O Exterminador Do Futuro

32 O Extermínio - Líder


Notas iniciais
Um mêssss.... so demorei um mêsssss... Exatamente um mês, pois postei o cap anterior no dia 23/06/28... FELIZES?? E dessa vez nem foi por que Maria me ameaçou... Este é até agora o maior capítulo da fic... Como sempre eu não vou me demorar falando... Boa Leitura

ALEC

O helicóptero se aproximava da área marcada para pouso, olhei pra baixo e avistei meu pelotão enfileirado esperando pela minha chegada. Assim que o helicóptero pousou pulei dele e com a cabeça baixa fui de encontro ao meu segundo no comando, tenente Gray, que vinha em minha direção.

— Capitão!

— À vontade tenente!

— Recebemos um chamado de alerta, ao que parece houveram explosões em várias regiões da costa oeste e nós estamos de sobre aviso para o caso de precisarem de mais homens – paramos perto do resto do pelotão, todos bateram continência e voltaram para uma posição mais neutra quando eu permiti. A tenente Gray assumiu o seu lugar na fila e todos me olharam esperando instruções.

— Tem uma merda muito grande e séria acontecendo agora – falei sem me importar com meu palavreado – Eu preciso saber se vocês estão comigo não importa o que aconteça?

— Eu estou com você, senhor! — a tenente Victoria Gray respondeu.

— Eu também, senhor! — Emmett Cullen falou.

— Todos nós estamos, senhor! — Jasper Swan disse, de todos ali Jasper era o que eu menos conhecia, ele havia entrado para o exército a mais ou menos 1 ano e uns 5 meses atrás havia sido designado ao meu pelotão para completar o treinamento.

— Então se é assim vamos preparar para sair.

— Senhor! — Emmett, meu melhor amigo, disse, ficando para trás e me acompanhando quando os outros saíram para se equipar.

— Sim.

— O quão ruim é a situação?

— Muito ruim, quando estivermos seguros, discutirei os detalhes com todos.

— Não estamos seguros aqui? — ele perguntou se referindo ao fato de estarmos em uma base do exército que deveria supostamente ser segura.

— Sinto em dizer isso, mas não! — ele olhou para baixo por um segundo e voltou a me encarar.

— Rosalie... acabou de descobrir que está grávida... — olhei pra ele parando de andar. Rosalie não era do meu esquadrão, mas era enfermeira do exército a alguns anos e eu me lembrava de ter ido ao casamento deles, como padrinho, mais ou menos 1 ano atrás.

— Ligue pra ela... mande ela se preparar para ir conosco!

— Mas e o pelotão dela? — pus minha mão em seu ombro.

— Faça o que eu digo Emmett, se você quiser ver o seu filho nascer... — ele afirmou, bateu continência e saiu correndo. Vesti meu uniforme de combate contendo colete, coturno, capacete, rádio, pistola e munição e por último um rifle de assalto com sua devida munição. Me reuni com o meu pelotão no pátio onde haviam 4 carros estacionados e devidamente carregados com todo o tipo de coisas que poderíamos precisar. Nosso comboio sairia da seguinte forma: um carro blindado à frente levando a tenente Gray, Emmett e Laurent, em seguida uma caminhonete comigo e Jasper, uma caminhonete maior, onde seria possível levar civis, James Rosalie e Ângela iriam nesse e por último outro blindado onde iriam Demetri, Eleasar e Marcus. Partimos assim que Rosalie chegou com os suprimentos médicos que eu havia pedido que ela trouxesse. Pelo rádio ouvimos que outros ataques haviam acontecido e recebemos a solicitação de apoio, mas eu ordenei que ignorassem e seguissem para as coordenadas que eu havia dado, mesmo intrigados o meu grupo aceitou a ordem sem questionar. F-22 passaram voando por nossas cabeças mais ou menos uma hora depois que partimos da base, o deserto onde estávamos já havia ficado para trás e a cidade já se erguia ao nosso redor. Tudo era um cenário de guerra, pessoas feridas vagando pelas ruas, crianças perdidas de seus familiares chorando e morte, morte para todos os lados. Resgatamos os civis que encontramos com chance de sobreviver, isso fez com que perdêssemos bastante tempo parando para prestar assistência, ordenei que nenhum recurso médico fosse gosto em quem não tivesse chance certa de sobreviver. O rádio que eu usava para falar com Jacob apitou e eu tratei de atender.

