O Duque dos Meus Sonhos
13 Fogo e Paixão
Notas iniciais
Capítulo 13 – Fogo e paixão
Bella estava completamente entregue aos encantos do conde.
– Você não deveria fazer isso comigo? – sussurrou ele, pressionando a boca contra a dela. – Não deveria. Tudo em você é absolutamente certo. E, me deixa louco.
Bella arfou quando as mãos dele pressionaram suas costas e a apertaram com força contra o corpo excitado.
– Está vendo? – perguntou ele com a voz entrecortada e os lábios percorrendo o rosto dela. – Está sentindo? – Ele deu uma risada rouca, com um curioso som irônico. – Você ao menos entende o que está acontecendo? – Ele a apertou de modo implacável. Em seguida, mordiscou a pele macia de sua orelha. – Claro que não, você é tão inocente.
Bella se sentiu entregue a ele. Sua pele começava a arder e seus braços traidores estavam ao redor de seu pescoço. Ele despertava um vulcão dentro dela, algo que não conseguia sequer começar a controlar. Fora possuída por um tipo de desejo primitivo, que a fazia ansiar pelo toque da pele dele.
Ela o queria, ah como o queria... mas não podia ser ali, não naquele momento, com a casa repleta de convidados para o jantar de sua apresentação. Tentou a todo custo lembrar isso a si mesma, mas nada impedia que seus lábios se abrissem para recebe-lo, nem que a própria língua se movesse timidamente para provar o gosto do canto da boca dele.
E o desejo que se acumulava em seu ventre – aquele sentimento picante e vertiginoso – continuava a crescer cada vez mais.
– Eu sou uma pessoa terrível? Isso significa que eu me perdi? –sussurrou ela, mais para si mesma que para ele. Mas ele ouviu, e sua voz soou quente e úmida na bochecha dela quando ele respondeu:
– Não. – então ele aproximou a boca do ouvido dela e disse de novo – Não – deu-lhe um beijo casto nos lábios, para novamente voltar a beijar toda a extensão de seu pescoço fino. – Você é perfeita – murmurou ele – aqui, agora e neste instante e neste jardim, você é perfeita.
Bella achou as palavras dele perturbadoras, como se estivesse tentando dizer-lhe – e, talvez, também a si mesmo – que ela poderia não ser perfeita amanhã ou depois de amanhã, embora com aquelas trocas de carícias tão íntimas e profundas, ela realmente se sentisse perfeita.
Os beijos continuaram de forma intensa, até ele deslizar sua mão pela cintura fina, segura-la firmemente com uma mão enquanto a outra apertava seu seio por cima da musselina do vestido, ele já imagina como aqueles montes seriam firmes, no tamanho certo para ele abocanhar e chupar tudo dela.
A imagem já se forma em sua mente, mas por Deus, aquela não era a hora nem o local para aquilo. Ela era uma menina pura e mal sabia o que estava acontecendo e ele agindo com um perfeito libertino.
Buscando uma força interior, Edward parou de beija-la e de ataca-la como um depravado, olhou para o seu rosto e como ele estava ainda mais lindo. Os lábios cheios, os cílios compridos que descansavam em suas bochechas e a pela dela atingiu tons rosados e vermelhos que brilhavam de desejo.
Os dois ficaram ali parados, até a respiração voltar ao normal, Edward deixou seus braços caírem e os dois deram um passo para trás. Bella levou a mão a boca um pouco chocada.
– Não deveríamos ter feito isso! – sussurrou ela.
Ele se apoiou em uma das colunas do jardim parecendo extremamente satisfeito.
– Por que não? Estamos noivos.
– Não estamos noivos, nenhum acordo foi firmado, nenhum papel foi assinado e eu não tenho dote.
– Está tentando se livrar de mim?
– Claro que não!
– Então está tentando me dar uma razão para que me livre de você?
– Não. Mas eu acho que fomos longe demais.
