O Jodo Do Caos
4 A batalha dos usuários.
Notas iniciais
4
♦ ♠ ♥ ♣
Praça das Três bandeiras – Valencia- West blue
Marvin está em seu modo besta, maior que um cavalo e com três enormes cabeças, que parecem absorver cada uma diferentes facetas de sua personalidade. Ele lembra muito um lobo preto, com dentes capazes de rasgar aço e uma calda em forma de Mamba Negra, a criatura é aterrorizante. Marvin corre para cima do traficante de escravos, ao se aproximar, ele salta e durante o salto se converte para o modo híbrido. Fundido com sua forma humana ele soca o homem isolando ele para fora da praça das três bandeiras.
O sujeito vai capotando para uma das ruas adjacentes, onde haviam diversos restaurantes todos vazios, ainda com os pratos com resto de comida nas mesas abandonadas. Sem tempo para respirar, o homem vê o vulto preto de Marvin se aproximar, põe as mãos na frente do rosto e apenas espera o golpe. Mas, nada acontece. Olhando desentendido o sujeito se levanta e vê Marvin literalmente devorando os restaurantes, até as mesas, pratos, talheres e guardanapos ele comia. Ele ia de restaurante em restaurante, rapidamente o Cérbero vai devorando a famosa rua Gourmet inteira.
– Oe! Você está brincando comigo? – Diz o cara parado no meio da rua forrada de pedra portuguesa, olhando Marvin comer um frango e em seguida a bandeja onde ele estava.
– Pera só um pouco....(grunch, grunch, grunch)... só um instantinho... (grunch, grunch)... é que eu estou há um dia sem comer... (grunch, grunch, grunch)... Só um minutinho! – Pede Marvin mastigando com duas cabeças enquanto a outra lambia um picolé.
– Ah! To pronto! – Continua o ruivo após engolir.
– Então o os boatos sobre o apetite insaciável do Cérbero são verdadeiros! Você comeu toda a comida de uma rua inteira! Hehe! – Assente o homem enquanto transforma seu braço em um funil. A mão vira a abertura menor e o braço, que é um tubo, vai engrossando até chegar no cotovelo, que é a abertura maior.
– Meu nome é Cato, sou o homem que comeu a Fruta do Funil! – Diz Cato segurando com a outra mão a abertura menor do funil, apontando para Marvin. Enquanto a abertura maior suga o ar como um aspirador, ou melhor um funil.
– Tiro de vento afunilado! – Grita Cato disparando pela abertura menor um verdadeiro tiro de vento fino.
Marvin se transforma no modo besta e salta, o tiro acerta o restaurante atrás dele, abrindo um túnel que atravessa outros três prédios até alcançar outra rua.
– Tiro de vento afunilado! – Cato atira novamente mirando diretamente onde Marvin acaba de chegar.
Marvin some, e saindo de dentro da sombra de Cato, ele morde na horizontal com as cabeças laterais, ambos seus braços. Deixando-o assim imobilizado.
– Como?! Como se moveu tão rápido? – Atônito Cato ainda deixa escapar um urro de dor. Seus braços estão já ensanguentados.
– Eu posso me mover pelas sombras, me tele portar através delas, seu idiota! – Diz a cabeça da direita que morde o braço funil enquanto a do centro cospe um gás negro, enxofre. – Morra asfixiado! – Completa a cabeça da esquerda.
O desespero toma conta de Cato, ele não consegue soltar seus braços das mandíbulas que encravam seus dentes no fundo de sua carne, ele pode chegar a perde-los. Ele então se contorce mas nada, seu ar está acabando, o enxofre é tóxico. Como golpe de emergência ele transforma seu nariz quebrado em um funil e atira ar afunilado no focinho da cabeça do centro, como reflexo, Marvin salta para trás saltando-o.
Com ambos braços semi-dilacerados ele sem mexe-los, transforma apenas suas mãos em funis e movendo os pulsos aponta para Marvin.
– Metralhadora! – Grita ele disparando milhares de tiros de vento.
Todos aqueles disparos vão esburacando Marvin de forma contínua, em desespero ele se tele porta para a sombra do boneco do restaurante do Manoel. Exausto, Marvin passa a mão na barriga, ele sangra como um condenado. Cato parece mirar no corte de Jean.
– Parece que você fica cansado quando se move pelas sombras! Hehehe! – Comenta cato preparando outro ataque...
– Modo Híbrido! – O tom de arrogância de cato não agradou Marvin, quem apenas por orgulho se tele porta, saindo de dentro da sombra de Cato e acertando um gancho em seu queixo. Cato decola, ele cai no porto, e o impacto faz com que seus braços que definitivamente foram quebrados com a mordida, sangrem ainda mais. Chorando de dor, devido a que também sua cara já estava roxa desde que a bola de ferro o nocauteou, ele termina seu ataque.
