O Enigma de Exódia
1 O novo jogo
Notas iniciais
O sol estava quente, uma bela tarde para muitas atividades ao ar livre. Correr, portanto, poderia ser comum a um jovem adolescente, no entanto, este não era o feitio de Yugi Mutou, do Ensino Médio do Colégio Dominó, e ao julgar por seu semblante, não havia nenhum tipo de prazer ou determinação em sua simples corrida, havia algo mais.
“Preciso conhecer o novo jogo da loja do vovô!” — sorria ele ansioso ao passar pelas ruas que levavam para sua casa.
Yugi ama jogos. Cresceu sobre os cuidados de seu avô, que o criou ajudando sua atarefada mãe. O avô de Yugi, Sugoroku Mutuou possui uma loja de jogos que usa para ganhar a vida, ocupando quase todo o andar debaixo de sua pequena casa com o ambiente de vendas e depósitos de dispositivos de entretenimento. Crescendo nesse ambiente, Yugi já adquirira anos de experiência de vida com os jogos, e sendo um garoto tímido, podia-se dizer que tal passatempo era sua maior paixão. Conhecera muitos segredos, e desvendara muitos tipos de jogos diferentes, mas nenhum se comparara ao seu Enigma do Milênio.
O Enigma do Milênio era um pingente de porte médio em seu pescoço, preso a um barbante. Havia algo de especial nesse objeto. Yugi o ganhara de presente de seu avô há um tempo, não sabendo exatamente quanto tempo se passara, pois desde que o ganhara, seu objetivo maior fora montar as peças que constituíam este jogo, que mais eram como um complicado quebra-cabeça. Seu avô lhe contara que havia uma lenda e algo de místico sobre tal Enigma, porque era um artefato encontrado em uma escavação egípcia, ao qual rondava um mistério de poderes das trevas e mortes inexplicadas aos que participaram da busca.
De fato, muito acontecera na vida de Yugi desde que conseguira desvendar seu Enigma. Conseguira realizar seu desejo mais profundo, o de ter grandes amigos, assim como descobrira mais sobre si mesmo e sua outra personalidade que surgira após desvendá-lo.
Entretanto, sua preocupação e ansiedade do momento nada tinham a ver com o maior jogo de todos já desvendados por ele. O novo enigma, ou desafio que recebera de seu avô, despertara seu natural interesse pelo desconhecido aquela manhã quando lera na escola um bilhete em sua mochila deixado por ele. Sua emoção fora tão grande depois que lera, que até teria que se desculpar por não conseguir encontrar seus amigos na hora da saída para se despedir e dizer que precisava desvendar o mais novo jogo da loja de Sugoroku.
“Meu pequeno Yugi. Hoje é um dia muito especial para mim, para você e para a nossa loja. Quero hoje após o colégio lhe apresentar o mais novo jogo que tenho criado eu mesmo. Esse jogo será especial para você, e muito emocionante nessa importante data.
Aguardo você antes do sol se pôr, por isso, não atrase.
Sugoroku Mutou.”
“Que data seria essa? Seria algum feriado especial dos jogos...?” — Yugi refletia empolgado sobre as palavras de seu avô, enquanto já podia ver sua casa a alguns metros à frente.
Dentro de Yugi, as palavras de seu avô não eram a única coisa que mexia consigo. Ele, interiormente, sabia que aquele sentimento era correspondido por seu outro eu. Seria algo a ver com o Enigma do Milênio?
Ao girar a maçaneta da porta, o pequeno garoto não se aguentou para espiar rapidamente com os olhos por algum sinal de seu avô ou do novo jogo que lhe fora mencionado.
— Vovô? — chamou ele, porém sem resposta.
Estranhamente, dentro do recinto não parecia haver qualquer sinal de outra pessoa que não fosse o recém-chegado. A loja de entrada estava completamente vazia.
— Vovô? — Chamou novamente fechando a porta de entrada atrás de si.
