Notas iniciais
Demorei MUITO mas postei KKK
Olha, meus anjos, capítulo final ): Desculpem a demora e desculpem se não acabar do jeito que vocês imaginam.
Escrevi chorando LOUCAMENTE T.T KKK mas não fiquem trsites, leiam as notas finais.
Espero que AMEM !

POV Leo.

Não ser condenado à morte era legal, exceto pelo fato que isso significava que ele teria de partir em uma missão suicida e deixar Reyna.

Leo passara os últimos meses se preparando para aquela missão. Ele usara cada segundo de seu tempo para construir o Argo II e algumas armas novas para seus amigos do Acampamento Meio Sangue. Trabalhar fisicamente não era problema para ele. Trabalhar mentalmente o era. E mesmo tendo passado quase um ano tentando se preparar psicologicamente para aquela viagem, ele não se sentia minimamente preparado.

E havia Reyna. Como ele poderia deixá-la ¿ Leo sabia que ela era forte e inteligente o suficiente para ficar bem sem ele, mas a questão é que ele queria estar com ela, queria que a pretora precisasse de seu garoto de reparos.

Aquela tarde passou muito mais depressa do que ele gostaria. Entre os reparos finais do Argo e o estoque de suprimentos, Leo mal teve tempo de respirar. Seus amigos também trabalharam para valer, mas pareciam muito melhor humorados que ele próprio, o que era irônico.

Em todo Acampamento Júpiter, os romanos também trabalhavam. Alguns cuidavam de afiar armas, polir armaduras, estudar mapas, estocar suprimentos da viagem que eles próprios teriam de fazer para as portas da morte. Outros cuidavam dos preparativos para a festa, levando flores, faixas, jarros e todo o tipo de decoração e comida de um lado para o outro. Seria uma festa e tanto !

Ao pôr do sol, Leo e os outros já tinham aprontado tudo e descansavam um pouco. Todos pareciam cansados, mas satisfeitos. Percy e Annabeth descansavam um nos braços do outro. Frank e Hazel estavam sentados juntos, conversando baixinho. O grandalhão a olhava absolutamente fascinado, como se ela fosse a melhor coisa já inventada desde o arco e flecha. Piper e Jason estavam perto um do outro e pareciam estar absortos em algum tipo de discussão sussurrada. Então a filha de Afrodite levantou-se e se afastou de Jason. Leo não queria se meter, mas o cara parecia realmente desolado.

- Problemas no paraíso ¿ — Perguntou o filho de Hefesto, sentando-se ao lado do romano.

- Estava tentando conversar com Piper sobre Reyna. Ela não estava interessada em ouvir.

- Estava tentando conversar o que sobre Reyna ¿ — Leo não quis parecer incomodado, mas deve ter parecido, pois Jason respondeu:

- Fique tranqüilo, cara. Não era nada demais. Estava justamente dizer a Piper porque Reyna era tão boa para você e vice versa. Mas ela achou que eu estava elogiando Reyna demais. Não é minha culpa, sabe ¿ Ela é realmente incrível.

- Acha mesmo que Reyna e eu temos alguma coisa a ver ¿

- Não. Nunca vi duas pessoas tão opostas ! Mas de alguma forma, vocês se completam. Reyna parece se importar de verdade com você. Não ache que ela está tão indiferente quanto se mostra. É que ela apenas é muito centrada, entende ¿ Ela jamais colocaria sua vontade a frente das necessidades do Acampamento.

Leo começou a sentir-se um pouco mal. Jason parecia conhecer a pretora tão bem. Talvez, bem, talvez ele devesse estar com Reyna, afinal.

- Olha, cara, espero que vocês sejam felizes – Voltou a dizer Jason – Eu amo Piper. Mas ver Reyna novamente mexeu comigo, só isso. Quero mesmo que as coisas entre vocês dêem certo. Vocês merecem. – As palavras do filho de Júpiter pareciam verdadeiras, embora um pouco tristes. Leo lhe deu um tapinha amigável no ombro e agradeceu.

- Agora que sei que não sou um destruidor de lares, posso dormir tranqüilo ! Venha, superman, vamos ficar bonitões para as nossas garotas. Embora seja muito mais fácil para mim ! – O filho de Hefesto ofereceu uma piscadela a Jason, que retribuiu com um sorriso cansado.

