O Elo Carmesim
1 Capítulo único
Notas iniciais
Nos últimos momentos de sua vida se passa por um flash. Memórias de crianças a muito tempo, casa assassinato, cada noite solitária. Dalila não foi minha salvação foi minha morte. Eu Aleksander Richards em vida humano, hoje conhecido com Alec Volturi.
Dalila a pequena bruxa que me conquistou. Nem mesmo em minha morte eu consigo parar de pensar nela. Deu-me uma vida diferente mais também me deu minha sentença de morte. Não me arrependo. Ela mudou o meu ser. Poderia dizer que ela me deixou mais “bom”, me fez me tornar vegetariano, me fez ser amável. Mais isso não aconteceu. Continuei egoísta, sociopata, ciumento e possessivo. Eu poderia a tratar como rainha. Mais ela me conhecia, eu sempre seria assim, um assissino frio e no meio da minha escuridão ele era o meu sol. Talvez se eu tivesse sido uma pessoa boa eu não ia morrer queimado em uma fogueira novamente. E eu só penso nela e na minha pequena Jasmim. minha filha.
Eu demorei um ano para descobri que ela era minha alma gêmea. Vi minha irmã amar Demetri. A única pessoa alem de mim que ela amava.
Dalila a bruxa que me pegou de jeito e me fez a amar.
Os Volturi não eram nada em comparação a ela. Eu a amava. Minha La tua Cantante.
Maldita mulher que fez minha cabeça girar. Eu matei, eu roubei, eu me feri por ela. Eu desfiei os Volturi por ela. Eu matei Chelsie por ela. Minha bruxinha.
Jane me avisou que a ligação ia ser arrebatadora. Nem mesmo ela entendia como a humana significava pra mim. Eu me aliei aos Cullen, eu matei um lobo de La Push por ciúmes. Um Elo Carmesim.
Seu sangue me chamava. Seu corpo me chamava. Porque o destino me deu ela. Ela era boa e eu era só mais assassino no mundo.
Dalila, olhando para ela agora em meu lado, ela olhando para mim, os olhos verdes e seus cabelos castanhos. Eu vejo que tudo que fiz valeu a pena. Ela nunca trabalharia para ele. E eu nunca a deixaria chegar perto de Voltera.
Lembro da primeira vez que a vi realmente. Eu sentia o clamor de seu sangue e me fazia sentir uma sede insaciável. Mais eu estava drenando uma humana quando ela passa pela porta. Vestida com aquela roupa que mostrava todos seus atributos, naquele lugar que uma jóia tão preciosa nunca deveria entra. Sua saia curta, o corpete que fazia seus seios saltarem para fora. E os olhos Tão verdes se destacando a maquiagem escura. Tão linda. Alguma bruxa maluca tentou tirar sua magia. Ela estava seria. Quando fui para aquela sala eu a observava sua explicação sobre magia. Jane se interessou afinal nossa mãe era uma bruxa. Ela falava e brincava com uma vela. Passava a mãe em cima e acendia. Passava a mão de novo e ela pagava. Era impressionante. Jane escutava tudo atentamente. Para aqueles que ela não a conhecia como eu e Demetri. Ela estava imparcial. Mal o brilho em seu olhar estava com curiosidade. Eu a observei nos próximos dias. Quando ela entrou na casa de sua avó e chorou a noite inteirinha. Eu queria abraçala, mais nunca admitiria isso em voz alta. Depois foi aquele borrão. Matando recém nascidos e ela enfrentando uma bruxa que queria juventude. As bruxas viviam muito mais que humanos. Bruxas verdadeiras sim. Em media sua juventude e beleza duravam no mínimo ate os 110 anos, depois elas começavam a envelhecer.
Maldito ritual. Lembro do dia que Darius me disse que ela era minha cantante. Eu quase o matei. Essa ligação que mudou minha vida. As cantoras são nossas perdições. Ela tem tudo que nos atrai. Beleza, sangue com cheiro divino e tem a tensão sexual. Ainda não me perdôo por tirar sua virtude por simples impulso de desejo. Ela me colocou para dormir e desapareceu. Bruxa esperta. Pela primeira vez eu tive paz nos meus quase 900 anos de vida. Eu queria amar ela. Na época não sabia o que isso significava e nem o significado da ligação.
