Notas iniciais
gente estou com um problema de comunicação com as minhas duas betas, por tanto esse capitulo também ainda não esta betado
então por favor ignorem os erros ok

CAPITULO 2

Bella não sabia se saia correndo, se gritava por socorro, ou se simplesmente se jogava no chão e fingia-se de morta

O que mais ela poderia esperar da vida? Definitivamente alguém lá em cima não gostava dela, alem de tudo o que já havia acontecido em sua vida, agora um ladrão estava roubando a mansão e ela teve o desprazer de estar sozinha e encurralada naquele sótão empoeirado

O ladrão á olhou com confusão, confusão esta que logo se transformou em raiva, deu dois passos longos na direção dela que em resposta deu dois para trás

- Leve tudo! Mais deixe a minha vida – gritou indo para trás do piano, o ladrão foi atrás dela tentando pega-la

- Fica longe de mim seu animal! Eu tenho um é... – olhou em volta – um vaso? É! Eu tenho um vaso e não tenho medo de usar! – avisou pegando o vaso que estava em cima do piano

Percebendo o que a garota tinha em mãos e tentava quebrar, o assaltante pareceu um tanto quanto nervoso, provavelmente era um daqueles vasos que valiam fortunas. Ela não queria nem saber, sua vida valia mais!

Ele foi com tudo para cima dela tentando recuperar o vaso, percebendo o ato ela gritou um sonoro socorro e atirou o vaso na cabeça dele, saindo correndo logo em seguida

Para sorte dele, e azar dela, sua pontaria era horrível.

O assaltante olhou os pedaços do vaso caídos no chão, e depois olhou para ela tal como aqueles caçadores de monstros de filmes baratos olham para sua presa, no caso, ela era a presa

- Socorro! Alguém me ajude – gritava Bella tentando escapar dele, mas parecia que algum idiota tinha escondido a porta

- Por favor, não me mate! Eu tenho uma mãe pra cuidar – disse enquanto corria para o único lugar que uma moça indefesa na presença de um homem enorme tentando pega-la jamais correria. A cama

Ao dar-se conta da burrada que tinha feito, e de que estava encurralada entre a parede, uma mesinha de cabeceira e a cama, olhou para o assaltante que vinha em sua direção — tal como um felino pronto para dar o bote – com olhos suplicantes, sentia que aquele seria o seu fim

- Mãe, eu te amo – disse suas ultimas palavras e fechou os olhos esperando pela hora da morte

Sentiu que ele a empurrava, imaginou que para cima da cama

“Oh céus, iria estuprá-la, depois picar o corpo, dar as partes moles para um cachorro esfomeado comer e o resto jogaria no riu. Adeus mundo cruel”

Mas nada, esperou mais um pouco, e nada. Fala serio! Pobre ate pra morrer tinha que esperar em uma fila? Abriu apenas um olho, só para reparar em quantos ainda haviam em sua frente, mas o assaltante não estava mais ali

Abriu o outro olho e se deu conta de que ela é que não estava mais no sótão, estava no corredor e a porta fechada. Olhou para a fechadura tentando entender o que havia acontecido. Será que ela tinha imaginado tudo aquilo?

Olhou para o chão, e as coisas que haviam caído da bandeja ainda estavam ali, como que para responder sua pergunta. Não sabia se estava aliviada, por não ter sido estuprada ou se ofendida. Qual é? Ela não era estuprável o bastante para ele?

Decidiu que era melhor não ir questioná-lo. Tomou uma lufada de ar e saiu correndo dali

Desceu as escadas na velocidade da luz, e quase tropeçara mos últimos degraus. Precisava ser rápida, tinha que chamar a policia

Chegando a cozinha esbarrou em Ângela e quase deu a ela o mesmo destino que os legumes que ela segurava: o chão

-Menina, o que houve? Aonde vai com tanta pressa?

- Eu... eu... eu vi..

- Você viu o que? Fale de uma vez! Você viu um fantasma por acaso?

- Não, eu vi um ladrão!

