O Impossível é só questão de opinião
5 O Casamento do século
P.O.V. Hope.
Eu estava feliz que o tio Elijah estava feliz. E agora aqui cercada de rosas, fitas de cetim num salão de festas cheio de velas que eu ajudei a preparar, eu me sinto feliz.
—Você está... Hope, o que é isso no cabelo?
—É uma mecha rosa. Eu fiz no cabeleireiro.
—É postiço?
—Não. Mãe, você vive dizendo que é o meu corpo e eu posso fazer o que eu quiser.
—Você nunca gostou de rosa.
—Eu nunca tinha usado rosa antes. Mãe, eu sou loira e pálida eu fico bem de rosa. Mas, eu ainda uso as unhas pintadas de preto.
—Você não fez isso pra impressionar a mulher do seu tio fez?
—Não mãe. Eu descobri que eu gosto de rosa e que eu fico bem de rosa! Agora para de me encher.
—Eu fiquei sabendo sobre o seu esquema na escola.
—Que esquema?
—Ta vendendo seu sangue.
—Não. Mas, eu dei pra uma pessoa. Eu só... queria ajudar ele.
—Hope, todo o ponto de nos mudarmos de New Orleans, de você ir para o Instituto Salvatore, treinar a sua magia e te chamarmos de Hope Marshall foi pra te proteger da Hollow e dos seguidores dela.
—E você está sendo uma hipócrita agora. Afinal, o meu sangue te serviu muito bem e você disse que queria me afastar da Hollow, mas me trouxe direto pro tio Elijah!
Eu senti a mão dela na minha cara e eu senti o gosto do sangue. Então fiz questão de cuspi-lo bem na cara dela.
—Hope...
—Eu tenho que colocar o vestido. Sai daqui.
—Hope...
—Eu mandei você sair! Cai fora!
Fiz ela voar pela porta afora e fechei a porta. Eu coloquei o vestido de seda rosa, peguei o buquê e fui até o quarto onde estavam arrumando a Renesmee.
—Você está bem? Está doendo muito querida?
—Eu to bem. Você está linda. O seu cabelo está um arraso.
—O seu também querida. Está mais bonito que o meu, o meu é um simples coque baixo.
—Agora o toque final querida, a presilha da sua vó Swan. Eu usei no meu casamento e significaria muito pra mim se você usasse no seu.
—Eu vou usar mamãe. Vai ser uma honra. E Hope, não tem porque ter medo. Eu sei que você já deu uma olhada lá fora e viu que tem muitas pessoas diferentes. Os olhos vermelhos podem ser intimidantes, mas não vou deixar nada de ruim acontecer com você. Você é da minha família agora e protegemos a família.
A mão enluvada segurou a minha e eu vi nos olhos castanhos que pareciam ter mais anos que o meu pai. Eu vi que ela falava sério.
—Está pronta querida?
—Estou. Desculpe ter surtado com você naquele dia tia Alice.
Eu me lembrava do surto.
Flashback On.
Eu nunca tinha visto vampiros como esses, mas eles eram legais. A mulher baixinha de cabelos arrepiados continuava falando sobre como seria o casamento, ela parecia ter tudo planejado até que Renesmee gritou:
—Chega! Eu não sou a minha mãe! E esse é o meu casamento! Eu sou a noiva! Quem decide sou eu! Por isso eu contratei a organizadora.
—Contratou uma organizadora?
—Sim. Ela vai estar aqui a qualquer instante.
Deu pra ver que a tia ficou magoada.
—Porque você contrataria uma organizadora?
—Eu acho que o motivo é óbvio. Eu te amo tia Alice, mas você consegue ser insuportável de vez em quando. Esse casamento é meu. Esse dia vai ser meu. Olha, se eu quiser sua opinião, eu peço. Ok?
—Ok.
P.O.V. Alice.
A minha sobrinha foi uma estúpida comigo.
—Porque está triste?
—Eu aposto que você ouviu. Eu aposto que todo mundo ouviu!
—Sim, eu ouvi. Ela errou em gritar.
—Obrigado.
—Mas, você errou em passar por cima da autoridade dela.
—Como assim?! Vai ficar do lado dela?!
—Amor, ela é a noiva. Quem dá o veredito final é ela.
—Tenho que concordar com Jasper. Desta vez você foi longe demais Alice. Pedir as flores sem consultá-la?
—Eu queria fazer uma surpresa.
—Existem surpresas e surpresas Alice. Agora como é que ela vai devolver todas essas flores e pegar o dinheiro de volta?
Eu via os vasos de frésias sendo levados embora e uma mulher de terno que imaginei ser a organizadora dava instruções aos carregadores e ligava pra alguém.
—Ela está falando com o florista. Pra tentar consertar isso.
—Desculpe.
—Eu sei que teve a melhor das intenções tia, mas você fez uma bela duma confusão. E está me sufocando. Esse casamento é meu. MEU! Você passou por cima de mim e eu não gostei. Tá na hora de você saber quem tá no comando e dessa vez, quem manda sou eu. Não faça isso de novo.
Ela se virou e saiu.
Flashback Off.
No fim, eu descobri que éramos mais parecidas do que eu pensava. A escolha de vestido seria um que eu escolheria. Ela parecia ter um pouco de todas nós.
Na recepção eu tive uma visão.
—Renesmeee! Renesmee!
—Eu vi. Deixa ela falar. Eu vou com ela.
—Tia Rose! Eu vou com você.
P.O.V. Renesmee.
Nós chegamos no Clã Volturi.
—Renesmee Cullen.
