O Irresistível Duque de Birmingham
16 Ciúmes e... pena?
Notas iniciais
...
COMENTEM!
POVS BELLA...
Espreguicei-me lentamente na cama, e abri os olhos em seguida, já era dia, o quarto estava claro, olhei pro lado e vi que estava sozinha, Edward não estava mais comigo, porque estaria? Se ele fez o que fez por pena, mas ontem cheguei a duvidar que fosse por pena mesmo, afinal ele me amou a noite toda e quando pegamos no sono já era de madrugada, sim... E foi tão maravilhoso e especial que me sinto outra, como se só ontem tivesse me tornado uma mulher de verdade.
E tenho essa sensação por que meu corpo todo está dolorido, não só meu corpo mais minha... Intimidade também, pensei que não me sentiria mais assim afinal não era mais virgem, mas acho que foi por outro motivo, Edward tem um membro... Que por deus! Só de lembrar me sinto quente de novo, agora mais do nunca sabia por que ele atraía as mulheres como “abelhas no mel”, e me doía tanto saber que não era única, e nunca seria, seria só mais uma por isso não ficou comigo até eu acordar, deve ter se arrependido tanto que não teve coragem de me encarar.
Mesmo sabendo de tudo isso não me arrependo, eu o amo, ainda que nunca seja correspondida precisava disso, precisava dele como nunca precisei de ninguém, com certeza ele nunca mais vai me tocar, mas eu deveria saber que seria assim, ainda mais pra um “conquistador” como ele, pelos menos quando for embora terei boas lembranças, e se meu pai... Oh deus! Não quero pensar assim, mas se ele tiver morrido mesmo vou ter que ir embora mais dia menos dia, afinal porque Edward me manteria aqui? Por pena? Não, prefiro tudo dele, menos pena.
Sentei na cama e peguei o travesseiro em que Edward havia deitado e inalei seu perfume, e fechei os olhos me segurando pra não chorar, porque a vida havia me castigado desse jeito? Primeiro fui gostar do homem errado e agora com certeza nunca mais veria meu pai novamente, eu queria ser forte, mas sei que não conseguiria. O que seria de mim sem meu pai? O que?
Olhei pra cama e só agora me dando conta que havia um bilhete em baixo do travesseiro que eu tinha levantado, o peguei e li em seguida:
“Bom dia, minha “menininha”, tenho uma surpresa pra você, agora levante, tome um banho e desça me encontre em frente ao quarto do lado do meu, estou esperando. Um beijo, Edward.”
Um sorriso instantâneo brotou do meu rosto pelo modo que ele me chamou, “menininha”, adorava quando ele me chamava assim com essa intimidade, parecíamos até que éramos... Não, não éramos nada, não vou agora fantasiar coisas só pelo que aconteceu ontem, mas ele me mandou um beijo, mas tenho certeza que não foi ato de paixão, beijo todo mundo manda pra todo mundo, não é? É melhor tirar essas idéias sem futuro da cabeça, ele não é pra mim, infelizmente.
Então fiz o que ele pediu, rezando pra surpresa ser boa, mas não contava muito com isso, de qualquer forma tentei não pensar de forma negativa, e quando cheguei à porta do quarto não demorou muito pra ele aparecer, estava lindo, com calças pretas e uma camisa azul de botões, ele ficou de frente pra mim, estava tão perto que podia sentir sua respiração contra a minha pele, ele abriu um sorriso tão lindo que foi preciso um grande esforço de minha parte não me jogar em seus braços, ele então disse com um ar misterioso, alcançando a maçaneta da porta:
- Então? Está pronta?
E sem saber direito como agi apenas afirmei com a cabeça, sem desviar os olhos dos seus, e ainda sorrindo ele abriu a porta, indicando com a mão pra que eu entrasse, e assim que entrei não acreditei, meu pai estava deitado na cama, parecia abatido, mas assim que viu abriu os braços dando um sorriso fraco, corri até ele o abraçando com força, estava tão feliz e chorando disse:
- Oh deus! Não acredito! Você está vivo, não acredito!
- Sim... Estou vivo... Fique calma.