— Jacob, é você?

— Sou eu... onde você está?

— As coisas estão muito feias aqui! Eu já me reuni com o meu esquadrão e estamos indo em sua direção, temos alguns civis conosco.

— Quanto tempo acha que vai levar para chegar aqui?

— Difícil dizer, mas farei de tudo para estar aí antes do amanhecer.

— Pois bem, me avise quando estiver chegando para que eu abra as portas e mande alguém pra te ajudar.

— Ok! — desfizemos a ligação no momento em que o blindado à frente parou, Emmett apareceu no teto olhando ao redor e ouvi sua voz pelo rádio.

— A estrada está bloqueada, vamos ter que dar a volta.

— Afirmativo, sargento, prossiga – respondi.

EDWARD

Depois da reunião com Jacob, fui encontrar meus amigos na sala 1B, da agora chamada ALA BRANCA (por isso o B) que seria onde os sobreviventes civis ficariam por enquanto, todos eles haviam recebidos um lenço branco que significava que eles eram civis sem nenhuma permissão. Derek a pedido de Jacob estava indo de sala em sala explicando as coisas para eles e distribuindo os lenços, como meus amigos estavam na sala 1 já haviam recebido a orientação. Os observei enquanto me aproximava, Erik tinha um braço apoiado em um pano amarrado ao seu pescoço, Bella tinha um pequeno curativo na bochecha, Jéssica na cabeça e Quil um braço completamente enfaixado. Todos estavam com roupas limpas e livres de sangue e poeira.

— Vermelho heim... — Quil falou se referindo ao lenço vermelho no meu pulso — Você está mesmo metido nisso a um tempo...

— Como diabos você entrou nessa merda? — Erik perguntou e todos eles me encararam, não só por que queriam respostas, mas porque eu tinha uma arma prese a minha perna.

— Eu já disse... é compli...

— Complicado! Sim, já sabemos... — Jéssica disse, Bella se aproximou de mim segurando minha mão.

— Você quer contar pra gente? — ela perguntou, suspirei e fiz sinal para que nos sentassemos no chão.

— Eu não sei por onde começar...

— Qual tal se fizermos perguntas e você tentar nos responder? — Bella sugeriu e eu afirmei com a cabeça — O que eram aquelas coisas atacando as pessoas lá fora? — ela mesma fez a primeira pergunta

— Robôs... o governo estava trabalhando em um programa que fosse capaz de nos proteger de ataques aéreos e reforçar nossas forças armadas... hoje era o primeiro teste dele... Skynete... mas ele se tornou outo consciente e começou a nos atacar...

— Então agora ao invés de nos proteger quer nos matar! — Erick falou e eu afirmei

— E quanto ao Jacob? Ele não parece ser tão mais velho que a gente, como ele entrou nisso? — Bella voltou a perguntar

— Eu não sei muito da história dele, mas sei que ele está nisso desde antes de nascer. Ele é o que é hoje porque teve pessoas fortes ao seu lado, a mãe dele principalmente... ouvi dizer que uma máquina foi enviada do futuro a muito tempo para matá-la, antes que o Jacob nascesse, então ele nunca nasceria e os humanos não teriam chance de sobreviver.

— Você está mesmo falando de viagem no tempo?! — Quil disse — Você só pode tá brincando!!

— E o que aconteceu depois? — Bella perguntou

— O Jacob do futuro mandou alguém para protegê-la e depois disso a mãe dele dedicou a vida para protegê-lo, treina-lo e fazer dele o que ele deveria ser. Quando ela morreu a mulher dele assumiu o lugar dela...

— Ele é casado??? — Jess falou sobressaltada – Que desperdício...

— Aquela mulher grávida com quem você me viu conversar... — disse olhando para Bella

— Ela é a mulher dele???

— Então o bebê...

— É filho dele... Thomas...

— Eu não a vi por aqui...

— Ela não está aqui... não era seguro, então o Jacob mandou ela pra longe... Eu não sei como ela entrou nisso exatamente, mas... aparentemente ela teve uma vida semelhante a do Jacob... — disse devagar e com cuidado para não deixar escapar coisas demais... como por exemplo, que ela é minha filha com a Bella que veio do futuro...

