O Exterminador Do Futuro

36 O Extermínio - Juntos de Novo


Notas iniciais
Mais um capítuloooo Tenho certeza que esse tem sido esperado por muitos... Obrigada aos que comentaram no capítulo anterior e digo novamente, quando vocês comentam eu fico animada com a fic e escrevo meuis rápido. Boa Leitura

JACOB

Quando finalmente começamos nossa viagem o dia já começava a escurecer. Gastamos dois dias a mais na viagem de volta, pois tentamos evitar as máquinas ao máximo. Finalmente na madrugada do dia 17 de dezembro chagamos em casa, Alec nos esperava com alguns homens do lado de fora, ele e Nessie trocaram um abraço e eu me lembrei o quanto a proximidade dos dois me incomodava... felizmente Thomas não cedeu a ele fácil e se escondeu no pescoço da mãe quando ele tentou puxar conversa. Como era madrugada as pessoas estavam dormindo e exceto pelos homens que estavam com Alec e os guardas do plantão da noite, mais ninguém nos viu chegar. Isso não impediu que no dia seguinte um burburinho sobre a chegada dela e do meu filho rolasse por toda a base.

Eu cheguei da viagem mal, então fui levado imediatamente para a ala hospitalar, Kim mal sabia como as coisas funcionavam mais já chegou dando ordens, eu ri vendo a cara confusa de Rose e das outras pessoas responsáveis pelos cuidados médicos, mas me lembro nitidamente de ter feito uma breve apresentação o que fez as coisas começarem a caminhar mais agilmente. Essa é a minha última lembrança nítida, o resto eram apenas borrões confusos.

Abri meus olhos e os fechei apertado quando a claridade me incomodou, tentei novamente dessa vez fazendo uma careta quando meus olhos reclamaram da claridade. A primeira coisa que notei quando meus olhos conseguiram focar faram alguns fios meio que que pendurados no teto, eu precisava mandar Embry arrumar isso antes que virasse um problema maior. Mãos acariciaram meu rosto e eu virei a cabeça para olhar, Nessie me encarava com um sorriso.

— Se sente melhor?

— Sim... Por quanto tempo eu apaguei?

— Mais ou menos um dia – ela me ajudou a sentar, já sentado mexi meu ombro e pescoço — Ainda dói?

— Não, parece muito bom na verdade. Onde está o Thomas? — perguntei após olhar ao redor e perceber que ele não estava ali.

— Com a Carmem e a Jane. Tomei a liberdade de dar um lenço vermelho pra ela, ela tem me ajudado muito com o Thomas desde que nos conhecemos e eu acho que agora que estou aqui com você e a Kim vai estar muito ocupada com esse ala, vou precisar de alguém pra me ajudar com ele... e além disso ele e a Jane ficaram muito amigos...

— Sem problemas... ela merece depois de ter feito você escutar minha mensagem e saber que era hora de contatar.

— Também instalei elas no quarto em frente ao do Thomas, que você parece ter gastado mais tempo arrumando do que o seu próprio.

— Eu só fui colocando as coisas lá... Você pode arrumá-lo do jeito que quiser, o mesmo vale para o nosso espaço...

— Que é muito grande por sinal...

— Queria que você tivesse conforto... — ela riu.

— Conforto, sério? Você tá brincando né?

— Não! — ela riu de novo e eu franzi a testa — Você deve ter tido bastante conforto sendo criada por mim...

— Eu fui criada entre o povo, Jake, certo eu tive um pouco mais de regalias tendo você como minha sombra, mas foi no alojamento simples que era dos meus pais, que eu cresci... A melhor amiga da minha mãe te ajudou comigo no período em que eu era muito pequena para me virar sozinha... depois, ela ainda estava lá, mas eu acho que era só outra forma de você ter outro par de olhos em mim, além dos do Derek, é claro...

— A Jéssica? Ela te criou? — olhamos para a porta onde Edward e Kim estavam parados.

— Sim... ela realmente me...

— Ah não! — Edward disse fazendo uma careta – Nem termina, eu não quero ter que me obrigar a sentir gratidão por isso... — o assunto morreu aqui.

