Notas iniciais
Teve comentário, tem capítulo novo. Bom, enquanto eu desenvolvia a história eu encontrei a inspiração pra todos os personagens e só recentemente eu encontrei a Amber. Ela seria parecida com a atriz Charlotte Hope, a Myranda de Game of Thrones. Eu gostei muito de escrever esse capítulo, eu espero que vocês gostem de ler! Aproveitando a deixa, eu queria dizer que eu plantei alguns easter eggs pela história. Conforme forem achando, eu posso dar uma mudadinha na história, matar alguém ou até mesmo aparecer um personagem com o nome do nosso ou da nossa leitor(a) atenta que encontrou meu segredinho. Tudo depende de vocês!

Amber estava completamente aflita, impressionada e completamente maravilhada. Ela estava no Aero Porta-Aviões da SHIELD. O lendário quartel general. E ela estava dentro dele.

Amber tinha tentado entrar para a SHIELD cinco vezes. Nas duas primeiras, era menor de idade e foi automaticamente reprovada. Na terceira, ainda não tinha concluído o Ensino Médio, portanto ainda não era elegível. Na quarta, foi reprovada por ter problemas respiratórios. Na última vez que tentou, falsificou o exame. Nesse meio tempo, começou a namorar Mark, que era completamente contra a entrada dela para a agência,e por medo de ser pega por ter falsificado o exame e para não aborrecer Mark, quando foi chamada para o teste psicológico não compareceu.

Mas isso não a impediu de acompanhar tudo de longe. Havia descoberto uma maneira de entrar nos arquivos da SHIELD — coisa que Maya havia ajudado muito a fazer — e descobrir ao menos por cima o que andavam fazendo. Quando soube do ataque de Loki a Struttgart, imaginou a Torre Stark na hora e foi para Nova York.

Foi o momento mais alucinante da sua vida. Ela havia conseguido ver todos eles, tirado algumas fotos estratégicas que guardou para no futuro vender para algum nerd rico e quando tudo acabou, ela recolheu algumas armas dos Chitauri.

Para conseguir levar para casa, teve que alugar um carro, pois imaginou que teria problemas com o excesso de bagagem. Mas o esquema com o carro não foi nada comparado com o que a esperava em casa. Ela voltou para casa cinco dias depois de ter saído, apenas deixando um bilhete que estava em Nova York e que voltaria logo deixando o celular junto com o bilhete. Encontrou um furioso, preocupado e com três noites sem dormir, seu namorado Mark.

Aquela foi sem dúvida a pior briga seguida de uma crise que tiveram. Foi o mais perto de terminar o relacionamento que já chegaram, e mesmo naquela época, Amber não poderia suportar ficar sem ele. Embora, em um lado muito sombrio de sua consciência, ela tenha ficado um pouco feliz em ver que Mark tinha ficado furioso com ela. Ele jamais ficava furioso. Com absolutamente nada. Nem mesmo quando seu irmão mais novo, David, apagava propositalmente de seu computador o trabalho da faculdade que ele tinha levado dias para fazer quando ele estava na casa dos pais, nem quando Amber esqueceu seu aniversário, dois meses depois de começarem a namorar. Mas ele ficou muito, muito furioso quando ela foi para o meio de um campo de batalha intergalática sem avisar a ninguém e voltou cinco dias depois, se deparando com seu namorado, no seu apartamento, há três dias sem dormir e com os lindos olhos azuis marcados com olheiras profundas. Ela nunca havia se sentido tão amada em toda a vida. E foi ali que ela percebeu o quando Mark a amava. E prometeu que jamais faria aquilo de novo.

Ela não subiu para o apartamento com as armas, imaginando que Maya faria extensas perguntas sobre isso, mas ela havia ido para a Costa Leste fazer alguma coisa sobre sua pesquisa. Mark, ao contrário do que ela esperava, não fez pergunta alguma sobre o que ela havia feito em Nova York. No dia seguinte, depois de ele ter ido embora pela manhã, Amber foi até o carro e pegou as armas, que aparentemente não funcionavam mais. Escondeu-as em seu quarto e nunca falou para ninguém sobre elas.

