O Impossível É Possível.
3 Quer jantar comigo?
Gab Part:
Já acordei sorrindo, imagino que seja por causa daquele surpreendente cartão que encontrei no meio das minhas rosas, será que aquele cartão estava no lugar certo? Mil perguntas viam na minha cabeça, ontem não tive correndo de ligar para saber se o número era realmente do Pedro Lucas ou se era apenas uma brincadeira com a minha cara.
Acordei com muita fome, antes de dormir ontem não tinha comido nada, apenas fiquei sonhando com o dono daquele bilhetinho. Fui até a cozinha e não vi sinal da Jub pela casa, ao menos sabia que horas era. Abri a geladeira que estava cheia, de porcarias, como não estava com vontade de comer nada aquelas coisas gordurosas logo cedo, fui em direção a fruteira e peguei a primeira fruta que encontrei, por sorte era a maça, minha fruta favorita.
Segui até o sofá aonde me joguei, e fiquei ali parada, sem tocar na mão, apenas sonhando.
Quando me dei conta do tempo, já eram quase duas horas da tarde. E enfim, tinha tomado coragem de ligar para descobrir se realmente aquele numero era mesmo do Pedro Lucas.
Fui até o telefone e comecei a digitar...
– EI PARA DE FAZER BARULHO QUERO DORMIR... PARA QUEM VOCÊ ESTÁ LIGANDO??? — Dei um pulo quando ouvi os gritos da Jub, ei ela não estava dormindo?
– Estou ligando para alguém? Aonde? — Tentei disfarçar... mas acho que não sou muito boa nisso. — Ah esse telefone na minha mão? Estava testando a linha.
– Hmmm sei — Conheco a Jub a anos, e é claro que ela sabe que eu estava disfarçando e foi legal e não fiz dizer nada — bom, mas e esse papel na sua mão. — Quando percebi já não tinha nenhum papel na minha mão mais, estava na mão dela. — Aham que você estava testando o telefone — puts — mas chegou em São Paulo e já tem admirador Gab? Tá podendo em?
– Ei eu nem sei se tenho admirador, — Com um sorrisinho sarcastico tomei o cartão dela — você não me deixou descobrir sabe...
– Mas posso saber pelo menos aonde te deram esse cartãozinho? — Penas apontei para as rosas e a boca dela quase caiu no chão, de tão aberta que ficou.
– N-Ã-O B-R-I-N-C-A!!! — Estava rindo daquela ação dela, porque foi mais ou menos igual a minha, até nisso a gente era igual, rsrss.
– Não estou brincando!
– Gab, se veio mesmo com as flores porque você não liga logo, ESTÁ ESPERANDO O QUE? QUER QUE EU LIGUE? — Ela parecia mais animada que eu para que eu ligasse.
– Primeiro, PAAAAARA DE GRITAR. Segundo, eu estava tentando ligar quando você chegou aqui e me interrompeu grosseiramente. — Vi ela abaixar a cabeça.
– Ok, já parei de interroper agora liga!!! — Tirou o telefone do gancho e me entregou.
Jub Part:
Vi a ela discando o numero, para falar a verdade ela discou tão, mas tão devagar que eu quase, mas quase mesmo perguntei se ela queria ajuda, mas imaginei que ela ia me xingar muito, então.
Então depois de alguns minutos, ou que pelo menos pareceu alguns minutos, ela terminou de discar, olho para mim e sorriu.
Vi ela falando palavras curtas como; oi, sim, e vc, também, claro, ok, a gente, vamos sim, ok, ok, sim, não, ok, não, sim, também. Imaginei que ela estivesse fazendo isso para mim não poder escutar a conversa, dei um soco de leve nela e fui-me sentar no sofá e esperar que ela conversa acaba-se logo para ela me contar T-U-D-O!
Finalmente a conversa acabou e ela me pareceu meio triste.
–Ei, vem aqui.- Ela veio em minha direção e sentou no sofá, ficou alguns segundos encarando a TV, depois sorriu e olho para mim.
– O TELEFONE É DELE, AAAAAAAAAAAAAAA! — Meu Santo, acho que ela estou meus tímpanos.
– Ok, mas e o resto, me conta menina, LOGO! — Estava quase morrendo e ela não me contava, legal a vida.
– Só que não foi ele que atendeu. — Eu vi o sorriso dela diminui.
– Porque você está triste, V-O-C-Ê T-E-M O N-U-M-E-R-O D-O P-E-D-R-O L-U-C-A-S! Milhões de meninas queriam ter esse numero.
– Eu sei, eu sei, mas queria de verdade que ele estivesse atendido.
– Mas porque ele não atendeu? Ele não está com o telefone? — Ela me olhou com aquela cara sarcastica que só ela sabe fazer, ok minha pergunta foi mesmo idiota.
– É logico que não, se não ele teria atendido não acha? — E eu achando que eu era a grossa, essa Gab me surpreende a cada dia.
