Notas iniciais
Yooh, galerinha do bem! Como vão vocês? ~Le PC Siqueira voice~
Nhem demorei tanto assim, né? É mais pela falta de tempo mesmo, pq ando muito empolgada com esses últimos caps. Espero que compartilhem dessa empolgação comigo!
Sem mais, sejam felizes! *apanha*
Empoleirada em uma árvore, mantendo anormalmente o equilíbrio em seus pezinhos pequenos e delicados, ela sentia o coração apertado. Bom, não literalmente, e sim no sentido figurado.

-Minhas crianças... tudo isso é mesmo necessário?

-Sabe que sim. — A voz grave ao seu lado não a sobressaltou. O mago negro não sorria, ante a tristeza daquela que outrora lhe fora uma amiga fiel.

-Eu sei, você já me explicou, é só que...é tão pesado pra eles...

-Mas é preciso.

Mavis se calou, fechando seus belos olhos verdes. Juntou as mãos e rezou pelos membros de sua guilda.

-Espero que eles fiquem bem, Zeref...

-Precisamos confiar neles, Mavis...

E os dois rezaram juntos pela segurança dos magos.

XOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXO

-Charlie...

Ela precisava morder a língua para evitar o nó na garganta que se formava; como era possível que os exceeds tivessem sumido daquele jeito? Era como se nunca houvessem estado lá!

-Não restou nem mesmo o cheiro deles. Isso está me enlouquecendo! — Natsu rosnou, queimando de ira e fazendo com que a Wendy se afastasse um pouco.

-O que vamos fazer? — Wendy perguntou. Mas nenhum deles tinha a resposta certa para aquilo.

Os pulsos tremiam, de raiva ou de medo.

-É como um pesadelo...só que ainda pior. — Gajeel murmurou.

Wendy sentiu algo estranho com aquela afirmativa, como se estivesse deixando algo escapar.

-O que disse, Gajeel-san?

-Um pesadelo. Nunca teve nenhum antes? É bem parecido. Uma sensação ruim.

"Um...pesadelo. Um sonho ruim. Não é real..."

-N-não..não é real. É como um sonho...

Então, era isso? O que queria dizer a voz em sua cabeça...aquela era a verdade? Q-quanta tolice...

-Wendy?

Natsu engoliu a seco quando a viu relaxando os músculos lentamente. Os olhos cor de chocolate perderam o foco. A magia começou a se derramar de dentro dela, como uma represa em seu limite, fluindo por meio de ondas e se condensando como leves massas de ar.

-Essa não, ela tá perdendo o controle de novo!

Natsu se adiantou e tentou fazer com que ela recobrasse a consciência, sacudindo seus ombros devagar. Wendy murmurava palavras desconexas.

-Ela não parece descontrolada, só...em transe. — O moreno comentou.

-N-não é real...despertem, todos vocês...

Os dois sentiram o coração parando por um segundo quando outras vozes se juntaram à de sua nakama, como se fosse um coral desorganizado. Ela fechou os olhos e continuou balbuciando. Gajeel ergueu seu queixo devagar, se aproximando pra ouvir melhor.

-O que está acontecendo com ela? Como pode ficar tão calmo? — Natsu ainda a segurava.

-Calado, Salamander, estou tentado ouvir! Alguém precisa ser o adulto por aqui, não está vendo?

Uma voz grave se sobrepôs por um segundo, mas tudo o que eles identificaram foi um sussurrado "Despertem...". Outra, mais doce e estranhamente familiar, quase como um suave toque em seus rostos preocupados e confusos, lhes dizia a mesma coisa.

-Wendy! Wendy!

-S-salamander...

A voz do moreno soava estranhamente trêmula, a ponto de fazer com que o rosado prestasse atenção nele.

-O que é, Gajeel?

Ele simplesmente apontou para atrás dele, e Natsu se virou.

-O-o q...

Ele não conseguiu completar a frase, os olhos negros arregalados e todo o corpo em estado de alerta. Dez metros depois do lugar exato em que se encontravam, a floresta desaparecera. Na verdade, absolutamente tudo desaparecera: o solo, o oceano, o céu. Não restara nada, além de uma massa negra de inexistência que avançava lenta, porém constantemente em sua direção. Silenciosa e mortal.

-Que porra é esta!

-Isso é o que vamos descobrir!