Depois disso lembro de nossas brigas. Toda vez que ela escrevia aquelas malditas runas na soleira da porta e janelas para mim não entra. Ela sempre foi esperta. Ela lutava comigo e teimava por qualquer coisa, ou simplesmente empinava o nariz e saia balançando os cabelos.
Lembro das nossas brigas caminhando peço deserto da patagônia. Demetri, Felix, Jane, Darius e Maria riem da situação. Estávamos discutindo nossos dons. Ate que ela me dá o troco. Eu uso meu dom nela e ela conjura um espelho mágico o teor do meu dom cai sobre mim. Jane nunca riu tanto na sua existência. Isso ia ter troco e ela sabia.
Dias depois, depois de toda luta antes de ir embora para Voltera. Eu acabei fazendo uma merda grande como os jovens dizem nessa época.
Fui a casa da avó de Dalila. Ela estava sentada na varanda. Linda. Acabamos conversando e meio que nos entendendo. Eu acabei mordendo ela. Mais suguei meu próprio veneno. Ela nunca iria querer ser transformada. Acabamos na cama. Eu fiz amor com ela pela segunda vez e provando seu sangue. O nosso elo carmesim.
A deixei dormindo e voltei para Voltera. Aro viu tudo mais não falou nada. Ele ficou espantando por eu ter abandonado La minha Cantante. O ano se passou normal. Mortes, mulheres humanas e vampiras em minha cama. Mais nenhuma era ela. Estava ficando paranóico. Mais a visita aos Cullen me surpreende. Ela estava lá. Linda como sempre. Ela me viu e uma lagrima solta em seu olhar.
Ela estava lá para fazer o ritual para trancar a parte vampiro da hibrida. Ela odiava metamorfos. Os Cullen estavam argumentando com ela. Darius olhava tudo com um sorriso divertido. Jasper tenta usar seu dom com ela. Mais a magia que ele recebe o faz se contorcer em dor. Ela deixou avisado se alguém usasse alguns dom com ela mataria sem dó.
Eles não conseguiram argumentar com ela. Mais foi o ancião da tribo que a convenceu. Um lobo seu nome era Embry tentou seduzir minha Dalila. Ele não conseguiu mais ele acabou beijando a minha Dalila. O ciúme foi cego. Eu já planejava matar o infeliz. Mais como, se ele se transformasse todos saberia então eu ataquei ele ainda em sua forma humana, jogando meu veneno dentro dele. Drenando o sangue de seus antepassados. O sangue era azedo, não consegui terminar, ele agoniava de dor. Então eu fiz a coisa que mais fez Dalila me odiar, eu decapitei sua cabeça e colocou em cima de uma arvore. Os lobos uivaram e foram atrás do vampiro. Escondi meus pensamentos de todos. Nem Jane sabia que era eu.
Mais ela sim. Ninguém descobriu mais ela sim. Ela sempre sabia.
Naquele dia a vejo na beira do penhasco no meio da tempestade. Ela conjurou a tempestade. Ela me falou muitas coisas da quais era doloroso escutar. Foi a primeira vez que eu disse que a amava.
Ela fez o ritual, trancou dentro do filho de Renesme a parte vampira. E ela foi embora.
Eu a segui sozinho. Jane e Demetri voltaram para Voltera.
Eu a segui para o Brasil. Eu só não esperava o ataque das crianças da lua. Eu, ela e Darius lutamos. Ela quase morreu. Usou magia demais. Minha bruxinha, eu era egoísta o suficiente para não a deixar morrer. Eu a amava.
Eu roubei um carro e roupas para levar ela em segurança para o território de Darius. E hoje a vejo chorar. Ela chora mais em seu olhar eu vejo que eu a amo.
As chamas da fogueira pegam seus pés ela grita. Eu uso meu poder para ela não sentir dor.
