Notas iniciais
:'(

Jasper enrolou-se na toalha e puxou os cabelos para trás olhando-se no espelho. Era uma manhã gloriosa, o primeiro dia de férias na África e ele mal podia esperar para aproveitar cada centavo que gastou com aquele Resort

O celular em cima da bancada da pia tocou anunciando uma nova mensagem, pegou o aparelho identificando que era de Bella, rapidamente destravou a tela vendo o que a amiga lhe mandara

“Sua afilhada vai matar seu compadre de desgosto”

Gargalhou olhando a foto que acompanhava a mensagem, na imagem, varias meninas vestidas em saias de tule rosa e sapatilhas faziam pose de bailarina em uma fila segurando na barra de alongamento enquanto que sua afilhada, a ultima na fila, estava pendurada de ponta cabeça na tal barra

“Ela puxou o padrinho, não suporta ser igual Kkk”

Antes de colocar o celular de volta a bancada passou a tela para o lado olhando os storys de seus contatos, avançando os menos interessantes até que parou no de Emmett. No vídeo, Rosalie sorria empolgada enquanto era muito mal sucedida na tarefa se dar papinha aos gêmeos que cuspiam toda a comida a cada nova colherada que a mãe colocava-lhes a boca e gargalhavam sonoramente enquanto batiam as mãos na cadeira de alimentação. Ao fundo, Emmett falava palavras de incentivo aos filhos

Foi impossível para o loiro não sorrir olhando os sorrisos banguela dos sobrinhos e ao mesmo tempo sentir-se melancólico com isso. Ele queria uma família, queria colocar comida na boca dos próprios filhos, mas Alice insistia que não estava na hora, que o tal relógio biológico materno dela ainda não havia despertado

Saiu do banheiro ainda pensando na bonita imagem de sua irmã com os gêmeos e parou na porta olhando a esposa maquiar-se em frente ao espelho trajando um vestido rodado

— Querida, pensei que iríamos aproveitar a piscina – falou desapontado chamando a atenção da mulher

— Serio? – falou um pouco surpresa o olhando – Tem um orfanato aqui perto, falei com a administração e eles aceitaram nos receber

— Alice, nós estamos de férias – lembrou a ela, tudo o que ele queria era descansar

— Eu sei! E é por isso que estamos indo lá visitar e não trabalhar – falou de forma sedutora aproximando-se e já enroscando os braços em torno do pescoço dele, e o loiro sabia que era batalha perdida, a esposa sabia bem o poder que tinha sobre ele – pense em todas as crianças carente de atenção que estão lá, o que custa gastar algumas poucas horas das nossas férias dando um pouco de carinho a elas — beijou-o – leve seu talão de cheques

...

— As crianças estão no pátio, vocês podem ficar a vontade – falou a mulher indicando o caminho a eles

Alice segurou em sua mão e os dois entraram, imediatamente, todas as crianças ali os olharam com curiosidade mas permaneceram em seus lugares, com exceção de uma, uma menina de aparentemente três anos de idade

Ela sorriu abertamente, levantou-se do chão e começou a dar pequenos paços vacilantes na direção do casal com os finos bracinhos abertos. Jasper não sabia explicar o que estava sentindo naquele momento já que jamais sentira nada parecido, mas sabia que era para ela, o sentimento que crescia dentro dele enquanto a pequena garotinha de pele escura e dentes brancos se aproximava, sua existência, seu mundo, tudo era para ela

Lembrou-se de Alice a seu lado no memento em que a mulher ajoelhou-se ao chão recebendo a menina em seus braços, o loiro também abaixou-se ao lado da esposa que o olhou ainda abraçada a menina com um enorme sorriso emocionado e os olhos repletos de lágrimas

— Jasper! – Falou em meio a emoção e o loiro sabia exatamente o que ela estava sentindo ainda que não conseguisse colocar em palavras

— Eu sei, ela é nossa filha!