Hoje, como um dia da semana, não era comum a loja estar fechada e sem movimento, muito menos sem a presença da figura paterna que seu avô lhe representava.
O ambiente parecia impecável. Limpeza e organização não era um problema na pequena loja com balcões de vidro e prateleiras. Exceto por um envelope branco em cima do balcão se destacando de todo o resto do ambiente.
Curioso sobre o que significava aquilo, Yugi se aproximou do balcão tomando o envelope em suas mãos, e já podendo sentir a folha em seu interior; além de um outro material que ele conhecia bem, vindo de um jogo famoso na região, duas cartas de monstros de duelo junto de uma carta dentro do envelope selado. Aquilo sem dúvidas era para ele.
“O que será isso?” — se perguntou o garoto de uniforme escolar, enquanto retirava a cola do envelope, sem rasga-lo.
“Meu querido Yugi. Com instrução, apresento-lhe o mais novo enigma; o seu enigma!
O prêmio por desvendar mais este jogo estará além do que suas mãos podem tocar, é algo que você vê, mas nunca viu. Assim como algo que você também não vê já há muito tempo.
A chave para a recompensa final se encontra após uma série de pistas. Portanto, desperte para a próxima jogada, e revele o seu maior tesouro.
Sugoroku Mutou.”
“Algo que você vê, mas nunca viu? Acho que já ouvi isso antes...” — aquilo o deixara ainda mais empolgado.
Absorto em pensamentos, Yugi relera a instrução do bilhete. Se isso se tratava do jogo, então ele já o começara por abrir a primeira pista. O que significavam aquilo de ver, sem ter visto, ou ver algo que já não havia visto há um tempo? Quais eram as pistas que ele tinha? Despertar para a próxima jogada? Maior tesouro?
Yugi observara o Enigma do Milênio sobre a palma de sua mão esquerda, enquanto segurava o bilhete de seu avô com a direita.
Dentro do envelope havia também as duas cartas de monstros de duelo, e qual não foi sua surpresa por encontrar dois monstros conhecidos: Mago Negro, e... A Perna Esquerda de Exódia!
Isso! Exódia deveria ser algo que ele não via já há muito tempo. Se ali estava a Perna Esquerda, as outras pistas o ajudariam a encontrar as outras partes de Exódia, o que significava que seu avô deveria ter reencontrado as cartas de Exódia.
Uma memória encheu sua mente do dia em que utilizara as cartas de Exódia para vencer seu rival, Seto Kaiba em um duelo, após tanta dificuldade que passara pelas mãos deste rico empresário e famoso jogador de monstros de duelo.
“Mas... Exódia não é o meu maior tesouro...” — Yugi observara novamente seu Enigma do Milênio. — “Será que o vovô cometera um engano?”.
Leu novamente a carta de seu avô, em especial a última frase:
“Portanto, desperte para a próxima jogada, e revele o seu maior tesouro.”
Seu avô não era do tipo que cometia enganos. Talvez aquilo fizesse ainda parte do enigma. E se tinha a ver com seu maior tesouro, então teria a ver com seu Enigma do Milênio, contudo parecia que o outro Yugi estivera o evitando o dia todo, principalmente quando ele o buscara nos momentos em que soubera do jogo.
Enquanto caminhava ao seu quarto, Yugi pensava nas palavras de seu avô. Quando entrara em seu aposento, descobrira o que ele queria dizer sobre a próxima jogada.
Deixando no chão seus tênis do colégio, assim como sua mochila, Yugi foi até sua cama pegar o objeto que chamara sua atenção: outro envelope!
“Sim! ‘Desperte para a próxima jogada’. Ele se referia ao meu quarto”. — concluiu o jovem de cabelo espetado ao abrir cuidadosamente o envelope branco.
“Yugi. Obrigado pelos momentos que passamos juntos. Desde que começamos a ser amigos, eu nunca experimentara tamanha alegria, principalmente por me aceitarem com meus defeitos e me ajudarem a superar meu outro eu. Sou muito grato pelas aventuras e batalhas que travamos juntos. Anseio por você desvendar mais este enigma para que tenha a surpresa final.
