Notas iniciais
Desculpe-me, todos por quaisquer erros, pois escrevo e arrumo eu mesma no Word.

Boa Leitura!

L-S :3

O Homem não amado

“Como irei começar? Querido diário? Caro livro meu que me ouves lamentar?

Não... Clichê demais... Vamos só pular para o que interessa...

Tenho pouco tempo aqui, então falarei o mais rápido o possível e resumido.

Eu não sei quando minha vida começou a se tornar algo tão desprezível a mim mesmo. Na verdade. Eu sei, sim. Já não é segredo a ninguém que eu tenha me perdido do caminho que eu devia seguir, sei que todos aqueles que me conheceram devem estar me odiando agora ou nem se quer, se lembram de mim.

Eu já não mais me importo com tamanha ignorância. Ignorância? Talvez não... Talvez seja eu que esteja sendo ignorante.

Talvez eu, esteja tentando tirar toda a culpa que me causa dor, jogando em outras pessoas... Mas não importa. Nunca irá importar. Eu causei isso e eu terei que pagar. Sei que antes desta guerra terminar, irei morrer. Sei que se ganharmos ninguém sentirá minha falta.

Pegaram meu corpo, já sem alma. Mais branco do que já sou. Mais frio... Sem vida.

Enterraram aonde quer que queiram, jogando-o de qualquer jeito em minha cova com tamanha satisfação estampada em seus rostos. Minha vida não lhe es interessante, nunca lhes fui uma boa pessoa. Com razão mereço meu destino, já traçado por séculos antes de meu nascimento, e depois de meus erros.

Queria eu poder voltar no tempo e consertar tudo. Queria eu... Impedir meu nascimento, mas queria eu, fazer com que meus pais nunca... Se conheçam.

Porém, como sempre. Meus desejos e sonhos nunca serão ouvidos, minhas lamúrias sempre ignoradas.

Nascido e treinado para a dor, para servir sem pestanejar.

Um soldado sem sentimentos, uma máquina quebrada, um espião indecifrável e um homem cuja alma fora destroçada e esmagada pelo tempo. Alguém cuja solidão e sua única companhia e uma amiga de longa data.

Um homem cuja em seu tempo de escola, enquanto ainda garoto fora alvo de bullying centenas de vezes, o qual nem os professores ou diretor, quis lhe proteger. E sua família não se importando com seu estado mental depois de tantas agressões físicas e verbais que lhe eram dirigidas.

Uma amizade e um amor infantil perdido há tempos por uma bobeira sua.

Deixado para que apodrecesse em uma cela qualquer de sua mente e corpo. Se lembrando de tudo o que passará, revisando seus possíveis erros e se perguntando ao vazio.

— Porque não me deixas ser feliz?

Ele nunca seria feliz. Destinado à escravidão eterna, a uma bacia enorme de desprezo por sua simples existência.

Um amor negado, uma família ausente e uma grande porção de amigos inexistentes.

Sua vida negada a si, vendido como um animal de estimação no mercado negro, um animal ao abate.

A tristeza lhe cegava, sua teimosia e ignorância ao mundo que lhes fora apresentado de forma bruta desde seu nascimento, lhe tomava a mente.

Um homem cuja sua inteligência podia ter sido aproveitada a algo que lhe concedesse tamanha riqueza e felicidade, pois fora usado a propósitos menores que um grão, lhe trazendo sua tragédia.

Minha vida nunca é o que quero, sempre irei seguir ordens de meus dois Lords, o que não pede e o que me manipula mesmo sabendo as consequências.

Eu posso trair um, e seguir outro fielmente.

Mas eu também posso trair os dois e ser fiel a mim mesmo. Não importa para que lado fique, para que Lord sigo. Suas causas e consequências sempre me serão dolorosas.

Infelizmente o homem que eu poderia chamar de pai, não e realmente homem de confiança, ele assim como o outro, tens desejos que causaram ao mundo a mesma proporção destrutiva.

Usar minhas lamúrias contra mim me faz mais manipulável, meus erros e promessas nunca me ajudaram nessas horas.

Maldito dia foi aquele que cai nas investidas de meu colega e "amigo", com relação a ele, o ser mais temido de nosso mundo.

Agora estou eu aqui. Escrevendo neste velho diário infestado de raiva, dor e tristezas, passadas desde meu nascimento. Minhas ultimas lembranças deixada para que algum ser de boa alma ache e me perdoe por meus erros.

Que saiba que irei morrer daqui a algumas horas lutando pelo lado vencedor, a luz. Por mais que eu venho a tempos seguindo eu mesmo, dividido entre dividas e duvidas. Ainda mesmo assim, devo cumprir minha promessa. Salvar o garoto e espera que o vosso bom Deus perdoe-me por meus pecados, e que minha amada e ex-amiga, compreenda que o que fiz foi por pura burrice e tolice de um adolescente arrogante que só queria se sentir amado. Que também em prol do perdão venho a anos, protegendo seu amado filho que mesmo depois de muito tempo dizendo o odiar por culpa de seu pai, sinto que também es filho meu. Um filho que nunca tive e que sempre sonhei em ter...”

— Snape. – Chama um dos comensais que estava na mansão Malfoy interrompendo. Snape o olha com um olhar questionador para o que, o outro queria. – O Lord chama. A guerra irá começar. — Snape assente com a cabeça indicando com seu olhar que, já iria. O outro sai do quarto fechando a porta atrás de si, entendendo o recado.

“Bom... Infelizmente não poderei continuar. Meu tempo e curto como dito antes. É como dito, caso haja uma boa alma que encontre este velho diário, peço lhe que diga ao garoto Potter que sinto muito por toda dor que lhe causei, e que não se sinta em divida comigo depois do que souber, ao descobrir a verdade por trás de minhas memórias.

Sei que não lhe fui uma boa pessoa garoto e sei também que algum dia irá ler pessoalmente tudo o que tiver escrito aqui, que no caso, já deve estar a fazer.

Desculpe-me por tudo, amo-te como um pai ama seu filho, infelizmente pelo tempo não pude demonstrar tais sentimentos.

Quem sabe em uma próxima era possamos nos reencontrar e fazer tudo de diferente, tudo o que não pude fazer.

Mas para finalizar está mensagem que lhes deixo.

Viva sua vida o máximo que puder e tome cuidado com suas ações, pois elas trás consequências destrutivas.

E pare com essa mania compulsiva”.

E com sua ultima frase um pouco divertida, escrita. Severo Tobias Prince Snape, o ultimo sobrevivente de sua família. O desconhecido Príncipe Mestiço, Mestre em poções e criador de diversos feitiços e poções. Marcha para sua ultima missão e ultimo suspiro de vida, sua morte, com um sorriso feliz e calmo ao rosto, imperceptível a qualquer outra pessoa que não lhe reparasse.

Notas finais
Comentem o que acharam e avise-me sobre possíveis erros que encontrarem.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!