...

Edward estava sentado de frente ao computador respondendo e-mails quando o celular tocou indicando uma nova mensagem, pegou o aparelho já abrindo a mensagem assim que o visor apareceu o nome de Jasper

“Parabéns, você é tio de novo”

Em baixo da mensagem uma foto dele e Alice abraçados a uma criança de pele escura. Já ia responder ao amigo perguntando que novidade era aquela quando a porta se abriu em um baque e por ela entrou uma pequena bailarina enraivecida

A menina de seis anos que tinha herdado o gênio tempestuoso da tia colocou as duas mãos na cintura e inclinou o corpo para a frente franzindo a testa em um sinal de que estava brava

— Papai, eu não vou mais fazer aula de balé! – bateu o pé e o estranho apertou os lábios para conter a vontade de rir da filha

— E por que não? – perguntou enquanto se questionava se Isabella acharia pouco pedagógico ele filmar a filha em seu momento de fúria infantil tão fofo

— Eu odeio balé! A tia Jessica fica me dando bronca e falando que eu tenho que ser delicada igual uma borboleta – cruzou os braços na frente do peito – Quem falou pra ela que eu quero ser uma borboleta?

— Elizabeth o que eu te falei sobre atrapalhar o seu pai enquanto ele trabalha? – cobrou Bella parada na porta. O estranho avaliou a linda mulher que ele podia chamar de sua se perguntando como era possível amar ainda mais aquela mulher a cada dia que passava

Uma chamada de vídeo se iniciou no computador e ele prontamente aceitou vendo a loira aparecer na tela sorrindo

— Edward eu tenho uma excelente notícia – cantarolou empolgada

— Madrinha! – gritou a menina correndo para o colo do pai esquecendo-se dos rancores de instantes antes

— Minha princesa! – gritou a mulher mandando beijos a menina – Voltando Edward, você vai se apresentar no Coliseo! – bateu palmas eufóricas

— Rose isso é maravilhoso – falou Bella se colocando atrás do marido e beijando o pescoço dele em comemoração

— Eu sei, eu sou incrível! Consegui a data do próximo dia oito e todas as pessoas importantes estarão lá e...

— Próximo dia oito é meu aniversário – interrompeu a menina

— É sim meu amor – sorriu a loira para a afilhada e voltou-se ao estranho – Eu pensei em colocarmos algo inédito junto...

— Papai disse que ia me levar para visitar o Mikey no meu aniversário – lembrou a menina chateada olhando para o pai – Você prometeu! Jurou de mindinho

— Nós podemos ir ver o Mikey outro dia princesa – prometeu a loira

— Outro dia não vai ser meu aniversário – respondeu chateada

— Beth vamos tomar banho – chamou Bella

— Mas mamãe! – protestou

— Mas eu disse vamos! Seu pai e sua madrinha precisam trabalhar – pegou a menina do colo do pai já saindo dali

— Eu vou pra Disney no próximo dia oito Rose – falou o estranho assim que a porta se fechou

— Edward! É o Coliseo, uma oportunidade como essa não cai do céu

— Eu sei. E é por isso que a minha incrível assessora irá conseguir uma nova data – sorriu simpático para ela

— Edward! Você não pode...

— Boa noite Rose – desligou a chamada

“Ela é linda. Estou ansioso para conhece-la”

Enviou a Jasper e voltou a responder os E-mails

...

— Droga Edward! – gritou Rosalie batendo com a mão na mesa

— Hei vai acordar o Alec – repreendeu Emmett em pé no quarto balançando o bebê que dormia tranquilo em seus braços – E Deus sabe que se esse garotão aqui acordar automaticamente ele acorda o Alaric e ai esquece noite de sono para nós dois

— O seu irmão acabou de dispensar o Coliseo! – rosnou em revolta – Onde ele está com a maldita cabeça?

— Na família dele?