- Oh meu Deus! Aqui? – cochichou a mulher com medo de ser ouvida. Rapidamente pegou a mão da menina e começou a puxá-la para fora onde ambas estariam seguras

- sim, esta lá em cima, no sótão – cochichou de volta, andando junto com a mulher também temerosa

A mulher parou de andar e olhou seria para a menina

- No sótão? – disse em tom reprovador

- É – respondeu confusa com a mudança de humor repentina da mulher

- E o que você foi fazer no sótão? Não já te avisaram que aquele lugar é proibido?

- Sim, mais

- Mais nada Isabella. Se a senhora Cullen te pega no terceiro andar sua mãe será despedida. É isso o que você quer?

- Não, mais

- Então por que subiu lá?

- Eu... eu me perdi, estava procurando o nosso quarto – que por sinal fica no primeiro andar – Mais o que isso importa? O importante não é que tem um ladrão no sótão e nós precisamos fugir sorrateiramente?

- Não foi um ladrão o que você viu – disse a mulher voltando a seus afazeres, recolhendo os legumes que havia derrubado e os guardando a geladeira

- A não? E o que foi então? O fantasma de algum antigo morador que faleceu e agora vive no sótão? Vou ser bem sincera com você Ang, eu não acredito em historias de terror, por tanto o que eu vi, definitivamente não era um fantasma

Ângela suspirou triste, de certa forma a menina acertara, realmente podia-se dizer que era um fantasma quem vivia no sótão

- Não Bella, não é um fantasma, é o filho do senhor Cullen quem você viu agora me ajude com isso ande

- Não Ang, não foi o filho do senhor Cullen quem eu vi, conheço bem o Emmett, se fosse ele eu o teria reconhecido

- Sim, eu sei disso, mas não é de Emmett que estou falando e sim de Edward, o filho mais velho do senhor Cullen

- Como assim? Desde quando ele mora aqui que eu nunca vi?

- Desde sempre. Ele fica lá em cima o dia inteiro, nuca sai, é por isso que você nunca o viu antes. Agora, chega de perguntas mocinha, vamos esquecer que você subiu lá em cima certo? Esse será o nosso segredinho, mas você tem que me prometer que nunca mais vai subir lá em cima novamente certo? E eu estou falando muito serio Bella, se Victoria te pega lá em cima, ela é capaz de jogar você escada a baixo

Bella não fez mais perguntas, mas nunca se esquecera do estranho no sótão, sempre se se surpreendia questionando internamente o motivo pra ele nunca ser visto andando pela casa

Dias depois estava sentada em sua cama, já estava pronta a alguns minutos mas o nervosismo não a deixava se levantar

Estava nervosa não por ser o seu primeiro dia de aula, mas por ser o seu primeiro dia de aula em uma escola particular

Algumas semanas antes fizera uma serie de provas, concorrendo a uma bolsa de estudos. Para orgulho de sua mãe e surpresa dela, passara em todas

Mas agora estava com medo de como seria tratada, ela não seria mais a nerd sem graça no meio da turma, agora ela seria a pobre no meio dos ricos

Olhou-se no espelho, lembrando que a mãe esta na cozinha com um uniforme ridículo de faxineira, ela precisava disso para garantir um futuro melhor para a ela

- Vamos lá Bella. Por ela seja forte, você prometeu

Levantou-se com uma expressão determinada no rosto e foi para a cozinha onde a mãe e Ângela cuidavam do café

- Olha se não é a estudante mais linda que eu já vi – brincou-lhe Esme, ela apenas sorriu em resposta, pegou um sexto de pães e foi para a sala de jantar, onde acontecia o café da manha dos senhores

Quando estava a alguns passos da mesa estacou vendo o estranho descer as escadas. Durante todo o tempo que esteve ali nunca o vira participar de nenhuma refeição em família

Ele também a olhou, trocando a expressão de triste para raiva, ambos ficaram ali por segundos apenas se olhando um com raiva, o outro com medo de ser entregue

- Anda minha filha, não vamos ficar aqui o dia todo não sabia – apressou-lhe Victoria. Ela foi ate a mesa depositando o sexto ali, e em seguida praticamente correu para a cozinha

- Vai tomar o café hoje conosco meu filho? – Edward nem olhou na direção do pai, agiu como se ninguém tivesse falado nada, apenas terminou de descer as escadas e sentou-se ao lado da Irmã

