O Gatilho desenfreado contra Noxus
9 A Alvorada Radiante & o Escárnio da Lua

Anos atrás
Nas montanhas do monte Targon, Leona e Diana lutavam. Leona com apenas 15 anos e Diana com 14. Eram duas Solaris. Uma faixa cobria a testa de Diana impedindo que o símbolo Lunari fosse mostrado. O grupo Solari considerou aceitável que Diana participasse do clã, desde que nunca usasse os poderes Lunari que lhe foi concedido. Leona geralmente lutava com Pantheon, mas aquela não era uma batalha comum. O que se passava no topo da montanha rochosa era um ritual: O rito de Kor, onde dois adolescentes lutavam até a morte, o vencedor ganhava uma arma lendária dos Solari. Diana lutava com maestria da mesma forma que Leona, porém Leona não achava justo aquele duelo mortal. Dar a vida por uma arma parecia muito para ela, sem mencionar que proteger era seu principal atributo. Enquanto a luta seguia, os pensamentos de Leona se tornavam mais altos em sua mente e seu coração se enxia de revolta, até que ela simplesmente parou de lutar. Diana não soube reagir, não queria atacar alguém que não a atacava. Então as duas apenas trocaram olhares por um instante, imóveis. As pessoas assistindo a luta ficaram caladas.
Leona disse:
— Não lutaremos até a morte. Esse ritual é injusto. — Diana arregalou os olhos, as pessoas que assistiram sussurravam. — Você pode apunhalar meu peito e eu não resistirei, mas eu não a atacarei.
Após pensar um pouco, Diana largou sua espada no chão, como poderia ceifar a alma de alguém tão corajoso e sábio a ponto de questionar um ritual usado há séculos? Aquilo com certeza teria grandes consequências para ela.
Um ancião se levantou.
— Leona, como você ousa questionar o ritual Kor dos nossos antepassados?
— O tempo marca a evolução do homem, precisamos ver nossos erros hoje, para que amanha não tenhamos mais que lidar com eles, Esse ritual é um problema, e nossos adolescentes das próximas gerações não deviam dar a vida por ele. Esse é um apelo por todas as vidas que já foram perdidas nessas batalhas. — Dizia a jovem sem medo em seu rosto.
A batalha foi encerrada, e Leona detida.
Como punição o clã de Rakkar deteu Leona em uma prisão de pedra, enquanto essa esperava o dia de sua execução. Em um dos primeiros dias na prisão Diana foi visita-la.
As grades se abriram, e Diana se sentou ao lado da jovem de cabelos castanhos e feições angelicais demais para alguém com tamanha coragem.
— Uma de nós deveria estar morta agora. — Disse Diana.
— Mas não estamos. — Leona deu um sorriso fraco. Parecia fraca, provavelmente não a alimentavam direito.
— Sei que isso teve um preço muito alto para você. Eu vou a Noxus, pedir ajuda para meu pai para que você não seja executada.
Leona abaixou a cabeça.
— Sei que você só quer ajudar, mas o que o rei de Noxus faria caso os Rakkar se negassem a quebrar uma tradição? Os massacraria? Não quero ver mais sangue derramado.
Diana sabia que Leona estava certa, Trynda adorava uma luta e qualquer motivo pequeno podia ser o suficiente para ele entrar em conflito. Nesse momento ela amaldiçoou a fama de Noxus.
— Tem algo que eu possa fazer? — Perguntou Diana.
Leona a abraçou apertado. Ao fim do abraço Diana olhou no fundo dos olhos castanhos claros da Solari, e seu coração se esquentou. Seus lábios se encostaram.
— Eu vou te tirar daqui, Leona, é uma promessa.
Permaneceram juntas por um tempo, até que Diana fosse chamada para ir embora. No dia da execução Diana enlouqueceu, a ponto de fazer de tudo para que Leona não fosse executada.
Aos pés do monte Targon onde a execução aconteceria ela sacou sua espada e lutou mesmo sabendo que aquela era uma batalha perdida, inúmeros guerreiros se colocaram a lutar contra Diana, que tentava inutilmente se defender com seus poderes Solari de uma iniciante. Mas um pensamento luxuoso passou em sua mente, e se usasse os poderes Lunaris para lutar? Os guerreiros Solaris não conheciam tão bem a magica da lua quanto Diana que a sentia correndo nas veias, esse seria seu trunfo. Então Diana fechou os olhos, entrando em um estado de concentração completa em meio à batalha e uma luz prateada começaram a fluir de seu corpo, os anciões gritaram para todos se afastarem, e um brilho explodiu da Lunari queimando o pano que cobria sua testa, logo a arma de Diana perdeu o tom dourado se transformando em um cinza vivido na mesma cor da lua em sua testa. Diana se sentiu mais forte. Todos os guerreiros que tinham se afastado foram puxados de volta para perto da Lunari, e luzes explodiam para todos os lados. Diana tinha uma velocidade de ataque incrível, e cortar a garganta dos soldados agora era fácil. Quando uma montanha de corpos se formou ao seus pés Diana parou, o poder que Kayle lhe dera estava trazendo mais morte. Ainda assim ela se virou onde Leona estava acorrentada e quebrou suas correntes a libertando. As duas deram as mãos e Diana andou em direção as escadas, porém quanto desceu o primeiro degrau, a mão de Leona se soltou, a corrente tinha um encanto poderoso a ponto de se reconstruir, foi quando o carrasco apareceu atrás de Leona fazendo um movimento com a foice em direção a seu pescoço, Diana só pode ver uma luz dourada enorme que queimava seus olhos fluindo de Leona quando a Lamina encostou em seu pescoço. Aquilo foi considerado um sinal dos céus e os membros superiores dos Solaris ordenaram parar a execução. Porém Diana, por usar seus poderes Lunaris e matar vários membros Solaris fugiu imediatamente. Leona estava apaixonada pela garota de cabelos brancos que a salvará da morte a ponto de usar um poder proibido, e foi a Noxus a fim de acha-la. Finalmente a encontrou no castelo.
— Podemos conseguir o perdão dos anciões para você Diana, tenho muita influencia agora, eles seguiram tudo que eu disser.
— Não posso voltar ao clã Solari, Leona.
— Não entendo. E ... nós?
— Eu sou uma Lunari, e eu gosto disso, mas duvido que você me aceitaria assim, não é?
O silencio e a dor eram inquebráveis para as duas.
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