Notas iniciais
Minhas lindas, desculpem mesmo a demora, meu modem queimou e eu estava sem net =/
Obrigada por lerem minha história lindas!

Hoje ainda vou ver se sai um capítulo de "DE REPENTE É...AMOR".

Até mais girls!
Bj

-Ei! – ela o empurrou.

Carlisle sorriu e se afastou.

-Espera aí. – Ela foi atrás dele. – Quem você pensa que é pra me beijar?

-Aproveita que ninguém viu e a gente pode fingir que nada aconteceu.

-Você é ridículo.

-Foi um beijo falso. – ele riu. – Não de verdade.

-Não interessa, nunca mais faça isso.

-Ah, pode deixar, não tem graça...

-Como assim não tem graça?

-Não sei, não tem graça, sem vontade assim...

-Você ta pensando o que? Vem, me agarra, e ainda fala mal?

-Não estou falando mal, mas não tem graça quando uma das partes não quer. – ele piscou.

-Grosso. – ela irritou-se.

-Linda. – ele a abraçou por trás e cochichou em seu ouvido.

-Me larga! – ela soltou- se e foi em direção ao bar.

Ela pediu uma bebida mais forte sem se preocupar com a mistura que fazia. Alguns minutos se passaram.

-Oi. – o mesmo rapaz se aproximou.

-De novo? – ela disse, meio tonta.

-Cadê seu namorado?

-Vendo o show.

-E você, bebendo aqui por quê?

-Sede. – ela virou o copo.

-Hm... Seu namorado não parece muito preocupado.

-Você é insistente, não?

-É que eu achei você linda demais.

-Tudo bem, pode olhar, eu deixo. Desde que mantenha a distância.

-Mas aí não tem graça. – ele se aproximou.

Antes que ele fizesse qualquer coisa Esme desviou-se e andou em direção a Carlisle.

-Opa. – ele sentiu alguém o abraçar por trás. – Esme?

-Fica quieto, seu grosso. Ele ta atrás de mim de novo. – ela segurou as mãos dele e o abraçou mais forte.

-Você ta bêbada. – ele riu.

-Não ,só um pouco.

-Tá, vem cá então. – ele a puxou e a abraçou, fazendo com que ela encostasse a cabeça no peito dele.

-Posso dormir?

-Pode. – ele a abraçou mais forte.

-Vou levá-la pra casa. –Carlisle disse a Charlie, que observava a cena, atônito. – E não aconteceu nada, tem um cara atrás dela. – ele tranqüilizou o “protetor”.

-Carlisle. –ela não parava de rir na volta para casa. –Cuidado. Eu pretendo chegar viva em casa.

-Eu não estou correndo. –ele continuou concentrado na direção.

-Está sim. –ela riu mais alto. –Cuidado!!!! –gritou de repente.

-O que foi? –ele assustou-se.

-Carlisle. –ela se aproximou do vidro apontando para frente. –Tem dois postes ali.

-Você está realmente bêbada Esme. –ele riu.

-Pronto. Chegou em casa sã e salva. –ele a largou na cama dela.

-Ai. Minha cabeça dói. Tudo gira. –ela reclamou.

-O quanto você bebeu Esme? –ele sentou do lado dela e a encarou.

-O suficiente pra não me deixar esquecer que você me agarrou hoje. –ela o empurrou, zangada.

-Só quis te ajudar. Mas me desculpa. E não se preocupe, não vai voltar a acontecer.

-Acho bom!

-Está entregue. Boa noite. –ele saiu do quarto.

— Carlisle! –ela o chamou de volta. –Você pensa que é assim?

-Assim como? –ele se aproximou novamente.

-Me agarra daquele jeito e sai, como se nada tivesse acontecido?

Carlisle a encarou confuso.

-Você ainda me deve um passeio.

-Passeio?

-Um salto de asa delta. –ela piscou.

-Você perdeu a aposta. –ele riu.

-Não importa. –ela respondeu zangada. –Você está na minha casa, vai ter que fazer o que eu pedir.

-Metida você hein? –ele riu mais alto.

Esme o encarou, furiosa.

-Tudo bem. Amanhã eu te levo...–ele piscou e saiu do quarto

-A leva aonde? — Charlie o interceptou.

-Para saltar de asa delta.

-Asa delta?

