O Gatilho desenfreado contra Noxus
5 O Abraço da Serpente
Cassiopéia caminhava pelo salão decorado, vestia roupas leves de seda, que arrastavam pelo chão. Era a mais linda dos filhos e sua beleza extraordinária chamava atenção, sendo a quinta dos filhos, era a mais indicada a se tornar rainha, graças ao número de príncipes que desejavam a tê-la do lado, seus irmãos mais velhos, Katarina, Talon, Graves e Diana também nunca desejaram governar Noxus, tornando-se Rainhas ou Reis, preferindo estarem no meio das batalhas em nome do império.
Cassiopeia caminhou até seu quarto onde 3 belas garotas provavelmente nobres se arrumavam. Cassie como era chamada geralmente, se jogou na cama.
— Garotas, essa noite será inesquecível. Demacianos viram.
Uma das garotas que se aprontavam em frente ao espelho se virou animada.
— Demacianos?!
— Sim!
As duas começaram a gritar alegres.
— Noxianos são ótimos amantes — Falou outra garota. — Porém perdem para os Demacianos.
Cassie se levantou até a garota, a olhou nos olhos e a beijou na boca demoradamente, agarrou a nobre pela cintura puxando a para perto de si, ao terminar o beijo, Cassie colocou os cabelos da garota atrás de sua orelha e sorriu.
— O que você estava dizendo sobre os amantes de Noxus? — Cassie perguntou retoricamente. A garota riu e a empurrou para o lado voltando a se arrumar.
— Você quem não sabe apreciar um Noxiano. — Disse Cassie rindo.
A sala estava lotada de doces, roupas, maquiagens e joias, as garotas ficariam ali se arrumando por horas e jogando conversa fora.
— Garen com certeza é o demaciano mais bonito. — Comentavam.
Apesar de Noxus e Demacia serem inimigos por baixo dos panos, de todos os impérios Demacia era o único que se igualava em força com Noxus. Cassie se sentia não uma adolescente, mas algo próximo de um Deus em sua atual posição e a do reino que prosperava.
Enquanto as quatro garotas riam naquele mundo caro e luxuoso, alguém bateu na porta do quarto. Cassie se levantou para atender ainda rindo, porém quando viu que um soldado do rei, se encontrava a porta, ela tirou o sorriso do rosto.
— Posso ajudar? — Disse ela.
O soldado olhou para dentro do quarto e notou a presença das amigas de Cassie. Ele falou baixo.
— Tenho uma mensagem de seu pai, extremamente sigilosa.
Cassie revirou os olhos, o que poderia ser tão importante agora a ponto de perturbar sua paz? Cassie saiu do quarto e fechou a porta atrás de si. Andaram até um corredor distante aonde Cassiopeia encostou as costas na parede de pedra e cruzou os braços.
— O que é tão importante? — Disse ela.
— Jinx.
— Jinx? Minha irmã? Não a vejo há anos.
— Ela está aqui.
—Sério? Aonde? — Cassi se animou.
— Ela fugiu de Piltover há algum tempo como você já deve saber. Hoje mais cedo, a escola infantil de Noxus na entrada do império foi explodida, e Janna, avatar do vento foi morta, tudo isso por sua irmã caçula. Após Janna morrer no jardim secreto de sua mãe, temos a suspeita de que ela está rondando o castelo, o que pode ser perigoso para nós e todos que virão para a comemoração de hoje. Seus irmãos já foram convocados para encontrar Jinx. Sugiro que dispense suas amigas e se junte a eles na busca, como o rei Tryndamere ordenou. Esse castelo não está seguro.
Cassiopeia permaneceu calada por um tempo, apenas absorvendo todas aquelas informações. Jinx voltando a matar Noxianos?!
— Não posso dispensa-las! Está quase na hora da comemoração começar.
— Considere a possibilidade de não haver comemoração se não encontrarmos sua irmã.
— Eu confio na força dos meus irmãos. — Cassiopeia se virou para ir embora.
— Cassiopeia! — Chamou o soldado. Ela se virou para ele. —Precisamos da sua força. — Insistiu ele.
Cassiei sabia a que tipo de força ele se referia. Há muitos anos Cassiopeia foi amaldiçoada em Shurima e condenada a ter a metade do corpo de uma serpente, porém após seus pais procurarem por todos os tipos de Bruxos e Magos, eles finalmente encontraram uma solução que a tornaria humana outra vez, selando a maldição em um amuleto que a menina carregava sempre ao pescoço. Porém ir atrás de Jinx seria necessário abrir mão de sua aparência humana e se mostrar metade cobra, o que a bela princesa não queria, apesar dos poderes que vinham com ele.
— Sinto muito, procurem outra pessoa. — Disse indo embora e desaparecendo pelo corredor.
Enquanto caminhava, sua alegria tinha se dizimado. Janna morta, seus irmãos caçando Jinx, crianças explodidas. Tudo estava saindo do seu mundo colorido e se tornando um cinza angustiante.
Chegando a seu quarto, seu estomago se embrulhou ao abrir a porta devido ao cheiro de sangue derramado por todo lado. As suas três amigas jaziam mortas pelo quarto, uma delas na cama, da onde jorrava incontáveis quantidades de sangue, outra nobre no chão com o corpo praticamente aberto do pé a cabeça e marcas de tiros, a ultima caída perto da parede com um furo na testa bem fundo, na parede se lia Jinx, escrito com sangue.
De repente, Cassiopeia foi tomada por suas lembranças da infância em que Jinx matava todos os seus empregados e uma sensação de raiva e tristeza começou a tomar conta de si. Cassie caiu ajoelhado no chão com os olhos cheios de lagrimas e deu um grito ensurdecedor.
— Jinx!!
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