Leo não sabia exatamente como se comportar em uma festa como aquela. Ele já estivera em festas antes, mas nunca em festas romanas de despedida. Nunca fora a uma festa onde haviam estátuas falantes no meio do caminho, fantasmas roxos mal humorados passando de um lado para outro e comida sendo servida por gente invisível e, cima de tudo, acompanhado de uma garota. Logo, podia-se entender porque o garoto não sabia o que vestir, como chegar, com quem falar e tudo mais.

Tomou um banho demorado e tentou parecer o melhor que pode. Não viu nenhuma grande diferença do Leo Arrumado para o Leo Do Dia-a-Dia, mas não se podia dizer que o resultado era ruim. Quando terminou de se arrumar, foi encontrar Jason, que com certeza estaria mais bonito que ele. Suas suspeitas foram confirmadas ao ver o filho de Júpiter parecendo um modelo teen, enquanto ele próprio parecia um comercial de antes e depois. ‘’E eu sou o antes, claro’’.

Seguiram pela via principalis em direção ao Campo Marte, que agora deveria ser chamado de Campo Baco por causa da incrível decoração ao ar livre com tendas brancas e fios de luzinhas suaves transpassados entre as árvores. Havia mesas com tigelas douradas de frutas frescas e taças de prata que se enchiam com sua bebida favorita. Guirlandas de flores brancas e roxas enfeitavam as árvores e colunas improvisadas das tendas. Estrados cobertos de parreiras carregadas estavam espalhados aqui e ali. Tudo brilhava em branco e dourado. Era, sem dúvida alguma, a coisa mais linda que Leo já havia visto.

Vários romanos já se encontravam lá. Alguns usavam roupas comuns, outros usavam roupas de festa. Eles conversavam, riam e dançavam discretamente. O grego começou a esquadrinhar a multidão a procura de Reyna.

- Ela está vindo – Disse Hazel, logo atrás dele. A garota ainda o olhava de maneira estranha. – Nunca vi Reyna tão bonita. Acho que irá gostar.

- Provavelmente gostaria dela mesmo que ela estivesse do avesso. – Respondeu Leo satisfeito ao ver que a garota dos olhos dourados dera uma risadinha.

- Parece que gosta mesmo dela. – Podia ser paranóia, mas Leo jurara ouvir uma nota de tristeza na voz de Hazel. – Isso é bom. Reyna merece !

O grego já estava pronto para agradecer quando uma silhueta lhe tirou completamente a atenção. Subindo pelo mesmo caminho que ele e Jason haviam subido, vinha Reyna. E ela estava absolutamente incrível.

A pretora usava um longo vestido roxo em estilo romano antigo. O detalhe do busto parecia feito de puro ouro e o tecido parecia flutuar ao seu redor quando andava. As sandálias trançadas eram douradas, assim como os braceletes em prendiam suavemente os braços da romana. Seus longos cabelos escuros estavam presos parcialmente com fios de ouro. E Reyna estava de maquiagem ! Isso a deixava tão linda que parecia quase impossível que ela fosse real. Quando a garota chegou perto de Leo, ele chegou a perder o ar antes de fazer uma reverencia exagerada e beijar-lhe a mão.

- A mademoseile está magnific ! – Disse ele fazendo um péssimo sotaque francês.

- Monsieur também está tres bien ! – Riu ela, o que causou um pequeno ataque cardíaco no filho de Hefesto.

Ela recolheu a mão e andou confiante até a tenda principal. Pegou uma taça prateado e bateu nela com uma colher três vezes. Todos os romanos pararam e a olharam.

- Romanos, esta noite celebramos uma grande conquista ! Após anos de rivalidade infundada, gregos e romanos podem finalmente viver em paz. Devemos essa conquista a cada um dos campistas aqui hoje, por isso dancem, comam, bebam e orgulhem-se ! Salvaremos o mundo a partir dessa aliança e faremos parte da história ! — Houve aplausos ensurdecedores e brados contentes.

- Parece que eles gostam de você, pretora. – Disse Leo, oferecendo o braço cavalheirescamente a Reyna.

- Mesmo que não gostassem, ainda devo ser melhor que Octavian. – Ela estava cercada por um ar maroto que agradava e amedrontava o grego ao mesmo tempo. O sorriso travesso que ele vira tantas vezes em si mesmo atravessava o lindo rosto da romana.

