O Filho Do Novo Mundo
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Capitulo 6
O resto do dia foi tranquilo, enquanto caminhávamos pelo acampamento, vimos Hera gritando com os irmãos Stoll que naquele momento estavam esfregando as paredes do Chalé 2, logo atrás estava Hermes observando quieto sem nenhuma objeção. Perto da Casa Grande, estavam Percy, Annabeth, Rachel, Thalia, a líder das caçadoras de Ártemis, a deusa Ártemis e Quíron discutindo detalhes sobre a mudança, quando nos aproximamos Percy veio em nossa direção com um rosto aflito.
– Então, serão vocês três o nosso destino! – Resmungou ele. – Já que eu não posso fazer nada, pelo menos posso treinar vocês para terem algum progresso.
Dizendo isso ele nos guiou ao arsenal para escolhermos nossas armas, o galpão era grande, lá dentro havia muitas prateleiras e mesas repletas de armas, umas cobertas de pó, outras enferrujadas e algumas até quebradas. Olliver foi o primeiro a pegar uma arma era uma espada de lâmina curva mais larga na extremidade livre, com gume no lado convexo, que o Percy disse ser uma Cimatarra.
– A Cimatarra era utilizada por certos povos orientais, tais como árabes, turcos e persas, especialmente pelos guerreiros muçulmanos. É a espada mais típica do Oriente Médio e da Índia muçulmana. – Disse Percy com um sorriso. — Originária da Pérsia, foi adotada pelos árabes e espalhou-se por todo o mundo islâmico até o século XIV. É originalmente uma espada de cavaleiros e cameleiros: em muitos desses países, espadas retas continuaram a ser preferidas para guerreiros a pé ou para fins cerimoniais. Uma boa escolha.
Percy podia não ser muito ligado a historia, mas deixou claro que sobre espadas ele entendia. Logo foi a vez de Karine ela rodou por todo o arsenal verificando arma por arma, até que ela foi atraída por uma em especial, estava no canto de uma prateleira com armas japonesas e chinesas, era uma espada longa, com cabo semelhante a medieval, sua lamina era fina e delicada porém mortífera, sua ponta era do estilo de uma katana.
– A Espada Kusanagi... – Falou Percy com olhar misterioso. – Nos tempos antigos, quando houve uma batalha entre os gregos comandados pelos deuses Olimpianos e os japoneses comandados por suas entidades divinas, essa espada foi a celebridade, dizia a lenda que sua lamina era tão afiada que podia cortar diamante, e que só os dignos poderiam usa-la, seu antigo dono teve a infeliz capacidade de lutar contra um estrategista filho de Atena, logo foi derrotado e a espada foi trazida com os semideuses restantes, como um unico troféu, o único vestígio na historia provando que essa guerra realmente ocorreu foi a lenda que ficou em seu pais natal: Onde está a Espada Kusanagi?
Assim que ele falou isso, ela pôs a espada de volta no lugar onde estava e logo ele se opôs.
– Não, leve-a com você, se ela se mostrou para você, você deve leva-la. Falado isso, ele olhou para mim. – Um filho de Apolo tem certa habilidade com arcos, mas mesmo assim não dispunha de uma espada ou faca, sempre haverá combates corpo-a-corpo.
Demorei um pouco mas logo achei um pequeno objeto que me interessou, era um pouco maior que um isqueiro, feito de bronze celestial, assim que o segurei ele fez surgir uma pequena lamina e logo vi que era um canivete suíço, daqueles que possuem uma porção de ferramentas, mas esse tinha suas propriedades, Percy disse que poderia ser uma criação de Hefesto ou de um de seus filhos, decidi ficar com ele.
Mais tarde por volta de umas duas horas mais tarde, estava passando pelo campo de esgrima e me deparei com duas pessoas inesperadas sentadas lado a lado me esperando, Artemis, minha tia e Hades.
Artemis levantou-se e veio até mim, me abraçou coisa que deixaria todos os outros campistas e deuses perplexos, ela olhou para mim com seus olhos prateados como a lua e disse:
– Você é especial, garoto, muito especial. – Falando isso ela tirou de trás das suas costas uma aljava cheia de flechas prateadas, douradas e negras. – Isso é um dos meus presentes, essas flechas são infinitas, só acabara quando os deuses caírem, o que acho que não vai acontecer, aqui tem quatro tipos de flechas, normais, as que você deve usar em qualquer situação, as que eu abençoei, que só funcionaram a noite, elas tem muitas propriedades que você deve descobrir sozinho, e as que do seu Pai, que podem ser usadas a qualquer hora, você também terá de descobrir sozinho para que serve.
– Obrigado, mas como eu vou usa-las se não tenho um arco?
Foi ai que Hades levantou, ele sem dizer, fez surgir um arco, grande e dourado, e o estendeu para mim.
– Esse arco é muito especial garoto, ele foi criado, por mim é claro, com uma chama da fogueira sagrada de Hestia, ele muda de aparência de acordo com as emoções e os ambientes que estão em volta dele, pegue. – Disse ele todo orgulhoso. – Agora temos mais uma coisa a fazer, aceite minha benção garoto, a benção do deus do mundo inferior, senhor dos mortos e de tudo que abita as profundezas?
Sem reação só tive uma coisa a fazer.
– Sim, eu aceito sua benção.
No mesmo momento um vento gelado me envolveu, minha visão escureceu e logo voltou ao normal, depois daquele momento eu sentia as profundezas se comunicando comigo. A deusa da lua deu um passo a frente e abriu os braços.
– Querido, você, filho de meu irmão Apolo, nascido masculino, aceita minha benção, a benção da deusa da lua, da caça, e dos animais silvestres, mesmo sendo contra meus votos sagrados dar qualquer tipo de atenção a pessoas do sexo masculino, exceto os próprios deuses olimpianos?
Sim, eu aceito sua benção. – Repeti as palavras ditas a Hades. No mesmo momento, uma brisa noturna envolveu meu corpo, minha visão se apurou, uma dádiva da caça, senti uma forte conexão com todos os animais escondidos na floresta próxima, me sentia conectado com a noite e com as estrelas.
– Isso, é para você não cometer o mesmo erro que muitos semideuses cometeram, lembre-se sempre, os deuses sempre estarão ao seu lado, não todos mas alguns, essas bênçãos que você acabou de receber não são bênçãos de guerra, ou seja passageiras, mas sim para toda a sua vida, nosso poder corre em seu corpo, do Sol, em seu sangue, da Lua e dos Mortos. Agora vá aproveitar seu dia.
Prendi meu arco nas costas junto a aljava e sai em direção ao chalé 7, logo encontrei Will pelo caminho e pedi para ele me explicar sobre os acampamentos, e sobre os campistas. Ele me falou dos grandes feitos de Percy Jackson e seus amigos, falou da derrota de Cronos, da profecia dos sete, do descobrimento de ambos os lados dos acampamentos Grego e Romano, falou sobre a derrota de Gaia, e me ajudou a entender melhor os campistas de todos os chalés.
Encontramos pelo caminho Karine e Oliver, que logo entraram na conversa fazendo diversas perguntas, encontramos com Hermes que nos parou e nos deu uma bussola mágica, que eu não sei o que faz, agradei e continuei o caminho, enquanto as cobras do cajado do deus discutiam sobre ratos. Chegando no chalé, guardei minhas coisas dentro de uma mochila mágica que recebi de má vontade de Zeus, que foi obrigado por Hestia a me dar. Fomos andando até o lago e lá encontramos Apolo sentado conversando com Poseidon, quando o deus dos mares nos viu acenou e pulou no lago nos deixando sozinho com meu pai.
Fale com o autor