- É claro que ele tomara o café conosco, é nossa tradição de primeiro dia de aula. Ate parece que você não sabe disso paizinho – respondeu Alice, com um enorme sorriso nos lábios

- Claro filha, é que as vezes eu acabo me esquecendo disso, afinal é só uma vez por ano que seu irmão nos da essa alegria

- É mesmo, e por isso, e só por isso, hoje nada pode estragar o meu dia, nem ruivas azedas e insignificantes

Carlisle estava tão feliz em ver os três filhos reunidos à mesa que nem notou o olhar de ciúmes que a mulher lançou na enteada quando ela abraçou o irmão mais velho de um jeito tão carinhoso que só poderia ter herdado da mãe

- Muito bem, eu começo – anunciou a garota, era costume deles no primeiro dia de aula fazerem desejos uns aos outros – Emmett, que esse ano você consiga sair do segundo ano, daqui a pouco vão te dar pós-graduação em segundo ano – gargalhou

- Não tem graça. Eu só repeti duas vezes e foi culpa dos professores que cismam com a minha cara – a garota gargalhou ainda mais

- Agora os professores têm culpa que você tenha pouco cérebro?

- Ei pode ir parando! E o Edward? Eu vou ser pós-graduado no segundo e ele vai ter doutorado no terceiro – fez birra

- A não, eu já tenho tudo planejado, esse ano vou fazer um abaixo assinado exigindo que os professores passem o Edward de ano – os dois irmãos gargalharam, Edward, no entanto, se quer olhou para os irmãos, quem dirá deu um sorriso. Os irmãos perderam a graça e olharam um para o outro

-Minha vez! – anunciou Emmett – Alice, que esse ano você cresça e pare de usar esses salto enormes

- Por acaso você esta insinuando que eu sou baixa?

- Edward que coisa feia. Para de ficar zuando a nossa Irmã

- Ta, agora meus desejos para o Edward – o estranho deu-se ao trabalho de olhar para a irmã a fim de ouvir seus desejos de primeiro dia de aula – Que esse ano seja melhor do que o anterior e que você encontre o motivo que precisa para voltar pra mim

Deu um longo beijo nele para selar seu desejo, o estranho continuou a olhando da mesma forma sem mudar se quer uma vez a expressão de seu rosto

Carlisle e Emmett desejavam a mesma coisa, mais ao contrario de Alice não mantinham mais esperanças de que um dia isso viesse a acontecer realmente

- Ta, minha vez – anunciou Emmett – Edward que neste ano você encontre uma mulher que te deixe sem chão e te obrigue a voltar para os prazeres da vida – Edward já havia encontrado essa mulher, e ela foi arrancada dele. Seu nome, Elizabeth Cullen – Por falar nisso, você já viu a filha da nova empregada que pitel?

- Emmett, por favor, não diga besteiras. Ela é apenas uma serviçal, jamais estará a sua altura muito menos a de seu irmão

- Eu não vejo o porquê Victoria, ela é bonita sim e tem a mesma idade que os meus irmãos – Alice sabia que ela entenderia o recado

- Querida enteada não deveria desejar tão pouco aos seus irmãos – falou Victoria rindo falsamente, mais Alice sabia atuar, e muito bem na opinião dela. Colocou no rosto o mesmo sorriso falso que a madrasta

- Querida madrasta, não desejo de maneira nenhuma o pior a meus irmãos, muito pelo contrario, a ambos só quero o melhor

- E acha mesmo que o melhor para eles é a filha da empregada?

- Eu acho que não me importa a classe social da garota que conquistar o coração deles desde que ela não seja uma víbora, assassina, mau caráter e arrogante. A sim e que também não tenha idade para ser avó deles

- O que você quer dizer com isso Alice? Eu não entendi

- A você entendeu sim, mais em todo caso, simplesmente. Não meta-se onde não foi chamada!

- Alice, por favor! Estamos tomando o café, seu irmão poucas vezes resolve juntar-se a nós durante as refeições, e quando isso finalmente acontece você quer fazer do evento uma guerra?

- De maneira nenhuma meu pai, eu sou apenas uma pessoa que gosta de demonstrar sua opinião. E não concordo com minha madrasta quando ela diz que as pessoas são inferiores a nós

- Ok minha filha, entendo sua posição e a respeito, mas, por favor, não vamos tornar a mesa um campo de batalha, tudo bem?