— Como se Jacob? — Kim perguntou

— Pronto pra outra...

— Nem brinque com isso! — Nessie falou.

— Bom, você me parece bem, então eu digo que pode ir...

— Kim – Rose apareceu na porta – Pode vir aqui por favor?

— Claro Rose, só um minuto. Eu vou pedir que alguém leve os seus remédios quando for a hora de tomar e aproposito, você tem um belo acervo de remédios e equipamentos hospitalares aqui...

— Nós vasculhamos um hospital não muito tempo atrás, ainda tem bastante coisa por lá para transportarmos.

— Providencie isso pra mim por favor! Quando eu terminar com esse lugar, isso aqui será um centro de referência — Nessie riu e ia falar algo, mas foi interrompida pela Rose que veio novamente chamar a Kim, dessa vez ela saiu. Edward continuava parado próximo à porta.

— E você? — eu falei pra ele – Precisa de alguma coisa?

— Fui mandado pelo Alec para ver como você estava. A reunião diária tá rolando lá na sala de comando...

— Vamos até lá então...

— Tem certeza? — Nessie perguntou.

— Sim, eu estou realmente me sentido ótimo. — atravessamos a ala amarela e saímos na área comum da ala vermelha onde encontramos Thomas e Jane brincando sob a vigilância de Carmem.

— Mamãeeee — ele disse correndo até nós assim que nos viu.

— Oi meu amor, está se divertindo com a Jane? — ela disse o pegando no colo.

— Sim!

— O papai já tá bom? Ele vai pá a ala oxa com a gente hoje? — senti como se precisasse voltar para a ala amarela e pedir para ser examinado novamente, pois meu coração disparou e quase saiu pela boca quando percebi que ele havia me chamado de pai.

— Sim meu anjo. — Nessie respondeu e me olhou sorrindo, mas eu ainda estava me sentindo dormente demais para esboçar qualquer reação.

— Pa onde vocês vão? — Thomas perguntou.

— Vamos para a sala de comando, o papai tem que fazer umas coisas lá.

— Humm – ele estreitou os olhinhos colocando o dedo não queixo pensativo – Eu ainda não conheço essa sala... posso i também?

— Claro meu amor.

— A Jane pode também?

— Não vejo porque não, Carmem, pode deixar eles comigo e descansar um pouco.

— Tem certeza?

— Claro que sim, você merece um descanso. — Carmem sorriu agradecendo e saiu.

— Eu vou no braço do papai! — ele disse praticamente se jogando em mim dos braços da Nessie que o segurou firme impedindo-o.

— O papai ainda tem um machucado no braço, é melhor não...

— Tudo bem Nessie, eu posso carregá-lo.

— Tem certeza?

— Sim, você leva a Jane. — Thomas veio feliz para os meus braços e Nessie pegou a Jane que estava em pé ao seu lado e juntos caminhamos até a sala de comando. Quando a porta da sala se abriu todos lá dentro pararam de falar enquanto entrávamos. A maioria das pessoas ali não conheciam a Nessie.

— Nessie! — Embry disse – Eu soube que estava de volta – ela a abraçou — Mas estava tão ocupado que não tive tempo de ir te ver.

— Sem problemas Embry! Longe de mim querer tirar você das suas tarefas.

— Que bom que está melhor Jake! — Alec falou — Não sabíamos que viria então começamos sem você.

— Tudo bem, eu vou me sentar aqui e observar amanhã assumo tudo novamente – vi algumas pessoas cochichando e achei apropriado fazer uma breve apresentação — Vocês já devem ter ouvido que a minha mulher e meu filho voltaram, eu os apresentarei à todos formalmente em breve, mas até lá... Bem essa é a Nessie minha mulher, e esse aqui é o Thomas o meu filho...

— E essa é a Jane minha amiguinha! — Thomas disse apontando para Jane e as mulheres presentes na sala (incluindo Bella) arfaram com a maneira fofa dele.