– Vento a laser! – Grita ele saltando de seus funis mão um vento extremamente fino e concentrado que corta Marvin, formando um X em seu tórax.
– HAHAHA! – Morra seu desgraçado!
– Tiro híbrido! – Continua Cato, disparando de seu funil nariz um tiro de ar com gostas de chuva, todos concentrados. O tiro é como se fosse um golpe final, Marvin começa a despencar de costas.
– HAHAHA! Você não pode contra mim! – Comemora orgulhoso o homem. Mas seu riso é interrompido, quando a calda-cobra de Marvin o impede de cair, e o mantém em pé.
– Ahhhhhhhhhh! Vou acabar contigo! – Grita o ruivo com suas três cabeças.
Cato, besta com a resistência, encosta a abertura maior de seu funil nariz, que fica na região lombar da cabeça, em uma enorme pedra onde tem a inscrição com o nome do porto. A pedra vai sendo sugada e afunilada ele então a dispara, uma pequena pedra sai de seu nariz. Mas, ao encostar em Marvin ela expande tão rapidamente que explode.
– Hahaha! Gostou do afunilamento de algo sólido? Ruivo barbudo de merda?! – Grita Cato.
Marvin sai de dentro da explosão correndo, e o soca no estômago isolando ele dentro de um navio ancorado no porto. Era um grande navio com a marca do Sol na vela principal. Já de pé no navio e cuspindo sangue, Cato olha para Marvin com desprezo, quem retribui o olhar.
– Odeio esses Zoans! Contra eles o combate físico não é uma opção, sua força é descomunal e além disso eles tem uma puta resistência. Sua vitalidade é tanta que é como se eles tivessem duas vidas! – Resmunga o traficante de escravos enquanto afunila, com a mão um barril de pólvora.
Ele espera Marvin saltar em direção ao navio e então, quando ele está no ar, dispara.
– Explosão afunilada! Tiro de pólvora! – Cato ri ao ver a explosão.
Uma bola de fogo avança na direção de Cato, foi ela quem explodiu o barril, Marvin agora já está em segurança no convés do navio. Cato fica sem reação e é acertado em cheio pela bola de fogo.
Com uma expressão séria e gravemente ferido, Marvin avança caminhando apenas movido por sua determinação, as bocas das três cabeças clareiam e cospem cada uma gigantescas bolas de fogo que vão consumindo o navio. O Sol na bandeira vai queimando juntamente com o barco.
De pé e com quarenta por cento do corpo queimado, Cato olha para aquela cena sem acreditar.
– Você realmente pirou! Me matar talvez não chamaria a atenção do chefe, mas agora você mexeu com os negócios dele! Você está mexendo com um Shishibukai! Esse navio pertence a um homem infinitamente mais forte que você! Você vai morrer! – Grita Cato enquanto de seu funil mão ele atravessa a barriga de Marvin com o laser de vento.
Marvin se mantém de pé e vai caminhando na direção de Cato, quem não consegue mais se mover. Segurando pelo pescoço ele o ergue até poder encará-lo nos olhos. Cato estremece diante daqueles olhos amarelos repletos de fúria.
– Eu não ligo! – Responde serenamente Marvin.
Cato tenta como último golpe disparar algo de seu nariz-funil, mas, a Mamba negra da calda de Marvin o morde no pescoço. O veneno mortal juntamente com a perda de sangue devido as mordidas o matam instantaneamente. Marvin então o solta e o deixa no convés do navio em chamas. Ainda na forma híbrida ele desce uma escadaria e encontra celas repletas de pessoas.
– Estão livres! – Grita ele cortando as barras com suas garras, ele de braços abertos, vai caminhando pelo corredor de celas, e suas garras vão abrindo-as. Todos no navio saúdam seu assustador lobisomem salvador e descem para o porto.
Marvin deixa o navio e agora caminha sob a chuva até a rua das colunas gregas, a maior rua da ilha, a rua que leva diretamente à base central de informações da marinha. Mas, exausto ele deixa esvair o ar de dentro do seu ser, caindo não chão, volta para sua forma humana. A rua já estava escura e encharcada, Marvin vê uma silhueta se aproximar e luta para se manter acordado, mas simplesmente desmaia.
Aquela silhueta segura em suas mãos uma máscara de Fidel Castro, é um homem bem alto, negro, com um bigode estranho e um Black Power. O relâmpago ilumina seu rosto, revelando sua identidade, ele é simplesmente o homem mais procurado do mundo, “O Jornalista da Calúnia” o revolucionário Jonathan Black.
Fale com o autor