O Fugitivo

3 Cap 3 – Surpresa!


Notas iniciais
Nossa! eu estou até com medo agora de postar hehehe mt gente lendo, espero não desapontar ninguem :)
obrigada à todos os reviews ^^

Na volta Karina, Michelle e Gabi foram para casa de ônibus novamente e em pé. O ônibus estava lotado de fãs que voltavam pra casa depois do “show”. Karina foi a primeira a descer ônibus, em frente a sua casa, e Michelle continuou nele com Gabi.

Ela abriu o seu portão, deu Boa tarde a Dona Olga, uma senhora com já seus sessenta anos, a tal vizinha que sua mãe pedira pra tomar conta dela, que retribuiu o cumprimento com um olhar desconfiado pra menina e depois balançou a cabeça negativamente voltando a varrer seu quintal.

Karina não entendeu nada e preferiu deixar pra lá. Quando entrou na casa quase caiu pra trás de susto. Além de a porta estar aberta, estava tudo uma bagunça só. O sofá estava todo cheio de pipoca assim como o chão e em cima da mesinha havia uma vasilha com o restante. Havia também uma garrafa de refrigerante pela metade e um copo vazio ao lado da vasilha. A tv estava ligada, mas estava num som bem baixinho quase não dava pra se ouvir.

Karina avistou o telefone e foi andando até ele olhando direto pra escada temendo que o “ladrão” aparecesse a qualquer momento. Quando tirou o telefone do gancho ouviu passos no andar de cima. Karina colocou o telefone de volta e correu na ponta dos pés pra trás do sofá e ouviu os passos que chegavam cada vez mais perto, o barulho agora estava na escada, o tal “ladrão” desceu alguns degraus e parou. Karina sentiu seu coração bater mais forte quase que saindo pela boca, podia jurar ouvir as batidas dele. Resolveu engatinhar até o lado direito do sofá e observar o “ladrão” que estava na escada. Cada vez mais seu coração batia forte, estava um silêncio, não se ouvia mais nenhum passo. Foi então que...

G: Oi. – uma voz atrás dela fez com que ela desse um grito imenso saindo correndo para um canto da sala. – calma. Te assustei?

K: Quem é você?

G: Não me reconhece? Sou eu Gerard Way.

K: Que porcaria é essa? O que está fazendo aqui? – disse amedrontada.

G: Te pedi seu endereço não se lembra?

K: Como entrou aqui? – perguntou ela com as mãos na cintura.

G: Sei abrir portas. Mas como eu fiz isso não vem ao caso. Talvez um dia quem sabe eu não te ensine!?

K: “Talvez um dia”? – repetiu ela. — O que é isso? Ta pretendendo ficar aqui? O que faz aqui na minha casa? – perguntou mais assustada do que surpresa. Sempre imaginou ele vindo na sua casa salvá-la de sua vidinha, mas agora era tudo tão diferente e assustador.

G: Calma! E respondendo a sua pergunta, Sim. Vai ser só por um tempo...

K: Você está louco? Eu nem te conheço...– de repente a campainha toca e a voz rouca de Dona Olga chamava por Karina no portão.

G: Acho que é a velha aqui do lado.

K: Mais respeito, por favor. – disse irritada. — Eu vou lá atender. – e fez com a mão para ele esperar ali.

G: Com certeza foi pelo seu grito. – murmurou ele de braços cruzados.

K: Cala a boca. Eu vou ver o que ela quer. – Karina abriu a porta e foi até o portão. Dona Olga olhava espantada pra dentro da casa dela. – oi Dona Olga.

O: Vim saber se está acontecendo alguma coisa. Eu ouvi gritos.

K: Ah! Foi por isso que veio? Não foi nada, é só que uma barata apareceu lá em casa e eu me assustei.

O: Fiquei preocupada porque um homem alto, bem branco e dos cabelos negros entrou aí hoje cedo e achei estranho. Nunca tinha visto ele antes por aqui

K: é meu primo. – inventou ela de imediato.

O: Seu primo?

K: É, ele não mora aqui. Ele é do Rio Grande do Sul. Veio passar uns dias por aqui.

O: Fiquei preocupada até porque sua mãe não me avisou nada a respeito disso...

K: É, nem ela sabia. Ele quis fazer uma surpresa. Mas vai ficar poucos dias, talvez amanhã vá embora já que minha mãe não está aqui.

O: Tem certeza que está tudo bem? – perguntou Olga olhando novamente por detrás de Karina tentando enxergar algo dentro da casa.

K: Claro. Ta tudo ótimo. Não tem nada com que se preocupar. – forçou um sorriso.

O: Ta bom. Se precisar de mim sabe que pode me chamar. – disse se retirando.

K: Ta bom. – Karina deu um leve suspiro e voltou pra casa. Quando voltou a vasilha, garrafa e o copo já não estavam mais na mesinha.

G: Desculpa pela bagunça, não se preocupe já estou arrumando. – disse voltando da cozinha com uma sacola e um pano na mão.

K: Ótimo, pois se você quiser ficar aqui vai ter que ser organizado. Eu odeio bagunça e outra: a casa está na minha responsabilidade. Minha mãe está viajando.

G: Tudo bem! Pode deixar. Faço um esforço.

K: Vê se limpa essa pipocada toda jogada por aí, varre o chão direitinho e passa um pano molhado por causa do sal.

G: E o que a mulher lá fora queria...? – perguntou cortando as ordens de Karina.

K: Saber o que estava havendo.

G: Por causa do seu grito, não disse?

K: E saber quem era o tal garoto alto e branquelo que ela nunca havia visto antes que entrou na minha casa. – disse irônica. — Ainda bem que ela acreditou na história do primo do Rio grande do Sul.

G: Você disse que sou seu primo?

K: Sim. – Ele começou a rir. – qual é a graça? ¬¬

G: Muito burrinha essa mulher acreditar nessa.

K: Ué por quê?

G: Não tem nada a ver. Eu sou pinta.

K: “pinta”. – remendou. — Ta me chamando de feia é? ¬¬

G: Não to falando nada, apenas dizendo que eu sou o cara. Sacou?

K: “O cara”...Tu é um pinto com frio isso sim. Seu esmirradinho. Pinta...Hum! – resmungou.

G: Depois te dou um autógrafo. – provocou enquanto limpava o chão.

K: Ai garoto! Quem disse que eu quero?

G: Foi pra isso que você foi me ver.

K: infelizmente. Se soubesse nem teria ido por que me fez desgostar totalmente de você seu egocêntrico nojentinho. – e ela tremeu o corpo soltando um gritinho abafado. Bufou e tentou se acalmar. — Olha, eu vou tomar meu banho. Trate de arrumar, quero ver tudo limpo quando eu voltar. Não vou ficar ouvindo suas provocações. – depois subiu a escada enfezada. Quando ficha iria cair?