O Exterminador Do Futuro
43 Salvação - Resgate
Notas iniciais
EDWARD
Quando parte da estrutura cedeu uma poeira sufocante veio junto, tudo aconteceu muito rápido, mas a angústia por oxigênio fez parecerem horas. Quando a poeira diminuiu e eu finalmente me orientei do espaço ao meu redor, tossia descontroladamente.
— Edward, Edward!
— Aqui! — ainda estava desorientado e não tinha certeza de onde vinha a voz, alguém tocou minhas costas e me virei com dificuldade, o espaço era pouco e não tinha como sentar. Nessie apareceu no meu campo de visão.
— Você está bem? — ela perguntou tinha bastante areia no rosto que se misturava com sangue que descia do seu couro cabeludo.
— Estou, você? Tem um corte feio na cabeça...
— Que está doendo pra cacete, mas eu estou bem.
— O que vamos fazer? — perguntei — Você consegue ouvir algo no seu comunicador?
— Não, ele deve ter caído durante o colapso, não está mais comigo.
— O meu está mudo...
— Eles vão vir procurar por nós — ela falou, nós deitamos próximos tentando nos ajustar ao espaço que tínhamos, estava bem escuro. Não sei quanto tempo depois resolvi falar alguma coisa para passar o tempo.
— Acha que tem mais gente por aqui?
— Talvez... — ela sussurrou
— Será que foi a ala toda que desabou, ou só uma parte?
— Não sei – sua voz soou ainda mais fraca. Eu me virei chagando mais perto para conseguir vê-la no escuro.
— Nessie? Você está bem?
— Sim...
— Tem certeza... Você não me parece bem.
— A minha cabeça dói muito e eu estou com muito sono...
— Isso não me parece bom...
— ...
— Nessie?
— ... — cheguei mais perto e sacudi seu ombro, seu corpo estava mole.
— Não, Renesmee não se atreva a morrer está me ouvindo! — disse a sacudindo mais – RENESMEE!
— EDWARD – escutei ao longe – EDWARD É VOCÊ?
— SETH!
— EDWARD... estamos perto... — A NESSIE ESTÁ COM VOCÊ?
— ELA NÃO ESTÁ BEM! VOCÊ TEM QUE NOS TIRAR LOGO DAQUI!
SETH
Saí da sala de comando e caminhei até a entrada da ala cinza.
— Senhor – Moira falou no seu ouvido direito.
— Sim, Moira.
— Acho que essa não é uma boa hora para expressar o quanto eu ainda acho estranho me dirigir ao senhor, como senhor! O senhor era apenas um menininho quando fomos apresentados, é claro, eu já sabia quem o senhor era... ou, devo dizer seria...
— Moira? Do que diabos você está falando?
— Eu não sei senhor... acho que que um dos meus circuitos deve ter sido afetado pelo ataque!
— Ótimo! Era só isso que faltava no momento! Você sabe a origem do problema?
— Estou fazendo uma varredura, logo terei uma resposta.
— Avise ao Thomas assim que tiver! – disse chegando ao ligamento 3.
— Senhor! – os homens do local me cumprimentaram. Olhou ao redor, ainda havia escombros para retirar, era uma grande bagunça que tínhamos ali.
— RENESMEE!
— Vocês escutaram isso? — perguntei
— Pareceu vir daqui, senhor — cheguei até o local indicado
— EDWARD – gritei – EDWARD É VOCÊ?
— SETH!
— EDWARD... estamos perto... — falei para o homem ao meu lado — A NESSIE ESTÁ COM VOCÊ?
— ELA NÃO ESTÁ BEM! VOCÊ TEM QUE NOS TIRAR LOGO DAQUI! — começamos a puxar as pedras desesperadamente, 10 minutos depois vi Edward, o ajudei a sair e ele me ajudou a tirar a Nessie.
— Ela estava bem... falando... de repente apagou... — peguei seu pulso procurando por algum sinal de pulsação.
— Por favor, esteja viva... — me engasguei com minha própria saliva quando achei o pulso — Vamos levá-la para a ala médica rápido, ela está viva! — disse e na mesma hora uma comoção ainda maior começou. A coloquei na maca e Kim praticamente se materializou ao meu lado me tirando do caminho para examiná-la, gritando ordens para todos os lados. Passeia mão no meu rosto e percebi que chorava, puta que pariu...se ele morrer estamos acabados... o Jacob não vai suportar isso. Lembrei que o Thomas esperava por notícias minha e abri o comunicador.
— Thomas...
— Na escuta.
— Nós a encontramos...
— Como ela está?
— Mal... não parece bom... Tom... Não parece nada bom... — o comunicador ficou mudo por um tempo.
JACOB
Já estava impaciente, andava de um lado para o outro do cômodo, os olhos azuis de Daniel me seguiam, ele desceu da minha cama e me abraçou, o peguei nos braços e devolvi o abraço.