-Uma aposta...- Carlisle sorriu.

— Carlisle, a Esme é noiva.

-Eu sei e respeito isso. Respeito ainda mais ela ser sua filha.

-Enquanto eu achei que sua história era com a Bella eu deixei as coisas como estavam, porque ambos são livres. A Esme tem um relacionamento de mais de quatro anos.

-Seu Charlie, eu juro que não estamos fazendo nada de errado.

-Eu vi o jeito como se abraçaram hoje.

-Tinha um cara dando em cima dela, eu só fingi que estavamos juntos.

-Toma cuidado, Carlisle. Eu gosto muito de você e apoiaria se decidissem ter alguma coisa, mas é preferível que as coisas fiquem como estão. E a Esme não é uma menina fácil, ela se envolveu com o Edward por influência da mãe e eles tem um relacionamento maduro.

-Tudo bem. Perdoe-me, se quiser,desmarco com ela.

-Apostas são apostas. Honre sua palavra. — Charlie sorriu e foi em direção a seu próprio quarto.

Carlisle estava entrando em seu quarto, confuso, quando Charlie o chamou.

-Sim?

-Como ela está?

-Bem... Vai dormir logo.

Carlisle foi fechar a janela quando percebeu que tinha uma visão ampla do quarto de Esme. Ela pareceu ter a mesma ideia, porque o observava, deitada em sua cama.

Carlisle sorriu e tentou, em vão, mover a janela. Esme o encarava, rindo da situação. Ela levantou-se e abriu sua própria janela.

-Tenta puxar o pino.

-O que?

-O pino, criatura.

-Ah ,sim,obrigado. – ele moveu um pouco.

-Que horas vamos?

-A tarde, se quiser.

-Pode ser, assim eu posso dormir.

Ele sorriu.

-Eu vou ter que cuidar essa janela agora.- ela brincou.

-Por que?

-Pra você não ficar me espiando.

-Já passei dessa fase. – ele riu.

-Será que você resistiria?

-Eu respeito você...

-Mesmo depois de me ver bêbada?

-Eu respeito a forma como você encara as situações. – ele sentou-se na janela. Ela fez o mesmo.

-As pessoas na minha casa não gostam.

-Suas irmãs gostam de ver você irritada, mas te adoram.

-É... Quando precisa de alguma coisa é pra mim que correm.

-Seu noivo deve amar muito você.

-Não sei. – ela sorriu. – Já conversamos sobre o amor.

-Amor...-ele suspirou.

-Eu entendi o que você disse sobre impulsos.

-É?- ele perguntou surpreso. – Com o carinha do barzinho?

-Não. – ela sorriu, olhando para o céu estrelado.

-Com seu amigo?

-Você sabe com quem foi. – ela piscou e fechou sua janela.

Esme apagou a luz e deixou o quarto apenas iluminado pela luz da televisão. O que era tudo aquilo? O que havia sido aquele quase beijo? Por que sentia-se tão bem ao lado dele? E por que o odiava tanto?

Carlisle continuou na janela, tentando ver qualquer vulto dela pela cortina fechada. Tinha que respeita-la, ela era noiva e filha de seu chefe. Mas como controlar o que sentia?

-Já acordado? – ela passou sonolenta pela sala, e avistou Carlisle sozinho.

-Não consegui dormir. – ele sorriu, tomando café. – São 5 da manhã. E você, o que faz acordada?

-Dor de cabeça. – ela apontou para a própria cabeça.

-É o que dá beber desse jeito.

-Eu não bebi tanto...

-Não, mas misturou várias bebidas.

-Até parece que você nunca fez isso.

-Já...E bati o carro. –ele riu.

-Vou tomar alguma coisa. – ela sorriu e foi em direção à cozinha.

Poucos minutos depois ela estava de volta.

-Quer algum remédio pra dormir?

-Não, obrigado. Não tomo remédio a menos que esteja doente.

-É um menino saudável. — ela brincou.

-Não...- ele levantou-se e juntou-se a ela. – Remédio sempre me deixa pior.

-Vai dormir então. – ela sem querer segurou o braço dele.

-Vamos, né? – ele piscou e subiu.

-Bom dia. –Esme cumprimentou a família, que estava reunida tomando o café da manhã.

-Quase boa tarde... –Rosalie implicou.

