– Hey Sara! Chegou em uma boa hora, nós estávamos tentando convencer o Matt de entrar em um brinquedo antigo, mas ele não quis por que tem medo. Ele é um bebezão!

–Não sou um “bebezão”! Deixe-me em paz, Paul.

–Qual o brinquedo? — Perguntou Elizabeth.

–Não vai querer saber, garotinha.

–Qual o brinquedo?

–Calma, não precisa ficar brava, é aquele ali- Disse Paul apontando para uma sala de espelhos. — mas cuidado, dizem que é enfeitiçada, hahaha!

–Não acredito em magia.

Elizabeth entrou calmamente no brinquedo e seguiu por um corredor, passando pelos mais diversos espelhos até que chegou em um que lhe chamou a atenção; era um espelho todo dourado com uma caveira esculpida em sua parte superior, porém, quando ela ia se aproximar do mesmo, uma borboleta de assas pretas adentrou a sala e pairou ao seu redor.

Observando e admirando cada movimento da borboleta, Elizabeth ficou pasma quando o pequeno inseto atravessou o espelho como se este fosse gelatinoso. Agora, chegando cada vez mais perto, a menina tocou o vidro do espelho e se espantou por conseguir também atravessá-lo como se fosse mágica.

Uma luz forte cegou seus olhos por alguns instantes forçando-a a fechá-los, mas não por muito tempo, já que quando sentiu uma leve brisa percorrer-lhe o corpo e ouviu um barulho familiar que mais tarde reconheceria como sendo o barulho das ondas, Elizabeth tornou a abrir os olhos, não acreditando naquilo captado pelos seus ouvidos.

E não pode acreditar no que via; ela estava de frente para o mar, em uma praia linda... Talvez a mais linda que já vira em sua vida.

De repente, ela ouviu um barulho que quebrou toda a magia do momento e virando-se assustada, viu uma sombra se aproximar por entre os arbustos perto de seus pés.

–Quem... Quem está aí?