O Garoto De Reparos Da Rainha.
7 Abençoadas sejam as peças soltas !
Notas iniciais
Tem beeeeijo hoje :3
Espero que gostem !
POV Leo.
O filho de Hefesto teve uma surpresa ao acordar na manhã seguinte. Ao subir ao convés para cumprimentar Reyna, se deparou com a pretora sentada calmamente em sua cadeira dobrável, usando a cabeça monstruosa de um cão infernal como apoio para pés.
-Bom dia, Valdez ! Como está ? — Perguntou a garota calmamente, polindo a espada.
- Como eu estou ? Reyna, o que é isso ?
- Isso ? Ah, apenas uma companhia surpresa da meia noite. – Ela tinha um sorriso satisfeito e sanguinário que Leo adorou.
- Lembre-me de não aparecer de surpresa para você no escuro.
- Não se preocupe Leo. Só considero ameaça criaturas mais altas que eu. – Agora o garoto não tinha mais certeza se gostava do sorriso dela. Antes que ele pudesse descobrir, a convidou para tomar café da manhã.
A pretora estava perturbadoramente falante aquela manhã. Leo pensou que se soubesse antes, teria feito alguns monstros de bronze para que ela pudesse destruir e ficar sempre com aquele humor. Ele se sentia feliz também, sentia que estavam progredindo no conserto do barco . Talvez e só talvez, eles tivessem mesmo chance de chegar a tempo para salvar o mundo e seus amigos. O que conseguissem primeiro.
Reyna acabou de comer e falar e disse que iria tomar banho e dormir um pouco. Leo concordou, mesmo ficando chateado por não ter a companhia da garota em sua cabine.
- Olá Festus ! Que tal uma boa lata de óleo para o café ? — Perguntou o grego, ao chega em seu quarto oficina. O dragão respondeu em sua estranha língua que sim. Leo o alimentou e se pôs a trabalhar, mas pelo visto, o dragão também estava falante.
- Onde está Reyna ? Ela foi dormir um pouco. Ficou a noite toda de guarda lá fora e lutou contra um cão infernal. Essas coisas deixam qualquer um cansado ! – O dragão fez outra pergunta dessa vez, mais constrangedora.
- Claro que acho que a cabine fica muito mais sem graça sem ela ! Você é bonitão, Festus, mas não pode competir com aquela romana. – Festus emitiu cliques ofendidos – Ora vamos, meu amigo, você ainda ela é minha melhor amigo mas Reyna é um amiga especial, se é que me entende.
Leo voltou a se concentrar no trabalho e Festus voltou a se calar, mas não por muito tempo.
- Que tipo de pergunta é essa, dragão ? — Reagiu Leo rindo – Se penso nela de um jeito especial ? Bom, devo admitir que é difícil não pensar. Mas seus circuitos de baixo são cem por cento masculinos, você sabe do que estou falando. – Se dragões de bronze pudessem enrubescer, Festus o teria feito. O dragão tornou a perguntar.
- Não, não é só assim que gosto dela. Ela é uma garota legal. É poderosa e assustadora e não me trata como a escória da humanidade. Menina sábia, ela, sabe ? É, gosto mesmo dela. Mas acho que ainda é cedo para falar de amor, não é ? Paixão talvez, uma coisa mais impulsiva. Claro que pode virar amor, se tivermos tempo o suficiente. – Festus então lhe deu uma idéia.
- O que ? Fingir que concerto o Argo ? Não posso fazer isso, Festus. Nossos amigos estão sozinhos naquele acampamento de malucos por minha culpa, não posso deixá-los esperando ! De onde tirou essa idéia, dragão ? Devo estar te dando molho de tabasco demais.
E a manhã passou assim, ele e Festus conversando, brigando e consertando. Na hora do almoço, uma sonolenta Reyna apareceu na porta da cabine segurando dois pratos e duas xícaras.
- Está brincando ? Trouxe almoço para mim ?
- Não se acostume, Leo. Estou de bom humor hoje. – Eles se sentaram no chão e comeram em silêncio, ambos estavam com fome.
- Fez um trabalho impressionante aqui — Comentou a pretora.
- Obrigado. – Respondeu Leo de boca cheia – Poderia me ajudar mais tarde ?
- Claro ! O que preciso fazer ?
- Me ajudar a remontar parte do motor. Não é difícil, só precisar segurar algumas peças enquanto as conecto. – A garota assentiu e terminou de comer.
Ficaram uma hora de papo para o ar antes que recomeçassem a trabalhar.Levaram as peças soltas para a sala das máquinas no andar debaixo e Leo dizia a Reyna onde colocar cada coisa, enquanto ele as conectava o mais rápido que podia. Leo adorou trabalhar com a romana. Ela segurava as peças firmemente e sabia automaticamente quando ajeitá-las, soltá-las e ajudá-lo apertar os parafusos. Além disso, ela ficava incrível quando estava concentrada e meio suja de graxa. Era como se ele tivesse morrido e ido parar direto no Elísio.
O filho de Hefesto também notara que ela lançava olhares furtivos para ele. Principalmente quando ele fazia força com os braços. O que fez com que Leo forçasse mais os músculos e ficasse tentando sorrir sedutoramente enquanto apertava porcas e parafusos. Ele suspeitava que estava ridículo, mas a pretora continuava furtando olhares, então continuou.
Então de repente, como se o destino conspirasse a favor de Leo, e o garoto esperava desesperadamente que sim, Reyna deixou uma das partes grandes do motor escapar. O grego virou-se a tempo para ajudá-la a segurar, fazendo com que os dois ficassem frente a frente, a alguns centímetros um do outro.