Mas aparentemente alguém sabia. E esse alguém era o diretor da SHIELD. Amber tinha pesquisado absolutamente tudo disponível na internet sobre ele. Conhecia sua vida acadêmica, sua aparência, e algumas de suas condecorações mas nada além disso. No fundo, não sabia nada realmente sobre ele. Já ele, provavelmente deve ter a ficha completa dela, desde o primeiro suspiro na maternidade até agora.

O lugar era incrível. Quando Amber se deu conta de onde estava, quase deu pulinhos de felicidade. Ela estava no instrumento de guerra da SHIELD. Ela havia desejado estar naquele lugar há mais de um ano, e finalmente estava ali. A única preocupação que realmente habitava os pensamentos de Amber era o que aconteceria com ela.

Quando ela finalmente chegou ao corredor amplo que a levaria até a sala de Fury, ela ficou completamente fascinada com o que viu. O lugar em si parecia um corredor de hospital, porém em cores escuras, mas movimentado da mesma forma. Ela viu os agentes, trabalhando, fazendo exatamente aquilo que ela sonhava em fazer. Ela guardou a imagem para sempre em sua memória, pois ela realmente não sabia o que aconteceria com ela após sua conversa com Fury.

Quando o corredor acabou, se deparou com portas de vidro escuras. Elas tinham um acesso biométrico, e o agente Richards, que a seguiu bem de perto, colocou o dedo no fecho e a entrada foi liberada.

A sala de Fury parecia a sala de um reitor de faculdade. Exceto pela visão panorâmica que tinha, o fato do chão ser de vidro e não ter centenas de livros em todos os lugares. Ela estava tão assombrada com o chão despencar que nem notou que o agente Richards havia saído e trancado a porta. Quando ela definitivamente já estava em pânico por causa do chão, uma porta disfarçada se abriu e um homem saiu dela.

– Não precisa se preocupar, não vai cair. — Nick Fury disse, caminhando até a mesa, pegando um controle remoto e apontou para o chão. O vidro começou a ficar escuro, até Amber quase não perceber que estava pisando em vidro. Fury sentou, indicou a cadeira a sua frente para Amber que se sentou também.

Amber estava preocupada demais pensando em coisas demais para se preoucupar sobre o que falaria. Ela apenas ficou em silêncio, encarando Fury, que pegou de cima da mesa uma ficha de papel pardo grossa e com os dizeres na capa:

AMBER ROSLIN HANSEN

21 ANOS

NATURAL DE NOVA YORK, NY, ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

VIVE EM BOSTON, MASSACHUSETTS, ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

STATUS: EM OBSERVAÇÃO

– Sabe o que é isso, srta. Hansen? — Fury perguntou, abrindo a ficha.

– Minha ficha. — Amber disse, com a voz seca.

Ele olhou rapidamente para ela e assentiu. Dali tirou folhas e mais folhas de dezenas de documentos e os espalhou sobre a mesa.

– Nasceu em Nova York, dia 5 de janeiro de 1992, seus pais eram Sandra e Brian Hansen, faleceram no dia 11 de setembro de 2001. Data lastimável, lastimável. — olhou para Amber rapidamente e continuou. — Sua irmã era Maya Hansen, bióloga, criadora do Extremis, que permitia pessoas que não possuiam alguma parte do corpo regenerar esse membro. Que ideia brilhante, não? Aliás, lamento por sua irmã.

Amber sentiu cada sílaba sarcástica ao falar da irmã. Ela havia descoberto o que havia acontecido com Killian e os outros participantes do projeto da irmã. E ela não achava que ele realmente lamentava. Se Maya estivesse viva, estaria aqui prestando contas a Fury.

– É, eu também. E você me tirou do enterro dela para me trazer aqui e tirar sarro da minha cara. E aliás, como descobriu que estávamos em Arlington? — Amber perguntou e resolveu que ia seguir a linha petulante. Poderia ter sido a obediente, a que faz escárnio, mas optou por essa. Se Stark pode, por que ela não? Por que o Stark é rico, não deve nada ao Fury, muito pelo contrário e porque ele é o Homem de Ferro. Nada demais.

– Foi uma suposíção, já que seus pais estão enterrados lá também — Fury disse.

Suposição ou meu telefone está grampeado? Amber pensou.

– Certo, por que eu estou aqui agora?