— Sim e essa é Jane... — falei sorrindo — Não vamos prolongar isso, certo. Continuem por favor! — o resto da reunião ocorreu tranquilamente com as atualizações sobre a base. Algumas horas mais tarde estávamos apenas eu, Nessie, Thomas, Jane, Alec, Derek, Leah, que apertava Seth como se dependesse disso pra viver, Embry, Edward, Kim, que chegou um pouco antes do fim da reunião, Jared e Felix.

— Eu preciso dar uma boa olhada nesse garotinho – Leah disse finalmente soltando Seth, que pareceu agradecido por isso. Ela caminhou até Thomas que levantou do chão e se agarrou a Nessie olhando desconfiado para Leah — Você fica ainda mais fofo fazendo isso sabia? — ela falou com a voz afetada. Seth riu se aproximando e pegando Thomas que foi para os braços dele sem reclamar.

— Essa aqui é a minha irmã — Seth falou – Lembra que eu te falei sobre ela?

— Sim, você disse que ela era chata, mas fazia falta! — todos rimos e Leah olhou pro irmão fazendo cara feia — Mamãe, eu também tenho uma irmã? — Renesmee tossiu com a pergunta inesperada.

— Não!

— Não ainda... — eu respondi pra ele.

— Então eu vou ter? — ele franziu a testa — Não quero! O Seth disse que irmãs são chatas...

— Eu disse que irmãs mais velhas são chatas! Você vai ser o irmão mais velho, quando os seus pais tiverem outros filhos, isso vai fazer de você o chato da história.

— Pare de ensinar essas coisas pro menino, seu pirralho malcriado! — Leah disse dando um tapão no irmão.

— Ai... Caralho isso dói! — ela deu outro tapa e Thomas começou a rir.

— Olha a língua! — Seth revirou os olhos.

— Viu só o que eu quero dizer! Chataaa... — Leah fez cara feia novamente.

— Ela não paece chata pá mim... paece engaçada — Thomas disse ainda rindo. Após esse e mais outros momentos descontraídos que só agora percebi que sentia falta, Nessie finalmente disse que estava tarde e que deveria levar os pequenos pra dormi e sendo assim nós nos despedimos e seguimos para a ala roxa. Lá colocamos Thomas e Jane juntos na cama já adormecidos e fomos para o nosso quarto. Deveria ser a terceira ou quarta vez que eu entrava ali desde aquele lugar estava pronto. A cama de casal que usávamos antes dela ir embora estava ali junto com o resto dos móveis do quarto que dividimos. Não estavam arrumados, apenas largados de qualquer jeito pelo espaço amplo.

— Ainda não sei o que vamos fazer com tanto espaço — Nessie falou

— Tenho certeza que você vai descobrir — disse abraçando-a por trás — Você sabe que eu deixo as pessoas decorarem seus alojamentos do jeito que quiserem.

— Eu sei... o dos meus pais era bem aconchegante. — eu me dei conta de que estávamos sozinhos e que tínhamos alguns assuntos atrasados para tratar, por isso a viro de frente pra mim e beijo por baixo de seu queixo chupando a pele suave de seu pescoço logo em seguida. Sento-me com ela na cama deixando-a por cima de mim com uma perna de cada lado. Ela puxa meus lábios para os dela colocando a mão no meu pescoço, o beijo durou até estarmos sem ar e nós nos separamos e encaramos um ao outro, quase nos atacando com os olhos. Ela morde o lábio inferior e leva as mãos até a barra de sua camisa tirando-a, novamente ela estava sem sutiã e essa foi a coisa mais excitante que vi nos últimos anos, bom, pelo menos até ela tirar a minha camisa e me abraçar fazendo seus mamilos encostarem em mim, e então essa passou a ser a coisa mais excitante que já vi. Seus lábios estão inchados, por causa beijo que trocamos anteriormente e suas bochechas levemente coradas combinando com seu maravilhoso cabelo ruivo e olhos incrivelmente azuis... encantadora pra caralho. O modo como me olha quase me faz gozar aqui e agora.

