O Exterminador Do Futuro

23 O julgamento final – Peixe maior


Notas iniciais
Capítulo do mês saindo... e dentro do prazo! Boa Leitura...

A tensão era grande entre os ali presentes, ninguém estava preparado para aquele clima pesado.

— Eu não estou me sentindo bem – disse Renesmee se apoiando em Jacob, que prontamente se virou para segurá-la.

— O que foi? O que está sentindo? Kim! – Kim se aproximou trazendo um cadeira, onde fez Renesmee sentar.

— O que está sentindo? – Kim perguntou

— Estou tonta e com um pouco de falta de ar...

— Sente alguma dor no pé da barriga, ou algo do tipo?

— Não...

— Ok então, eu quero que você respire fundo e devagar.

3 horas mais tarde...

Ao entrar em seu quarto Jacob encontrou Renesmee sentada no chão com vários papeis rabiscados espalhados ao seu redor e muitas bolas de papel espalhadas pelo quarto, ela estava tão concentrada no que fazia que nem percebeu sua presença.

— O que você está fazendo? Devia estar descansando! – ela o encarou e desconsiderando sua pergunta estendeu a mão pra ele.

— Que bom que está aqui! Venha aqui e olhe isso! – disse fazendo sinal com a mão. Jacob sentou-se ao seu lado – Eu transcrevi todos os esquemáticos da mensagem, mas você que é o gênio dos computadores aqui... – Jacob bufou indignado com a teimosia dela, que ignorou o fato dele ter mandado ela descansar quando a trouxe para o quarto após ela passar mal.

— Então? O que você acha? – ele tirou o papel que ela lhe mostrava de suas mãos e colocou no chão sem olhar.

— Acho que você tem que descansar!

— Eu não preciso descansar! Estou bem e você precisa olhar isso aqui – ela pegou o papel novamente – E me dizer que pode mesmo funcionar!

— Você passou mal mais cedo, Renesmee! Não devia estar se preocupando com isso...

— Como não me preocupar? Aquela coisa sabe onde nós estamos, onde você está! Eu não ligo pra mim...

— Mas eu ligo, principalmente agora que você vale por dois! — Renesmee suspirou e segurou o rosto dele com as duas mãos.

— Eu sei disso, ok? Mas eu estou bem, nós estamos! Eu aprecio que você esteja preocupado comigo, mas eu preciso que você veja esse papel agora! – vencido, Jacob pegou os papeis e começou a ler.

XXX

— Deixa eu ver se entendi! Você quer que eu fique aqui? – Alec disse ao telefone

— Sim! – Jacob respondeu do outro lado da linha.

— Essa coisa pode me matar!

— Muitas coisas podem lhe matar! Não podemos entra em muitos detalhes pelo telefone, mas digamos que você é o nosso cara Alec. – Alec bufou, ele entendeu que Jacob queria que ele ficasse na base para vigiar a máquina e passa codificadamente as informações que conseguisse. Após essa conversa super motivadora e de ser designado para uma missão suicida, Alec foi falar com seu pai para lhe dar a boa notícia. Seu pai é claro adorou a ideia dele ficar mais um pouco por ali. Mais tarde naquele dia ele estava no refeitório jantando quando Caius sentou à sua frente com o seu jantar. Alec olhou dele para a comida, vendo-o comer e tentando decidir o que era mais impressionante, o quanto a tecnologia evoluíra ao ponto de uma máquina poder comer ou a dedicação daquela coisa para se passar por humano.

— Deve ser muito interessante a maneira como toda essa comida sai de você!

— Hum... garanto que não é diferente em nada de como você faz... – Alec o encarou com descrença, mas a coisa apenas lhe sorriu de volta. – Mudando de assunto... e deixando claro que eu sei que você não vai me responder, mas eu preciso perguntar. O que exatamente o Black mandou você fazer aqui, além é claro do óbvio que é fica de olho em mim?

— Ficar de olho em você? Não sei do que está falando! Estou aqui apenas para me inteirar melhor nos assuntos do meu pai. E aproposito, eu não faço ideia de quem seja esse tal de Black... – Alec não se esforçou para soar verdadeiro, pois sabia que ele não acreditaria.

— Sei...

— Mas se você quiser adiantar o meu serviço e me dizer quando e como vai tentar matar esse homem desconhecido que você chama de Black, eu agradeço,

— Matar o Black? Quem disse que quero mata-lo? – a coisa disse com um sorriso diabólico,

— Não quer?

— Não que saiba. – Alec largou o garfo, cruzou os braços e se recostou na cadeira.

— Me matar, talvez...

— Você teme pela sua vida, mas mesmo assim está aqui se ariscando... eu não entendo vocês humanos...

— Eu sou apenas um peão nessa história, devo me sacrificar para algo maior.

— E é exatamente por isso que você não é importante para mim, sim, eu poderia mata-lo agora e evitar muitas das coisas que você está destinado a fazer, com certeza isso traria ganhos para a minha causa, mas eu não me importo se você vai morrer agora ou em 2034, vai acontecer... mais cedo ou mais tarde! – Caius soltou uma gargalhada ao ver a cara que Alec fez ao perceber que ele lhe revelara sua morte. – Eu estou aqui por peixes maiores, ou melhor, um peixe só, um com o peso de mais 3.

— Quem? – Alec perguntou como quem não quer nada, mas duvidava muito que fosse obter uma resposta.

— Eu posso até ser uma máquina, mas não sou idiota!