– Sinto muito por isso senhorita Hansen, mas sua presença aqui era assunto de última urgência. — Ele voltou os olhos ao papel e continuou estudando. — Vejamos. Você se mudou para Boston após a morte dos seus pais, já que nenhum dos seus avós estavam vivos e sua irmã conseguiu sua guarda. Sua irmã morava em Boston por conta da faculdade, embora passasse a maior parte do tempo viajando, e estava prestes a se mudar para a Califórnia.

Amber nunca foi bilionária, mas tinha uma ótima vida. Seu pai era diretor executivo de uma construtora multinacional e não ganhava nada mal. Sua mãe era professora na Universidade de Nova York e também não ganhava mal. Haviam feito seguro de vida quando Maya nasceu e quando faleceram elas tinham uma conta com muitos zeros no banco. Além da ajuda de custo que o governo americano cede todos os anos "como forma de consolar a perda". Amber e Maya chegaram ao consenso que doariam para instituições como a Make A Wish ou o Greenpeace. Amber odiava sentir que estava sendo comprada.

– Sua irmã se formou bióloga em Harvard, onde você tentou entrar para o curso de História da Arte mas não passou. Agora faz um curso a distância na Universidade de Westminster, na Inglaterra. Interessante. Está em um relacionamento estável com Mark Ross, natural de Washington, filho do general Thaddeus Ross e da ativista Hanna Lowry.

Amber quase riu ao ouvir isso. Era estranho ouvir Fury falar dos pais de Mark assim. Para ela eles não eram um general, futuro secretário de segurança e uma ativista, eram os seus sogros, pessoas incríveis e que ela adorava por terem gerado Mark. Embora Mark não pensasse assim. Ele tinha uma mágoa muito profunda dos pais, que não estavam prontos para ter um filho quando ele nasceu. Seu pai estava iniciando a carreira política, era um homem encantadoramente bonito — e na opinião de Amber foi assim que ele subiu de patente tão rápido — e a mãe de Mark tinha muito ciúme disso. Eles tiveram brigas horrendas, e algumas reconciliações junto disso. E em uma dessas, Mark nasceu. Para promover a imagem da tradicional família americana não se divorciaram, mas passavam tanto tempo brigando entre si e cuidando de suas próprias carreiras, que Mark cresceu uma criança solitária, tímida e com uma auto estima baixa. Alguns anos depois, a mãe de Mark tivera outro filho, mas a criança morreu durante o parto e quase que Hanna morre também. Depois disso, as brigas cessaram e eles passaram a viver em paz. Dois anos depois, nasce o irmão de Mark, David, que era tudo aquilo que os pais dele queriam que Mark fosse. David era tão bonito quando Mark, inteligente, extremamente charmoso — não que Mark não fosse, mas ele só usava seu charme irresistível quando Amber estava brava com ele ou quando queria muito alguma coisa -, possuía uma ambição irrefreável, e um pouco de inveja de Mark. Embora David fosse em personalidade o completo oposto dele, Mark era o filho-exemplo. Era o que sempre tirou as notas altas, que sempre recebia convocação dos pais na escola por ser o aluno-modelo, que sempre ganhou todos os prêmios de jovem prodígio e que seguiria os passos do pai na política. David tinha inveja disso. E já encrencara Mark diversas vezes por isso.

Amber se lembrava do Natal que havia passado com eles em Washington. Maya havia viajado — para variar — e ela ia e queria a princípio, passar um Natal solitário em casa. Mas Mark a arrastou para Washington com ele e esse seria um dos melhores natais da sua vida se não fosse pela necessidade de David de diminuir ainda mais o irmão.

Amber conhecia os pais de Mark, mas não conhecia David, então ela estava ansiosíssima para impressionar o irmão do namorado. Eles saíram de Boston na véspera e foram para um hotel se arrumar antes de ir para a casa dos pais de Mark, pois ele insistiu muito em não ficar na casa. Amber não sabia muito bem o que vestir, então comprou um vestido preto, com um decote razoável e pedras encrustadas no ombro. Usou um salto e caprichou na maquiagem e achou que estava bom. Mark havia ficado muito, muito bonito. Ele foi todo de preto e Amber quase trocou de roupa, pois não queria que a cor trouxesse más impressões aos pais de Mark, mas ele disse que ela estava maravilhosa e não queria que ela trocasse de roupa. Ele penteou os cabelos para trás, o que fez quase Amber soltar gritinhos. Ela sorriu, se aproximou e arrumou a lapela do blazer que ele usava. Ele sorriu e a segurou pela cintura. Amber ficou momentaneamente surpresa pelo gesto do namorado, mas se aproximou ainda mais e sussurrou ao ouvido dele:

– Não vou te beijar, se é isso que você está pretendendo. Vou deixar seu rosto vermelho e vou ter que retocar meu batom.