- Está com cara de quem vai jogar um jarro de fogo grego dentro da minha calça, sabia ¿

- Estou ¿ Desculpe, Leo, mas é que as coisas parecem estar certas, embora muito erradas. Faz sentido ¿

- Não – Admitiu o garoto, rindo – Mas entendo o que quer dizer. E quer saber o que realmente faria sentido ¿ Você aceitar dançar comigo !

- Você sabe dançar ¿

- Não, mas como a garota incrível que você é, você irá fingir que eu danço esplendidamente !

Eles foram juntos até o meio do jardim. Leo colocou as mãos na cintura de Reyna e ela pôs as mãos nos ombros do garoto. Eles balançavam com o ritmo suave da música e embora o filho de Hefesto tropeçasse as vezes nos pés da romana e suas mãos estivesse suadas em sua cintura, Reyna era educada o suficiente para não reparar em nada disso.

Eles dançavam e conversavam noite adentro. Conforme as constelações surgiam e desapareciam no céu, Leo sentia seu coração bater mais forte e percebia que puxava Reyna para cada vez mais perto de si. Eles também se afastavam cada vez mais da parte iluminada do campo. Tudo isso, aliado a um constante arrepio na base da coluna, fazia com que a boca de Leo ficasse seca de nervosismo.

- Para onde está me levando, graecus ¿ — Perguntou Reyna com a voz perigosamente suave. Seus olhos brilhavam como estrelas negras.

- Eu, bem, eu... – Ela riu delicadamente o encurralou entre o próprio corpo e uma árvore.

- Te peguei desarmado, pretor Valdez ¿

- Na verdade, não. – Respondeu o garoto, olhando constrangido para o volume que se formava em suas calças. Ela riu novamente e o beijou. Leo ficou sem reação por alguns segundos, então apertou o corpo da pretora contra o seu. Então era aquilo que o sorriso travesso da garota significava ! Se perguntou se ele próprio ficava tão sexy com aquele sorriso no rosto quanto Reyna.

Conforme o beijo ia ficando intenso, Leo sentia a temperatura do próprio corpo subir. Era difícil controlar-se para não machucar Reyna, porque cada vez que ele tocava a pele da pretora, a temperatura subia um pouco. Podia ser só sua imaginação, mas tinha a sensação de que a raiz de seus cabelos estava em chamas.

- Reyna... – Balbuciou pateticamente quando finalmente pararam para respirar.

- Acho melhor sairmos daqui. Antes que incendeie todo o bosque ! – Sorriu divertida a romana enquanto apagava algumas chamas pequenas do cabelo de Leo.

Era um caminho relativamente curto até os dormitórios dos pretores, mas para o grego, pareceu levar uma eternidade. Quando finalmente chegaram, Reyna Abriu a porta as pressas e conduziu Leo, não apenas em direção a cama, mas em direção a noite. Ficariam muito tempo separados. Era a última chance de Leo tentar declarar seu amor a pretora. Mas naquela noite ela parecia tão confiante que ele sentiu-se intimidado. Não parecia que ela precisava dele, mas parecia que o queria por perto. Leo tentou dizer a si mesmo que isso bastava.

- Vou sentir sua falta, Reyna. – Sussurrou o garoto com o rosto enterrado na clavícula de Reyna.

- Também sentirei sua falta, Valdez – A voz dela estava carinhosa e levemente ofegante. Os olhos dos dois se encontraram e ambos sorriram.

‘’Queria que viesse comigo, rainha romana’’

POV Reyna.

No dia seguinte, Reyna acordou confusa.

Ela se lembrava de cada detalhe da noite anterior, mas tudo parecia distante, como se não tivesse acontecido com ela. A pretora se lembrava do toque delicado da seda de seu vestido ao cair no chão e do cheiro de madeira levemente queimada dos cabelos de Leo. Se lembrava de declarações de amor sussurradas no escuro.

Agora, estava deitada com os braços onde estivera o grego. Ele já havia se levantado e ela não. Aquilo não podia ser bom, mas Reyna não se importava. Estava se sentindo confusa e com um perturbador sentimento de perda no coração.

Levantou-se e pôs suas roupas de cerimônias oficiais. Ao se olhar no espelho, não viu a comandante dura e fria que costumava ver, mas sim a mulher confiante e feminina que virá na noite anterior ao terminar de se arrumar para a festa. E acredite, era realmente difícil parecer sexy e feminina numa armadura romana.