Não penso duas vezes antes de colocar a Nessie no meio da cama, enquanto ela morde seu lábio dando um sorrisinho. Eu rastejo até ela e fico sobre meus joelhos no centro da cama. Encosto seu rosto em minhas mãos, dando-lhe um beijo longo e quente friccionando meu membro rígido nela, quero ir com calma e aproveitar a nossa primeira vez depois de muito tempo, mesmo sentido meu corpo queimar e achando que vou enlouquecer se não entrar logo nela, vou esperar até o momento certo, quando tanto eu quanto ela já não aguentemos mais de expectativa. Tenho sonhado com esse momento por meses e agora estou planejando aproveitar ao máximo, de modo íntimo e pessoal. Eu me inclino e a deito de costas, o cabelo dela se espalha em um mar de fogo que a deixa muito atraente, nos meus travesseiros, talvez até mais do que eu me lembro. Ela parece algum tipo de diabinha mítica, alguma divindade sexual pagã de uma lenda romana ou qualquer outra história que já tenha escutado por aí.

Puxo sua calça junto com a calcinha e depois faço o mesmo com o minha, indo para cima dela, seus joelhos se abrem com naturalidade e eu me posiciono entre eles. Céus… ela já está úmida. Consigo sentir o quanto ela está molhada quando ela se mexe e se esfrega em mim. Implorando silenciosamente por aquilo. Beijo todo o caminho até seu pescoço e colo, indo de encontro aos seus seios. As mãos dela massageiam meus ombros, enquanto eu lambo um círculo em volta de um centro rosa escuro. Sua respiração está rápida e urgente. Movo minha língua rapidamente sobre seu mamilo até que ela geme meu nome. No minuto em que a palavra sai de seus lábios, fecho minha boca e chupo com força. Por alguns minutos, alterno entre lamber, chupar e arranhar seu biquinho pontudo. A reação dela é tão primitiva que sinto como se fosse explodir. Mudo para o outro seio e dou àquela beleza a mesma atenção. Quando começo a descer, ela se retorce embaixo de mim, não resistindo e se esfregando em qualquer parte de meu corpo que consiga alcançar.

Por mais que eu a queira neste momento, por melhor que seja tê-la se apertando contra mim, tenho total controle do que estou fazendo. Eu lambo um caminho até o meio de sua barriga, e depois engatinho para baixo lambendo outro trajeto até o interior de sua coxa, e encontro meu alvo: esfrego meu nariz ali e inalo. ela ofega e geme com os olhos fechados e a boca aberta. Suas mãos agarram o cobertor.

— Deus como eu senti sua falta... — sussurro e ela geme em resposta. Ela se arqueia na cama gemendo mais alto quando eu finalmente encosto minha língua nela. Seguro seus quadris com minhas mãos, tentando deixá-la imóvel enquanto faço aquilo de novo. Para cima e para baixo, mais uma vez, eu a lambo de ponta a ponta. Seu gosto é doce e espesso. Delicioso. Exatamente como eu me lembrava. Eu separo suas coxas, deixando-a bem esticada, e empurro minha língua para dentro e para fora dela. Ela se contorce movendo seu quadril e gemidos agudos ecoam de sua garganta. Chupo o seu clitóris e coloco dois dedos dentro dela. Então sou eu quem começa a gemer. Seu líquido quente cobre meus dedos, quase queimando. Não consigo fazer com que meus quadris parem de rodar e se esfregar na cama. Porra. Ainda entrando e saindo com minha mão, eu estico minha língua e esfrego em círculos intensos e firmes no seu clitóris.

— Jake... — seu gemido de uma maneira desesperadamente sexy e suas mãos seguram meus cabelos, o que me deixa mais elétrico. Movimento meus dedos mais depressa, acompanhando minha língua, e olho para cima… preciso observá-la perdendo o controle. Vou gozar só de vê-la assim. A expressão em seu rosto é de êxtase completo, e não sei qual de nós dois está aproveitando mais – Eu quero você... por favor... Ah...! — então ela se contrai, as mãos puxando meu cabelo com força e suas coxas se apertam em volta da minha cabeça, quando ela relaxa eu subo por seu corpo e ela me puxa e me beija com força. Ela ofega contra meus lábios, sua mão desliza entre nós arranhando meu peito e segura meu pênis, ela passa o polegar na glande e eu gemo em seus lábios enquanto ela faz alguns movimentos de vai e vem em mim. De repente ela para e eu a sinto me posicionar em sua entrada, escorrego pra dentro dela com facilidade, está escorregadio e apertado. Sinto-a se apertar em mim encostando seus seios em mim enquanto retiro devagar e meto outra vez. Começo a impulsionar mais rápido. Com mais força. Nos encaramos, observando o prazer um no outro. Me afasto apenas um pouco para ter uma visão melhor e observo seus peitos balançarem cada vez que avanço, eu quase me abaixo para chupar um deles. Mas ela me puxa de volta para seus lábios, nossas bocas duelam por alguns segundos e depois ficam apenas entreabertas e muito próximas.