- Hey pretora, sei que muito difícil não olhar para o Valdelícia aqui, mas tente não perder nenhum dedo por conta disso, sim ?- A palavras saíram correndo de sua boca, como sempre. Reyna corou violentamente e baixou os olhos. Colocaram a peça no chão.
- Reyna...- Chamou Leo, erguendo o rosto da garota. Seus olhos iam dos lábios aos olhos dela e vice versa.
- Valdez... – E ouvir seu nome dito assim, num murmúrio e a alguns centímetros de seus lábios, fez com que o garoto perdesse a cabeça de vez. Num movimento suave, ele a beijou.
De início, Reyna pareceu relutante, mas logo começou a se soltar nos braços de Leo. Ela segurou o rosto do grego e ele a puxou pela cintura, fazendo-a chegar mais perto. Sentiu ela se arrepiar e sentiu o próprio corpo se aquecer, centímetro por centímetro. A respiração de Reyna era rápida e suas mãos tinham um toque suave. Ele queria parar o beijo para sentir de perto o cheiro da pele e do cabelo da garota, mas sabia que assim que parassem, o clima que os envolvia acabaria e Reyna provavelmente arrancaria sua cabeça com Viatori.
Foi a pretora que interrompeu o beijo. Ela ainda segurava com os dedos o rosto anormalmente quente de Leo e o olhava bem nos olhos. O filho de Hefesto podia ver lágrimas se formando nos olhos da romana a sua frente. Com certeza não era um bom sinal a garota chorar depois do beijo. Viu Reyna levantar e se afastar rapidamente, deixando um atônito Leo sozinho com as máquinas a recordar o momento.
‘’Será que beijo tão mal assim ?’’
POV Reyna.
A pretora correu para o convés, sabendo que Leo não a seguiria.
‘’O que foi isso ?’’, ela se perguntava, mesmo sabendo a resposta. Aquilo fora um beijo. Um beijo que ela queria tanto quanto ele. Mas se queria tanto, porque agora se sentia tão mal ? Porque havia corrido ao invés de continuar com ele, de beijá-lo novamente ? Isso Reyna não sabia. Só o que tinha certeza agora era de que ela nunca mais teria coragem de olhar para o rosto quente e permanentemente alegre do garoto. Ela sabia que era ridículo uma filha da guerra temer um grego magricelo cuja maior arma era um martelo, mas não podia evitar de se sentir apavorada com a possibilidade de ter de falar com Leo novamente.
Se ela queria falar com ele novamente ? Oh deuses, queria ! E como queria ! Queria conversar com ele, queria que ele a beijasse e depois sorrisse estupidamente para ela. Queria sentir de perto o cheiro de graxa e desodorante e emanava da pele quente do filho de Hefesto. (N/A: graxa e desodorante pode parecer uma combinação ruim, mas meu pai trabalha com máquinas e ele tem exatamente esse cheiro e é estranhamente bom !).
O que a impedia de fazer tudo aquilo ? Jason, é claro ! Afinal, mesmo depois de tudo o que acontecera, a pretora ainda sentia que tinha de ser fiel a ele. A memória do que os dois um dia tiveram, se é que tiveram.
‘’Deixe de ser ridícula ! Você e Jason nunca tiveram absolutamente nada ! Ele te esqueceu e te trocou pela filha de Afrodite !’’, ela se repreendia.
Mas mesmo que ela superasse Jason, ainda haveria um porém. Ela era romana. Ele era grego. Ela estava numa missão para salvar seu acampamento que ele havia destruído. Fora um acidente, é claro, mas as coisas não deixavam de ser daquele jeito. Eles estavam numa encrenca danada, numa missão suicida, ela para salvar seu lar, ele para salvar os amigos e os dois trabalhavam, indiretamente, para salvar o mundo. Aquela missão fora um acidente, um transtorno. Ela não estava ali para se apaixonar. Era o dever. Apenas isso.
Reyna chegou a proa, onde a cabeça de Festus estava. Deixou o vento bater em seu rosto e sentiu a mente um pouco mais clara. Abriu os olhos e prestou atenção na paisagem. Haviam alguns vales verdes e pequenas fazendas espaçadas. Estranhamente, isso fez com que ela ficasse com saudades de Nova Roma. E isso a fez tomar uma decisão. Ela era a pretora Reyna. Ela era a comandante da décima segunda legião fulminata. Ela iria voltar para casa. Se algo entrasse em seu caminho para impedi-la de alcançar seu objetivo, ela o destruiria. Quer esse algo fossem monstros, deuses, pessoas ou o coração de semideus.
Notas finais
Segundo, desculpa demorar, mas acontece que estou de mudança e estou de castigo por ter ficado dois bimestres seguidos com nota vermelha e sem recuperar em matemática (afinal, meu papito olimpiano é deus do vinho, das festas e da loucura, matemática é com Atena). Ou seja, meu ritmo de postagens pode diminuir um pouco >< Próximo capítulo só domingo !
Fora que semana que vem vou estar viajando, mas vou tentar postar todo dia mesmo assim, porque depois da semana que vem vou ficar de castigo pra valer, ai então não vou poder ficar muito no pc, o que significa que vão ter que ser mais paciente, mas por favor não me abandonem ): Saber que vcs leem e gostam disso é a melhor coisa do mundo ! Então please, continuem acompanhando, me desculpem qualquer coisa e obrigada por me fazerem a filha de Dionísio mais feliz do universo ! ♥
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