O Irmão Do Noivo

7 Confusão sentimental.


Notas iniciais
Mais um. Mais um!

Desci as escadas sem pressa alguma, não estava a fim de encarar a família de Sam e muito menos olhar em seus olhos e ver que eu fiz papel de boba. Expulsei esses pensamentos e botei, mesmo a contragosto, um sorriso forçado na cara.

Não iria dar motivos para alguém pensar ou até mesmo falar de mim, sem contar que a avó de Sam queria minha presença lá, e eu não me faria de ingrata ou até mesmo a insatisfeita, com aquela senhora que me acolheu tão bem em sua casa.

Parei na entrada da porta encostando- me e comecei a observar aquelas pessoas que eu conhecia a menos de três dias, a avó de Sam se mostrou tão simpática, e ficou viúva quando seu marido morreu atropelado. Carlos é a personificação de um Bad boy em pessoa, sua postura tão superior me deixa até surpresa, seus olhos , desde que eu o conheci, contem um brilho de malicia e sua face tão modelada, que ele seria, provavelmente, confundido com um modelo. James por outro lado, tem um ar mais sofisticado e moderno, sua face é bem mais parecida com a de Carlos.

Por outro lado, Samuel estava sentando ao lado de Jeanna, apto a ponto fazer qualquer uma se apaixonar por ele. Sai do portal e me sentei ao lado de Miguel numa poltrona que eu sentara outrora.

– Oi. – Cumprimentei Miguel que me lançou um olhar interrogativo.

– Oi – Respondeu meio hesitante.

Seu olhar se desviou de mim para Sam que, ainda, conversava com Jeanna entre risos e cochichos. Aquilo me causou uma pontada de desgosto, como eu poderia achar, ou até mesmo tentar achar alguma coisa, aquela cena bonita.

Miguel voltou seu olhar novamente para mim e percebi ali mesmo que, ele compreendera tudo que estava acontecendo.

– Dá pra você parar de me encarar desse jeito? – Perguntei sobre seu olhar minucioso e ao mesmo tempo divertido. Aquela situação não tem nada de divertido!

– Então a cinderela percebeu que seu príncipe encantado, não é tão encantado assim? – Sua pergunta irônica me fez perceber que ele está certo, em alguns aspectos.

– Desde quando virei cinderela? – Alternei meu olhar entre ele e Sam – E desde quando eu tenho um príncipe?

– Não tente me enganar Patrícia! – Segurou minha mão direita e começou a fazer algum tipo de carinho naquela região – Eu sei como você se sente!

– Sabe? – Ri sem humor algum.

– Sei! – Respondeu demonstrando confiança.

– Então você também sabe que eu não me importo! – Lancei um de meus melhores sorrisos para ele e dei de ombros.

–Tudo bem! Vamos mudar de assunto.

– Obrigada. – Agradeci completamente aliviada.

Miguel sentou no braço da poltrona e ficou perigosamente perto de mim, me deixando desnorteada. Seu perfume caro, incendiou minhas narinas, e por um motivo desconhecido, deixou meu corpo mais vivo apenas com o seu toque.

– Você precisa relaxar! – Sussurrou no meu ouvido – Está muito cansada.

– Sabe Miguel, – Passei a ponta do meu dedo indicador sobre seus lábios volumosos – Acho que é você quem precisa relaxar! – Pisquei para ele e imediatamente, num ato de loucura misturado com a adrenalina que aquele homem me passava, selei nossos lábios, apenas em um rápido selinho, como ele havia feito comigo.

Levantei rapidamente e olhei para Dayane lançando lhe um olhar sugestivo. Fui diretamente para a cozinha tentar refrescar meus pensamentos. Tomei um copo de água gelada e respirei fundo.

À medida que eu tentava colocar as minhas confusões mentais em ordem, tudo acabava ficando pior do que já estava. De repente ali naquele local me deu uma vontade súbita de chorar, sem motivo ou circunstancia alguma. Tentei controlar minha respiração que ficava cada vez mais pesada enquanto o tempo passava. Algumas lagrimas traiçoeiras rolaram de meus olhos, uma coisa que eu não queria. Começar a chorar na casa dos outros.

– Você está bem? – A voz de Sam me despertou do meu momento intimo. Limpei meu rosto rapidamente tentando não demonstrar que eu acabei de chorar.

– Estou não se preocupe! – Respondi secamente, está não era a hora para diálogos com a minha pessoa.

– Não é o que parece!

– E o que parece Sam? –Virei de frente para ele e o encarei profundamente – Que eu sou muito fácil de ser iludida? Ou até mesmo que eu acabei de chorar aqui sem motivo algum? Pode ser também que eu só perco meu tempo com gente que não merece!

– Não precisa descontar tudo em mim! – Seu olhar se tornou em um misto de raiva e surpresa, quem me dera.

– Quer sabe Sam, vai pro inferno!

Sai dali o mais rápido que pude, e quase acabei tropeçando nos degraus da escada enquanto as lagrimas deixavam minha visão turva. Abri a porta do quarto num baque e peguei a primeira mala que eu vi pela frente, vazia, e a enchi com algumas coisas que eu precisaria para passar algumas noites fora. Quando terminei de arrumar tudo ali, olhei para a porta e encontrei Miguel encostado nela.

– Você pode me levar para um lugar bem longe daqui? – Perguntei o olhando com clemência.

– Venha, vou te levar para um hotel que tem na cidadezinha! – Sorriu tentando me passar conforto e veio em minha direção. Abraçou-me de surpresa me deixando parada naquele lugar, como uma estatua.

– Obrigada. – Sussurrei para ele que apenas assentiu pegando minha mala

–Não a de quê! – Desci a escada ao seu encalce, e espero sinceramente que ninguém me veja. Não quero explicar o porquê eu estou indo embora, não quero ficar em um mesmo lugar que Sam está, eu não aguentaria, provavelmente eu poderia ter uma recaída. Novamente.

E não é isso que eu quero!

Miguel abriu a porta de sua caminhonete e colocou minha mala no banco traseiro.

– Ficarei te devendo uma Miguel! – Sorri timidamente para ele.

–Contanto que você ainda vá ao nosso encontro amanhã, pode considerar sua divida paga! –Ligou o carro e começou a dirigir estrada a fora.

Eu até havia esquecido esse tal encontro, nem me lembrava de mais nada! Depois de tudo que eu passei hoje nem me lembraria de que eu ainda tenho que comprar o presente de casamento da Dayane.

Ai meu Deus o presente de casamento!

Decidi que quando eu chegasse ao hotel, ligaria para a minha assistente e pediria para ela comprar alguma coisa em meu nome, não estou com cabeça para pensar em presente. Não nesse momento.

Quando dei por mim já havíamos chegado ao hotel que Miguel falará, um pouco antigo por fora, mas daria para passar algumas noites aqui. Abri a porta da caminhonete e peguei minha mala no branco traseiro, fechei a porta com cuidado e sorri agradecida para o rapaz apoiado no volante.

– é melhor você comparecer na hora marcada! Não gosto de homens que se atrasam! – Pisquei para ele e entrei no hotel, esperando ter uma boa noite de sono. Sem Sam, sem Miguel, sem qualquer uma das minhas irmãs e sem preocupações.

Tudo o que eu preciso agora é de uma noite de sono tranquila sem confusões sentimentais.

Notas finais
Ganho comentarios? Espero que sim! Preciso saber se vocês estão gostando da historia...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.