O Fugitivo

11 Capítulo 11 – Confusão.


Notas iniciais
mais um cap procs! ^^

M: Eu ouvi bem? Você a ama? Então você gosta dela? – gritava Michelle apontando na direção de Karina que olhava assustada.

G: Michelle desculpa...Eu já devia ter dito antes a você...

M: Então é verdade? – os olhos dela encheram-se de água.

G: Mi-Michelle por favor, nós precisamos conversar. – disse pegando no braço dela.

M: me larga. – disse tentando se livrar dele. – e você sua...Puta – encheu a boca para dizer aquela palavra de baixo calão e Karina abriu a boca constrangida. — vê se não liga mais pra minha casa. Nunca mais. Nunca mais quero ver você na minha vida. Sua falsa, vagabunda.

G: Michelle para com isso. – dizia Gerard.

K: Não! deixa Gerard. Quem está passando vergonha é ela mesma. Descendo o nível.

M: Desgraçada. É uma vagabunda mesmo. Ordinária, rouba namorado dos outros.

K: do que está falando? Se liga. Qualquer dia ele vai voltar pro pais dele e vai te deixar, sua idiota.

S: Por favor, senhoritas, façam o favor de se retirarem do parque. – disse um homem alto e forte que com certeza era o segurança.

G: Por quê? – perguntou Gerard.

S: Estão sendo expulsas por brigarem no parque. Não queremos confusão aqui dentro, brigar é do portão pra fora! Por favor, retirem-se, ou serei obrigado a tomar providências maiores.

G: Não tudo bem. Eu as tiro daqui. Vem. – disse pegando no braço de Michelle que se largou dele e saiu andando depressa na frente dele sumindo de vista. Karina e Gerard seguiram até o portão do parque e depois ficaram no ponto de ônibus.

K: Que vexame – lamentava Karina irritada. – expulsa de um parque na frente de todos. Meus colegas ficaram horrorizados.

G: Não fique assim.

K: Sua culpa Gerard. Eu falei pra você ir atrás dela.

G: Mas eu não gosto dela. Eu quero você. eu só queria que você entendesse isso.

K: Mas agora ela não quer aceitar isso. Eu perdi uma amizade importante para mim. Uma amizade de anos por um homem, nunca que ocorreu isso na minha vida. Brigar com uma amiga por causa de homem. Ainda mais por alguém impossível.

G: você tem a mim.

K: E quando você for embora?

G: Você vai comigo.

K: Você ta viajando. Eu tenho minha vida aqui. Gerard, a michelle é minha amiga há anos, e nós sempre andamos juntas. Tudo está acabado.

G: Vocês vão voltar a ser amiga. Eu prometo que vou ajudar.

K: obrigada. – Gerard a abraçou fazendo carinho em seu cabelo.

G: Vamos pegar um táxi?

K: Por mim tudo bem. O ônibus já está demorando demais.

Os dois fizeram sinal pra um táxi que estava vindo e entraram nele. Seguiram calados dentro do veículo. No caminho pararam num trânsito infernal, típico da Barra.

G: O que será que houve? – perguntava Gerard olhando pela janela procurando ver algo.

T: Não se preocupe aqui na Barra é sempre assim. Um inferno.

K: Não moço. Acho que é um acidente mesmo. Olha! Tem ambulância vindo e tudo. – disse Karina olhando pra trás.

T: É pode ser. Hei aconteceu alguma coisa lá na frente? – perguntou o motorista a um rapaz que estava passando pela calçada.

H: Parece que houve um atropelamento ali na frente. Disseram que um ônibus atropelou uma mulher que atravessou sem olhar.

T: Que perigo em?

H: É.

T: Valeu. – agradeceu o motorista. Depois se dirigiu à Karina e Gerard. – é mole. A mulher atravessou sem olhar nessa rua que passa tantos carros...Veja que perigo.

G: É. – concordou Gerard. Depois olhou pra Karina que estava no banco de trás com uma cara pálida, parecia que tinha levado um susto. – que foi?

K: Gerard, to com um mau pressentimento.

G: Sobre o que?

K: A Michelle Gerard.

G: O acidente? Não, não pode ser ela.

K: E se for? – Gerard olhou pra ela assustado pensando naquela hipótese.

T: Vocês conhecem a mulher maluca? – perguntou o motorista.

G: Não. Ela está só assustada e... – quando ele se deu conta, Karina já tinha saído do carro e corria pela rua em direção ao acidente. — Karina! – ele tentou chama-la, mas ela não parou, então ele desceu do táxi e correu atrás dela.

Karina correu em direção ao monte de pessoas que se amontoava próximo a um ônibus que estava atravessado na pista. Ao chegar lá, o que ela estava pressentindo se confirmou. Michelle estava caída no chão parecendo morta com sangue pelo corpo. Karina virou o rosto para não ver mais aquela cena e Gerard a abraçou olhando assustado por cima do ombro dela para o corpo de Michelle estirado no chão. Karina chorava abraçada a ele.

G: Está morta? – perguntou Gerard a um rapaz.

H: Não. Mas precisa ser socorrida rápido.

A ambulância chegou e a multidão deu espaço pra que ela passasse.

G: Vamos voltar logo pro táxi.

K: Mas e a michelle?

G: Ela vai ficar bem. Vamos pedir pra que o táxi siga a ambulância e assim fazemos companhia à ela no hospital.

K: Ta. – concordou Karina. E os dois voltaram para o táxi que seguiu a ambulância até o hospital.

Chegando no hospital...

T: Boa sorte e melhoras pra mocinha atropelada. – disse o motorista recebendo seu dinheiro.

G: Valeu. Tchau.

K: Vamos logo Gerard. – apressou-o Karina puxando ele pelo braço.

Os dois entraram correndo no hospital. E foram até o balcão.

Recepcionista: Vocês são parentes da moça?

K: Somos. – mentiu karina.

R: Ta. Segundo andar. Pode subir e aguardar por informações. Mas antes deve preencher esse formulário.

G: Eu preencho. Pode ir subindo. – disse Gerard pra Karina que subiu correndo pro andar onde estava Michelle naquele momento sendo operada.

Karina andava de um lado a outro da sala do hospital onde aguardava por Michelle, ou melhor, notícias de Michelle. Gerard chegou na sala perguntando se tivera notícias do estado dela.

K: Nenhuma até agora.

G: Daqui a pouco devem nos dar alguma notícia.

K: Devemos avisar a mãe.

G: É, você liga?

K: Ta. Eu vou lá. – disse Karina saindo pra ligar. A mãe de Michelle quase teve um troço ao receber a notícia. Vinte minutos depois ela estava lá com o marido e a avó de Michelle. Todos impacientes, ansiosos por notícias. Logo depois o medico chegou dizendo que Michelle estava bem e que a operação tinha sido um sucesso. A família de Michelle se abraçava emocionados. Karina sentia-se culpada por tudo e Gerard a abraçava consolando-a