— A Disney é aberta o ano inteiro! Podemos ir todos juntos em uma outra data – Emmett suspirou olhando para a esposa e então colocou Alec ao lado do irmão no engradado que mantinham no quarto

— A minha mãe pensou a mesma coisa sobre o show do Bon Jovi no aniversário da Alice. Não teve outras oportunidades para ela

— É diferente! Não vai ter nenhuma louca psicótica no Coliseo

— Você não tem como garantir isso — beijou-a – Edward está fazendo exatamente o que eu faria se tivesse que escolher entre você e as crianças ou qualquer outra coisa. Vocês são a prioridade! – beijou novamente os lábios da mulher

— Vou conseguir outra data – falou vencida

— Não tenho duvidas disso, você é a melhor! – sorriu alisando os cabelos dela – Eu vou ir colocar uma certa mocinha para dormir – avisou já saindo do quarto

O homem nem bem aproximou-se do quarto e já pode escutar a música tocando. Abriu a porta e viu a filha de dez anos equilibrada em uma sapatilha de ponta, dançando na frente da parede de espelhos que há alguns anos tinha pedido como presente de natal

A garota loira como a mãe, que à pouco tempo havia avançado de nível na dança para a tão sonhada sapatilha de ponta, olhava concentrada de forma analítica os próprios movimentos através do espelho, com uma ruga de insatisfação na testa. Emmett esperou até que a música terminasse para então desligar o aparelho de som. Só então a filha pareceu perceber a presença dele ali

— Você não já deveria estar na cama Clary? – perguntou com um sorriso no rosto a olhando de braços cruzados em pé na porta

— Eu estava treinando esse passo novo que a senhorita Tanya nos ensinou hoje – respondeu voltando a olhar o espelho – Não consigo entender o que estou fazendo de errado, já refiz várias vezes e ele simplesmente não fica bom!

— Parecia perfeito para mim – falou sorrindo

— E é por isso que você não dança balé papai – debochou enquanto bebia água em uma garrafinha – Eu vou tentar só mais uma vez e então vou dormir

— Nada disso! A senhorita irá dormir agora, pode continuar amanhã – a menina pareceu não gostar da ideia mas soltou os cabelos presos em um coque no alto da cabeça e deitou-se na cama emburrada. Emmett riu da filha e sentou-se na beira da cama desamarrando as sapatilhas dela. Fez uma careta ao ver as bolhas que se formavam nas pontas dos dedos

— Logo irá calejar e parar de machucar. Não precisa se preocupar – falou a menina dando pouca importância aos próprios pés

Emmett passou pomada nos machucados da filha enquanto massageava os pés finos dela, olhou atento o retrato da própria mãe em figurinos e pose de dança que a filha mantinha ao lado da cama, a menina acompanhou seu olhar e pegou a foto da avó nas mãos sorrindo enquanto alisava a imagem

— Um dia, vou ser tão boa quanto ela papai – falou sonhadora

— Vai sim meu amor – respondeu beijando-lhe os pés

...

Edward entrou a passos lentos no quarto da filha que já dormia olhando toda a decoração cor de rosa, tudo ali era voltado ao balé, o papel de parede infantil com bailarinas, as bonecas bailarinas na parede com as quais a filha não brincava, até o abajur era em formato de sapatilha

Talvez ele estivesse errando ao impor a filha sonhos que não eram dela. Abaixou-se na beirada da cama alisando os cabelos acobreados assim como os seus e beijou o rosto da menina. Pegou a boneca de pano vestida de bailarina jogada no pé da cama e saiu do quarto fechando a porta atrás de si

Quando entrou no próprio quarto jogou a tal boneca em uma poltrona e sorriu para mulher vestida em uma camisola cumprida em cor negra que preparava a cama para dormirem, a puxou para seus braços ainda de costas, beijando o ombro dela

— Não sei se conseguirei outro fim de semana para a Disney, vamos ter que adiar para o fim do ano – falou a mulher de forma decepcionada alisando a mão do marido