Meu pai disse num tom baixo, e Edward que estava do outro lado da cama nos observando disse brincando:
- Charlie tem razão Bella, se continuar o abraçando assim vai acabar quebrando um osso dele.
O encarei e ele me olhou também, e percebi que o amava ainda mais, deus! Ele era mesmo maravilhoso, cumpriu sua promessa, tive uma vontade imensa de avançar sob ele, lhe encher de beijos pra lhe agradecer pelo que fez, mas tinha que me controlar, pelo meu pai, e duvido que Edward também quisesse um beijo meu, então apenas disse num tom emocionado:
- Obrigada por trazê-lo de volta.
- Não disse que podia confiar em mim? O piloto que levou Charlie não tinha dormido horas suficientes e cochilou na cabine, e o avião acabou caindo numa ilha quase desabitada, mas o piloto e seu pai quase não se machucaram, o problema foi a comida que não tinham, por isso Charlie está um pouco mais magro foram quase dez dias sem comer nada, mas o médico já o examinou e ele está bem, agora só precisa de repulso e alimentação.
- Nem acreditei quando vi o helicóptero chegando, obrigado por não ter desistido de me encontrar Edward.
Meu pai disse com emoção e Edward como sempre foi modesto:
- Não fiz mais que minha obrigação, afinal você tinha ido no meu avião, não me agradeça.
E quando meu pai falou novamente foi em tom de piada:
- Sabe meu amigo, se não fosse vinte anos mais velho que minha filha, e não tivesse a fama que tem, adoraria que fosse meu genro.
- Papai!
Disse me afastando dele e encarando Edward totalmente sem graça, fiquei vermelha e pensei:
“Quem me dera ser mulher dele, só em sonho mesmo.”
Edward apenas sorriu me encarando em seguida, depois disse:
- É melhor sairmos agora Bella, Charlie precisa descansar.
Acariciei o rosto de meu pai e disse:
- Descanse papai, venho vê-lo mais tarde.
Ele beijou minha mão e disse:
- Pode ir, estou bem, e você como passou esses dias?
- Pode imaginar não é? Mas agora estou muito feliz pai, porque está de volta.
Assim que saímos Edward fechou a porta atrás de nós e disse me olhando fixamente:
- Desculpe deixá-la sozinha, mas... Recebi o telefonema que tinham encontrado seu pai logo cedo e tive que sair correndo, e quando soube que ele estava bem escrevi o bilhete e coloquei em baixo do travesseiro pra que lesse.
- Porque não me acordou?
Perguntei me aproximando mais dele, era como se ele tivesse um imã que me puxasse.
- Estava tão linda, que não tive coragem.
Ele disse num tom rouco, acariciando meu rosto, fechei os olhos me deliciando com seu toque, ele então se aproximou também, senti sua respiração contra minha face, tive certeza que ele me beijaria, mas uma voz polida e masculina nos fez voltar a realidade.
- Bom dia!
Nós separamos na mesma hora pra olhar o homem alto, loiro, vestido num terno cinza impecável, que nos encarou com seus olhos azuis de maneira desconfiada, eu fiquei nervosa claro, com certeza o homem deve ter visto algo comprometedor, mas Edward pareceu não se abalar e disse num tom normal:
- Bella, esse é Mike Newton o futuro sócio de seu pai.
O homem dirigiu a mim um olhar avaliativo, pegando em minha mão como se fizesse uma caricia e disse dando um sorriso gentil.
- Muito prazer.
- O prazer é meu.
Disse soltando sua mão em seguida, Edward proferiu o ar com força e cheguei a me perguntar se aquilo o irritou de alguma forma, mas ele pareceu bem controlado quando continuou:
- Mike vai passar uns dias aqui, até que seu pai se recupere pra que eles possam fazer o negócio que foi adiado pelo acidente.
- Que bom... Isso me deixa feliz.
Disse olhando pra um e pra outro, apesar de adotarem uma postura educada, pude sentir a tensão entre eles, e me perguntei porque tive essa impressão, mas Mike cortou a tensão quando perguntou:
- Posso ver Charlie agora?