- Claro! Ate por que o irmão mais lindo do mundo esta tomando café comigo, então já sei que meu dia vai ser perfeito

- É nessas horas que eu me sinto o irmão excluído. Ninguém me ama, ninguém me quer – colocou um enorme bico no rosto tal como uma criança mimada

- Oh! Mett você sabe que eu também te amo – foi ate o irmão dando um abraço apertado nele

Carlisle sentia uma imensa satisfação em ver os filhos reunidos à mesa, mesmo Edward ainda tendo a expressão triste no rosto e nem se dignar a olhar para ele, ao menos ele estava ali, ele nem se lembrava de quando fora a ultima vez que ira o filho sentado à mesa com eles.

Provavelmente, a um ano atrás, no primeiro dia de aula, como eles faziam sempre, uma tradição que se iniciara quando Alice foi pela primeira vez a escola. Elizabeth vendo o temor nos olhos da filha inventara essa tradição para acalmá-la, onde todos deveriam desejar boa sorte e coisas boas para o ano que estava se iniciando

Carlisle estava tão entretido admirando os filhos que nem percebera a esposa que não desgrudava os olhos do enteado mais velho, ela o admirava, não como o pai ou os irmãos, ela o admirava como uma mulher admira um homem, seu olhar era um olhar de desejo. Sua expressão mudava toda vez que Alice beijava ou abraçava o irmão

Enquanto toda essa cena se desenrolava na sala, Bella observava por uma fresta atrás da porta da cozinha a típica família feliz

A principio, queria certificar-se que Edward não contaria sua pequena infração, porem logo se viu presa na face do rapaz, a tristeza aparente nela por alguma razão, a deixava triste também

Houve um momento que ele a olhou sentiu seu coração acelerar e seu estomago revirar, mas pelo amor de Deus Isabella, você esta escondida atrás da porta, como que ele pode esta olhando diretamente para você? Repreendeu-se

Continuou o olhando e mesmo sabendo que era impossível, sentia-se como uma pessoa que é pega encarando a outra. Porem não conseguia desviar os seus olhos, era como se estivesse presa na dor presente nos dele.

- Bella? – pulou de susto ao ouvir a voz da mãe, tão próxima de si. Estava tão entretida tentando descobrir o porquê da tristeza do rapaz que nem notara a aproximação de sua mãe – o que esta fazendo ai?

- Nada, só olhando

- Ande logo, ou vai chegar atrasada. Bem levara Ang no mercado e eles te darão uma carona, para voltar ele prometeu que dará um jeito de ir pega-la

- Já estou indo – deu uma ultima olhada para a mesa, porem não mais encontrou o olhar triste em sua direção, suspirou, deu meia volta e foi para a saída

Assim que se virou duas obres verdes voltaram a olhá-la. Edward só poderia estar ficando louco, não tinha outra explicação

Primeiro dia de aula e escola nova tem combinação melhor do que essa? Com toda a certeza não. Ainda mais em uma cidade minúscula onde todo mundo conhece todo mundo, e que, para melhorar a situação, só havia uma escola

Por tanto não bastava ser primeiro dia para todos ali, o único rosto diferente naquele lugar era o de Bella, e parecia que todos estavam cientes disso, já que não paravam de olhá-la

E como nada na vida de Isabella Swan não é ruim o suficiente a ponto de não poder piorar, ela não conhecia a escola, então precisava de um mapa que lhe tampava toda a visão. Que ótimo!

- Ei! Olha por onde anda sua desastrada! Quase acabou com a minha roupa – Bella mal teve tempo de abrir a boca para pedir desculpas e a garota em quem esbarrara já se adiantara em reclamar

Bella retirou o mapa da frente do rosto e se deparou com uma loira de tremendos olhos azuis gritando histericamente por conta de duas gotinhas de coca-cola que fora parar em sua roupa

Que ótimo! Uma Pat gritou mentalmente, ela só não perguntava se alguma coisa poderia piorar por que sabia que se tratando dela tudo podia piorar

- Olha me desculpe ta legal! Eu não te vi, e alem disso nem da pra perceber. — A loira parou de falar, piscou duas vezes confusa e depois voltou a falar atropelando as palavras

