ele é apenas um homem! – Grita um capitão enquanto eu derroto três homens simultaneamente.
— Não sou “um homem”, sou O Homem! Guarde meu nome, Jaguar D. Marvin, aquele que se tornará o Rei dos 7 mares! – Grito.
— Muitos dizem isso, e esses muitos pereceram diante minha espada. – Fala o Capitão avançando em minha direção seguido de quarenta homens.
— Muitos apenas como sabem falar, eu sei como fazer! – Digo me convertendo ao modo Híbrido e com as garras, perfurando todos e desviando de seus, tiros, cortes, socos e batatadas, tinha um marinheiro pateta me atacando com batatas.
— Caçada das sombras! – Sussurro. Vou saindo de sombra em sombra e acabando com aqueles marinheiros, com velocidade impressionante, todos os 100 homens já estão derrotados e nas selas de Kairouseki do navio, nunca escaparão. Todos estão presos menos o que me atacou com batatas, esse eu taquei no mar, ele me subestimou a um nível que chegou a ofender.
Um dia depois, me vejo cercado por redemoinhos violentos que cercam uma grande ilha tropical, que em meio as enormes árvores se ergue uma gigantesca serpente de pedra. Perfeito ai está a ilha prisão, a terra sem lei, Gorgona.
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