– Ok, e quando você vai poder ligar de novo?
– Mais tarde. — Ela sorriu novamente.
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Há tarde foi um saco, a Gab ficou o tempo todo com aquele telefone na mão, e vê TV, enquanto eu imaginava que ela estava sonhando com o Pedro Lucas mas ok.
Fiz a janta, já que imaginei que a Gab não iria sair daquele sofá até conseguir falar com o Pedro, e bom, eu não ia morrer de fome por causa disso. Preparei um Strogonoff, e ao lembrar que era o prato favorito do Lucas, ri sozinha.
Após perguntar v-a-r-i-a-s vezes se a Gab queria, resolvi comer sozinha mesmo. Depois de reconhecer a mesa de jantar e lavar a louça, fui andando em direção ao sofá, aonde iria tentar fazer a ela rir.
Quando cheguei no sofá vi que ela não estava mais lá. Olhei para o lado e vi que ela estava ao lado do telefone novamente e com o numero nas mão.
– Liga logo amiga! — Não estava mais aguentando ela daquela jeito.
Ela comecou a discar os numeros, só que dessa vez mais rapido, eu soltei um sorrizinho, mas acho que ela nem percebeu.
Gab Part:
Estava muito ansiosa, queria de verdade que ele atende-se. Queria falar com ele de novo.
Enfim, alguém atendeu, mas não era ele, reconheceria se fosse ele. Era uma mulher.
"Olá, quem fala?"
– Olá, o Pedro está?
"Está sim, um instante." — Meu coração estava disparado? MAGINA.
– O-ok.
"Alô" — ERA ELE MESMO, ERA ELE, ERA ELE.
– Oi, Pedro? — Disse meio sem acreditar, meio achando que estava louca, sei lá.
"Sim, quem gostaria?"
– É a Gab, a menina que desmaiou ontem, e que... — Fui interrompida.
"GAAB, não acredito que você ligou, pensei que não ia achar o cartão, ou que não ia ter coragem de ligar" — Ele lembra de mim.
- Para falar a verdade achei o cartão ontem, mas não tive coragem de ligar. — Escutei a Jub rindo da minha cara, mas resolvi que não ia ligar para o fato dela estar rindo.
"E porque não me ligou?" — Ele queria que eu liga-se, socorro, não acredito!
- Bom, um pouco de falta de coragem, e também porque já era tarde. — Minha desculpa não foi muito satisfatoria.
"Sabe, que costumo dormir tarde, e também se já tivesse dormindo não me preocuparia em acordar com uma ligação sua linda" - Linda? Como ele era tão fofo assim?
"Já jantou?" — Vendo que eu não tinha respondido, apenas suspirado, resolveu não deixar o assunto morrer.
- Para falar a verdade já — percebi que tinha feito coisa errada pela cara de desaprovação da Jub, que estava colocada no telefone comigo — mas porque a pergunta?
"Ia chamar você para jantar, mas já que já jantou..." -Isso Gab, sua burra! BURRA! BURRA! — "bom, já que hoje não vai dar para a gente se ver, quer ir tomar café da manhã comigo?" — Serio mesmo que ele precisa perguntar.
- Claro, seria otimo.
"Ok, me manda uma mensagem com o endereço da sua casa que eu passo ai, pode ser?" — CLARO, C-L-A-R-O C*L*A*R*O!
- Ok, sem problemas! Até amanhã!
"Boa noite, sonha com os anjos" — PODE DEIXAR VOU SONHA COM VOCÊ!
- Você também.
Ele desligou. Assim que coloquei o telefone no gancho a Jub pulou em mim.
- É isso ai amiga, conquistando o coração do boy. — Rimos juntas.
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A noite passou muito rápida, logo já tinha amanhecido. Acordei mais cedo do que o normal, sete e meia, a final a gente tinha marcado as nove. Fui tomar banho, que duro mais tempo do que o esperado. Coloquei a roupa mais linda que achei, e quando acabei de fazer tudo, já faltava dez minutos para ele chegar. Sentei no sofá e fiquei ensaiando o que iria dizer para ele, assim que ele chegasse.
Não demorou muito o interfone tocou avisando que ele havia chegado. Desci o mais rápido que pude, ou melhor, que o elevador deixou. Logo vi um carrão preto parado na porta, no qual imaginei que fosse dele, ou coisa parecida.
Fui andando em direção ao carro, e quando estava quase abrindo a porta vi ele descendo e abrindo a porta para mim com aquele sorriso lindo.
- Bom dia princesa! — Se eu não tivesse vivendo aquele realmente não iria acreditar.
- Bom dia meu principe. — Será que exagerei? Como ele sorriu, imaginei que não. Entrei no carro. Não demorou muito ele entrou também.
- Para aonde vamos? — Perguntei curiosa.
- Surpresa. — Ele disse sorrindo novamente para mim e dando partida no carro.
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