— E você acha que ela está bem? Com toda essa loucura acontecendo lá fora! — Erick perguntou

— Ela forte e muito inteligente... tenho certeza que está bem – ou assim espero...

— Do jeito que você fala dele – Jessica começou com as intrigas dela – Parece até que você gosta dela... — não pude evitar a risadinha de deboche que deixou meus lábios

— Você tá doida! Nem em sonho eu pensaria nela desse jeito! — franzi a testa quando o meu estômago embrulhou com esse pensamento — Não a vejo como mulher — até porque isso seria nojento – Talvez como uma irmã... ou... filha... Mas isso não vem ao caso agora...

— A pergunta que não quer calar... como você entrou nisso tudo?? — Quil falou

— Bem isso...

— Edward! — pulei assustado ao ouvir o meu nome, olhei para trás e vi Derek vindo com Embry e Felix, os três carregando armas longas, eu me levantei cambaleando quando eles se aproximaram, Derek me entregou um rifle de assalto – Alec está chegando, Leah vai levar todos para a outra sala fique com ela e não deixe ninguém sair. Jacob vai ficar na sala de comando... fique atento. — afirmei indo com os outros para a outra sala, as pessoas se dividiram em duas salas (1B e 2B) que ficam uma de frente pra outra e eu fiquei no corredor. Eu ouvia barulhos estranhos ecoando pelo que antes era o sótão da casa que Jacob morava, pude identificar gritos e fiquei pronto para ajudar se preciso. Jacob apareceu ao meu lado carregando sua pistola, pessoas começaram a entrar correndo segui por Derek, Embry e Felix e por último Alec e seu homens. Derek fechou a porta e a travou, Jacob e Alec conversaram rapidamente e em seguida Jacob desapareceu corredor a dentro. Alec andou até seus homens e deu várias instruções enquanto distribuía os lenços vermelhos. Uma das pessoas entre os homens do Alec me chamou atenção e eu praticamente corri até eles.

— Tio! — todos me olharam, mas apenas um respondeu

— Edward! — ele me olhou — Você está bem? — disse se referindo ao curativo em um dos meus braços — Os seus pais estão bem? Eles estão aqui?

— Eu estou bem! — nós nos abraçamos — Eles não estão aqui... eu estava na escola quando aconteceu, corri pra cá com alguns dos meus amigos...

— Vocês são parentes?

— Ele é meu sobrinho, filho do meu irmão mais velho... eu apresentei você no meu casamento... — caramba! Então era por isso que o Alec me parecia familiar...

— Era por isso que você me parecia tão familiar... — Alec disse

— Eu digo o mesmo! — falei

— Mas o que está fazendo aqui? Por que está com essa arma? — ele puxou o rifle pendurado no meu pescoço e checou a trava.

— Ele tem uma pontaria tão boa quanto a sua... acho que é de família... — Alec falou

— Você sabe usar isso?! — meu tio me perguntou – Pera aí... Como o meu capitão saber que você atira bem?

— É uma longa história... — eu e Alec dissemos juntos, o que fez meu tio alternar o olhar entre nós com uma expressão intrigada.

— Edward – Bella me chamou aparecendo ao meu lado e segurando meu braço — Posso falar com você um minuto?

— Claro... Depois eu explico tudo, tio! Capitão! — saí depois do aceno de cabeça do Alec e andei com Bella me puxando pelo braço até estarmos de volta com os outros.

— Nós queremos saber se podemos ajudar com alguma coisa? — olhei para cada um deles

— Com certeza deve ter alguma coisa em que vocês possam ser úteis, eu posso falar com o Jacob, mas não vou se não tiver certeza que posso confiar em vocês. Eu posso confiar na Bella, mas... Erick e Quil... eu nunca falei direito com vocês até hoje e Jess... não é, e nunca foi segredo pra ninguém que você não vai com a minha cara!

— E eu não vou... mas... a Bella vai e você muito provavelmente salvou a minha vida hoje...

— Nossas vidas! — Erick a interrompeu — Então mesmo que não nos conheçamos muito bem, nós confiamos em você...

