O Espetacular Homem-Aranha.
1 Capítulo 1
20 de agosto de 2000.
“
– 5... 4... 3... 2... 1! Esconde logo que eu já estou indo! – disse a criança, levantando-se da escada aonde esteve sentada, esperando que seu pai se escondesse. O menino olha para os lados, procurando algum sinal. Isso! Ele avista um par de sapatos atrás da cortina, e vai correndo puxar o pano, antes que o pai fuja. Mas ele encontra apenas uma vassoura.
Peter vaga pela casa, vasculhando por todos os cantos, abrindo cada porta... No caminho ele encontra os óculos de seu pai, cuidadosamente colocados em cima de uma mesinha com fotos da família. Ele os experimenta rapidamente, e depois volta a procura de seu alvo.
Então ele decide procurar no escritório de seu pai, mas quando abre a porta ele vê que tudo está quebrado e revirado, seus papéis soltos em cima da mesa, os móveis fora do lugar. O menino chama por seu pai, amedrontado.
— Pai! Paaaaai! – ele fala.
O pai chega, correndo. Começa a fazer coisas sem sentido, reunir papéis e apagar anotações que havia feito em seu quadro. O menino olha atentamente para o pai, tentando entender o que está se passando. A mãe do pequeno Peter, de apenas 5 anos, o leva no colo, e começa a preparar suas coisas.
— Mamãe, o que está acontecendo? – ele indaga. Porém a mãe, igualmente assustada com a situação e em prantos, nada tem para lhe dizer. Ela não pode contar o que se passa, não quando ele está correndo tanto perigo.
O menino é levado pelos pais até a casa dos tios. Os adultos conversam na mesa, e o menino apenas não entende nada. Ele fica de fora, esperando alguma explicação. A tia olha-o com compaixão, o que o faz ficar ainda mais encabulado.
Depois de muita conversa, o pai se agacha perto de Peter, lhe dá um abraço e começa a conversa que mudaria de vez o rumo de todos.
— Precisamos conversar, Peter. – ele começa. – Você vai ficar com a tia May e o tio Ben por um tempo.
— Mas eu quero ir com vocês dois! – o menino chora. Apesar de novo demais para entender a gravidade do que estava acontecendo, ele não quer se separar de seus pais.
— Não. – é tudo que o pai diz, evitando mais sofrimento. Lhe dá um beijo demorado na cabeça. ‘ Talvez o último’, pensa.
A mãe, já chorosa, vem abraçar o filho. – Ele só gosta de pão sem casca no sanduíche... – chora, — E só dorme com a luz do abajur acesa.
O pai, prevendo o perigo iminente, puxa a mulher pelos braços, a levantando. – Venha, temos que ir. – abraça o garotinho mais uma vez, agradece ao irmão e abre a porta.
A mulher sai, antes que se arrependa do que estava fazendo. Peter grita ‘ Papai, não vá!’. Mas tudo que Richard Parker faz antes de ir embora de vez é assoprar-lhe um beijo, e dizer ‘ comporte-se, Peter.’ .
Notas finais
QUEM GOSTOU DA INTRODUÇÃO À HISTÓRIA MANDA UMA REVIEW! O/
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