– Vamos esclarecer algumas coisas então. Eu vou me casar com você, o jantar de hoje à noite é para firmarmos nosso noivado, e não importa se você tem ou não um dote e se nasceu ou não de uma família tradicional, não me importa, eu quero você na minha vida, pra sempre.
– Você é muito mandão sabia?
– Você não imagina o quanto. Mas agora eu acho prudente nós voltarmos, sua mãe deve estar preocupada, faz alguns minutos que a deixamos com o meu pai.
Durante o jantar, Edward anunciou o noivado, entregou a Bella um belíssimo anel de diamante e beijou-lhe a mão. Foi um gesto muito cumplices dos dois, para o casal que já haviam tido contatos tão íntimos no jardim, um toque suave na mão parecia queimar tudo.
Após o jantar alguns convidados deram uma desculpa esfarrapada e foram embora, o duque já imaginava que isso aconteceria, ao saberem que Isabella Swan camareira era a filha de Esme Swan cozinheira do Visconde Halle, era natural que alguns convidados se sentissem incomodados e se retirassem assim que terminassem a refeição.
Edward ficou o resto da noite tocando piano com Bella sentada no banco ao seu lado, era incrível como eles se combinavam, como se entendiam e como a áurea de paz e harmonia reinava na sala.
Jasper apreciava a boa música e andava a passos lentos olhando tudo e todos ao seu redor quando notou uma menina pequena e linda olhando pela janela. Ela olhava para o céu e franzia a testa como se estivesse preocupada.
O nobre major se aproximou da morena e indagou com terna educação.
– Algo errado senhorita?
Ela balançou a cabeça. Sem perceber que o senhor que se aproximara dela, era a sua paixão platônica.
– Só estava pensando se vai chover.
Ele também olhou para fora e observou o céu.
– Acho que não tão cedo.
– Eu detesto chuva, elas me dão medo.
– Eu gosto muito das chuvas, sempre apreciei uma boa tempestade.
– Eu já não suporto ouvir os sons dos trovões e raios, morro de medo.
– Então acho que terei que acompanha-la e protege-la sempre. Desculpe por demorar tanto para chegar.
– Eu sabia que você viria. Está atrasado?
– Perdoe-me minha senhora. Me concede essa dança senhorita que tem medo de tempestade?
– Alice, Alice Halle.
– Encantado Alice, eu sou...
– Eu sei, o Major Jasper Whitlock, o líder da enfrentaria.
– Vem, vamos dançar, acho que você tem razão estou atrasado.
Ele pegou suavemente em sua mão e dois valsaram pelo salão, Alice não podia estar mais realizada, dançava com o seu grande e eterno amor, ele finalmente a tinha encontrado e o que mostrava que não a largaria nunca mais.
Alice era meiga, delicada, alegre e muito espevitada, ele era sério e muito concentrado, eram muito diferentes em muitos aspectos, mas se completavam. A noite foi mágica para eles.
Emmett dançou com Rosalie que encantada por estar prestes a se casar, não sabia ao certo como se portar diante do engenheiro. Ele não dançava com graciosidade e leveza, mas tinha uma pegada forte que a fazia tremer por dentro. Enquanto dançavam, trocaram algumas confidências.
– Emmett você tem certeza que se casará comigo no sábado? Você sabe, não precisa fazer isso por obrigação!
– Eu sei minha loirinha marrenta, mas o meu maior desejo é que você se torne a senhora McCarty.
– Mesmo sabendo que eu não sou mais...
– Não diga tolices, você a mulher mais pura, linda, perfeita, um anjo que veio para minha vida. Não quero que se lembre daquela noite terrível, eu quero fazê-la esquecer.
– Eu vou esquecer, com você do meu lado...
Carlisle também não perdeu tempo, convidou Esme para dançar e durante toda a música ele percebia o quanto ela era graciosa e bela. Evitava olhar em seus olhos e se esquivava de todo ou qualquer assunto particular.