— E realmente queremos fazer alguma coisa... qualquer coisa, pra ajudar por aqui.

— Tudo bem então, eu vou falar com o Jacob, mas se vocês fizerem alguma merda, eu não vou me responsabilizar por nada... a não ser que tenha sido você Bella... — disse e ela me olhou e sorriu. Jess fez um barulho inconformada e Erick e Quil apenas riram contidos.

BELLA

A noite (ou pelo menos eu acho que era noite) foi estranha, estava bastante frio o que pra mim era estranho já que estávamos de baixo da terra. Após nos dizer que conversaria com Jacob, Edward ainda passou um tempo como a gente e depois saiu dizendo que tinha que ficar de guarda essa noite. Algumas mulheres apareceram distribuindo comida, água e cobertores, eu e meus amigos comemos sem conversar muito e não demorou muito para muitos dos que estava ali cochilarem de qualquer jeito no chão. Eu fui uma da que não consegui dormir, me levantei enrolando a coberta no meu corpo e caminhei para fora da sala, avistei Edward conversando com o homem que havia nos encontrado no beco. Os observei por um tempo, eles pareciam se conhecer bastante, apesar de estarem sério na maior parte do tempo, vez ou outra eles riam de alguma coisa. O homem foi o primeiro a me notar, ele fez um leve movimento de cabeça na minha direção e Edward virou o rosto pra olhar, eu sorri de leve quando nossos olhos se encontraram. Nós não éramos amigos a muito tempo, na verdade nunca pensei que ele fosse um cara legal, mas alguns meses atrás quando ele puxou assunto comigo e continuou insistindo até que eu finalmente desse uma chance e conversasse com ele, eu descobri que tinha uma impressão errada sobre ele e nós nos tornamos amigos. Quando essa loucura estava pra começar ele tentou me tirar da escola em segurança. Ele disse algo para o homem e começou a caminhar na minha direção, assim que ele chegou e antes que ele falasse qualquer coisa eu o abracei.

— Obrigada – eu disse enquanto envolvia meus braços no corpo dele

— Pelo quê? — ele perguntou também envolvendo os braços em mim

— Por me trazer pra cá em segurança...

— Eu não sei se a gente pode chamar a nossa viagem pra cá de segura! — afastei minha cabeça de seu peito e o encarei.

— Mesmo assim obrigada! — ele deu um leve sorriso de lado e eu não pude evitar de olhar para os seus lábios, ele percebeu e aproximou sua cabeça da minha girando o meu corpo e me apoiando na parede finalmente me beijando. O nosso primeiro beijo foi calmo e sem nenhuma malícia, apenas um reconhecimento. Só quando nos separamos lembrei que não estávamos sozinhos.

— O seu amigo nos viu... — disse sentindo meu rosto esquentar e encostei meu rosto em seu peito para que ele não visse que eu estava vermelha.

— O Embry? — ele olhou para o lado – Relaxa... ele é de boas...

— Você conversou com o Jacob? — mudei de assunto não querendo prolongar mais a minha vergonha.

— Uhum, ele quer ver vocês amanhã de manhã — ele beijou o topo da minha cabeça — Por que não está dormindo?

— Não sei... apenas não consegui... Você vai passar a noite toda aqui?

— Vou sim! Eu e o Embry...

— Posso te fazer companhia?

— É claro que pode! — ele ajeitou meu cabelo atrás da minha orelha e firmou melhor a coberta em meus ombros, me desencostou da parede e me puxou em direção ao tal Embry – Vem, vou te apresentar ao Embry!

JACOB

Já estávamos aqui a mais de 20 dias, algumas pessoas com bom senso se ofereceram para ajudar tanto mulheres quanto homens, e além de ajudar estavam recebendo um treinamento básico para serem ainda mais úteis no futuro. É claro que eu estava tendo problemas com alguns civis, mas estou tentando contornar a situação na esperança de que eles entendam e parem de causar problemas. Agora estou em mais uma reunião com as principais pessoas próximas a mim (Derek, Alec, Embry, Leah, Felix e Edward), fazemos essa reunião uma vez por dia para que eu possa ficar à par de todos os acontecimentos.