- Claro que sim, só não demore muito ele precisa descansar.
Edward disse e completei:
- Eu o acompanho.
Disse querendo ser gentil, afinal o homem seria sócio de meu pai, e quando Mike sorriu de maneira lenta pra mim, Edward me lançou um olhar atravessado, e não entendi nada, o que tinha demais no meu gesto? Mike abriu a porta me dando passagem, então disse a Edward:
- Não quer vir conosco?
- Não, tenho que trabalhar agora, tenham um bom dia.
Ele disse num tom frio trincando o maxilar olhando pra Mike depois pra mim e se foi, ele andava apressado como se tivesse irritado, mas por quê? Antes ele queria me beijar e agora... Deus! Não entendi nada, ele estaria com ciúmes? Não! Claro que não! Porque o Duque de Birmingham teria ciúmes de mim? Que absurdo pensar assim, ele nem se quer gostava de mim, ele realmente me confundia demais, já nem sabia mais o que pensar.
Mas o fato é que o senhor Newton era muito gentil e muito divertido também, apesar de jogar seu charme toda hora pra cima de mim, devo admitir que ele era uma ótima companhia, passamos o dia inteiro juntos, e confesso que foi bom, aquele castelo era grande demais, e as vezes me sentia muito sozinha, e nossa diferença de idade não era tão grande o que de fato aumentava nossa impatia, então conversamos bastante no almoço, passeamos no jardim, e após o jantar fomos tomar um vinho na imensa varanda de frente pro jardim, e mais uma vez no dia estava me divertindo com ele.
- Não acredito Mike, você realmente quase quebrou a perna em sua viagem a Grécia?
Disse tomando mais um gole de vinho e rindo a valer.
- Claro que sim, no meu primeiro passeio na cidade, não deveria rir assim, mas devo confessar que foi engraçado mesmo.
Ele também ria e bebia o vinho, mas uma voz rouca que eu conhecia muito bem se dirigiu a nós num tom que me pareceu ser irônico:
- Boa noite! Posso saber qual é piada? Adoraria rir também.
Edward havia acabado de entrar ali, estava com os braços cruzados, e nos encarava como se nos acusasse de algo, e Mike disse sem se abalar com os modos dele.
- Boa noite Duque, estava apenas contando a Bella um pouco sobre as minhas viagens pelo mundo.
Eles se encaravam como se tivessem medindo forças, e tentando cortar o clima ruim que nem sabia porque tinha se formado disse:
- Chegou agora Edward?
- Sim, e você ficou um pouco com seu pai, ou passou o dia todo se divertindo?
Confesso que seu tom mordaz estava começando a me incomodar, o que deu nele afinal? O que há de errado em conversar com o sócio de meu pai? E Mike falou em minha defesa:
- Claro que sim, Bella e eu ficamos muito tempo com Charlie, mas depois decidimos relaxar um pouco depois do jantar, qual o problema?
- Nenhum, mas está muito tarde pra uma moça da idade de Bella ficar acordada.
Olhei pra Mike nesse momento e podia jurar que ele segurava o riso, então disse tentando melhorar as coisas, pois estava com a impressão que eles sairiam no braço a qualquer momento.
- É verdade já está muito tarde mesmo e... Eu durmo cedo.
- Se quiser eu posso acompanhá-la.
- NÃO!
Mike se ofereceu, e Edward respondeu rápido e num tom alto que me assustou em seguida já mais controlado disse:
- Preciso conversar com Bella agora, por isso vou acompanhá-la, Boa noite Newton.
Logo depois ele me puxou pelo braço sem me dar chances de me despedir, e só me largou quando me deixou dentro do meu quarto e fechando a porta em seguida esbravejou:
- Será que não vergonha? Seu pai convalescente na cama e você... Você... Se derretendo aos galanteios do Newton.
O encarei sem acreditar em suas palavras e disse com irritação:
- O que? Não estava me derretendo pra ninguém, de onde tirou isso?
