​A mansão na Toscana, antes um refúgio de paz, agora vibrava com uma nova energia. Leo Vane Rossi, aos 21 anos, era a personificação da perfeição perigosa. Tinha os ombros largos do pai, a mandíbula esculpida dos Rossi e olhos que pareciam ler a alma de qualquer um. Após passar três anos estudando economia e táticas de defesa em Londres, ele estava de volta para assumir parte dos negócios da família.

​No dia da sua chegada, a casa estava agitada. Isadora, sempre cuidadosa, havia contratado uma nova governanta para ajudar com a propriedade, já que a família passava mais tempo ali.

​Leo desceu as escadas, a camisa branca com os primeiros botões abertos, quando a viu.

​Ela estava na biblioteca, espanando as prateleiras mais altas. Maya, de 17 anos, era filha da nova funcionária. Ela tinha uma beleza crua, indomada: cabelos cacheados escuros e olhos grandes que transbordavam uma curiosidade que ela tentava esconder.

​— Você deve ser o filho do patrão — ela disse, descendo da escada com uma agilidade que o deixou hipnotizado. Ela não baixou a cabeça como os outros funcionários.

​— E você deve ser a razão pela qual o meu pai disse que a casa estava "diferente" — Leo respondeu, a voz descendo um oitavo, sentindo uma faísca que ele não deveria se