Nossos corpos se batem repetidamente, firmes e ágeis. Ela entrelaça as pernas ao redor do meu quadril e eu gemo indo com um pouco mais de força, suas unhas arranham minhas costas de um jeito que em sei que vai ficar marcado, mas eu não ligo. Ela se contrai por baixo de mim mais uma vez, seus olhos se fecham e um gemido abafado ecoa de seus lábios. Nesse momento o orgasmo mais intenso de que consigo lembra, vem e eu gemo alto, me desfazendo dentro dela. Meus braços perdem a força, e meu peso cai sobre ela. Ela não parece se importar. No momento em que caio, ela começa a me beijar – meus olhos, minhas bochechas, minha boca. Faço um esforço para recuperar o fôlego e então a beijo também.

— Quando está planejando me dar mais filhos? — digo quando me lembro que não tínhamos proteção e eu planejava fazer isso com ela várias vezes.

— Quando eles vierem... — ela sussurrou passando a mão no meu cabelo carinhosamente. Eu saí de dentro dela e me deitei com a cabeça em seus seios.

— Eu te amo.

— Eu também te amo – ela respondeu me fazendo cafuné — Você está bem? Seu ombro não está doendo? — meu ombro doía um pouco, mas não era nada insuportável.

— Eu estou bem. — falei dando um beijo no vale entre os seus seios.

— Então, você aguenta mais uma? — olhei pra ela sorrindo com malícia, que se dane o meu braço, se depender de mim nós vamos transar a noite toda.

Na manhã seguinte, após termos dormido, não mais que duas horas, acordamos com Kim nos chamando. Nessie se espreguiçou ao meu lado e eu sorri com a imagem reconfortante de tê-la comigo novamente.

— Bom dia pombinhos – Kim disse estendendo um copo com água e um comprimido para mim – Achei melhor eu mesma trazer o remédio pra você, imaginei que não estariam apresentáveis — eu me sentei tomando o remédio em seguida.

— Você é ótima Kim – Nessie disse se sentando e segurando o lençol na altura dos seios se levantando e pegando suas roupas para vesti – Que horas são?

— Sete – batidas estanhas na porta chamaram nossa atenção, a porta se abria com leitura de digital o leitor de dentro do quarto piscou vermelho e um alarme começou a soar. Como se tivesse ouvido algo assustador, Nessie, vestindo apenas a calcinha e a blusa correu até a porta, num desespero que me fez pular da cama e alcançar minha cueca. Ela colocou a mão no leitor da porta sessando o alarme e caindo de joelhos do outro lado. Só então, sem o barulho do alarme pude ouvir o choro desesperado no corredor.

— Tudo bem meu amor, tudo bem, tudo bem... shiii, foi só um susto, a mamãe tá aqui – ela levantou trazendo Thomas em seus braços, ainda chorando, até a cama se sentando com ele no colo – Tudo bem meu anjinho... — ela o aninhava calmamente nos braços sussurrando palavras que o fizessem se acalmar.

— Como você sabia que era ele? — perguntei sentando ao seu lado passando a mão na cabeça do Thomas.

— Eu ouvi o choro dele...

— Com aquele alarme soando?!

— Sim... eu não sei.. Eu só sabia que era ele... — a porta se abriu novamente e Alec, Derek e Jared entraram armados.

— O que ouve aqui? O alarme soou, vocês estão bem?

— Está tudo bem Alec – Kim falou – Thomas colocou a mão no leitor e disparou o alarme.