Assim como você me ajudou a ver quem eu realmente sou, olhe para si, Yugi, e vai encontrar a recompensa: algo que você vê, mas nunca viu.
Com carinho,
Ryo Bakura.”
— Bakura! — as doces palavras de seu amigo marejaram seus olhos enquanto sua mente se enchia de boas lembranças.
Sem se surpreender, Yugi também retirou do envelope a Perna Direita de Exódia.
“Olhe para si, Yugi, e vai encontrar a recompensa: algo que você vê, mas nunca viu.”
Mais uma vez fora mencionado aquelas palavras que ele já ouvira antes, e Bakura lhe dissera para olhar para si.
Levantando seu Enigma do Milênio com a mão esquerda, Yugi observava-o enquanto buscava mais uma vez por uma manifestação de seu alter ego, contudo, em vão. Parecia que seu fiel companheiro continuava a evita-lo. Talvez fosse proposital tudo aquilo.
“Olhar para mim! Provavelmente Yami Yugi quer que eu veja que ele não me representa. Talvez ele queira que eu jogue esse jogo sem ajuda. Eu preciso olhar para mim mesmo, mas como?” — meditando sobre as palavras de Bakura, de repente lhe chegou um estalo.
Abrindo a porta do banheiro, lá estava o que ele procurava: na fresta entre o espelho e o azulejo, outro envelope branco. De verdade, estava começando a entender e a gostar ainda mais daquele jogo.
“Partes do Exódia; cômodos da casa; pistas de amigos; seu maior tesouro; algo que vê, mas nunca viu”. — examinava as pistas enquanto abria o próximo envelope.
“Caro Yugi, obrigado por me fazer gostar mais de mim mesmo. Foi muito bom acabar com aqueles caras com você. Você é muito mais corajoso do que antes.
Espero que esteja aproveitando o jogo. Esperaremos você no final dele. Não sou muito bom com as palavras.
Minha pista é: observe os detalhes, não deixe que tudo seja passageiro, e encontrará o que você procura: aquilo que você vê, mas nunca viu.
De seu amigo,
Tristan.”
— Tristan! — novamente a alegria enchia seu coração de gratidão. — Espera... O que tem de tão importante nesse jogo? — replicou o jogador enquanto relia a mais nova carta.
O Braço Esquerdo de Exódia também estava no envelope.
“Aposto como há mais dois envelopes, com as últimas partes do Exódia, o braço direito e a cabeça. Também há cômodos da casa...” — sua mente se enchia de ideias. — “Além da loja, na casa tem meu quarto, o quarto do vovô, o banheiro, a cozinha, e a sala de estar”.
O jogo parecia cada vez mais interessante: a loja, o quarto e o banheiro já estavam descartados, restando apenas o quarto de seu avô, a cozinha e a sala de estar. E restavam ainda duas partes de Exódia, como também a resposta sobre seu maior tesouro. E de acordo com as palavras de Tristan, eles estariam na casa também escondidos com seu tesouro no final do jogo. Ele só deveria então chegar ao final do jogo para desvendar esse mistério.
Com um enigma em mãos, as palavras de Tristan o ajudaram a pensar:
“Minha pista é: observe os detalhes, não deixe que tudo seja passageiro, e encontrará o que você procura: aquilo que você vê, mas nunca viu.”
Observar os detalhes sem que tudo seja passageiro: será que isso significava que alguns cômodos poderiam ter mais de uma pista? Ou seria um local que não um cômodo da casa onde estava a pista seguinte?
Com as possibilidades em mente, Yugi rapidamente esclareceu suas ideias enquanto dirigia-se para fora do banheiro. A sua frente, as portas dos cômodos do andar de cima, e um corredor entre eles.
“Isso!” — sorriu vitorioso o garoto ao buscar por detalhes no corredor a frente.