XXX

— Está dizendo que aquela coisa costumava ser um humano? — Embry disse

— Estou!

— Tipo um ciborgue? – Jared falou

— Não exatamente, ou pelo menos não mais. – Jacob ficou de é para explicar para o resto do grupo o que havia descoberto nos esquemáticos que Renesmee havia transcrito — Ele começou sendo um. Skynet desenvolveu uma maneira de substituir partes humanas por tecnologia, foi um processo demorado demandou muito tempo de pesquisa e muitas cobaias, mas eles tiveram o seu primeiro sucesso. Uma por vez foram substituindo as partes até que só restasse o sistema nervo, de acordo com os esquemáticos que a garota no holograma nos deu, o sistema nervoso foi um desafia a parte para as pesquisas. Várias cobaias depois eles conseguiram criar o que foi chamado de nanites. Esse nanites são um tipo de tecnologia microscópica que compatíveis com o nosso corpo que é injetada diretamente na medula antes de começarem as substituições pelas partes mecânicas. Os nanites controlam o sistema nervoso e usam o sistema imunológico para se reproduzir. Eles também são responsáveis pelo link que os conecta entre si ou a qualquer rede numa determinada distância.

— Certo, mas se eu entendi isso direito eles não conseguiram substituir o cérebro? — perguntou

— Não – Renesmee respondeu

— Então é só dar um tiro na cabeça daquela coisa e pronto!

— Não é assim tão fácil – Renesmee continuou – Além de controlar os nanites também protegem o cérebro, tiro incapacitaria por algumas horas, mas os nanites regenerariam tudo que foi lesado e faria a coisa funcionar novamente.

— Então como impedimos essa coisa?

— Os nanites são um programa muito sofisticado, mas eu acho que com um vírus tão sofisticado quanto nós podemos destruí-los. – disse Jacob – Nós temos tempo então, começarei a trabalhar nele.

— E isso vai dar mesmo certo? – Derek perguntou

— É bom que sim!

XXX

Renesmee deixou a sala de comando e foi para seu quarto, queria tomar um banho e descansar um pouco. Ao chegar ao quarto foi direto para o banheiro tirou a roupa abriu o chuveiro e entrou de cabeça. Após lavar os cabelos pegou o sabonete e começou a se ensaboar, se permitiu demorar um pouco na barriga se perguntando quanto ela começaria a aparentar uma gravidez. Terminado todo o banho se enrolou na toalha e foi para o quarto, escolheu uma roupa confortável no guarda-roupas e colocou em cima da cama vestindo a calcinha e o sutiã, pegando a toalha para enxugar os cabelos em frente ao espelho. Estava tão distraída pensando no tanto que iria dormir assim que se deitasse naquela cama, que não se deu conta de que não estava sozinha. Estava de cabeça baixa quando a mão tocou seu ombro, ela suspirou e levantou o olhar procurando o de Jacob.

Sua próxima reação foi de terror, ao mesmo tempo em que ela levantou a cabeça o home cravou os dedos no pescoço dela e com a outra mão tampou sua boca. Renesmee se debateu o desconhecido cambaleou para trás ainda segurando-a, ela então aproveitou para se soltar dando uma cotovelada em seu estômago ele a soltou e ela lhe deu um soco no rosto.

— JACOB! – ela gritou mesmo sabendo que Jacob não conseguiria ouvir seus gritos lá da sala de comando – Moira tem um intruso na casa, avise aos outros... – o desconhecido veio em sua direção sacando uma pistola, ela avançou segurando a mão cujo o homem segurava a arma. Um tiro foi disparado. – Moira! – ela chamou de novo, mas não obteve resposta. Ela imobilizou a mão armada e ficando de costas deu outra cotovelada e empurrou o homem com toda a sua força contra a parede, o choque foi tão grande que os dois caíram. Ela então engatinhou até a porta e saiu correndo pelo corredor em direção a escada. Outro tiro. – Que merda! Moira!!! – assim que ela pois os pés no primeiro degrau para descer a escada um alarme começou a soar, mais cinco degraus e ela ouviu outro tiro. Quando a escada finalmente acabou ela virou a direita em direção a cozinha e deu de cara com Jacob que a segurou, mas antes que ele pudesse perguntar o que estava acontecendo mais tiros foram disparados e eles se abaixaram. Derek, Embry e Jared sacaram suas armas e se posicionaram procurando seu oponente, mas Tom com seus ossos metálicos passou por eles seguindo em direção ao atirador que não teve nenhuma chance contra ele.

— Eu quero ele vivo! – Jacob disse ainda agarrado a Renesmee, o robô parou segundos antes de quebrar o pescoço do invasor e com uma pancada forte na cabeça o fez desmaiar. – Você está? Que merda aconteceu aqui? Como esse cara entrou na casa? Moira?

“Eu só detectei a presença dele quando a Sra. Black apareceu gritando nas escadas. Estou trabalhando para descobrir como ele conseguiu entrar na casa.”

— Ele estava no meu quarto, eu saí do banho e ele estava lá! Por um minuto pensei que fosse você... ele... ele tentou me matar! ELE TENTOU ME MATAR!

— Nessie – Jacob disse segurando-a ao perceber com ela tremia.

— Eu... eu... eu não estou... bem... – foi a única coisa que ela disse antes de desmaiar.

Notas finais
E então? Eu quero chuva de comentários nesse capitulo e tenho certeza que mereço recomendações... Até o próximo mês...