— Vamos no fim de semana do próximo dia oito, como tínhamos combinado – falou enquanto subia os beijos pelo pescoço de sua eterna pentelha que se afastou o olhando surpresa

— Edward é o Coliseo! – lembrou

— Eu sei, e seria fantástico, se não fosse aniversário de nossa filha e eu não tivesse prometido Disney a ela. Não vou colocar nada acima da minha família – Isabella sorriu orgulhosa para ele – Ah Beth não irá mais as aulas de balé – Decretou tirando a camisa branca

— Edward, ela só se zangou um pouco hoje, não foi nada demais. Ela já até esqueceu

— Ela não gosta de balé Bella, ela nem sequer leva jeito e você sabe disso – riu lembrando da filha espivitada que tinha – acho que já está na hora de deixarmos ela escolher a própria decoração também, ou corremos o risco dela adquirir uma grande repulsa a bailarinas – debochou e Isabella sorriu descontraída indo até o marido

— Eu sei que você tinha expectativas – circulou a cintura dele com os braços

— A minha maior expectativa é que ela seja feliz – respondeu beijando os lábios da mulher

— Eu te amo!

— Eu te amo pra sempre!

#@#

Masen o legado! – Um tributo aquela que não pudemos conhecer, mas que, ainda assim, aprendemos a amar”

Elizabeth bufou jogando o folheto em cima da mesa sentindo-se a mais desalmada dos seres, por simplesmente não conseguir sentir-se tão tocada pela memória da avó que não conheceu, quanto esperavam que ela fizesse, já que recebera a honra de levar o nome da mulher

— Você vai ir assim? – olhou a porta do consultório onde seu irmão a olhava em repreensão. Que ótimo, não tinha moral nem com seu irmão mais novo

— Anthony não enche o saco! Nem todos nós são pediatras com pacientes trazidos pelos país que cumprem rigorosamente o horário – o homem vestido em roupas casuais revirou os olhos a olhando

— Claro, você ainda estar aqui, trancada nesse consultório e de jaleco não tem nada haver com o fato de não ligar a mínima para a memória da vovó – bufou – seja boazinha e ao menos finja que se importa

— Você não tem autonomia para falar de mim! Você é médico e não pianista como o papai! É tão errado quanto eu – o homem suspirou

— Beth, — aproximou-se – Você é uma cirurgiã incrível e todos nos orgulhamos de você. Você não precisa ser bailarina, não precisa sequer amar a vovó com loucura, eu não amo. E é normal, nós não a conhecemos, mas amamos nossos primos e amamos nosso pai. Hoje é uma noite importante para eles e precisamos estar lá os apoiando – a medica nada disse, apoiou a cabeça sobre a mesa e fechou os olhos – Não posso te obrigar a ir, mas gostaria muito de te ver lá – falou saindo da sala.

Minutos depois a porta foi aberta e Elizabeth não se deu ao trabalho de verificar o que o irmão tinha esquecido. Mãos delicadas começaram a massagear os ombros dela o que a fez gemer ainda mais deprimida

— Eu sou a decepção do meu pai – choramingou

— Eu estou aqui com você – lembrou a mulher beijando-lhe o pescoço

— Isso só me faz sentir ainda pior – respondeu sincera olhando a medica loira

— Beth...

— Não! – implorou – Hoje não, qualquer outro dia, menos hoje – já tinham tido aquela conversa por diversas vezes, a outra simplesmente não entendia que ela não poderia assumir o relacionamento delas para a família nunca. Não daria ainda mais desgostos ao pai – a mulher relaxou em sua postura inclinando-se para ela

— Eu só quero te ver bem – a beijou

— Beth eu vim... – as duas separam-se assustadas olhando o velho ancião parado em sua cadeira de rodas totalmente boquiaberto

— Vovô eu posso explicar – falou rápido se colocando em pé

— Não precisa – respondeu o homem acenando com as mãos

— Juh, nos falamos depois – falou para a loira

— Eu vou ficar com você

— Depois Julia! – foi firme indicando a porta para ela, a mulher loira encolheu-se mas saiu do consultório – vovô eu imploro, não conta pro meu pai! Ele já tem motivos demais para me odiar

— Por que seu pai a o diária Elizabeth?