Atrás de um relógio de parede perto de uma das portas, um papel branco indicando ser mais um envelope.
As letras na próxima carta foram rapidamente familiar: sua amiga de infância.
“Querido Yugi. Fico muito feliz por este dia especial. Os momentos com você foram os melhores. Perdi a conta de quantos perigos que saímos juntos, e de como permanecemos mais unidos após cada um. Você demonstrou não ser mais tão tímido e recuado como antes. Agora você é a pessoa mais corajosa, inteligente a altruísta que conheço. Quando você joga, você é simplesmente incrível, quase como outra pessoa, mas não, é você, sempre fora você. Suas qualidades despertam mais sobre seu verdadeiro eu, e eu admiro totalmente isso.
Seu Enigma do Milênio não é mais o seu maior tesouro. Você é realmente uma pessoa mais independente dele, e por isso decidimos lhe presentear com este mais novo enigma. Espero que entenda o quanto o admiramos e gostamos de você.
Um dia você também me verá brilhar nas notícias mundiais, assim como você já brilha em minha vida.
Com amor,
Téa.”
Quase tendo um infarto, Yugi sentia como se tivesse chegado às nuvens. Se pudesse se erguer mais, provavelmente sairia voando por aquele corredor. Quem se importava ainda com aquele jogo depois disso? Téa, sua grande amiga, e mais do que uma amiga, deixara tais palavras a ele. Seria esta uma declaração?
Depois do que pareceu ser alguns minutos ali paralisado, o balançar do Enigma do Milênio sobre seu peito lhe trouxe de volta a realidade.
Vasculhando no envelope, lá estava o Braço Direito de Exódia.
“Agora só falta a peça final, e aposto como o Joey também faz parte disso.” — refletiu Yugi.
Faltavam ainda três cômodos e só um deles estava certo. De acordo com o relógio já estava quase na hora do sol se pôr, e mesmo que não houvesse um limite de tempo no enigma, se seus amigos estavam mesmo escondidos na casa, eles estariam em um desses três lugares. Seu avô lhe dissera para chegar a casa antes do pôr do sol, portanto, Yugi precisava se apressar.
“Espera... Qual é a pista da Téa afinal?” — pensou enquanto relia a última carta.
Uma, duas, três vezes e nada. Não parecia ter pista nas palavras dela. Sua amiga fora tão sincera e amorosa, que tudo parecia ser genuíno, sendo nada fora do contexto.
Mais uma vez naquele dia, Yugi fechou os olhos buscando por esclarecimento; buscando seu outro eu, e dessa vez o rosto dele surgiu em sua memória.
— Você sabe para que lado devo ir? Qual cômodo tentar? — perguntou o pequeno garoto de supetão.
Yami Yugi o observava com um sorriso no rosto, e após uns instantes assentiu.
Mesmo com a aparição dele em sua consciência, Yugi não sentia que ele estava disposto a participar disso, e isso fazia sentido com as palavras da Téa.
“Seu Enigma do Milênio não é mais o seu maior tesouro. Você é realmente uma pessoa mais independente dele, e por isso decidimos lhe presentear com este mais novo enigma. Espero que entenda o quanto o admiramos e gostamos de você.
Um dia você também me verá brilhar nas notícias mundiais, assim como você já brilha em minha vida”.
— Acho que isso é um jogo que eu terei de vencer sozinho, não é mesmo? — perguntou com calma ao fitar seu parceiro pelo rosto.
Mais uma vez Yami Yugi assentiu, com um sorriso amigável.
— Tudo bem. — admitiu o pequeno Yugi com um olhar confiante.
“Bem, se a carta de Téa foi realmente uma pista, o lugar mais óbvio para se ter notícias mundiais, era onde ficava a TV: a sala de estar.” — pensou ele.
Chegando lá, tudo parecia quieto e no lugar. Acendeu a luz e procurou por qualquer sinal de uma carta, todavia o maior sinal de suspeita era uma fita de vídeo cassete sobre a mesinha no centro da sala de frente pra TV.