Lembro de quando acabamos nos amando apesar dela gritar a toda hora que me odiava. Eu ria. Minha linda menina. Minha pequena Dalila. Jane me liga avisando que ela descobriu algo. Ela e Demetri sozinhos fugiram de Voltera. Ela me conta dos planos de Aro. Eu rosno e quebro uma parede de raiva. Aro aquele filho de uma puta com sede de poder. O primeiro passo era matar Chelsie. Jane e Demetri iam sair da guarda junto comigo. Dalila ia junto para bloquear as lembranças da morte de Chelsie. Demetri , eu e Jane a matamos quando ela foi casar. Dalila retira bloqueia qualquer lembrança do fato. Depois de alguns dias retornamos aos Volturi. Aro esta desesperado atrás de Chelsie. Ele toca em nossas mãos mais nada. Tudo sobre a morte de Chelsie e o feitiço é bloqueado. Mais 3 meses e pedimos para sair da guarda. Como ele não podia negar nada a nós sem enfrentar as leis nós saímos tranquilamente. Mais sabíamos que isso iria ter conseqüências.
Fomos para o Brasil. Jane gostava da cidade chamada Canela. Ela amava ir ao lago negro passear com Demetri. O vinculo de amizade de Jane e Dalila cresce. No começo era curiosidade, mais agora era respeito. Elas gostavam uma da outra.
Mais uma vez eu tiro sangue dela, como todas as vezes, eu ria com a ironia do destino. Brigávamos todos os dias. Eu tinha vontade de matar ela muitas vezes mais minutos depois eu a amava. Tinha ciúmes ate do ar que ela respirava. Era possessivo. Ela as vezes queria me matar. Tinha ciúmes e muitas vezes queria bater em mim, mais isso nunca seria possível.
Os Volturi não nos deixaram em paz. Aro mandava Felix todo mês para descobri algo. Mais nada era dito e ele voltava para Voltera. Dalila um dia acorda vomitando. Eu nem liguei para isso, ela sempre vomitava quando estava embriagada demais. Mais sua barriga cresceu. Ela estava grávida.
Felix acaba vendo a discussão minha e de Dalila. Aro queria um hibrido, e esse hibrido fosse meu filho com uma bruxa ele chegaria a ter poder sobre tudo no mundo. Fomos aos Cullen. Eles nos ajudaram. Muitos vampiros nos ajudaram mais era por puro prazer de destruir os Volturi.
O mês de gravidez dela foi difícil para mim, mais ela sempre praticava magia de cura e ela conseguiu sobreviver ao parto como humana. Ela disse para Carlisle tirar sua fila antes do tempo. Ele fez uma cesariana. Deu certo. Mais minha bruxinha sempre estava certa.
Ficamos com os Cullen, mais duas semanas depois o inevitável acontece. Minha amada é forçada a usar os antigos talismãs que bloqueavam poder das bruxas. Aro conseguiu. Aro conseguiu um escudo mental para bloquear meus poderes. Minha filha linda estava protegida por Jane e Demetri. Bella Swan estava junto com Edward, eles conseguiriam fugir. Mais eu e minha amada. Estamos morrendo queimados.
Eu nunca acreditei em Deus, minha alma esta condenada ao inferno, eu sei que ela vai para o céu. Eu não tinha nada, mais ela me deu tudo. O elo carmesim. O elo do sangue dela comigo.
Eu queimo, sei que Jane esta olhando para mim e Dalila. Eu murmuro um adeus.
Minha amada me olha pela ultima vez, e diz:
-Eu te amo.
-Eu te amo também minha bruxinha.
-Para todo e sempre.
-Para toda a eternidade juntos- eu falo.
As chamas me fazem cair na inconsciência. A única coisa que eu fiz certo na minha vida foi amar ela. Ela me deu o meu maior presente. Minha filha.
“Bruxos só podem ser mortos pelo fogo, eu vingarei você irmão, vingarei você Lila”- Jane pensa antes de deixar o lugar acompanhada de Demetri e Jasmim. Bela olha para ela com olhos de quem diz que ela ira se vingar também.
-Sim nós o vingaremos- Edward fala.
Notas finais
beijos
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