— Por que? Por causa disso – jogou o folheto no homem – Não sou eu homenageando a vovó! Eu sou a grande decepção da vida dele – Carlisle a olhou e então sorriu

— Eu vim busca-la para a apresentação tire já esse jaleco e vamos, no caminho vou te contar uma história, a historia de um homem que remoeu uma grande culpa por muitos anos antes de descobrir que ele precisava perdoar a si próprio para conseguir ter paz

...

Beth entrou no teatro em passos relutantes e parou olhando Alec na porta dar autógrafos e tirar fofos com várias meninas que sorriam empolgadas para ele, revirou os olhos ao vê-lo anotar o numero de uma delas enquanto sorria de forma galanteadora para a pobre moça

Os gêmeos eram homens grandes e fortes exatamente como o pai. Idênticos na aparência, completamente diferentes na personalidade. Enquanto um era calmo, sensível e carinhoso o outro era um perfeito conquistador que não queria saber de compromisso sério. Aproximou-se do primo que pediu licença as meninas e foi encontra-la ainda sorrindo

— Prima! – comemorou – Que saudades, já estava pensando que precisaria fazer uma cirurgia para poder te ver – brincou a abraçando

— Se passando pelo Alaric novamente Alec? Você sabe que ele odeia quando faz isso – retribuiu ao abraço

— Não é minha culpa se ele tem o talento e eu tenho o carisma – sorriu sedutor – Somos uma ótima dupla juntos, ele só precisa admitir

Os dois foram juntos para o auditório encontrando todo o restante da família ali. Abraçou a mãe que lhe informou que o pai estava nos bastidores e a incentivou a ir cumprimenta-lo

A medica não gostava de teatros e muito menos de bastidores, fazia-a lembrar de tudo o que o pai sonhara para ela e que ela não quis, mas foi a procura do pai. O homem estava em pé falando com Alaric e Anne, filha de seu padrinho, enquanto Clary se alongava em uma barra. Travou o maxilar olhando a prima que era tudo o que ela deveria ser

— Já ia te ligar mocinha – falou o pai sorrindo para ela enquanto a puxava para um abraço, a culpa a consumindo ainda mais nos braços do homem que era tão gentil e amoroso mesmo ela não merecendo – sua amiga Julia não quis vir conhecer os bastidores? – e ela explodiu, começou a chorar enquanto todos a olhavam assustados

— Ela não é minha amiga, é minha namorada – gritou escondendo o rosto nas mãos. Edward fez sinal para que os sobrinhos os deixassem a sós e sentou a filha em uma cadeira ajoelhando-se na frente dela

— Eu estou muito orgulhoso de você meu amor – a mulher o olhou confusa

— Como? Eu nunca fui o que você queria e me diz que está orgulhoso?

— Do que está falando Elizabeth? Você é uma mulher tão forte quanto a sua mãe, uma, uma grande cirurgiã que salva vidas todos os dias, a filha que eu sempre sonhei em ter. Por que não me orgulharia de você?