Ele riu e também sussurrou no ouvido dela, com aquele tom de voz charmoso que conquistou o coração de Amber.

– Ah, mas você entendeu completamente as minhas intenções sujas. Eu gosto muito de vermelho, acho que não vou me importar.

Ela sorriu e deu um beijo suave em Mark, o que causou uma destruição em potencial da perfeição que tinha aplicado seu batom. Sorriu para ele, limpou a boca dele com um dos dedos e se virou para arrumar o estrago. Assim que se virou para o espelho, sentiu uma coisa fria descendo pelo seu pescoço. Viu um colar de prata, muito fino e com um pingente na ponta. O pingente era uma gota de uma pedra azul muito brilhante emoldurada por duas voltas de diamantes. Era a joia mais linda que já havia ganho.

– Feliz Natal. — ele disse, com uma expressão triste.

Mas Amber não reparou nisso naquele momento, ela estava completamente fascinada pelo presente. Ela passou a mão pela joia e tentou agradecer.

– Mark...é tão lindo...eu...eu não sei o que dizer.

Ele abraçou sua cintura e colocou o queixo sob a sua clavícula e deu um sorriso triste.

– É para você lembrar de mim. — Mark disse, então se virou e ficou de frente para Amber — Me prometa que aconteça o que acontecer hoje ou daqui para frente, que vai sempre lembrar de mim como estamos agora.

Ela não entendeu o que ele quis dizer com isso até entrarem na casa de seus pais. Mas confirmou e apertou a mão dele. Depois disso, foram até a casa dos pais de Mark.

A casa era impressionante. Considerando o que conhecia da mãe dele, imaginou que fosse uma casa vitoriana, mas o pai dele seria completamente contra. A casa ficava dentro de um condomínio fechado em Washington, muito perto do Capitólio, o que deve ter sido um atrativo para Ross. Quando chegaram a casa, Amber achou instantaneamente que estava mal vestida para a ocasião, muitas vozes e música vinham de dentro da mansão branca dos Ross. Mark suspirou e fez um comentário inesperado.

– Essa é a concepção dos meus pais de Natal em família. — Mark deu a mão para Amber, que agarrou com força de tanto nervosismo e com a outra pegou a sacola de presentes que haviam trazido.

Não precisaram bater à porta, ela estava entreaberta. A casa por dentro era miseravelmente mal decorada, a única coisa que realmente chamava a atenção ali era a colossal árvore de Natal que havia sido montada próximo a escada. Na opinião de Amber, tudo na casa era excessivamente branco.

Até chegarem a mesa, onde provavelmente a família de Mark estava, passaram por centenas de convidados. A maioria políticos, que estavam acompanhados de suas famílias, algumas pessoas conhecidas na sociedade americana, uma ou outra celebridade e uma série de modelos que Amber não sabiam de onde vinham. Pensou em perguntar para Mark quem eram todas aquelas pessoas, mas ele soltou a mão de Amber e foi abraçar a mãe.

Hanna estava linda, como sempre. Usava um suntuoso, porém simples vestido vermelho e parecia irradiar luz própria. Estava sorridente, porém parecia profundamente incomodada com a quantidade de pessoas que estavam em sua casa. Depois de soltar o filho olhou para Amber e sorriu abertamente antes de ir abraçá-la.

– Amber querida! Não sabia que viria passar o Natal conosco! Fico muito feliz que esteja aqui e que tenha dado um trato em Mark. Não há santo que faça ele pentear o cabelo para trás. — Hanna disse, soltando o abraço de Amber e a olhando. — Está tão bonita.

Hanna era uma mulher bonita também. Vinda de uma família tradicional por criar damas da sociedade, com 16 anos estava na sede da ONU protestando contra medidas anti terroristas. Era a ovelha negra da família, como gostava de dizer. Não tinha o porte das suas irmãs, mas era bonita à sua maneira e quem havia dado a Mark os lindos olhos azuis.