Natsu respirou fundo e liberou um forte Karyuu no Tekken. Sorriu presunçoso quando as chamas se encontraram com o vazio mais à frente — sorriso este que morreu quando as viu sendo tragadas como se nunca houvessem existido.

-M-mas...

-Vamos sair daqui!

Gajeel apenas segurou a pequena fora de si em seus ombros e correu, com Natsu em seu encalço. Uma pontada de alívio surgiu quando perceberam que eram mais rápidos do que ela, mas ela não fora o suficiente para abrandar a adrenalina de seus corpos.

-Que loucura!

-Eu sei! — O moreno rosnou.

-Como vamos fugir? Tem a droga de um oceano bem à nossa frente, e os gatos sumiram! — Um nó se formou na garganta de ambos. — Eles podem muito bem ter sido..

-O diabo que foram, acha mesmo que seriam mortos assim tão fácil! deixe de pensar porque não é o seu forte, e só corra!

Transtornado demais para começar a discutir, ele apenas correu. Nem a dor de seus ferimentos cicatrizados era o suficiente para fazê-los diminuir a marcha; as trevas já estavam fora de vista, mas o céu à distância enegrecia gradativamente.

Os dois jamais se apavoraram tanto em suas vidas. Era como se... como se a própria morte sussurrasse em seus ouvidos, como se sentissem as suas existências prestes a ser completamente dizimadas. O instinto se retorcia louco dentro de cada um...

-Mas o que...

O caminho estava bloqueado. Alguns metros à frente, a mesma massa de ausência os cercara, formando um círculo e encurralando os três pouco a pouco.

-E agora? — Natsu gritou, nervoso.

-Calma, estou pensando!

-Então estamos mesmo perdidos... — debochou.

-Escute aqui...

Neste momento, Wendy começou a se debater em seus ombros. Gajeel a tirou de lá, colocando-a de pé no chão. Os olhos haviam voltado ao normal.

-Wendy, você está bem?

Ela parecia levemente confusa, mas estranhamente segura de si.

-Sim, estou...então, já começou...

-Do que está falando?

Ela não respondeu, dando as costas aos dois e caminhando na direção da escuridão que ansiava por engoli-los.

-Wendy! O que pensa que está fazendo?

Os dois tentaram puxá-la de volta ao mesmo tempo, mas ela se desvencilhou e caminhou mais depressa.

-Não tenham medo, é assim que deve ser...

-WENDY!

-BAIXINHA!

Dois segundos depois, seus dedinhos tocavam a parede negra, e desapareceram. O mesmo se passou com seu corpo, desaparecendo gradativamente.

-Tenham fé, e se deixem ir...

Os dois tentaram correr, mas foi em vão.Ela já se fora.

-KUSOOOOOO!!! — O mago de fogo gritou, socando o solo com todas as forças na tentativa de descarregar a frustração.

Gajeel estava apático e sem reação. Quando foi tocar o ombro que queimava de dor, sentiu a ponta dos dedos encostando na capa dura do livro vermelho que lhe fora emprestado, cuidadosamente guardado dentro da sua roupa. Desde quando ele estava lá?

"Preciso devolvê-lo...a qualquer custo".

Os passos firmes e pesados das botas de metal tocaram os apurados ouvidos de Natsu. Ele ergueu o queixo a tempo de ver as grandes costas do nakama bem à sua frente, suas feições duras já desaparecendo gradativamente.

-Precisamos confiar nela. — E também desapareceu.

Natsu agora estava só, cercado pelo vazio e sem saber o que fazer. Os nós dos dedos brancos pela contração do punho, e os dentes tão cerrados que sua mandíbula gritava.

-Tudo bem, eu vou confiar...

Fechou os olhos e ficou de pé, relaxando completamente o corpo.

-Tudo bem...mas espero que estejam certos disso.

Começando pelas extremidades, sentiu seu peso desaparecer aos poucos. Logo não sentia mais os dedos, ou mesmo as pernas. A última coisa em que pensou foi na sua guilda, que os aguardava ansiosamente, e em seu pai-dragão, que ele temia nunca mais rever. Suspirou mais uma vez, deixando ser completamente absorvido.

E depois, nada.

Notas finais
E então,o que acharam?
Se ficar meio (ou muito) confuso não se preocupem, é pra ser assim mesmo. Eu ia começar o tópico "Desvendando os mistérios dessa bagaça" nesse capítulo ainda, mas adorei tanto a quebra que resolvi deixar como está! #HanaDumau
Reviews?
Bjos, e até loguinho! =D