Notas iniciais
Desculpem o atraso, semana passada foi muto corrida para mim. Vou tentar recuperar o atraso postando três ou quatro capítulos essa semana. Quando der, postarei sempre na quarta e no domingo, mas, caso não dê, não vai dar para ficar recuperando atraso sempre, tenho que estudar para o ENEM T-T
Desculpem, mas espero que gostem do capítulo u-u

Acordei às seis em ponto. Meus irmãos ainda dormiam. Sem sono, fiquei apenas olhando o teto, novamente, tentando descobrir o significado do meu sonho.

Primeiro flores, de todas as coras, e várias plantações. Vi terra ressequida e, então, cobras. Várias cobras que saiam das plantações, surgiam por entre as flores, e mostravam seus dentes pingando veneno e suas línguas bifurcadas para mim.

Fui até o vestiário tomar um banho. O acampamento já dava os primeiros sinais de estar acordado. Alguns campistas dos chalés de Ares e de Atena corriam, para manter a boa forma. Procurei por Pietro, mas não o vi. Segui para o vestiário.

Como sempre, no primeiro banho do dia, eu amornava a água para tomar banho. Emitia um pouco de calor pelo meu corpo e sentia a água quente percorrer minha pele. Nunca cheguei a nenhuma conclusão: se a água morna encostava-se à minha pele ou se minha pele, quente, entrava em contato com a água fria.

Nossa, pensei, bela reflexão para começar uma missão quase suicida.

Terminei rapidamente o banho e vesti a roupa que havia separado. Uma camisa amarela com Apolo escrito em grego atrás e um sol desenhado de preto na frente. Peguei uma calça jeans nova, preta, e um sapato vermelho com amortecedores. Algo me dizia que eu iria precisar caminhar, e não estava nem um pouco a fim de ficar com o pé doendo.

Voltei para o chalé para arrumar a mochila. O que levar para o submundo? Essa foi a pergunta que me fiz durante o caminho.

Chegando perto do chalé, percebi que Annabeth estava me esperando lá, encostada a umas das colunas da entrada. Ela estava com uma blusa do acampamento, uma calça jeans azul folgada e all star. Sua expressão agora era diferente da que ela fez depois da derrota. Cumprimentei-a:

– Bom dia! – dei o sorriso mais simpático que fui capaz.

– Bom dia. – ela jogou um saquinho de couro para mim e saiu. – Tchau.

– Espera. – falei, espantado com aquelas ações – O que é isso?

– Uma ajuda para o submundo. – ela me encarou com aqueles lindos olhos cinza, mas com um olhar frio – Escute a voz da experiência. E, mesmo com tudo acontecendo, conclui que realmente essa missão não é minha. Boa missão para vocês. – ela acenou com a mão esquerda, deixando a direita no bolso, e foi embora, na direção do refeitório.

Abri o pequeno saco de couro, desfazendo o laço, e vi algumas moedas de ouro lá. Dracmas. Ouvi as histórias sobre a missão de Annabeth e Percy no submundo. Imaginei que aquilo serviria para pagar Caronte, o barqueiro do império de Hades. Amarrei o saco novamente e entrei no meu chalé.

Ao pegar minha bolsa, vi que ela estava pesada. Não me lembrei de tê-la arrumado na noite anterior, então a abri. Dentro havia duas mudas de roupa, calças, blusas e cuecas; um sapato leve, ambrosia e néctar, tudo isso no bolso grande. No bolso da frente havia um kit de primeiros socorros, algumas misturas de ervas medicinais e três sanduíches, que me pareceram bem apetitosos. Havia um bilhete amarelo sobre meu colchão no beliche. Fui lê-lo.

Boa missão filho. Leve Aiacos com você, junto com meus outros presentes. Lembre-se: essa missão é sua. Você agora é realmente um homem feito, e seus amigos estão indo nessa missão apenas como suporte para você. Não me decepcione. Cuidado com os inimigos que você irá enfrentar. Mesmo que sejam poucos, eles serão bem perigosos. Não esqueça. Não me decepcione.

Apolo

A ênfase que ele colocou no fato de não decepcioná-lo foi suficiente para me dar medo. Boa, pai, respondi o bilhete mentalmente. Peguei a mochila e segui para o refeitório, no desejo de receber de Diana outro toque como o da noite anterior. Talvez ela entendesse como eu estava me sentindo agora e fizesse mesmo isso.

A comida estava deliciosa, como sempre. Hoje desejei apenas um cachorro-quente e uma vitamina de morango. Não falei nem com Diana nem com Pietro. Eles chegaram depois de mim e se dirigiam às suas respectivas mesas.