— Eu não queia fazê bauiuio – Thomas disse soluçando

— Tudo bem meu amorzinho...

— É Thomas, tudo bem... nós vamos até a sala de comando colocar as suas digitais no sistema e isso nunca mais vai acontecer... — eu falei

— Vamos deixá-los – Kim disse levando os três homens pra fora. Thomas ainda soluçava, mas já havia parado de chorar, ele se ajeitou no colo da Nessie e apontou para os seios dela que colocou um deles pra fora permitindo que o filho mamasse.

— Incrível que ele ainda mama... eu pensei que não poderia mais ver isso...

— Mesmo com ele comendo as mesmas coisas que eu, eu ainda não tive coragem de fazê-lo parar, mas eu sei que mais cedo ou mais tarde isso vai ter que acontecer. — Após passado o susto e depois dele terminar de mamar, Nessie e eu nos arrumamos e saímos em direção a sala de comando. Chegando lá coloquei Thomas em pé em cima da mesa do painel de controle e a Nessie chamou pela Moira.

— Moira. — Bella entrou na sala carregando uma bandeja com comida como ela sempre fazia.

— Senhora Black, é um prazer tê-la de volta ao meu sistema.

— Obrigada Moira – Nessie disse sorrindo – Esse aqui é o Thomas... — uma luz verde piscou em Thomas.

— Thomas Edward Black, nascido em 17 de novembro de 2011 às 10:47 da manhã — tanto eu quanto Nessie olhamos para Bella após a menção do nome Edward, ela estava com a testa franzida, mas continuava colocando as coisas em cima da mesa.

— Pode deixa a bandeja aí, Bella, obrigada. — ela parou me olhando, eu não costumava falar com ela, ela apenas vinha a cada refeição, arrumava na mesa pra mim e saia sem que trocássemos nenhuma palavra.

— Ahh, sim senhor Black... — ela fez uma pequena referência e saiu.

— Moira, se você sabe tudo isso sobre ele, por que as digitais dele dispararam o alarme? — Nessie perguntou assim que a porta se fechou atrás da Bella.

— Tenho uma pasta sobre cada um de seus filhos em minha memória, todas seladas para que você não a vejam antes da hora. — eu ri, por raios o meu eu do futuro, fica fazendo isso com as informações...

— E como tiramos esse selo? — o painel do leitor piscou verde.

— As digitais dele podem fazer isso.

— Poe a sua mãozinha aqui, meu amor. — Nessie disse

— Não, vai fazer munto baiuio.

— Não vai não, depois que você tocar aqui o computador vai saber quem você é e o barulho nunca mais vai disparar.

— Pomete? — Thomas perguntou, seus olhos transbordavam medo.

— Sim – ainda desconfiado ele encostou a mão no painel.

— Olá senhor Thomas, bem-vindo ao meu sistema, o que posso fazer por você? — Moira disse e Thomas apenas se abraçou a mãe após ouvir a máquina.

BELLA

Voltei para o meu alojamento incomodada, quando escutei que o menino tinha Edward no nome, fiquei incomodada, mas mesmo assim me obriguei a pensar que era só coincidência. Mas então o Black me mandou sair! Ele nunca falou comigo, nem mesmo um obrigado e de repente me manda sair! Suspeito... Eles nem estavam falando de algo importante... Quer dizer, o filho deles é com certeza importante pra eles, mas... Ahh deixa... Que seja... Tanto faz eu não ligo! Entrei no alojamento que dividia com meus amigos, Quil estava jogado num sofá velho e desconfortável e Jessica estava sentado em uma cadeira do outro lado cortando as unhas. Ela me olhou e levantou a sobrancelha.

— O que foi? Que cara é essa?

— Não é nada! Quer dizer, provavelmente é coisa da minha cabeça...

— Me conta, talvez eu possa te ajudar...

— Eu fui levar a comida pro Black como sempre... Ele estava lá com a mulher e o filho, falando com aquele computador... O computador falou o nome completo do menino, e ele tem Edward no nome... Eu achei estranho, mas existem vários Edwards no mundo, estava pronta pra deixar isso de lado, mas então o Black me mandou sair da sala... Isso foi muito estranho... – Quil se sentou me olhando atento.