Quando saiu, o Argo II já flutuava sobre Nova Roma e vários romanos já estavam reunidos junto aos gregos para dar-lhes um adeus oficial. Reyna tentou avisar Leo, mas supôs que ele estivesse lá em cima, colocando o navio na rota certa antes de descer e despedir-se dela.

- Bom dia, pretora. Pelo visto, sua noite foi muito...satisfatória. – A voz de Octavian se fez ouvir atrás de si. O augure não se pusera em seu lugar por muito tempo.

- Foi realmente satisfatória, Octavian. Gostaria que a sua tivesse sido tão boa quanto, assim talvez não viesse me importunar logo cedo.

Octavian fechou a cara e apontou para cima. Leo descia agilmente pela escada de corda. Quando tocou o chão, acenou alegremente para Reyna, que se empertigou e fez uma breve declaração.

- Atenção ! Eu, em nome do Acampamento Júpiter e de todos os romanos, desejo a vocês, os sete meio sangues da profecia, uma boa viagem. Não será uma missão fácil e isso é de conhecimento geral, mas o que estiver ao nosso alcance fazer para ajudá-los, nós faremos. A consolidação dessa aliança Greco-romana já prova que temos chances contra Gaia. Nós a venceremos com a união de nossas forças e corações !

Todos aplaudiram. Reyna deu um aperto de mão firme e alguns conselhos a cada semideus do Argo, até mesmo a Jason. Ao chegar a vez de Leo, porém, ela o abraçou fortemente.

- Estar querendo me matar antes de Gaia, mulher ¿ — Perguntou o filho de Hefesto, sendo sufocado por uma cortina de cabelos escuros.

- Não ouse morrer, Valdez, ou eu mesma terei de trazê-lo do Mundo Inferior e matá-lo pessoalmente. – Reyna tinha lágrimas nos olhos e um nó na garganta. Ele era tão real, mas quando o Argo se fosse, ele seria apenas uma lembrança.

- Não irei morrer. Não é fácil assim acabar com o Super Valdez, aqui, senõrita ! – Ele tentava brincar, mas a garota podia ver que ele também estava a ponto de chorar. Ela o abraçou mais forte e sentiu seu cheiro de calor, pele humana e óleo de motor.

- Vou voltar para você, está bem ¿ — Ele segurou o rosto dela e limpou uma lágrima. Reyna apenas assentiu.

- Vejo você logo, então ¿ — Ela temia estar parecendo uma menina boba, mas os olhos de Leo a deixavam assim.

- Mas é claro ! E veja se não troca seu Valdelícia por Octavian enquanto eu estiver fora.- A idéia de trocar Leo por quem quer que fosse era tão ridícula que fez Reyna rir.

- Acho que...bom...acho que afinal, eu amo você. – Disse a romana. A expressão de Leo se iluminou.

- Amo você também, pretora. – Ele lhe deu um beijo suave – Cuide-se, sim ¿

E se afastou. Eles e os outros subiram um a um pela escada de corda. Em alguns minutos, o Argo desaparecia no horizonte. Reyna sentiu vontade de chorar ainda mais, mas olhou para os romanos ao seu redor. Todos eles eram guerreiros que já haviam passado por muitas coisas ruins na vida. Eles precisavam que alguém que lhes desse esperança. Eles precisavam que alguém dissesse que tudo iria dar certo.

Reyna olhou para o Argo, que agora não passava de um borrão no horizonte. Quando a luz do sol fundiu terra e céu em um só, ela soube. Os romanos precisavam que ela fosse a esperança deles. Leo precisava que ela fosse a esperança dele. Finalmente, entendeu.

Leo era sua esperança também.

Notas finais
Gostaram ?
Olha, quero dizer que vocês são leitores fantásticos ! Os melhores do mundo todo ! Obrigado por cada review, favoritamento e recomendação !
Vai vir mais Leyna por ai, mas vocês sabem que meu ritmo é lento, então aproveitem para ler minhas outras shorts já publicadas e as que sairão. Prometo prometidinho que vai sair uma long Leyna, só não prometo data nenhuma, mas vou TENTAR fazer um capítulo para semana que vem.
Muito obrigada MESMO por terem acompanhado e por terem me feito a escritora mais feliz do mundo !
Me acompanhem sempre !
Milhões de beijos, lindos ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.