Notas iniciais
https://youtu.be/I2Ph3LBwRYQ-Charles conhece Bo https://youtu.be/RWj1z545wMI-Bo acaba com a horda de mortos vivos.

P.O.V. Lorde Bingley.

Ouvi falar sobre corpos sendo encontrados, drenados. Sem um pingo de sangue.

E foi convocada uma audiência.

—As senhoritas são sobreviventes dos ataques correto?

—Sim milorde.

—Porque o assassino as deixa viver?

—Não é um assassino. É uma assassina.

—Assassina? Esses homens estão sendo mortos... por uma mulher?

—Sim. A matadora de homens.

—E porque a matadora de homens as deixa viver?

—Ela nos defende. Todos os homens que morreram pelas suas mãos, estavam tentando nos violar. Ela chega, mostra seus dentes e os afunda nos pescoços deles.

—Bom. Conseguiria identificar a assassina?

—Não. Toda vez que tento me lembrar do rosto dela... é só um borrão.

—Uma vampira?

—Ela é forte, é veloz e tem dentes. Bem afiados. Ela os faz confessar antes de matá-los.

—Como?

—Olhando nos olhos deles.

—Sim é verdade. Isso aconteceu quando ela pegou o homem que tentou me violentar. Ele contou tudo, simplesmente saiu como se ele não tivesse opção se não contar.

Depois de tomar o testemunho das sobreviventes chegamos á um beco sem saída. Mas, tínhamos que atender a um baile em Meryton.

P.O.V. Bo.

Eu vou ao baile de Meryton. Mas, desarmada eu não vou.

Um bom feitiço de ocultação e um monte de facas, adagas e armas de fogo escondidas embaixo de meio quilo de roupas.

Eu e as minhas amigas estávamos conversando e elas só falavam do Lorde Bingley.

—Meu Deus! Vocês não pensam em outra coisa?

—Dizem que ele herdou quase um milhão de libras.

—Uau! To impressionada.

Disse ironicamente.

—Você não pensa em se casar?

—Eu jamais abriria mão da minha liberdade e da minha espada por um marido.

—Pelo homem certo abriria.

—O homem certo jamais me pediria isso.

—Você não pensa em se casar Bo?

—Sou jovem pra isso.

—Você não será jovem pra sempre.

Eu acabei rindo sem querer. Coitada da senhora Bennett.

Eu nem reparei que o Lorde mané estava olhando. Até eu olhar de volta.

P.O.V. Lorde Bingley.

Ela era linda e parecia muito familiar.

—Ela é a criatura mais bela que eu já contemplei.

—Ela sorri demais e ri alto demais.

—Ela é... um anjo.

Eu me aproximei.

—Charles Bingley. Muito prazer em conhecê-la.

—Acho que... a expressão certa, seria reencontrá-la.

—Eu... nós já nos vimos antes?

—O que um vestido chique não faz. Sou eu Charles, Bo.

—A atendente?

—Sou eu.

Uma senhora intrometeu-se.

—Ouvimos tanto falar do senhor, senhor Bingley. Eu sou a Senhora Bennett. E essas são minhas filhas. Todas de caráter impecável.

Vi Bo dar um sorrisinho de canto.

—Bo Bennett.

—Não. Eu sou Izabo, mas eu não sou Bennett. Sou Marshall.

—Posso apresentá-las ao meu amigo, o senhor Darcy.

—Muito prazer.

Disseram as outras. Mas, Bo permaneceu em silêncio.

—Vamos Izabo, tenha educação.

—Eu vou pegar alguma coisa pra beber. Não dá pra aguentar isso não.

Ela saiu e pegou uma taça de vinho da bandeja. Ela a entornou.

—Jesus apaga a luz! Oh gente metida.

—Ela parece irritada.

—Só entediada. Talvez um pouco irritada.

Ela voltou e se colocou junto da família Bennett.

—Se me permite senhorita Marshall, eu gostaria de lhe roubar pelas próximas duas danças. Se não estiver, prometida.

—Não estou prometida.

Ela sorriu pra mim. E a senhora Bennett fez uma cara.

Nós dançamos e ela era muito boa nisso.

—Por favor não esqueça da nossa próxima dança senhorita Marshall.

Eu fui até o meu amigo Darcy.

—Darcy! Odeio vê-lo parado ai, deve dançar.

—Você está dançando com a única garota bonita desse lugar.

—Uma das amigas dela também é muito bonita.

—Elas são toleráveis, mas...

—Toleráveis?

—Sim. Toleráveis e não belas o suficiente para me tentar ou a qualquer outro homem aqui aparentemente.

Elizabeth acidentalmente derrubou uma garrafa de vinho.

—Oh, que infelicidade.

Elizabeth saiu do baile. E a senhorita Marshall lançou um olhar mortal para Darcy e foi atrás dela.

P.O.V. Bo.

Ele a havia magoado. Desgraçado.

—Deixa ele pra lá. Ele é um metidinho. Um mauricinho.

Então veio uma zumbi e ela tentou dizer algo para nós, mas o idiota atirou nela.

—Muito bem Darcy. Muito heroico.

—Ou idiota. Ela estava tentando dizer alguma coisa.

—Uma receita de bolo talvez.

Os homens riram.

—Ah, Darcy... eu vou te esfolar vivo!

Eu cai mantando encima dele. Então sinos começaram a tocar.

—Merda!

—Estamos sob ataque!

—Sorte sua.

P.O.V. Darcy.

As outras eram boas lutadoras, mas ela lutava com uma fúria assassina. As armas dela, os golpes não eram como nada que eu já tivesse visto antes e os reflexos dela eram... inumanos.

—Agora acabou. Por agora.

—Minha nossa Bo! Como você fez aquilo?

—Sou uma boa lutadora. Eu to indo embora.

—O que é isso?

—Fica longe disso ai. Me dá.

Bo tomou a coisa das mãos de Jane Bennett.

—O que é isso?

—Granada. Ela faz boom e explode. Tchau.

Ela saiu dançando e cantando.

—Eu sou um filme de ação com vários finais, eu sou política aplicada e conversas banais, se eu tiver muito afim seja perspicaz, eu nunca vou deixar claro então entenda sinais...

—Ela acaba de massacrar uma horda de mortos vivos e sai dançando e cantando?

—É. Essa é a Bo Marshall. Leva um tempo para acostumar-se. Mas, eu duvido que haja algo que ela não seja capaz de fazer.

Ela entrou na carruagem deu o dinheiro ao cocheiro e ele a levou.

P.O.V. Bo.

Eu to morta. Acabada.

—Obrigado senhor.

—Eu lhe agradeço.

—Disponha. Boa noite.

—Boa noite senhorita.

Eu entrei na pensão e me joguei na cama. Apaguei na hora.

P.O.V. Lorde Bingley.

Eu não consegui dormir. Aqueles cachos ruivos, os doces olhos verdes que num segundo se metamorfosearam num olhar feroz e assassino.

Seria Bo Marshall, a matadora de homens?