- Não dá pra notar? Como assim não da pra notar? Eu praticamente estou com um letreiro A Lá motel de beira de estrada com os dizeres: olhem pra mim, estou suja de coca-cola

- Se você continuar gritando isso com toda certeza vão olhar mesmo. E se é tão humilhante ter a blusa manchada eu troco com você não tem problema, você quer a minha? – a loira pareceu avaliar a roupa dela, tudo bem que seu uniforme era de segunda mão, mais qual é? Estava limpinho

- Com toda certeza não. Eu tenho outra no meu armário. A propósito, eu sou Rosalie, Rosalie Halle

- Isabella, mas pode me chamar de Bella

- Não é muito legal ficar andando com mapas por aqui. É praticamente o mesmo letreiro que eu tenho só que com os dizeres: “SOU NOVA AQUI”. Me diz qual é a sua sala, talvez eu poça te ajudar

- 154

- É a minha também, vamos eu te levo, só preciso passar no meu armário antes para pegar uma echarpe para esconder essa mancha

Rosalie ate que era legal, levou Bella ate a sala, e qual não foi a surpresa da mesma ao entrar na sala e deparar-se com ninguém mais ninguém menos do que Edward Cullen

O mesmo olhou para ela e depois virou a cara, como se nunca tivesse visto antes

Bella sentou o mais afastado que pode dele, na verdade, sentou-se do outro lado da sala, e se não fosse a parede teria sentando ainda mais longe

- Ei você, esta sentada no meu lugar – Bella olhou para cima se deparando com um loiro muito bonito que mantinha um sorriso zombeteiro no rosto

- É mesmo? Não estou vendo o seu nome nele

- A mais esta ai, bem aqui olha – e realmente estava, em um canto da parede estava escrito, pertencente a Jasper Halle

- Jasper para de encher o saco da garota! – ordenou Rosalie – Não liga não, esse é Jasper, meu irmão gêmeo, ele é um idiota. Jasper essa é Isabella

- Bella, pode me chamar de Bella

- Muito prazer Bella, como essa garota já disse, sou Jasper, mais pode me chamar de... de Jasper mesmo – riu da própria piada sem graça

- Eu sei – disse Rosalie se escondendo atrás do fichário cor de rosa – É que nós éramos siameses, ai na hora de separar esqueceram de dividir o cérebro e eu acabei ficando com todo ele. Trágico, trágico

- A rainha da inteligência falando

- Jasper pelo amor de Deus, cale a boca

- Cala a oca você sua loira azeda

- Falou o africano

Bella realmente era um imã para loucos. Sentiu que alguém a olhava, e poderia estar ficando louca, mas pela intensidade do olhar ela poderia jurar que sabia quem era.

Virou-se cautelosamente na direção que ele estava, só para identificar que realmente estava ficando louca, ele estava concentrado lendo um livro, e a aula nem tinha começado ainda

O professor entrou na sala, se apresentou, falou um pouco sobre a matéria e essas coisas que acontecem em primeiro dia de aula. Pediu para que todos se apresentassem

Bella viu-se ansiosa para chegar a vez de Edward, não sabia explicar o porquê, mas queria ouvir a voz dele, saber como era. Seria grave, suave, aveludada, sexy. Tantas opções, mais nada. Quando chegou a vez dele simplesmente o professor o pulou, como se a cadeira em que ele estava sentado estivesse vazia

Ele nem ligou, continuou rabiscando em seu caderno, como se nada estivesse acontecendo, ele nem ao menos prestava atenção no que os colegas diziam de si mesmo

O dia todo se seguiu da mesma maneira, apresentações e mais apresentações, e em nenhuma delas a voz de Edward era ouvida, sempre isolado na ultima cadeira, sozinho. E os professores também não faziam a menor questão de que ele falasse ao menos o nome

Bella estava deitada em sua cama recordando o dia na escola. Ainda não conseguia entender porque todos pareciam ignorar Edward Cullen

Ela queria de algum modo se aproximar, queria saber mais sobre ele, parecia que tinha a necessidade de arrancar aquela tristeza que preenchia o olhar dele, tristeza essa que muitas vezes já vira refletida no espelho em seu próprio olhar

