O Irmão Da Minha Melhor Amiga- Em Hiatus até dezem
22 Material Boyfriend
Notas iniciais
P.O.V Alice
– Você tem certeza que não quer que eu fique? — Perguntei mais um vez.
Estávamos paradas em frente a porta da Bella.
– Sim, tenho certeza. — Respondeu revirando os olhos. — Afinal você nem seria uma boa companhia. O que eu mais quero nesse momento é dormir. Então não me atrapalhe! — Ela falou com uma rudez fingida.
Sorri fracamente e respondi:
– Tudo bem, não vou te atrapalhar, madame. Mas falando serio, me ligue se precisar.
– ta, ta. Agora, vai aproveitar essa tarde linda, cheia de vida, com seu primo gatinho. — Ela falou maliciosamente.
Arregalo os olhos assustada, por sua repentina menção ao assunto. Olho pra disfarçadamente para o carro, onde Jasper me esperava. Graças a deus, ele esta no mundo da lua, como sempre. Sorrio com o pensamento.
Bella olha-me com um grande sorriso contido.
– Para com isso!
– Achou que eu não ia sacar, né? Até amanha, pecadora. — Assim Bella entra pela porta sem nem me dar a chance de defesa.
Agora, cá estou eu, com minha mente a mil só de pensar que vou ficar a sós com Jasper naquele carro...
Obrigada, Bella...
Ando graciosamente até o carro. Esta tocando uma música toda animada, acho que é a nova da "Swift".
– Jass, pode aumentar o som? — Pergunto colocando meu sinto.
– Claro. — Ele responde tranquilamente, enquanto da a partida.
Aumento a música e logo a melodia divertida enche o carro. Balanço a cabeça já gostando da música.
Quando a música acabar eu presto atenção no nome...
Deixo a canção me levar e aos poucos a tensão vai deixando meu corpo. Espio rapidamente o motorista, e pego Jasper balançando levemente a cabeça e movendo minimamente os lábios.
Ele conhece a música.
– Voce já conhecia essa música, Jass? — Pergunto sorrindo.
Ele parece tirar a atenção da estrada rapidamente e da um sorrisinho de lado.
Ai que fofo!
– Já ouvi algumas vezes... É uma música nova, da Taylor Swift. Nunca fui de gostar muito de pop, nem country, mas essa música é tão animada. Não resisti a ouvi-la... — Ele fala distraidamente, mas pra mim parece o assunto mais importante do mundo. A forma leve como ele se comporta, parece tão diferente da minha. Seu sorriso se alarga quando ele olha pra mim. — Que foi?
– Ah, nada. Só é engraçado ver você gostando da Taylor Swift... — Digo rindo.
– Eu nao disse que gostava dela. Eu gosto da música — Ele responde pontualmente.
Levanto minhas sobrancelhas.
– E tem algum problema gostar dela? — Pergunto fazendo a ofendida.
– Não... Claro que não. É qual é a surpresa de eu gostar dela? — Ele retruca espertamente minha pergunta. Sinto que essa conversa esta indo para um lugar perigoso...
– Sei lá... Só que você é todo certinho e essas coisas, sempre aparentou gostar de blues e rock classico. É incomum ver um amante de blues curtindo uma cantora pop. — Digo tentando ser o mais imparcial possível.
Ele ri. Porém, apesar disso, vejo um desconforto disfarçado em seu rosto.
– O que você diz com certinho?
O.k. Agora estamos no terreno minado. Tento não aparentar, mas penso no que dizer. Qualquer palavra pode ser o bastante para magoa-lo ou irrita-lo. Nenhuma das opções é boa...
– Ah... Sabe, você sempre buscar fazer a coisa certa, ou a que pareça certa. De certa forma, é como se você não fazer quisesse nada que seja incorreto ou arriscado demais.
– É o que parece? — Pergunta. Não consigo decifrar seu tom de voz e tenho medo de olhar diretamente para seu rosto.
– É. — respondo criando coragem para encara-lo.
– Pois saiba, que você esta errada. — Ela fala olhando diretamente nos meus olhos. Depois, simplesmente abre a porta e vai embora.
Só então percebo que estamos na garagem de casa. Não sei em que ponto da conversa nós chegamos, e me pergunto a quanto tempo estávamos conversando. Contudo, o que me assombra mesmo, é a última frase de Jasper. A forma como ele falou, me olhou e saiu. Tudo isso me intriga.
E sinceramente, por mais baixo que isso pareça. Me excita.
P. O. V. Edward
– É tão bom ficar assim com você... — Victoria disse se enroscando mais ainda em mim. Em consideração, eu aperto o barco (bom) ao redor de sua cintura nua. — Sinto que agora realmente estamos num relacionamento serio, e bom, eu tava me sentindo tão culpada pela sua detenção e...
