Notas iniciais
https://youtu.be/hsx67meP2uA-Magia negra da Hope.

P.O.V. Elijah.

Foi uma noite mágica. Apesar de tudo, ela foi verdadeira comigo desde o princípio e é por isso que eu a respeito tanto.

Ela me confessou que não sabia se podia ter filhos, me disse que queria, mas que temia ter uma filha mulher por conta desta entidade cósmica que persegue sua linhagem.

Enquanto isso no acampamento...

P.O.V. Hope.

Nós catamos gravetos para acender a fogueira, eu ia acender, mas então eu vi os dedos de Benjamim pegarem fogo.

—O que?! Eu pensei que você fosse vampiro. Controlar os elementos é coisa de bruxa.

—Aparentemente é coisa de vampiro também.

Então eu notei que tinha uma vampira olhando feio pra mim.

—O que que é? Ta com fome?

—Não. Eu já me alimentei.

—Então porque essa cara feia? Fala!

—Eu tenho quatrocentos e cinquenta anos, eu não nasci ontem.

—E? Porque ta me olhando com essa cara?

—Eu sou Tia. Benjamin é meu parceiro.

—Seu parceiro? O que isso quer dizer exatamente?

—Estamos juntos!

—Oh! Você quer dizer que ele é seu namorado. Eu não sabia, mas eu acho que ele só tava sendo gentil.

—Você não pode ser tão idiota.

Eu levantei e falei pra ela:

—Não precisa me ofender. Olha, eu não to afim de brigar, mas se você quiser sem problema a gente arma um barraco aqui rapidinho.

—O que está acontecendo? Qual é o motivo de toda essa agitação?

A vampira maluca tentou vir pra cima de mim e eu fritei os miolos dela.

Ela gritava e apertava a cabeça.

—Se é grande mas, eu sou ruim. Acha que é a primeira a tentar me matar? Tentaram me matar antes mesmo de eu nascer. Eu já fritei peixe maior que você.

—O que é isso?

—Isso é uma bruxa poderosa com raiva. Ta satisfeita? Tia? Eu não sou otária, você não vai querer se meter comigo!

—O que aconteceu? Eu ouvi os gritos.

—E você é um cara de pau. Você tem nervo pra fazer o que você fez.

—Eu? E o que eu fiz?

—Me convidou pra dançar, me paquerou e você tem uma namorada!

—Tia e eu estamos passando por uma fase difícil.

—Mas, vocês estão juntos! E eu não vou ser distração de ninguém.

Começaram a sair cobras venenosas de tudo o que era lugar, aquelas cobras coral.

—Não. Não. Vão embora.

—Porque todas essas cobras?

—Ta acontecendo de novo.

—Hope.

—Pai. Você não devia tá aqui.

—Hope fomos á igreja pra pegar a sua mãe. Ela não estava lá.

—Não. Não! Eu protegi ela. Eu escrevi o feitiço de ocultação perfeito. Eu testei antes! Eu mantive ela segura, eu não entendo. O caixão estava só vazio?

—Não querida. O caixão estava destruído. O que quer que tenha acontecido com a sua mãe, não aconteceu sem uma briga.

Eu comecei a sentir o pânico me dominar.

—Eu sei que não queria que ninguém se ferisse. Você não teve opção. Querida, olhe pra mim. Isso, isso é minha culpa. Eu vou consertar, eu já falei com o Alaric e você vai voltar pra escola, vai voltar pra Mystic Falls hoje á noite. Preciso saber que está a salvo.

Eu comecei a tossir, engasgar. Tinha uma coisa presa na minha garganta, e então saiu uma cobra de lá de dentro.

—Vai. Vai. Você tem que sair. Você tem que sair.

—Eu vou encontrar sua mãe. E eu juro que a trarei de volta pra você, eu te amo.

P.O.V. Benjamin.

Todos os presentes ficaram chocados com o que aconteceu á seguir. Ela caiu de joelhos e soltou um grito de dor e tudo em volta foi destruído.

—Mamãe!

Pude sentir a terra tremendo sob nossos pés. Deu pra ver a energia que saiu de dentro dela como uma onda.

Ela chorou, chorou desesperada. Mas, então, ela parou.

—Isso não vai ajudar.

P.O.V. Tia.

Aquela garotinha tirou um livro velho de dentro da mochila, ela comeu e começou a folhear o livro.

—Esse. Eu preciso de algo em que me apoiar.

Como uma resposta a luz da lua passou pelas folhas.

—Valeu.

Ela tirou um canivete da bolsa.

—Acha que isso vai adiantar alguma coisa?

—Porque você não cala essa boca.

A garota estendeu um mapa, com uma mão ela segurou a faca e apertou a outra contra a lâmina fazendo o sangue pingar no mapa. Ela colocou a mão ferida sob uma fotografia e começou a pronunciar o que imaginei ser um feitiço.

O nariz dela começou a sangrar.

—Não ta funcionando. Tenho que tentar outra coisa.

Ela foleava o livro.

—Esse. Consegui achar meu pai usando ele.

—Projeção Astral?

—Funcionou uma vez.

Ela começou a pronunciar as palavras e então, ela caiu no chão.

—Está inconsciente?

—Não. Ta morta.

Então ela respirou. E voltou a chorar.

—Eu a vi. Eu vi a minha mãe. Eles despedaçaram ela. Colocaram a cabeça dela como se fosse um enfeite de parede.

—Você está bem?

—Bem? Eu vi os pedaços da minha mãe! Agora eu não tenho mais ninguém.

—E os seu pai? Seu tio?

—Eles não podem chegar perto de mim. Os pedaços da Hollow estão dentro deles. E a Hollow precisa de mim morta. Eles já pegaram a minha mãe, agora vem atrás de mim.

Ela pegou o celular.

—Alô?

—Tia Freya, tia Freya a mamãe. Eles mataram a mamãe. Eu sou a última.

—Calma querida. Que aconteceu?

—A mamãe morreu tia Freya!

—E como a sua mãe morreu? E o feitiço de ocultação?

—Pegaram ela, destruíram o caixão. E despedaçaram ela.

—Fique onde está, eu estou indo te pegar. E tente manter a calma.

A tia veio pegá-la. Colocou um cobertor nas costas dela, a colocou dentro do carro e a levou embora.