Notas iniciais
Gente, mais um capítulo! Espero que gostem. Lembrando que sintam-se a vontade para comentar e até mesmo apontar alguma coisa que pode ser melhorada na gramática. Abraço! Divirtam-se! :D

Três meses se passaram desde que Suna e Lilian se juntaram ao grupo. Lion continuava a pensar numa forma de libertar os escravos que estavam em Ardian e também a preparar as coisas que precisariam para uma possível viagem. Enquanto isso, o jovem rapaz passava todos os dias treinando com William para aumentar a sua força e melhorar a sua base. Ao observar a vontade de Suna de crescer e ficar mais forte, Lilian, sabendo que Erina era uma médica, pediu que ela fosse sua Mestra e passou a treinar também. Estando nos arredores da cidade, Suna passaria por um de seus treinamentos mais difíceis:

– Suna, vamos ver como está a sua força. – disse William

– Espere aí, quem vai testar a minha a força? – Perguntou o rapaz, preocupado.

– Serei eu mesmo.

– O quê?! Mestre William, com todo o respeito eu ainda quero vi... – Sem conseguir terminar o que dizia, percebeu que por cima de sua cabeça uma tora vinha com força suficiente para esmaga-lo, rapidamente conseguiu desviar com um pulo pela lateral e quando viu o golpe, a parte que acertou o chão havia se despedaçado.

– Sério mesmo que vai ser assim?! – gritava Suna desesperado. – Você quer me treinar ou me matar de uma vez?

– Você fala demais rapaz. Lembre-se na hora da luta não há tempo para se distrair, vamos pegue o escudo que está perto de você. – disse William.

Assim que Suna pegou seu escudo, William correu em sua direção e com o mesmo golpe o fez ficar ajoelhado.

– Garoto, lembre-se de seus fundamentos e de como receber um golpe. – explicava William.

Suna então se posicionou de maneira que pudesse empurrar a tora com o escudo e pular para a lateral, mas mesmo fazendo isso, não conseguiu ficar numa distância boa de William que aproveitou o momento e usando o alcance da tora acertou o escudo de Suna jogando-o para longe e em seguida lhe disse:

– Suna, durante a batalha você tem que pensar em todos os movimentos possíveis do seu adversário, procurando antecipar-se a ele.

A luta então continuava cada golpe que William desferia em Suna o fazia ficar mais forte, porém, toda vez que a tora acertava seu escudo, o rapaz era jogado para longe. Precisava pensar em algo que pudesse desarmar o grandalhão e lembrou do primeiro golpe de William e percebeu que se quisesse tirar aquele pedaço de madeira das mãos dele, teria que fazê-lo golpear por cima para acertar o chão, mas para isso o seu desvio precisa ser tão rápido quanto o golpe. Suna se posicionou para correr na direção de William.

– O que ele pensa que está fazendo? Por acaso esqueceu que eu sou maior que ele? Se entrar num confronto direto, não tem como ganhar de mim. – Pensava o grandalhão.

Suna começou a correr e estando perto de William, deslizou no chão com o escudo acima da sua cabeça. Nessa hora, o rapaz fechou as opções de ataque do William, fazendo-o golpear por cima, foi quando o grandalhão percebeu.

– Espera, no momento em que ele se aproximou de mim limitou os meus movimentos e quando se colocou numa posição em que o escudo protegeria todo o seu corpo, fez com que eu tivesse uma única forma de ataca-lo. Será que ele realmente pensou em tudo isso? – Perguntava William, a si mesmo.

Quando a tora acertou o escudo de Suna, ao invés de absorver o golpe, desviou-o com o escudo para que acertasse o chão, despedaçando o pedaço de madeira, estava feliz que seu plano havia funcionado. Entretanto, esqueceu-se de um detalhe importante, na hora em que ele desviou a tora com o escudo, abriu a sua defesa, possibilitando que William agarra-se sua perna, jogando-o mais uma vez para longe.

– Muito bem pensado, meu jovem. – Disse William sorrindo. – Mas, você esqueceu uma das primeiras lições que Lion havia te ensinado, porém, me fez cair direitinho na sua armadilha. Agora, tenho uma pergunta: Você irá desistir?

– Não! – Respondeu Suna, levantando-se com o corpo todo dolorido. – Eu ainda irei derrota-lo.

– Que maravilha! Esse é o espírito, que bom que você respondeu isso, do contrário eu teria trazido essa carroça à toa.

– Hã?! O que tem nessa carroça?

William tirou o pano que cobria a carga e respondeu com um grande sorriso: — Um estoque de um mês de lenha, em forma de tora.

– O QUÊ?! Onde você conseguiu tudo isso? – Perguntou Suna inconformado com a situação.

– Eu mesmo cortei. Erina não gosta das lenhas comuns que eu trago, porque ela diz que eu não tenho noção da minha força e que a lenha fica parecendo graveto, por isso que eu levo essas toras e depois ela faz o chefe e o Aristides cortarem num formato normal. – respondeu William. – Agora, vamos jovem rapaz, estamos apenas na metade do dia.

Suna começou a suar frio ao ver tudo aquilo e se perguntava se iria conseguir sobreviver ao treinamento. Quando Ana chegou ao local de treinamento, acompanhada de Erina, Lilian e Lion, com o almoço deles. Sem pensar duas vezes correu até Ana e abraçou-a agradecendo por ter chegado, Lilian ficou com tanto ciúme que deu um cascudo em Suna. Lion olhou para William e disse em voz baixa:

– Ei, não te lembra de alguém? – E apontava para Erina, que ao perceber também deu um cascudo em Lion.

– Ah, quanta força Mestra Erina, quero um dia chegar ao seu nível! – Falava Lilian impressionada.

Após se levantarem, Lion e Suna correram para abraçar Ana e diziam:

– Ana! Por favor, nos proteja!

Erina e Lilian ficaram ainda mais nervosas. William percebendo que a situação não iria melhorar, perguntou ao Lion se tinha alguma novidade quanto ao plano. Ele então respondeu:

– Sim, partiremos amanhã em direção à Ardian e juntos iremos libertar os escravos.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.