— Por fim, como estão as coisas com os civis? — perguntei

— Não estão muito boas Jacob... — Leah me respondeu – Na verdade só tem piorado... Hoje mais cedo alguns deles começaram a gritar e fazer confusão quando estávamos distribuindo o almoço, eles gritavam e jogavam a comida no chão — apoiei minha cabeças nas mãos enterrando meus dedos no meu cabelo os puxando, essa situação com alguns dos civis já estava passando dos limites e pelo visto se eu não tomar nenhuma decisão só vai piorar e piorar até sair completamente do meu controle. Levantei batendo as mãos na mesa.

— Pois bem, vamos dar um basta nisso... — disse caminhando em direção ao corredor sem avisar a ninguém o que eu faria.

— Jacob! — Alec e Derek falaram ao mesmo tempo – O que você vai fazer? — Derek continuou, mas eu não dei ouvidos. Passei pelos guardas na divisão entre a ala vermelha (onde nós ficávamos e a ala branca onde os civis estavam) os guardas bateram continência ao me ver e abriram passagem para mim, Alec, Derek, Leah, Embry, Felix e Edward que me alcançaram e seguiam calados os meus passos. Quando chagamos a área comum dos civis (que era o antigo porão da casa em que eu morava) as pessoas que estavam lá pararam o que faziam e prestaram atenção em mim.

— Acredito que todo mundo aqui saiba quem eu sou! — Disse chamando atenção e fazendo com que as pessoas que estavam nas salas saíssem para ver o que acontecia – Mas mesmo assim vou me apresentar, meu nome é Jacob Black e eu estou no comando aqui! Chegou ao meu conhecimento que alguns de vocês não estão satisfeitos com as acomodações e estão causando problemas. Pois bem, em momento nenhum eu disse que vocês eram obrigados a ficar aqui! Vocês podem sair se quiserem, a porta está bem ali...

— Você diz isso, mas sabe que não podemos abri-la! — um homem falou, imediatamente eu me dirigi até a porta e toquei o leitor de digital que piscou verde e com um estrondo alto destrancou a porta.

— Aos que quiserem sair, por favor à vontade – disse acenando para a porta – Se quiserem ir eu não vou impedir, mas... vocês viram o que está acontecendo lá fora e eu já aviso que se escolherem sair eu não lhes darei nada, nem armas, nem comida, absolutamente nada! Vocês estarão por conta própria.

— Você está pedindo que nós confiemos em você, então? — uma mulher falou – Como nós podemos confiar em alguém tão jovem que mal conhecemos...

— Nós estamos aqui a exatos 23 dias 7 horam e... 34 minutos... meus homens trouxeram vocês pra cá e desde então eu tenho mantido vocês seguros sem pedir nada em troca, estou dividindo a minha casa e recursos com vocês sem esperar que vocês me ajudem. Vocês acham que esse lugar aqui funciona sozinho? Se vocês não puderem confiar em mim por isso, então eu não sei o que fazer para que confiem... Todos nós vivíamos em sociedade lá fora! Cada um contribuía de alguma forma e tudo funcionava mesmo que minimamente. Eu não quero que isso seja uma ditadura, mas pra mim parece que vocês precisam de algo assim para me respeitarem, então deixarei bem claro agora, aqueles que escolherem ficar estarão aceitando os meus termos e terão de alguma forma que retribuir a minha hospitalidade... Quem desperdiçar comida ficará sem comer até a próxima refeição, nenhum tipo de roubo, ato de vandalismo ou violência uns contra os outros será aceita. Um de meus homens virá avisar quando for noite e aqueles que quiserem sair devem comunicar a ele e estarem prontos para deixar o lugar. Lembrem que vocês não podem levar nada daqui ao saírem e por isso serão revistados antes. — um homem levantou a mão e andou em minha direção, mas Emmett e James não deixaram que ele se aproximasse de mim.

— Eu estou aqui com os meus dois filhos... Meu filho mais novo machucou a perna e não pode andar, seus homens tem cuidado bem dele, então... eu gostaria de oferecer os meus serviços, eu era arquiteto antes disso tudo... talvez eu possa ser útil com algo.

— E você pode – olhei para o Embry e fiz sinal para que ele levasse o homem e conversasse com ele. Nós estávamos trabalhando para aumentar os túneis e um arquiteto seria uma boa ajuda – Se alguém mais quiser se oferecer podem procuram qualquer um dos meus homens em qualquer horário.