Ao se aproximar, o jovem Yugi pegou a fita pelas mãos e viu escrito em um adesivo: “para Yugi”.
Ansioso e surpreso, Yugi tinha a impressão de que já tinha estado em uma situação semelhante a esta no passado.
Corajosamente e decidido, colocou a fita dentro do vídeo cassete enquanto ligava a TV para o que o aguardava.
Com boa qualidade de vídeo e som, o rosto de um Joey sorridente surgiu na imagem e lhe trouxe satisfação por acertar mais uma vez no que parecia ser o fim do jogo.
— “Saudações, Yugi! Não é surpresa que encontre esta gravação. Todos sempre acreditamos em você. — prosseguiu o Joey da TV.— Nós conseguimos reencontrar suas cartas de Exódia, e resolvemos presenteá-lo hoje.”— continuou o animado amigo.
— “Novamente... que dia será hoje?” — pensou Yugi enquanto assistia.
— “Todos decidimos nos envolver nisso. E estamos todos aqui, como você já sabe. Agora, você só precisa desvendar este enigma: o que você vê, mas nunca viu”— concluiu Joey piscando para seu amigo na gravação.— “Estaremos lhe esperando na linha de chegada, bravo Yugi...”— fez menção de se despedir com o polegar estendido.
— “Joey, fala pra ele!” — a voz da Téa nos fundos do áudio surgiu em tom de mandona.
— “É... nós amamos você.” — concluiu Joey com um sorriso carismático olhando para o centro da tela.
A gravação terminou.
Lágrimas caiam de seu rosto emocionado. Yugi não sabia o porquê de todo aquele jogo, porém este fora o melhor presente que já recebera de alguém. Seu coração estava cheio de autoconfiança e amor; ele sentia-se importante e valioso.
Erguendo-se num instante, ele sabia a resposta do enigma; sabia onde todos estavam e como chegar lá; sabia o que era ‘aquilo que ele vê, mas nunca viu’. Como sempre soubera, no dia em que melhor conhecera o Joey, o dia em que desvendara o Enigma do Milênio, e este era o seu maior tesouro.
Em frente à porta da cozinha, Yugi não se surpreendeu por encontrar a porta trancada. O jogo de espeta-barril ao lado da porta sobre o chão continha a chave do Enigma. A última peça que faltava: Exódia o Proibido, deveria estar dentro daquele pequeno brinquedo.
Um barril de plástico pouco maior que um celular, continha uma abertura onde se originalmente colocava uma espada também de plástico fazendo com que do topo saltasse um pequeno modelo de um pirata impulsionado por uma mola. Aquele era um brinquedo antigo da infância de Yugi, e um de seus jogos que o animaram muitas vezes enquanto sentia-se deprimido sem amigos.
— Esta será a última jogada. — o pronunciou para si mesmo ao observar o brinquedo.
Após pensar por um momento, entendeu o que deveria fazer. Sacou do seu bolso a carta do Mago Negro, e descartara-a colocando dentro da abertura do barril, que acionou a mola que fez a última peça de Exódia saltar do topo, e desta vez com mais uma surpresa: uma chave grudada a ela em uma fita adesiva.
Extremamente satisfeito por ter desvendado o enigma, Yugi olhou para a carta de Exódia, o Proibido, e a guardou no bolso da calça junto com as outras. Enfiou a chave no buraco da maçaneta, e girou pronto para encarar seu destino, e seu maior tesouro.
De pé, sobre a luz da cozinha, estavam todos lá, sorridentes para ele, com cartazes, chapeuzinhos, e algumas guloseimas em bandejas e potes, além de um bolo com dizeres de Feliz Aniversário nas mãos de seu avô no centro da turma.
Seus olhos não puderam conter a alegria de seu coração ao descobrir mais uma vez ‘aquilo que se vê, mas nunca viu’, sendo o seu maior tesouro: a amizade.
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