– É, eu sei Victoria. Que tal aproveitarmos esse tempo pra descansar um pouco. — falei cortando seu surto de mulherzinha. Ok, ela é uma mulherzinha, mas eu não sou obrigado a agüentar essas merdas.
De repente Victoria já se desvencilhou de mim e esta apoiada com as mãos sobre a cama, seus cabelos ruivos caindo sobre o busto. Em sua bela feição há uma cara de indignação.
– descansar? Eu estou aqui me declarando pra você depois de uma transa, e você pensa em descansar, Edward! — ela gritava histérica.
Mulherzinha.
– Ah pera lá, Victoria. Não comece esse drama todo. Também não é como seu eu tivesse tirado sua virgindade ou coisas assim. — falei sem paciência.
Victoria parecia realmente puta. Num rompante ela puxou o coberto e levantou da cama se cobrindo.
– Ei! — falei cobrindo minha pélvis.
– Ah, Edward! Não faça esse drama todo, até porque, como você acabou de ressaltar, o que você tem aí embaixo não é nada que eu já não tenha visto antes. — dito isso ela marchou, com o cobertor, até o banheiro do motel.
Bufei sem a mínima paciência. Sim, hoje eu estava exclusivamente sem paciência. Mas, ninguém podia me culpar, de qualquer forma. Eu tinha me metido numa briga, levado uma suspensão, estava em denteação e fraturado meu braço. E ainda me preparava para um briga com minha irmã e pais.
Ouço o barulho do chuveiro sendo ligado. Essa é minha deixa. Pego minha calça e a visto, faço o mesmo com a blusa e sapato. Cato uma caneta na mochila, pego um papelzinho e escrevo um pequeno e cafajeste bilhete, daqueles que todas elas gostam... Procuro minha cueca, e boto o bilhete sobre ela na cama.
Com a mochila nos ombros e chave do carro na boca, ainda deixo 50 dólares na mesinha para pagar o motel e o taxi pra ela.
Sei que é muito canalha de minha parte fazer isso, mas a partir de hoje eu passo a ter menos respeito ainda por Victoria. Ela é fácil demais.
Depois da escola, pediu pra almoçar comigo, e no restaurante mesmo começou a me assediar. Passava a perna na minha, mordia o lábio e sorria toda hora. É claro que eu sabia que ela queria transar comigo no carro indo pro almoço, mas u ainda tinha esperanças que ela fosse menos atirada.
Quando chegamos no motel, ela bem esperou eu trancar a porta, que ela já puxava minha calça pra baixo.
Ou isso é uma piranha, ou é uma baita ninfomaníaca.
Tudo bem, eu posso ta sendo radical, mas o meu problema principal é o que levou ela a transar comigo.
Medo.
Ela teve medo de eu terminar ou estar bravo por hoje, e praticamente tirou a calcinha num restaurante! Isso é baixo. Demais.
E essa foi a nossa primeira vez. E por um motivo tão fútil...
Ok, admito que também me aproveitei.
Porém, eu apenas a tratei da forma em que ela mostrou- se interessada a ser tratada...
P.O.V. Bella
O calor infernal que banha meu corpo, me faz acordar. Estou literalmente ensopada. Me taquei cama de casaco e tudo...
Mesmo com a preguiça e uma leve tontura, resolvo levantar e tomar um banho. No banheiro, tiro aquela porra do meu nariz, e percebo que do muito para tirar do que para botar...
Tomo um rápido banho, pois em apenas 2 minutos de banho, minha visão começa a escurecer e fico mais tonta ainda. Saiu rapidamente do chuveiro, respirando ar fresco. Boto uma roupa simples e desço para comer.
Não comi nada hoje.
Por causa da briga acabei não lanchando e quando cheguei em casa fui direto pra cama.
A escada já era um problema quando eu estava em sã consciência, neste momento então, parece um campo minado.
Me esforço para ver com clareza e segurar no corrimão.
Quando finalmente a escada acaba, percebo que há um odor na casa, que eu ainda não havia notado. Espio a cozinha e vejo minha mãe de pé em frente ao fogão. Não sei se eu fico feliz ou triste...
– Mãe?– Pergunto indo me sentar.
Minha mãe parece perceber minha presença e volta os olhos pra mim.
– Ah, filha! Eu estava vendo um programa de culinária e me bateu uma vontade de cozinhar! Eu sei que sou um desastre na cozinha, e pensei em te chamar, mas você dormia tão bem que resolvi deixa-la descansar.
Minha mãe falava como minha mãe. Pode parecer estranho, mas fazia tempo que ela não parecia ela mesma.
– Eai querida, como foi na escola? — Sua pergunta me faz voltar para a realidade.
Em instantes, uma guerra interna é travada dentro de mim... Falar ou não falar? Falar poderia estragar o humor dela agora, não falar estragará depois...
– Tudo ótimo! — Respondo sorrindo. Não quero perder minha mãe, logo quando a recupero.