Mas Amber não sabia explicar o que aconteceu com Hanna após Mark se mudar para Boston. Ela já conhecia Hanna dos diversos documentários que Maya amava ver, — o que aliás deixou Maya felicíssima com o namoro de Amber e Mark — e ela sempre pareceu uma mulher diferente da que conheceu. Hanna sempre deu a todos a impressão de ser levemente rebelde. Quando se casou com Teddy,como todos o chamavam, não adotou o sobrenome Ross, tampouco utilizou o nome que sempre teve o Mallister, que indicava a família milionária que tinha. Adotou o nome de solteira da mãe, Lowry. E por aí acabava a rebeldia. Fez diversas cirurgias plásticas, que acabaram no fim das contas deformando levemente o seu lindo rosto de outrora, virou uma consumista compulsiva, gastava fortunas em roupas que nunca usava e o que mais incomodava Amber, virou uma mãe extremamente relapsa em relação a Mark e tratava David como se fosse um rei.

Ela entrou em uma conversa com Mark sobre a faculdade, se estava se alimentando e exercitando direito e que ele devia vir para casa mais vezes. Ele assentiu, falou que ia procurar o pai, sorriu para a mãe, pegou a mão de Amber e saiu.

Alguns passos depois encontraram o pai de Mark sorrindo para um rapaz quase da altura dele. Amber imediatamente soube que era o irmão de Mark, pois ninguém poderia se parecer mais com ele. David era alto, mas não tanto quanto o pai, tinha os mesmos olhos azuis de Mark, porém se parecia mais com o pai do que com a mãe — diferentemente de Mark, que era a mistura perfeita entre ambos — e ao invés dos cabelos escuros de Mark, ele tinha cabelos claros que pertenciam aos pais.

Thaddeus Ross era um homem com um belo histórico. Nasceu em Chicago, com pai e mãe divorciados e assim que fez dezoito anos se alistou para o exército, na esperança de ajudar a mãe e os dois irmãos. Desde que entrou, sua carreira decolou. Quinze anos depois, já era general. Por pura birra, resolveu participar da Guerra do Golfo, onde sofreu um ferimento gravíssimo na perna e por muito pouco não tem de amputar. Nesse meio tempo, casou-se com a filha mais nova da família mais importante da aristocracia americana e teve dois filhos. Depois que foi ferido, deixou de servir nos campos de batalha para servir no governo. Estava prestes a ser eleito o novo secretário de segurança pelo presidente. Teddy Ross não podia estar mais feliz.

O pai de Mark ficou felicíssimo em vê-lo. Apertou as mãos, deu abraços longos, sorriu amplamente para ele e para Amber e parecia muito contente em vê-la. A noite estava boa até então, mas, Teddy apresentou David a Amber e depois saiu do local para falar com um amigo.

Ele analisou Amber da cabeça aos pés, depois sorriu maliciosamente para Mark.

– Essa aqui não é tão bonita quanto as outras, hein? Está ficando cada vez menos seletivo não é mesmo irmãozinho? — ele disse rindo e chamou por alguma garota que estava atrás de Mark e Amber. — Deixe-me apresentar-lhes a Megan, uma grande amiga. — ele fez uma pausa e com ela uma careta que fingia surpresa — Ah, esqueci, vocês já se conhecem muito bem.

Uma garota loira com um copo de whisky na mão apareceu e Amber ficou alarmada com o tamanho do vestido dela. Alarmada com várias coisas, para falar a verdade. O vestido de paetês que a garota usava era tão curto que nem podia se mover direito. Assim que ela chegou, David colocou a mão em um lugar bem abaixo da cintura dela e apertou com força. A garota pareceu gostar.

– Olá, Maaaark, meu amaaado Mark. Não esqueci ainda aquela noite, foi me-mo-rá-vel- ela disse, pausando as palavras. Estava claramente bêbada, mas Amber aprendeu a duras penas que as pessoas nunca são mais sinceras do que quando estão bêbadas.

Mark parecia muito irritado.

– Olá Megan. — foi o que ele se dignou a dizer.