-Nem vem Rosalie, que nada hoje vai estragar o meu bom-humor. –Ela sorriu irônica para a irmã.

-E eu posso saber o motivo desse seu bom-humor? –Charlie sorriu.

-Claro pai. –Ela sentou-se e encarou Carlisle. –Vou ter um passeio especial. A realização de um sonho...

-Que sonho? –Bella perguntou.

-Voar de asa delta. –ela encarou a irmã, sorrindo.

-Eu também vou!!! –Bella se animou.

-Não mesmo Isabella! O passeio é meu hoje!

-Ah qual é Esme, larga de ser egoísta!

-Eu egoísta? Você que está sempre querendo fazer tudo que eu faço...

-Meninas! –Charlie chamou a atenção. –Por favor. Não vamos começar o domingo discutindo.

-Mas pai... –Bella tentou argumentar.

-Bella. Hoje é a vez da sua irmã. O Carlisle prometeu e vai levá-la. Outra hora você vai.

-O Carlisle? –Bella perguntou confusa.

-Um aposta. –Esme se apressou em dizer.

-Bella. – Carlisle a chamou. –Eu prometo que te levo algum dia também. Se você quiser, é claro. –ele sorriu e piscou para ela.

-Claro. –ela retribuiu o sorriso.

Esme encarou os dois, sem gostar da situação.

Todos estavam reunidos no jardim, perto da piscina. Havia passado algum tempo após o almoço.

-Esme? –Carlisle se aproximou.

-Oi. –ela se virou, sorrindo.

-Você está pronta?

-Pronta? Ah, claro...

-Vamos então?

-Vamos. Pai, mãe... –ela os chamou. –Estamos indo. Vamos com o seu carro mãe.

-Divirtam-se. –os dois acenaram para eles.

-Eu... Não vou...Não vou fazer isto... –ela olhou o penhasco.

-Não vai? –ele riu. –Foi você quem pediu.

-Não. É loucura... –ela andou em direção ao carro.

Carlisle a seguiu, puxando-a de volta.

-Foi ideia sua Esme.

-Mudei de ideia! Eu não tenho coragem Carlisle...

-Ah Esme, nem é tão alto. E além do mais, você vai estar comigo. –ele sorriu. –O melhor instrutor que alguém pode ter...

-Convencido. –ela sorriu, debochando.

-Vem. Vamos nos preparar. –ele a puxou pela mão.

— Carlisle, é sério, eu não quero. – ela parou.

-Não confia em mim? – Carlisle olhou nos olhos de Esme.

-Deveria?

-Já decepcionei você?

-Já teve oportunidade?

Os dois ficaram em silêncio.

-Não vai mesmo?

-Não tem perigo?

-Eu não pularia se tivesse.

Ela sorriu e deixou que Carlisle a levasse.

-Pronta?

-Sim. –ela respirou fundo.

-Então abre os olhos. –ele riu. –No três...Um...Dois...Três.

Os dois correram juntos e logo estavam voando sobre a praia. Minutos depois, aterrissaram na areia, caindo um sobre o outro.

-E então... –ele perguntou. –Gostou?

-Muito. –ela abriu os olhos e o encarou.

-Se sentiu segura? Ou ficou com medo?

-As duas coisas. –ela sorriu.

-Como assim? –ele se afastou e sentou ao lado dela.

-Fiquei com medo...-ela também sentou. –Mas você me fez sentir segurança...

Os dois trocaram um rápido olhar, sorrindo.

-Você... Você acha que o amor também é assim? Que traz medo e ao mesmo tempo segurança?

-Não sei. Eu não conheço o amor...Só a atração.

-E o que ela gera em você? –ele a encarou.

-Vontade...Desejo...-ela fixou seu olhar no dele.

-E o que você espera do amor? –ele aproximou-se dela.

-Eu espero...-ela sussurrou. –Que você possa me mostrar o que é o amor...

Carlisle aproximou seus lábios dos dela. Ela fechou os olhos e se entregou ao momento. Os dois se beijaram...Um beijo apaixonado.

-E aquela história de controlar os impulsos? – ela perguntou, deitada na areia, brincando com a mão de Carlisle.

-Eu falei que era difícil.

Notas finais
E novamente terminando o capítulo com um beijo, só que desta vez com um significado bem diferente.

Bj