O Filho de Morfeu
1 O Recomeço.
Notas iniciais
PDV Isa
Acordei cedo essa manhã, já que era meu dia de dar aula para os novatos, se eu não me engano hoje chegaria mais um, a uns dois anos para cá tem chegado muito semideus, não sei qual o motivo e nem sei de onde sai tanto, são na maioria das vezes filhos de deuses pequenos, é bem raro achar filho de um dos três grandes.
Me levantei, troquei rapidamente de roupa e peguei meu arco, corri até o ponto de encontro, era perto do inicio da floresta, me sentei próxima a um alvo e esperei o Leo chegar, ao longe eu o vi, era apenas uma sombra mas com o tempo a sombra tomou forma e em um piscar de olhos ela estava para na minha frente sorrindo de lado.
–Bom dia!
–Bom dia.. — Eu disse.
Me levantei e dei um selinho nele, ele era meu ajudante já que a Amanda tinha ido estudar na Inglaterra, junto com a Déh e a Chris.. já que estavam mais velhas elas podiam sair do acampamento, era mesmo bom ter 16 anos, eu ficava porque eu não tinha nada para fazer lá fora.
– Faça o seguinte, arrume os alvos que eu vou buscar alguns arcos e algumas flechas.
– Pode deixar comigo!
Andei até o arsenal, no caminho eu vi alguns semideuses com armas indo até os seus locais de treinamento, ou até mesmo pessoas andando até o pavilhão para tomar café, quando dei por mim eu já estava dentro do arsenal pegando as flechas e tentando equilibrar alguns arcos nos ombros, voltei mais devagar por causa do peso.
– Quer ajuda?
Virei o rosto lentamente e vi Klaus pegando algumas flechas das minhas mão.
– T-tá — Gaguejei.
Ele pegou também alguns arcos e andamos até o local aonde o Leo estava.
– Está tudo ai? — O Leo perguntou.
Despejamos os arcos em um grande barril aonde os alunos poderiam ir ali pegar, os que não tivessem arco, obvio.
– Sim, mas parece que tem menos hoje.. — Eu disse.
– Verdade.. — o Leo comentou pegando as flechas de mim e do Klaus e colocando elas bem próximo de onde os alunos atirariam.
– Bem, pelo jeito vocês não precisam mais da minha ajuda, já vou indo — Ele se virou colocou uma mão no bolso e a outra que ele avia deixado para fora para dar um leve aceno entrou para o bolso logo em seguida.
Com o tempo os alunos chegaram e nós instruímos e ajudamos quem precisava, a manhã passou rápido e quando eu vi já estava nos estábulos cuidando do meu pégaso, um grande pégaso árabe tordilho, eu escovava todos os dias e limpava a sua baia, depois encilhava e dava um passeio, era a unica coisa no dia que não era monótona, a única coisa que eu fazia com gosto, fazia feliz. Ele se movia rapidamente pelos céus, adorava quando nós saiamos do perímetro do acampamento, mas era arriscado, depois do passeio eu dava um banho e soltava ele no pasto,depois eu ia passear com o meu namorado ou ajudar alguém.
Era o que eu estava indo fazer quando Quíron veio em minha direção galopando.
– Isadora, venha depressa! — Disse ele agitado.
Fale com o autor