Terminado o café da manhã, às oito horas, pelo menos para os três que sairiam em missão hoje, Quíron nos chamou. Ele e Argos, o segurança do acampamento, foram conosco até o pinheiro de Thalia.

– Vocês têm certeza de que estão levando tudo o que se necessita para uma missão? – Quíron nos perguntou.

– Sim, Quíron. Néctar, ambrosia, roupas limpas, dracmas, dólares, armas e o mapa. – foi Diana quem respondeu.

– E as passagens no ônibus para Hollywood. Não se esqueça delas. – Pietro falou e Argos concordou com a cabeça, piscando grande parte dos seus olhos visíveis.

– Boa missão, jovens. Cuide bem deles Argos.

Ele acenou com a cabeça e nos despedimos do nosso tutor. Seguimos com Argos até o carro que nos levaria à rodoviária de Long Island, onde pegaríamos o ônibus para Hollywood.

O caminho foi quase que silencioso. Balbuciamos algumas palavras, eu e os meus dois amigos semideuses, mas nenhum assunto produtivo. Sentamos atrás, eu no meio, Diana à minha direita e Pietro à minha esquerda. Depois de quarenta minutos de tensão, chegamos ao nosso destino.

No painel, mostrou o horário que nosso ônibus iria sair. Senti um calafrio percorrer minha nuca.

Venha para mim, uma voz sibilou para mim.

– Vocês escutaram isso?

Diana e Pietro me olharam, confusos.

– O quê? – ele perguntou.

Eles não haviam escutado.

– Nada. Esqueçam. – respondi.

Pietro pegou minha mão e a apertou.

– Relaxa cara. Eu vou te proteger. Amigos servem para isso, esqueceu?

Por um momento, senti o chão se desfazer sobre meus pés, e muitas emoções brotaram em mim de repente. Senti uma súbita vontade de chorar. Abracei Pietro. Ele pôs a mão atrás de minha cabeça e afagou meus cabelos.

– Calminha aí, jovem. A missão nem começou, temos de ir com calma. Você não quer decepcionar o Senhor Calor, não é? – mesmo triste, quase gargalhei com esse apelido.

Soltei Pietro, então Diana me puxou para um abraço.

– Febo, não sei o que fazer. Essa pode ser nossa última missão, então, prefiro fazer isso agora do que quando estivermos perto de morrer.

– Fazer o que, Diana? – Pietro soltou uma leve risada.

– Isso. – ela agarrou meus cabelos da nunca e me beijou.

Tudo que eu sentia agora era prazer, paixão. Respondi o beijo com toda a intensidade que pude. Agarrei sua nuca, fazendo-a suspirar. Senti meu corpo se aquecer por completo. A boca de Diana era de um gosto que eu só havia sentido comendo o bolo de cenoura com chocolate que minha mãe costumava fazer.

Pietro nos separou com toda a delicadeza que um filho do deus da guerra pode ter.

– Já chega de namoro crianças, se não vamos perder o nosso ônibus.

Diana segurava minhas mãos, olhando bem fundo nos meus olhos. Praticamente ignorei Pietro, e senti uma pequena vontade de esmurrá-lo por atrapalhar aquele momento. Meu cérebro estava nadando em endorfina. Fiquei tão espantado pelo ato de Diana, mas seus dedos entrelaçando-se aos meus, me acalmaram e me fizeram apenas curtir aquele momento.

– Bem, — Diana falou, um pouco ofegante – talvez os filhos de Apolo sejam realmente quentes.

Todos nós rimos, e seguimos para o ônibus. Peguei a mão de Diana.

– Bem, talvez nem toda filha de Afrodite quebre o coração de todos os caras que ficam a fim dela. – dei um beijo em sua bochecha.

– É melhor vocês pararem com esse grude, ou eu provo que um filho do deus da guerra não foi feito para segurar vela. – ele pegou a minha mão livre. – Somos um triângulo amoroso, de amigos, claro.

O painel indicou de novo nosso ônibus.

Demos outra risada, em uníssono, e embarcamos.

Todo o clima de tensão de antes havia sumido de mim, mas nada mudava o fato de que estávamos indo para o submundo, e chegaríamos lá perto da meia-noite, numa missão em que o tempo seria mais que essencial. Afundei no banco e me lembre da melodia do sonho. Eram belas notas, agressivas e tristes ao mesmo tempo, mas não consegui identificar de cara qual aquele instrumento.

Notas finais
Quem melodia será essa? Qual será o instrumento? Isso são cenas do próximo capítulo. Me deem reviews que eu pego leve no suspense.
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Mentira!
Suspense é bom, e o leitor gosta!
Xero pra vocês!