O Filho de Dionísio
1 Capítulo 1 - Meu melhor amigo tem cascos
Notas iniciais
Bem, minha vida não é nenhum conto de fadas.
Minha mãe desapareceu quando completei 1 ano, me deixando com meus avós. Quer dizer, não estou me queixando nem nada, mas não tem como não sentir falta no dia das mães e ocasiões assim (embora minha avó tenha preenchido esse espaço).
Meu pai? nunca ouvi falar. A unica que sabia alguma coisa sobre ele era minha mãe.
Mas meus problemas não acabam por aí. Desde que entrei na escola, nunca parei mais de um ano em uma. Mas meu TDAH e minha dislexia eram o mínimo dos problemas. Coisas muito estranhas aconteciam comigo. As vezes sentia que alguém estava me deparei até mesmo com um cara me cheirando quando tinha 12 anos. Mas isso não vem ao caso.
Faltavam exatas uma semana para o retorno das aulas, e meu animo estava lá em baixo com a nova escola.
- Já é hora de acordar — Minha vó disse batendo na porta do meu quarto — Não vai querer se atrasar na escola.
- Vó, falta uma semana ainda.
- Eu sei, mas já é bom ir acostumando — Ela disse contendo o riso — O café está pronto.
Bem, minha vó era um pessoa maravilhosa. Se chamava Áurea e possuía um humor que não deixava as pessoas tristes.
Logo que levantei troquei de roupa, escovei meus dentes, joguei um pouco de água na cara para acordar e abri a janela observando a rua. Nós morávamos numa rua bem simples. a uma quadra da minha casa existia uma curva e a mais ou menos 2 quadras da curva morava meu melhor amigo, Thiago.
Desci as escadas e me dirigi em direção a cozinha. Minha vó estava preparando torradas enquanto meu vô tomava seu café lendo o jornal. Uma típica cena de filmes americanos.
- Bom dia — Disse a meu vô.
- Bom dia garotão — ele respondeu — Sem pesadelos essa noite? — ele perguntou soltando uma gargalhada.
- Não vô — Eu respondi dando um sorriso — Essa noite não.
Meu vô se chamava Umberto e fazia um belo casal junto a minha vó. Como eu disse, eles eram simplesmente incríveis e não tinha nada a reclamar.
Quando acabamos o café, lavei a louça para a minha vó.
- Vó, vou na casa do Thiago tudo bem?
- Tudo bem, mas não se esqueça de voltar até o almoço.
- Tudo bem — Respondi terminando a louça e lhe dando um beijo na bochecha — Até daqui a pouco.
Já passava das 10 horas da manhã e o sol estava radiante. Fazia no mínimo uns 30º na rua, mas eu estava com um frio difícil de explicar mas isso não foi o que me paralisou. O que me deixou chocado foi a cena que eu vi ao dobrar a esquina.
Uma garota, impressionantemente bonita e meu amigo Thia... espera. Aquilo que deveria estar no lugar de seus pés são cascos?
A menina segurava uma espada e Thiago tocava música com uma flauta. O que eles estavam enfrentando? simplesmente uma criatura humanoide de um olho só (Um ciclope eu acho). E qual era o problema disso? é que a criatura estava correndo em minha direção.
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