A mesma tristeza que preenchia também o olhar da linda mulher no quadro. Não tinha duvidas, aquela mulher era a primeira esposa de doutor Cullen

Na hora do almoço, ficara esperando atrás da porta que ele descesse para almoçar com a família, queria vê-lo e tentar desvendá-lo, porem assim como todos os outros dias, ele não descera. Depois que Alice almoçou, ela fez uma bandeja com o almoço, suco, fruta e uma rosa vermelha e subiu pelo elevador

Ângela contara a Bella, que tão dedicada, fazia isso todos os dias, em todas as refeições, desde a morte da primeira senhora Cullen, Ângela era sempre muito reservado quando dizia respeito aos patrões, Bella perguntara muitas coisas a respeito do estranho, porem, ela pouco respondia

As únicas informações que conseguiu retirar foi a de que ele ficara assim isolado após a morte da mãe, e que antes disso era o menino mais bem visto da cidade, sempre distribuindo sorrisos, Bella queria acreditar nisso, mas era difícil realizar tal tarefa, visto que ele nunca tirava o ar de tristeza do rosto

Na hora do jantar Bella viu-se preocupada com quem levaria a janta para Edward, os irmãos Cullen foram a uma festa da escola de boas vindas e o doutor recebera um chamado urgente do hospital

Perguntou a Ângela sobre quem levaria comida a ele, Ângela respondeu que a senhora não permitia que ninguém se aproximasse do sótão, e ela já sabia disso. A única que levava alguma coisa pra ele era Alice, primeiro por ser a única pra quem ele abria a porta, segundo por ser a única com coragem o suficiente para enfrentar a madrasta e sua conversinha mole de que se fizesse isso sempre ele nunca se juntaria a família durante as refeições

Bella ate se candidatou a subir lá sem que a senhora visse e bater na porta, como era hora da janta ele pensaria que era Alice e abriria a porta

Ângela riu das ilusões da menina, e explicou-lhe que Edward não era burro, primeiro com toda a certeza saberia que era hoje a festa do colégio, já que também estudava nele, e conhecendo a vida social agitada dos irmãos sabia que eles não ficariam de fora de uma festa

E em segundo lugar, Alice não fazia nada sem comunicar o irmão antes

Bella já esta a imaginar outra forma de levar comida para ele quando viu uma cena que pensou em pedir a Ângela para beliscá-la, só para assegurar que não estava sonhando

Victoria entrava na cozinha utilizando nada mais do que um robi transparente preto todo aberto revelando um espartilho vermelho por baixo e meias três oitavos da mesma cor berrante

Pediu para que Ângela preparasse a bandeja de Edward, teve que limpar a baba ao ver a senhora colocar a mesma rosa que vira Alice colocar mais cedo, depois entrou no elevador com um enorme sorriso e sumiu

Bella olhou para Ângela que parecia estar achando tudo muito normal, como se aquela cena fosse algo comum para a cassa

- Não temos nada haver com isso. Ande menina, vá dormir com sua mãe – ordenou-lhe a mulher – de qualquer jeito ele não vai abrir a porta mesmo – murmurou para si mesma, voltando a guardar a louça que Bella havia secado e empilhado no balcão

Bella adoraria ter ido deitar, porem não conseguiu, sentia um sentimento estranho aflorar dentro dela sempre que imaginava o que estava acontecendo no sótão

Cerca de dez minutos depois a porta do elevador foi aberta e por ela passou uma Victoria enfurecida

- Que ódio! – gritou tacando a bandeja intocada no chão. Passou as mãos no cabelo puxando os fios para trás, se Bella ficou boquiaberta antes agora não sabia como estava

- Esta olhando o que menina? – gritou, fuzilando Bella com os olhos – E você Ângela? Esta esperando o que para limpar essa bagunça? E depois me leve um remédio para dor, minha cabeça vai explodir

Assim que a senhora virou as costas Ângela deixou escapar um sorrisinho por entre os lábios. Ela realmente não desiste

Ângela já sabia que aquela cena acabaria assim. Edward não iria abrir a porta para aquela imunda. Não ia, não o seu garoto