— Eu sei que você queria que eu fosse como a minha avó

— E quem disse que você não é? Assim como você, a sua avó sonhava um futuro diferente do que aquele que o pai dela queria e ela não se dobrou as vontades dele. Meu avô queria que ela fosse médica, mas ela bateu o pé, insistiu e tornou-se uma grande bailarina. A única diferença, é que você tinha seis anos quando decidiu bater o pé sobre o balé e eu aceitei. Não fiquei decepcionado por isso. Você é minha filha e eu te amo independente das suas decisões, tudo o que eu quero é te ver feliz. E sobre a Julia, eu e sua mãe já sabíamos, mas estávamos esperando que decidisse nos contar em seu próprio tempo

— Eu te amo pai! – abraçou o homem com força

— Eu também! Agora vá buscar a Julia para conhecer os bastidores, se vai entrar na família tem que aprender a apreciar arte – sorriu

— Ela não veio, eu não dei o convite que você mandou – confessou

— Vamos ligar para ela pedindo desculpas então, não foi assim que eu e sua mãe te ensinamos a tratar as pessoas que ama – a mulher sorriu olhando o pai incrível que tinha

...

As cortinas se abriram e Edward passou o braço sobre o ombro da mulher de meia idade que ainda era uma pentelha para ele olhando os sobrinhos no palco. Alaric começava a tocar as primeiras notas quando Clary começou a dançar de forma impecável, do outro lado do palco, Anne começou a introduzir o som do violoncelo a melodia

O estranho apertou a mão da filha que estava abraçada a namorada prestando atenção nos primos no palco, ao lado delas, o casal de idosos Esme e Carlisle sorriam um para o outro enquanto trocavam palavras baixas, ao lado de Bella, Anthony, seu mais novo, acariciava a barriga de seis meses da namorada com quem ele insistia em dizer que não se casaria.

Na mesma fileira, Jasper e Rosalie estavam abraçados a Alice e Emmett, olhando orgulhosos os filhos no palco, enquanto Alec filmava a tudo com o celular. Voltou a olhar o palco que mais uma vez era cenário para a homenagem de sua mãe

Uma vez, a muito tempo atrás, um certo estranho trancou-se em um sótão escuro, na esperança de preservar a memória da mãe. O pobre rapaz, tão ingênuo e imaturo, não percebeu que ao invés disso estava se matando e levando todos os que o amavam junto com ele

Por sorte, ele percebeu o engano a tempo de concerta-lo, mas ele sabia que não era sempre assim, sabia que existiam muitas pessoas que afundavam-se em tristeza sem nunca conseguir encontrar o caminho de volta. E era para essas pessoas que ele contava sua história, desejando que elas encontrassem suas próprias pentelhas em quem pudessem buscar por ajuda

Enquanto houver sol, sempre haverá um novo amanhã

Notas finais
Oh céus, chegou o momento :( Vamos lá, eu quero agradecer mais uma vez cada uma das recomendações que a fic recebeu, todos os comentários, todas as mensagens, todas as visualizações, o carinho e o apoio de cada uma de vcs que são incríveis e que tem um lugar especial no meu coração. Muito obrigada mesmo por tudo. Pra quem vai reler a fic, eu pesso desculpa pelos erros ortográficos nos primeiros caps, eu era muito novinha quando escrevi eles e pretendo tirar um tempo para editar esses capítulos. Não q agora eu seja excelente em gramática, mas estou um pouquinho melhor rsrsrs Sobre a fic nova que tinha comentado com vcs, dei uma pesquisada e achei varias mais ou menos parecidas então por enquanto vou deixar parada a ideia até q possa melhora-la e não fazer mais do mesmo. Mas gostaria muito de poder continuar as vendo lá em Eu Sou a Lenda. Sobre O Estranho no Sótão, como disse não estou pronta para dizer adeus a esses personagens e existem muitas histórias ainda para contar dessa familia tão linda, em forma de one short, a primeira delas sobre o casamento do estranho e a descoberta da Bella sobre a verdade da bolsa em Havard, fiquem ligadas no meu perfil. Pra quem acompanha Eu Sou a Lenda, a fic volta ao normal a partir da próxima semanas É isso, já com muitas saudades e uma grande satisfação pessoal, eu chego ao fim de Um Estranho no Sótão. Vou responder todos os comentários que sei q estou atrasada com isso rs Beijos Ká
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!