O Feriado
1 Tá chegando o fim de semana!
Notas iniciais
Capitulo 1: Tá chegando o fim de semana!
O meu nome é Kagome Higurashi e sou uma garota comum. Moro com o meu irmão Soutta, a minha mãe e o meu avô.
Eu namoro um garoto chamado Inuyasha, ele é um hanyou. Aqui no Japão atual isso é muito comum; o governo assinou um tratado com os youkais para vivermos em harmonia. E parece que está dando certo.
Voltando ao Inuyasha, por ser um hanyou ele é muito mal-humorado e extremamente desobediente; por isso preparei um colar para ele chamado kotodama. Toda fez que eu falo senta, o cachorrinho cai de cara no chão... (Ai como eu tô bandida!).
Todo fim de semana, se juntamos e vamos para ir a algum lugar, mas nunca vamos sozinhos — Inuyasha tem medo que eu faça alguma coisa com ele... Quer dizer... EU tenho medo... Eu — sempre vão com o gente, Sesshoumaru ( irmão dele, pra ser especifica meio-irmão) e sua namorada Rin, nosso amigos, Sango e Miroku, Kouga e Ayeme e ás vezes a ex de Inuyasha também ia... Kikyo... Mas ela se mudou...
Estou pensando para onde podemos ir dessa vez... Pois hoje é sexta-feira. Na semana passada fomos para a praia, todos gostaram, menos Sesshoumaru e Inuyasha. Não sei por que, mas, eu tive a impressão que os dois estavam loucos pra cavarem buracos na areia.
Tive uma idéia! Será que o vovô ainda tem aquela fazenda? Pode não ser a coisa mais luxuosa do mundo... Mas lá tem uma piscina e uma área para churrasco!
Desci as escadas correndo e chamei a minha mãe que estava lavando a louça:
— Mãe! Gritei sem fôlego
.
— Diga querida... — ela falou calmamente enquanto secava o prato- Pode dizer.
— O vovô ainda tem aquela pequena fazenda?
— Tem... Mas porque você está me perguntando isso agora? Questionou.
— Eu queria saber se eu e meus amigos poderíamos ir para lá esse fim de semana?
— Tenho certeza de que seu avô não vai se importar. Vocês podem ir.
Eu dei um gritinho! Estava alegre e comecei a gritar mais. Minha mãe veio na minha direção secando as mãos no avental. Ela colocou uma mão sobre o meu ombro e disse:
— Querida, me prometa uma coisa... De que quando vocês voltarem, você vai naquele psiquiatra que a mamãe já falou antes... OK?
Nem dei ligança pra o que ela disse e subi para o meu quarto correndo. Vi que lá estava o meu gato... Que bom... Pois eu teria que descontar a minha felicidade em alguém. Peguei a pobre vitima no colo e comecei a girá-lo no ar... Só que aconteceu um acidente. Acabei deixando escapar as patinhas do coitado que foi parar na cortina, preso apenas com as suas garras. Tentei puxá-lo, mas acabei arrancando o objeto.
"Se a mamãe ver isso, ela vai me matar!" Pensei. Abri a gaveta da minha escrivaninha e peguei uma fita dupla-face que tinha lá. Estiquei a cortina em cima da cama e passei a fita, grudei a decoração novamente na janela. PRONTO! Está novinha em folha!
Eu acho que vou ligar pro Inu... Olhei para o relógio, e já era 2 da tarde... Essa hora ele já devia ter chegado da escola. Peguei o celular e disquei o numero dele. O idiota do outro lado da linha atende:
— Alô? Ele pergunta.
— Alô, Inu sou eu!
— Eu quem? (Eu não disse que ele era idiota? Disse né?)
— Sua vó... Seu BAKA! -Falei, eu achava que ele era burro, mas nem tanto.
— Vovó? Você está ligando pra mim do outro mundo?
Ouvi a voz do irmão dele... Sesshoumaru:
— Para de ser imbecil! Caramba... Definitivamente, não somos nem meio-irmãos!
— Cala a sua boca... SESSHY.
.
Agora você me pergunta por que SESSHY... Na nossa ultima viagem... Rin acabou revelando o apelidinho secreto dele...
— Inuyasha! Você tá ai? Responde seu trouxa!-Gritei.
— Kagome?! É você? Ele perguntou...
— Eu já disse que sou a sua vó!
— Você não é a minha vó! Ela nunca seria tão rude comigo... Mas fala aê...
— Vem aqui em casa... É que nós devemos combinar a viagem... Vai ser de dois dias?
— Vai...
— Claro que não! Vai ser de quatro dias... Terá feriado terça, então emenda. -Sesshoumaru falou do outro lado da linha... Ele deve ter tomado o celular do Inuyasha.
— Obrigado SESSHY... Falei gargalhando...
— Kagome ainda te mato! Ela respondeu bravo.
Inuyasha toma de volta o celular.
— Já to indo...
— Ok. -Desliguei o aparelho e deitei na minha cama.
Meia hora depois, Ouvi alguém batendo na porta do meu quarto. Devia ser ele, abri e a minha suspeita era verdadeira.
— Oi kagome... Tudo bem? -Inuyasha pergunta como sempre.
— Claro meu filhote... — Disse provocando.
— Kagome! Eu já disse que não gosto que me chame disso! -Falou bravo, ele realmente odiava esse apelido.
— Tá... Então... Vou te chamar de... Bebê!
— AFF! Nada a ver... Nem pra apelidos você é boa!
— Tá... Às vezes a sinceridade dói... -Fiz um biquinho.
— Chega de drama tá! — Ele disse me fazendo rir.
Inuyasha sentou do meu lado na cama e eu deitei no colo dele. Tudo estava bem até que deu um ventinho e a cortina da janela caiu sobre nós.
— Não to enxergando nada Kagome! -Gritou ele se debatendo junto comigo em baixo da cortina.
Foi ai que o infeliz enfiou o seu dedo, bem no meio do meu olho:
— C%#$%$#! (palavra inapropriada para o horário, mas leia-se caralho) você é cego p****? (pra que estrelinha se todo mundo sabe que é porra né?).
— Me desculpa! Não vi. Disse Inuyasha, ainda nos debatíamos embaixo da cortina.
— Tá, mas está doendo muito! Ai que dor! Você enfiou isso com muita força! Gritei bem alto.
De repente ouvi a minha mãe batendo na porta e falando:
— Crianças! Tá tudo bem ai? -Ela perguntava meio aflita, e decidiu abrir a porta que estava somente encostada.
Ela deu de cara com eu e Inuyasha, debaixo da cortina e nós dois estávamos nos debatendo.
— S-se vocês queriam fazer alguma coisa... Poderiam ter feito de porta fechada e evitar fazer algum barulho. -Dizia a minha mãe, em um tom bem envergonhado. Só então saímos da escuridão embaixo daquele pano.
— O que achou que estávamos fazendo, Senhora Higurashi? -Perguntou Inuyasha.
— Mãe... A cortina só caiu em cima de nós... E como não podíamos ver nada esse bobão aqui, enfiou o dedo no meu olho.
— Não se preocupe... Eu nunca faria nada com a Kagome. -Falou Inu com um pouco de vergonha.
— É mãe! Ele nunca faria NADA! Infelizmente... Ele nunca faria nada. -Eu disse num tom irônico.
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