Bella olhou toda aquela comida no chão, sentia-se aliviada e ao mesmo tempo angustiada, aquilo tudo significava que ele não abriu a porta, e isso era bom, ela só não sabia o porquê, como Ângela disse, não era da conta dela. Porem também significava que ele não tinha comido, e isso não era bom

Imaginar que ele estava com fome estava tirando o sono dela

- Ainda acordada Bella? – Ângela entrou no quarto, já se preparando para dormir

- É, estou um pouco sem sono – Ângela a olhou de um jeito que só aquela mulher conseguia olhar, de um jeito como se pudesse ver a sua alma, deu um sorrisinho de canto, virou-se para um criado mudo, pegou uma chave que levava no pescoço destrancando a gaveta do móvel, sentou-se em sua cama e começou a procurar algo dentro da mesma

- Você coleciona alguma coisa Bella?

- Que? – Bella não via sentido na pergunta da mulher

- Eu coleciono chaves, as acho fascinante, a quantidade de coisas que você pode trancar ou abrir com elas, é realmente incrível, infelizmente, nem tudo podemos abrir utilizando uma chave, a alma das pessoas, por exemplo, esta você precisa conquistar a confiança e esperar que a própria pessoa lhe entregue a chave e revele o que tem escondido dentro de seu ser, muitas vezes, se você é paciente o suficiente, ganha mais do que uma espiada na alma de alguém, ganha também seu coração, outra coisa que não podemos abrir com uma chave – Ângela estava bem? Bella imaginou que ela andava trabalhando de mais, definitivamente precisava de uma folga.

Viu a mulher retirar uma chave de dentro da gavetinha e ficar olhando para ela

- Tenho tantas chaves que nem sei mais pra que porta servem, essa aqui, por exemplo, posso jurar que abre a porta do sótão – os olhos de Bella chamuscaram para a chave que a mulher segurava e não deixou de notar quando a mesma foi depositada casualmente em cima da mesa de cabeceira

- A senhora já foi se deitar tomou um sossega leão que provavelmente só ira despertar amanha de manha. Tem coisas saborosas na geladeira, por que você não vai ate lá e faz um lanche? Talvez te ajude a dormir – a mulher sorriu para ela ingenuamente – acho que esqueci uma bandeja em cima da mesa, você guarda para mim? – dizendo isso entrou para o banheiro

Bella mais do que depressa pegou a chave e correu para a cozinha. Minutos depois, Ângela saiu do banheiro inspecionando a mesa onde acidentalmente esquecera a chave do sótão

Ela era a única que tinha uma copia daquela chave, ainda da época da senhora Elizabeth. Sempre quando Alice saia, após o showzinho da madame ela dava-lhe um calmante no chá e levava alguma coisa no quarto do menino

Abria a porta, deixava em cima da mesa e saia. Ele sempre fingia não notar a sua presença. Partia-lhe o coração vê-lo daquele jeito. Nem parecia o seu garoto. O pequeno garoto de carinha redonda e covinhas que ela embalara em seu colo e vira crescer

Ela viu a menina Isabella escondida atrás da porta – muito mal escondida, diga-se de passagem – viu também, que Edward também havia notado a presença da garota, e viu o modo como ele a olhou

Seu sexto sentido dizia que seria Bella quem traria Edward de volta a vida, e ela estava apostando todas as suas fichas nisso

Bella entrou apressada na cozinha, abriu a geladeira e pegou ingredientes para dois sanduíches, os preparou rapidamente, colocou para aquecer no microondas enquanto despejava suco em um copo, pegou uma maça e um bom pedaço de torta de nozes que tinha por lá, colocou tudo na bandeja da melhor forma possível

E que Deus a ajudasse, mais ela levaria para ele.

CONTINUA...

Notas finais
bom gente é isso, eu quero agradecer a todas que estão lendo, essa fic é muito especial para mim estou me dedicando muito a ela, ontem eu escrevi o meu cap favorito ate agora, intitulado elizabeth, nem preciso falar sobre o que ele fala ne gente rs é obvio que nele o edward vai contar quem foi a mãe dele, como ela morreu, e como ele se sente a respeito disso, na minha opinião ate agora é o cap mais lindo da fic, nem o prologo supera rs
bom bjus e não esqueçam do reviewr