GENERAL VOLTURI
1 ano depois

1 ano desse absurdo... e eu ainda não sabia quem tinha nos atacados, se tivesse sido um pouquinho depois a mais nova aquisição de governo poderia ter impedido isso de acontecer. Assim que começamos o teste da Skynet, um alarme começou a soar, como protocolo de segurança os meus homens me levaram para um lugar seguro de helicóptero e eu fiquei monitorando as coisas via rádio, mas ao chegar no local secreto e me encontrar com os chefes de estado eu não tinha nenhuma notícia. O exército foi acionado para recolher os civis e mantê-los em zonas seguras... isso deu certo por um tempo, até que um dia começamos a receber relatos de ataques e começamos a perder contato com os campos de refugiados, mandamos homens em missão para descobrir o que estava acontecendo e foi aí que descobrimos que as máquinas que criamos para nos proteger estavam sendo usadas para nos matar. Com certeza os russos, sem dúvida nenhuma eles haviam conseguido se infiltra e descobriram sobre a Skynet e agora estão usando nossa própria tecnologia para nos aniquilar. Nós tentamos entrar na base que continha o servidor da Skynet, mas ela está muito bem guardada e depois de perder muitos homens desistimos e estamos elaborando um plano melhor.

Na base em que eu estou também estão o presidente e vice e suas famílias, o secretário de estado e o secretário de defesa, também com suas famílias. Além deles temos também alguns membros do serviço secreto e funcionários do alto escalão da Casa Branca, assim como vários soldados e oficiais do exército. Nossos mantimentos acabariam em menos de um mês e missões a procura de mais estavam sendo organizadas. Havia mais uma base com outros chefes de estado e mais funcionários em uma situação semelhante à nossa. Levamos um tempo para estabelecer comunicação com eles, mas agora temos comunicação direta, graças aos satélites que graças a Deus ainda temos pleno controle.

— Senhor – olhei para um de meus oficiais que se aproximava – Detectamos movimento em uma área residencial no subúrbio de Las Vegas – ele me mostrou as imagens de satélite — Parece ser um comboio composto de 4 veículos.

— Não é muito longe daqui... A base do Texas pode ter alguma coisa a ver com isso?

— Não senhor, perguntamos a eles e eles disseram que não. Além disso a base deles é muito longe daqui e eles teriam avisado se estivessem vindo.

— Podem ser sobreviventes, sabe de onde esses carros saíram?

— Não senhor. Tentei rastrear, mas não consegui muita coisa. Os carros estavam parados nessa localização a bastante tempo e simplesmente começaram a se mover dois dias atrás. Eles andaram por um raio de 100km ao sul de onde originalmente estavam e voltaram para o ponto de partida.

— Aponte o satélite para essa área e tente contato.

— Sim senhor! — ele bateu continência e saiu.

JACOB

Após o meu discurso/aviso aos sobreviventes que eu havia abrigado, as coisas se acalmaram bastante, mas até do que eu esperava. Apenas 7 deles escolheram sair e depois disso passamos a ter 147 civis ao total, incluindo algumas crianças que nasceram aqui. Com a ajuda deles conseguimos triplicar os túneis nesse último ano, mas ainda estamos trabalhando para deixá-lo ainda maior. Agora nós temos mais 3 alas, a ala vermelha continua sendo a mesma, mas nós selamos o corredor que unia a ala vermelha à branca e o que antes era o meu quarto agora é um espaço comum pertencente a vermelha que faz a ligação com a área amarela (saindo do corredor principal à esquerda), que é onde fica o nosso super improvisado hospital, a ala branca agora estava seguindo o corredor em frente ao corredor principal, a ala branca agora é bem maior do que antes, onde famílias dividiam um quarto próprio e os outro dividiam entre amigos e eles tinham um espaço comum. A ala branca fazia ligação com a verde que era onde havíamos feito uma estufa e que em breve começaria a nos fornecer comida. Na ala branca à direita do corredor que liga a branca à vermelha tem outro corredor que leva a ala azul que por enquanto não tinha nenhuma utilidade, nessa ala há um corredor que a liga a antiga ala branca que agora é ala cinza, onde ficam alojados os soldados.