Ele passou os dedos nervosamente pelos cabelos e continuou no mesmo tom de antes:
- De onde eu tirei? Eu vi muito bem como mudou desde a primeira vez que o viu, até se ofereceu pra entrar com ele no quarto de seu pai hoje de manhã, ou acha que sou bobo?
- Acho que é bobo mesmo, só queria ser gentil com o senhor Newton como ele foi comigo, só isso.
- Gentil? Sei muito bem o tipo de gentileza que ele quer com você, ele quer te levar pra cama isso sim, como se não o conhecesse.
Então disparei sem me conter:
- Talvez eu quisesse isso, pelo menos ele não me levaria pra cama por pena como você.
- O que?
Ele me puxou pelo braço de encontro ao seu corpo e confesso que nunca o vi tão zangado.
- Então que ir pra cama com ele? Quer? É isso?
- Não... Não...
Disse com a voz trêmula, vê-lo zangado me assustada e me excitava ao mesmo tempo, loucura eu sei, mas foi isso que senti, ele então se afastou tirando sua camisa e confesso que quase perdi o fôlego ao perceber sua intenção.
- Então acha que te levei pra cama por pena, não é?
Seu tom era rouco e sensualmente ameaçador, não consegui dizer mais nada, meus olhos estavam presos no seu dorso musculoso, ele se aproximou de novo e com um leve puxão rasgou o vestido florido que eu usava, gemi de susto, pois não esperava um ato tão impetuoso e de prazer também afinal aquilo era tão... Erótico. Em seguida me beijou me tirando fôlego, desceu beijos também pelo meu pescoço, enquanto acariciava meus seios que já estavam rijos, eu gemia e quando ele tomou meus seios com a boca, segurei seu rosto com força contra eles, Edward se afastou novamente deixando meu corpo trêmulo e tirou o resto de suas roupas, e ao vê-lo nu e ainda por cima excitado, me deixou ainda mais úmida fazendo meu coração disparar no peito.
Ele me puxou pra cima e rodeie minhas pernas em torno do seu quadril, ele me prensou na porta e sustentado meu corpo com as mãos embaixo do meu bumbum, disse me olhando nos olhos:
- Vou te mostrar como tenho pena de você.
Ele rasgou minha calcinha em seguida e me penetrou, me fazendo gemer alto:
- Oh... Hum...
- Está sentindo o tamanho da minha pena, está?
Ele disse num tom rouco com a respiração acelerada, me beijando novamente e me levando a loucura, por me penetrar cada vez mais forte e rápido, me agarrei a ele arranhando suas costas e peito, então gemendo ele disse:
- Ai... Hum... Deus! Você é tão... Gostosa.
- Edward...
Disse num fio de voz, em seguida mordi levemente sua orelha e senti os pêlos de sua nuca se arrepiarem, ele se afastou um pouco tomando meus seios novamente com a boca e sussurrou entre eles:
- Linda... Linda.
Eu comecei a mexer os quadris de maneira descontrolada quase quicando em seu colo, e quando o ápice veio ele tomou novamente meus lábios, os mordendo levemente, me sentia leve e completa, coloquei meu rosto entre o vão de seu pescoço tentando controlar a respiração, não ele não sentia pena de mim, e acabou de deixar isso bem claro, ele me desejava, oh deus! Sim... Isso era tão bom, ainda que fosse só isso, eu aceitaria, aceitaria tudo que ele pudesse me dar, aproveitaria cada segundo ao lado desse homem, queria tê-lo comigo pra sempre, queria ter seu amor, era algo impossível eu sei, pois ele não me amava, mas também não conseguia matar esse sonho, porque ele que crescia sem controle e cada vez mais rápido dentro do meu peito.
CONTINUA...
Notas finais
NÃO ACUSTUMEM HEINNNN!
QUERO DEDICAR ESSE CAP PRA CHRISTYNI QUE PASSOU OS ÚLTIMOS DIAS COMENTANDO MINNHAS FICS!
VALEU GAROTA!
ESPERO QUE CURTAM A VOLTA DO CHARLIE E OS CIÚMES DO NOSSO DUQUE GOSTOSÃO, KKKKKKK!
ROBEIJOS!
BOA LEITURA!
THAU!
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