— Vai ficar tudo bem, o Thomas vai achar a mamãe e ela vai estar viva, papai... — olhei-o surpreso, pois em nenhum momento havia dito para ele que a mãe corria risco de morte.
— Como saber que sua mão vai estar viva?
— Ela tem a cabeça dura... não é fácil de quebrar! — não consegui conter a risada, mesmo não sendo própria para a situação ela saiu.
— Ela tem mesmo...
— Jacob! — fui interrompido pelo Seth entrando no quarto.
— Me diga que você a acharam!
— Nós a achamos...
— Onde ela está?
— No hospital... Jacob.... — ele balançou a cabeça
— Não... não diga isso... Ela está viva?
— Sim...
— Mas?
— Não parece bom... — caí sentado na cama, soltando Daniel que se sentou ao meu lado e segurou a minha mão. Olhei-o e seus olhos estavam profundos, ele era uma cópia perfeita da mãe... — Kim não sabe se houveram mais danos além das costelas quebradas e dos vários hematomas, no momento ela está inconsciente e tudo depende de como ela vai reagir nas próximas horas. – passei a mão pelos cabelos e Daniel me abraçou, pensei que ele ia chorar, mas ele deu tapinhas nas minhas costas e sussurrou:
— Ela vai ficar bem, papai. Eu já te disse!
— E o resto da situação? – perguntei não querendo pensar no fato de que o meu filho de 7 anos parecia mais controlado do que eu...
— Ainda estamos avaliando o prejuízo e abrindo passagem pelos escombros, Thomas e Sarah tem tudo sobre controle, não se preocupe... eu duvidei no começo, mas aqueles dois funcionam bem juntos, embora se alfinetem e se xinguem em 90% do tempo, eles são uma ótima dupla.
— Eu e o papai vamos pra ala médica! — disse Daniel descendo da cama e me puxando pela mão — Diga para os meus irmãos não explodirem o resto da base! — ele me puxava com força e rapidez, eu apenas me deixei ser levado.
THOMAS
Após ouvir que minha mãe estava mal, sentei na cadeira do meu pai em frente as grandes telas da Moira e me perdi em pensamentos por um tempo. Somente quando senti uma mão aperta meu ombro voltei a mim. Sarah estava em pé ao meu lado, ela não me olhava, mas apertava meu ombro de uma forma reconfortante. Coloquei minha mão na sua e apertei de volta, ela olhou para o chão e sorriu de leve, retirou a mão do meu ombro e quando eu pensei que ela ia se virar e se afastar sua mão voltou em um tapa forte.
— Chega de moleza, temos trabalho a fazer! — massageie o meu ombro, ela bate forte para uma pirralha...
— Temos trabalho a fazer – repeti me levantando ainda massageando meu ombro — Você deveria ir ficar com o papai...
— Vou ficar com você.
— Alguém tem que ficar de olho no Daniel...
— Muita gente pode ficar de olho nele, eu vou ficar com você.
— Isso não é brincadeira, Sarah!
— Eu sei que não é, nunca disse que era. Você é um só, não pode lidar com tudo sozinho. Vou ficar e ajudar você, assim como a mamãe sempre está aqui para ajudar o papai. E... Além disso, me ocupar com alguma coisa vai me impedir de pensar na mamãe...
— Tudo bem, você tem um bom argumento... como sempre! Acho que uma transmissão pode melhorar a situação!
— Enviar um membro da família até lá será mais eficiente.
— Eu não tenho tempo para ir até lá, Sarah!
— Eu não estava falando de você!
— Não é seguro ter você andando por aí!
— Eu sei me virar, Thomas, e você sabe que essa é uma boa ideia. Admita! – bufou.
— Maldita hora que decidiram que você deveria herdar o gene persuasivo da família! Tudo bem, mas você vai com uma escolta.
— Não esperaria ir sem uma! Se preocupe com o ataque e os danos e deixe que eu me preocupo com a população.
— Devo dizer que há mais com o que se preocupar, senhorita Black. – Moira falou – O tenente Derek já devia ter sido enviado no tempo para se encontrar com o Sr. E a Sra. Black no passado!
— Maravilha! Ainda tem mais essa — falei — Você sabe como ativa a máquina do tempo, certo?
— Sei, pelo menos em teoria eu sei! Eu vou lidar com a situação nos alojamentos e você vai falar com o tenente. Assim que eu terminar vou para a sala da máquina do tempo.
— Entendi, senhorita faça o que eu mando! Leve os melhores homens com você, sim.
— Não se preocupe, Thomas, eu vou garantir que ela fique segura!
— Dean! – Sarah disse – Você não precisa...
— É o meu dever, se meu pai estivesse acordado ele ia querer que eu ajudasse independente dos acontecimentos pessoais.
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