Falando em soldados a maioria dos homens acima de 15 (e algumas mulheres que se voluntariaram) anos haviam passado por um treinamento e agora eram soldados de baixa autoridade, ou seja, eles não podiam entrar na ala vermelha sem autorização e não carregavam armas dentro do complexo, eles podiam ser promovidos para a ala vermelha, mas apenas se ganhassem a minha confiança ou de alguém do meu círculo de confiança (Leah, Derek, Alec, Felix, Embry, Edward), os Quil, Erick, Bella, Jessica e Samuel (Sam) Uley (o arquiteto que se voluntariou após o meu discurso) até agora eram os únicos que haviam conseguido essa proeza.

Hoje nós havíamos cumprido com sucesso uma missão para conseguir qualquer tipo de recurso, já havíamos realizados outras, todas com sucesso, mas nunca com os carros do exército que Alec havia trazido. Eu havia sido informado que as coisas estavam sendo trazidas pra dentro da base. Embora tenhamos feito bastante progresso nesse ano eu ainda sentia que faltava alguma coisa e eu sabia exatamente o que era, ou melhor quem eram. Eu não tive nenhuma notícia da Nessie e isso vem me corroendo cada vez mais.

Um barulho de estática me chamou atenção e eu Leah, Edward e Alec, que estávamos na sala de comando, começamos a olhar ao nosso redor procurando a fonte do som. Alec levantou e pegou um dos rádios que usávamos para nos comunicar e começou a tentar sintonizá-lo.

— Alguém na escuta? — Alec perguntou e voltou a mexer nos botões quando não obteve resposta — Alguém na escuta?

— Identifique-se por favor? — fomos capazes de ouvir

— Aqui é o capitão Alec Volturi do exército dos Estados Unidos. — após um logo tempo de estática voltamos a ouvir.

— Alec? É você?

— Pai!

— Sim, sou eu... não sabe como estou feliz em saber que está vivo! Onde você está?

— Em um abrigo subterrâneo no subúrbio de Vegas, e você?

— Estou em Bennet Hill. Capitamos imagens de satélites de carros movimento era você?

— Sim!

— Você está no comando?

— Não... — Alec me olhou

— A minha base está ficando sem recursos, o presidente está aqui, junto com os secretários de estado e de defesa, somos 70 pessoas ao todo. Você acha que podemos ir até você? — Alec voltou a me olhar.

— Ter o presidente aqui pode nos trazer problemas... — eu falei

— Você pode estar certo... — Alec disse

— Alec, filho, você está aí?

— Estou aqui... Eu preciso discutir isso com o Jacob é ele que está no comando...

— Pois então me ponha na linha com ele! — Alec me olhou de novo e eu neguei.

— Essas pessoas têm trabalhado pra você com a vida a mais de um ano – Leah falou – Eu acho que você deve confiar nelas Jacob!

— Pergunte a ele se ele sabe o que aconteceu?

— Pai, você tem alguma ideia do que aconteceu?

— Foram os russos, certeza! Eles de algum jeito tomaram o controle da Skynet e a estão usando contra nós...

— Mas que idiota! — Edward falou – Desculpa... eu sei que é seu pai, mas... foi mais forte do que eu... — ele disse após receber um olhar de Alec.

— Diga pra eles que venham, a ala azul deve ser grande o suficiente para abrigá-los.

— Você tem certeza? E quanto ao presidente e secretários?

— O mundo em que eles governavam acabou, quando eles souberem o que realmente aconteceu, vão ficar completamente fora da zona de conforto deles.... E eu, eu cresci nisso, não conheço a vida sem isso, estou completamente confortável com a situação. Além disso, eles ainda têm os satélites, e precisamos deles... Se a Moira tiver os códigos de acesso para eles, nós teremos um olho no céu e isso vai ser muito útil pra nós. Então sim, Alec, eu tenho certeza!

— Vocês podem vir! — ele disse par ao rádio.

Notas finais
O que acharam? QUERO UMA CHUVA DE COMENTÁRIOS JÁ QUE FUI PONTUAL DESSA VEZ!!!! ESTOU NO AGUARDO. ps: também quero RECOMENDAÇÕES!!!