– Ah, que bom! Temia que faltar tanto a prejudicasse... — Fale preocupada. Posso ver a culpa em seus ombros.
– Isso, realmente não será um problema. Os meninos nos passaram toda a matéria.
Ela vira e sorri. Vejo a panela em suas mãos. Ixi...
– Não se desespere. É uma receita muito simples. Até uma criança faz. — Disse ela apoiando a panela na mesa. Devo admitir que o cheiro esta bom...
– O que é?
– Canja. — Ela respondeu, voltando com dois pratos fundos.
– O que? - perguntei novamente não entende. Mas, seja lá o que for parece bom.
Ela riu pondo os talheres e os copos a nossa frente.
– Uma sopa. Tipicamente brasileira. Leva legumes, arroz e frango. Eu usei frango defumado, para ficar mais saboroso... — Ela colocava um pouco em meu prato.
Sem me importar com a compostura, enchi uma colherada e levei a boca. O sabor era diferente, mas muito gostoso. Pelo sorriso dela, devo ter feito uma cara de satisfação.
E assim, tive minha mãe de volta por uma noite. Não sei, se amanha ela estará desse jeito novamente. Quando Carlisle veio aqui ela me falou que haveriam dias como esse, em que ela se sentiria melhor. Mas eu não devia criar esperanças. No dia seguinte, ela poderia estar chorando na cama.
Já era tarde da noite, quando minha mãe foi se deitar. Eu fiquei na cozinha para arrumar as coisas.
Estava terminando a louça, quando uma batia rápida e forte irrompeu a porta da sala. Levantei minha cabeça assustada, pensando que talvez tivesse enganada. Porem, mais batidas, dessa vez impacientes, socaram a porta.
Sequei minhas mãos e fui até a porta. Parei em frente a ela e olhei no olho mágico.
Do outro lado estava Jacob, mexendo ferozmente no cabelo, com certeza, pensando em dar meia volta e ir embora.
Depois de respirar fundo e por a mão na maçaneta, me impeço. Meu dia já esta acabando, não vou estraga-lo.
Vou lenta e silenciosamente em direção a escada.
– Bella, eu sei que você esta ai. — A voz rouca de Jacob soa pela porta.
Fecho os olhos e solto a respiração que inconscientemente, estava prendendo.
– O que você quer?– Pergunto ainda de costas para a porta.
– Quero que você abra a porta.
– Pra que?
– Porque eu quero falar pessoalmente com você. Se fosse para ter barreiras entre nós, eu usava o celular ou um fax. — Sua voz zoa bem mais forte desta vez.
Rendo-me e caminho até a porta. Em um único movimento a abro e estou cara a cara com ele. Seus olhos me examinam por segundos e eu faço o mesmo.
– E então? Veio aqui só para me admirar? — Pergunto arrogantemente. Ele sabe que eu to puta com ele, então nem tento ser amigável.
Jacob parece decidir se fala ou não. Praticamente posso ver as engrenagens em sua cabeça girando. Ele parece indeciso. Cauteloso, talvez. Ou, simplesmente com medo...
– Eu vou ser o mais direto possível. Eu sei que você esta puta. — Descobriu a America...– E sei que você acha ridículo eu ter saído na porrada com o mauricinho, mas eu quero que entenda que eu tive meus motivos. E é por isso que eu to aqui...
Cruzo meus braços num sinal para que ele prossiga.
Ele respira fundo e continua.
– Bella não foi só porque ele é um canalha, ou porque ele te magoo... Foi porque, aquele merdinha conseguiu em messes o que eu nunca tive em anos.
Minha mente esta em alerta.
– Você.
Como é?
– Ok, eu to confusa. Como assim, "eu". Você me teve, Jacob! — Falo desconcertada.
Ele ri friamente.
– Não, Bella. Eu nunca te tive. Eu tive uma parte sua. Aquela que sente tesão e amizade. Ele, não. Ele te teve por inteiro. Ele teve sua paixão. Uma coisa que eu nunca consegui...
– Olha, Jacob, eu não sou um premio a ser conquistado!
– Eu sei! Porra, eu sei! Mas, acontece que eu tento ter você a anos...
Oh no...
Olho para ele, com desconfiança, mas sua postura permanece. Ele não ta brincando...
– Não. Não. Não. Isso não é serio! — Falo desesperada.
– É, sim. — Ela falo baixo.
– Jake o plano nunca foi esse! O plano era só pegação, lembra?! -Grito com lagrimas. Por favor, ele não...
– Não, Bella. Esse sempre foi o seu plano... — Seus olhos refletem minha imagem confusa. — Eu te amo, Bells. Sempre amei.
– Eu também, Jake. Mas...
– Então prova. — Ele fala firmemente.
– Como?
As engrenagens estão funcionando de novo. Então, a lampada aparece sobre sua cabeça.
– Bella, você aceita namorar comigo?
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