—É Mikaelson agora, mas tem uma coisa que você tem que saber. Não vou fazer isso pelas costas de ninguém e também pouco me interessa se você concorda ou não. Eu vou fazer.
—E o que você vai fazer?
—Você tem que saber que existe uma cura.
—Uma cura pra que exatamente?
—Para a imortalidade. E eu vou fazer uma dose. Vou fazer pra tia Rosalie, ela odeia ser vampira e ela quer isso já a algum tempo, então eu vou fazer.
—Isso é impossível!
—Você quer apostar? Stefan! Você é o Stefan não é?
—Sou.
—Mostra pra ele.
—Você é o cara que lê as mentes das pessoas relando nelas não é?
—Eu temo que sim.
—O que quer que eu mostre pra ele?
—Como você era antes e como você é agora.
P.O.V. Aro.
O rapaz me estendeu a mão.
—Não comente. Eu não me orgulho de algumas das coisas que eu fiz.
Eu toquei a mão dele e eu vi. Eu sentia que haviam coisas que faltavam, mas o garoto era a prova de que a tal cura existia.
—Fascinante. Uma raça diferente da nossa, mais frágil, porém com dons extremamente interessantes. E uma cura.
—Quem garante que essa cura não será usada como arma?
—Eu. Só eu sei a fórmula, eu memorizei a fórmula e queimei o papel.
—Eles são uma raça diferente da nossa. O que te faz pensar que a cura vai funcionar?
—Vai funcionar. Imortalidade é imortalidade.
P.O.V. Benjamin.
Estava andando pela festa quando uma das madrinhas acidentalmente tomou uma taça de sangue e a cuspiu.
—Ai que nojo! Parece que hoje é mesmo o dia do sangue.
Eu a vi saindo do banheiro.
—Você está bem senhorita?
—Apesar de ser filha do meu pai e da minha mãe, eu não sou muito fã de sangue.
—Você está bem querida?
—To.
—Eu sinto muito por ter batido em você, mas você tem que entender que... esse seu dom é mais valioso do que pensa e que você é responsável por aquilo que você cria.
—Eu sei mãe. Eu estou bem a par da minha situação.
Eu os vi se aproximar de longe.
—Olá, eu sou Aro.
—Que bom pra você né?
—Hope!
—Tá. Desculpe, hoje não tem sido um dia legal pra mim.
—Eu não pude deixar de ouvir que você é dotada. Uma humana dotada é raro.
—Não sou humana. Eu sou uma bruxa.
—Uma bruxa?
—É. E se você tentar alguma coisa eu torro o seu cérebro.
Aro fez uma cara feia. Ele não estava acostumado a ser ameaçado.
—E que dons você possui?
—Eu faço feitiços e eu não quero falar mais sobre isso.
—Por favor, eu nunca em meus quinhentos anos encontrei uma bruxa.
—Sorte sua então.
Ela tentou sair, mas Aro agarrou seu pulso.
—Me solta.
—Solta a minha filha agora ou eu vou adorar te mostrar um pouco de hospitalidade híbrida.
—Ta tudo bem mãe, eu posso resolver. Me larga ou você quer mesmo brigar aqui?
Todos se viraram para olhar.
—Larga a minha sobrinha Volturi. Não me dê mais um motivo pra ter raiva de você.
—Solta ela ou você vai se arrepender. Amargamente.
Os olhos da mãe de Hope se encheram de veias e as íris ficaram amarelas como olhos de... lobo.
—Olhos de lobo.
—Quer ver os dentes?
Aro soltou a menina.
—Faça isso de novo, e eu acabo com você. Demônio de olhos vermelhos. Eu to com sede.
Um garçom veio e serviu um copo de refrigerante pra ela.
—Com os cumprimentos da noiva.
—Valeu.
—Senhorita.
Ele se retirou.
—Você é realmente uma bruxa?
—Sou.
—E o que quis dizer com apesar de ser filha dos seus pais você não gosta de sangue? Seus pais são...
—Híbridos. A magia fez o meu pai ser vampiro, mas ele nasceu lobisomem.
—Então o que ele é? Vampiro ou lobisomem?
—Os dois.
—E a sua mãe?
—O mesmo.
—Você transformou seus pais?
—Meu pai não. Só a minha mãe, mas foi sem querer. Depois que eu soube o que eu podia fazer eu decidi usar. Pra ajudar eles.
—Eles quem?
—Sabe, quando você destranca a maldição e vira lobisomem tem que se transformar toda a lua cheia e a cada transformação a pessoa tem que quebrar todos os seus ossos. Mas, só os híbridos podem controlar quando mudam.
—Então você transforma lobisomens em híbridos?
—É.
Começou a tocar Miss New Orlens.
—Essa é a minha música.
Eu iria tirá-la para dançar, mas Dimitre se adiantou.
—Não. Valeu. Quer dançar, Benjamin?
—Claro.
—Gosta dessa música?
—Gosto. Eu nasci em Nova Orleans, meu pai costumava tocar essa música na vitrola pra mim.
—O que aconteceu com o seu pai?
—Ele foi embora quando eu tinha seis anos. Eu consegui encontrá-lo através de um feitiço e o que eu vi não foi muito legal. Ele foi embora pra me proteger, mas na época eu não sabia. Eu tenho uma família complicada.
—Eu também.
—Gente ela vai jogar o buquê!
As moças se amontoaram e disputaram o buquê, mas no fim quem o pegou quase que acidentalmente foi...
—Hope?
—Eu sou muito jovem pra casar. Mas, acho que isso só acontece uma vez na vida.
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