– Ah, para com essa formalidade toda. Você sempre me chamava de Meg, de "Minha Meg" — ela riu e pareceu finalmente perceber que ele estava acompanhado. — Quem é essa? Ah não, espera, me deixa adivinhar. É a nova felizarda? Bem vinda ao clube! — ela tomou mais um gole do whisky e sorriu — Não deixe ele te levar para o abatedouro até o primeiro mês hein?

Amber se sentiu tonta, balbuciou alguma coisa que era para ser um com licença, soltou da mão de Mark e saiu quase correndo de dentro da casa. No caminho, passou pela mãe de Mark que perguntou o que tinha acontecido, mas ela pediu desculpas e continuou correndo. Quando ela finalmente alcançou a porta de mogno, ela tropeçou em alguma coisa e seu salto quebrou. Era o que faltava para encerrar a noite.

Não se passaram nem 15 segundos e Mark apareceu correndo e se deparou com uma Amber que chorava.

Esse sempre foi a ruína dele. Se alguém a fizesse chorar, ele seria capaz de fatiar a pessoa em tiras finas de papel. Mas quando era ele, ele fazia o possível e o impossível para vê-la sorrir de novo.

– Amber...

– É verdade o que ela disse? Tudo? — Amber perguntou, sem secar uma lágrima. Ela queria que ele se sentisse culpado. Estava com um pé no chão e o outro no salto.

Ele suspirou profundamente antes de responder e assentiu.

– Mark, você me ama? De verdade? — Amber perguntou e estava séria. Exceto pelo rosto manchado pela maquiagem, não havia nenhum sinal de que ela havia chorado aquela noite.

– É claro que eu te amo, mas que tipo de pergunta é essa? — Ele deu um passo para frente e passou o dedo pelo o rosto de Amber mas ela permaneceu firme como uma rocha.

– É o tipo de pergunta que se faz quando seu namorado tem como ex uma supermodelo que diz que ele teve centenas de outras antes dela. É o tipo de pergunta que se faz quando essa supermodelo já teve alguma coisa com ele. — ela disse, tentando soar fria, mas ela tinha deixado a mágoa e o ciúme e principalmente a insegurança transparecer.

Amber pensou que ele faria um super discurso sobre o quanto Amber era única e importante para ele e o quanto a amava e todas aquelas coisas que se diz quando sua namorada está brava com você, mas ao invés disso ele riu.

–Amber, acha mesmo que eu me importo? O que ela está falando é sobre uma noite. Uma noite que se estendeu por algumas semanas até eu cansar. E sobre as outras que ela falou foram algumas garotas que eu saí durante todo o Ensino Médio e que depois eu nunca mais vi na minha vida. — ele já tinha parado de rir e ostentava aquela expressão do tipo "pare-de-ser-boba-eu-não-ligo-e-sei-que-você-está-com-ciúme"- Se eu realmente me importasse, era ela que entraria por aquela porta comigo, era ela que eu apresentaria para os meus pais e era para ela que eu diria para o resto da minha vida o quanto eu a amo.

Amber estava séria, mas um sorriso ameaçava sair. Ela odiava quando ele fazia isso. Quando ele sabia que ela estava com ciúme e a desarmava fazendo aquilo.

–Jura? -ela disse, soltando um sorriso frouxo.

Ele sorriu e se aproximou. Segurou ela bem firme pela cintura, levantou-a e girou e girou. Quando ambos já estavam quase ficando tontos, ele a abraçou e ficou na ponta dos pés, pois Amber estava mais alta do que ele por causa do único salto que ela se apoiava.

– Sim, eu juro. Agora vem cá, Cinderela. — ele disse, pegando-a no colo e levando para o carro. — Vamos ter um Natal de verdade.

Voltaram para o hotel e ficaram de pijama. Pediram ao serviço de quarto hambúrgueres, batatas fritas e milk shake. Assistiram a comédias românticas e riram muito. Exceto pelo colar que Mark dera a Amber, não trocaram presentes. Ficaram acordados até o dia clarear e depois dormiram o dia todo. Quando acordaram foram até o aeroporto e voltaram para casa. Quando Mark foi embora depois de ter deixado Amber em casa, ela foi até a frente do espelho e olhou para o colar. E lembrou da promessa que fez a Mark.

– Eu prometo Mark. — ela disse, como se fizesse um voto perpétuo — Eu prometo.

Notas finais
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Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.