— Estranho mesmo, só pelo fato deles conhecerem um Edward e mesmo assim colocarem o nome no filho.

— Querem saber de uma coisa interessante? – Quil perguntou – Quando chegamos à base onde ela estava, ouvi uma conversa que dizia que ela veio do futuro.

— Ah, Quil fala sério! – Jessica falou

— É sério! Eu ouvi a própria senhora Black dizer pra o cara que ficou lá!

— Isso não faz sentido... – eu disse – Por que ele mandaria a própria mulher de volta no tempo?

— Você não está comprando essa história Bella... Viagem no tempo

— Nós já superamos viagem no tempo a muito tempo Jess – Quil falou – Sabemos que é possível!

— Isso é o que o Edward diz, mas eu nunca vi...

— Você que acha – disse Quil e nós olhamos pra ele.

— Tá, digamos que seja verdade – falei – Por ela seria do futuro, não faz sentido... – passamos um tempo calados até Jess bater palmas animada.

— A não ser que ela ainda não tenha nascido... E ele a conheceu no futuro onde era um velho sem graça e então ele mandou ela de volta pra que eles pudesse se conhecer e se apaixonar ainda jovens... Ahh, essa é a história de amor perfeita...

— Que história de amor perfeita? – Edward disse entrando no alojamento perguntando. Quil levantou apressado.

— Eu tenho umas coisas pra fazer agora... – a saiu como se fugisse de algo.

— Qual era o assunto? – Edward perguntou depois que Quil saiu.

— O Quil disse que ouviu que a senhora Black é do futuro e nós estávamos criando teorias sobre o por que dela ser... – os olho de Edward se arregalaram e eu viu ele me olhar em pânico.

— E... O que mais ele... Ele disse... – ele perguntou gaguejando.

— Mais nada... – Jess o olhou desconfiada – Por que? Você sabe de alguma coisa?

— Eu? Não!

— Mentira... – eu falei — Você sabe sim!

— Ela é mesmo do futuro? – Jess perguntou.

— Por que vocês estão falando sobre isso?

— Por que sempre que o assunto é a senhora Black você desconversa e faz de tudo pra mudar de assunto?

— O ponto aqui não é a Nessie!

— Viu só! Você até chama ela de Nessie...

— Vai ver ele teve um rolo com ela... – Jess falou.

— Ughh, eca não... Credo Jess... Eu já disse que não tive nada com ela!

— Então por que você age assim quando o assunto é ela? – ele me olhou segurando minhas mão.

— A Nessie... – ele suspirou – A senhor Black é algo acima até do próprio Jacob, definitivamente a guerra contra as máquinas é sem duvida importante pra ele, mas ela, e, agora o filho, é algo além disso...

— Então por que o filho deles tem Edward no nome?

— Ele tem? – ele perguntou, parecia surpreso, mas ao mesmo tempo tinha um sorriso orgulhoso nos lábios.

— Você realmente não teve nada com ela?

— Não! Nem tive nem vou ter... Eca... Sem chance!

— Tudo bem – disse suspirando – Eu confio em você.

— Eca, vocês dois são uma saco! – Jess disse saindo do alojamento. Edward suspirou.

— Ela vai espalhar pra todo mundo que a Nessie é do futuro, né?

— Ela realmente é? – ele me olhou suspirando.

— Bella...

—Tudo bem, tudo bem... Mas por que o menino tem Edward no nome?

— Ai, senhor... Eu não sei! Eu... Quando os dois se separaram antes da guerra começar eu era responsável por levar noticias dela pra ele toda a semana... não sei... Talvez eles tenho decidido me homenagear por isso... Sei lá!

— Eu estou sendo chata e neurótica como a minha mãe... – disse escondendo o rosto com as mãos – Desculpa...

— Tudo bem... – ele me abraçou – Você não precisa se preocupar em relação a ela... Nem a mais ninguém, tá? – eu afirmei com a cabeça devolvendo o abraço.

Notas finais
E aí? O que acharam? COMENTEM!!! RECOMENDEM!!!