O jeito foi conversar sobre os filhos e os interesses de Edward e Bella, sempre que falava da filha, Esme sorria orgulhosa e deixava o seu instinto materno falar mais alto, acabava se abrindo mais. Era notório o desprezo que ela sentia pela nobreza, mas não conseguia descobrir os segredos que aquela linda mulher escondia.
Depois de dançar com o major, Alice quis ir até o jardim. A final o local repleto de árvores, flores, arbustos e cercas vivas – cantos escuros em que um casal poderia se perder. Alice se sentiu dominada por uma sensação louca e irrefreável.
– Está muito abafado aqui senhor Jasper, vou até o jardim.
– Ei, espere, você não pode ir sozinha ao jardim.
– Então venha comigo!
– Não podemos.
– Nós precisamos.
– Não podemos.
O desespero na voz de Jasper lhe disse tudo que ela precisava saber. Ele a queria. Desejava. Estava sim, louco por ela. Alice sentiu seu coração bater descontroladamente e pensou... e se ela o beijasse? E se o levasse para o jardim, levantasse a cabeça e sentisse o lábios dele tocarem os seus? Será que ele perceberia o quanto ela o amava? Quanto poderia vir a amá-la? Quanto ela poderia fazê-lo feliz?
– Bem, eu vou – anunciou ela – você pode vir, se quiser.
Enquanto se afastava – lentamente, para que ele pudesse alcança-la – ela o ouviu resmungar um xingamento sincero e logo escutou seus passos encurtando a distância entre os dois.
– Alice, isto é loucura – disse o major, mas a rouquidão em sua voz demonstrou que ele estava tentando convencer mais a si mesmo do que a ela.
Ela não respondeu, apenas seguiu em frente.
– Pelo amor de Deus mulher, quer me ouvir? – segurou o pulso dela com a força, fazendo-a girar. – Eu não posso desonra-la não me tente.
Ela então deu um sorriso de uma mulher que sabe que é desejada.
– Então vá embora.
– Você sabe que eu não posso. Não teria coragem de deixa-la desprotegida no jardim. Alguém seria capaz de se aproveitar de você.
Alice deu de ombros com delicadeza e tentou soltar o pulso da mão dele, mas os dedos do major apenas o apertaram mais. Assim, embora ela soubesse que a essa não era a intensão dele, deixou-se ir lentamente em sua direção, até estarem a poucos centímetros um do outro.
A respiração de Jasper ficou ofegante ele conseguiu apenas sussurrar com desejo. – Não faça isso – ela tentou dizer algo bem-humorado, mas sua ousadia acabou falando mais alto.
Ela nunca fora beijada e agora que o havia praticamente convidado a ser o primeiro, não sabia muito o que fazer. Os dedos dele se afrouxaram um pouco no pulso dela, mas continuaram segurando, enquanto ele a puxava para junto de si e em direção a uma cerca viva alta e muito bem podada. Então sussurrou seu nome e tocou em seu rosto com verdadeira veneração. Os olhos dela se abriram e, no fim, foi inevitável.
Jasper a segurou forte e firme e pressionou os seus lábios sobre os dela, Alice abriu um pouco a boca, muito pouco, mas o suficiente para ele se apoderar de um beijo quente e repleto de desejo.
A mão dele subiu pelo braço da pequena, por cima do cetim claro da luva, passando pela nua e finalmente além da frágil ceda da manga de seu vestido. Seguiu até as costas dela, puxando-a para mais perto, diminuindo a distancia dos dois.
Ela era bem mais baixa que ele, de modo que seus seios se moldavam abaixo das costelas dele e a coxa de Jasper encostou no meio de suas pernas pedindo passagem. O calor que emanava da pele de ambos era capaz de derreter todo o gelo do polo norte.
Ele não foi muito gentil, a tomou nos braços com todo o desejo de seu ser, o beijo os consumia. Demorou um pouco para que voltassem ao normal.
– Minha senhora... minha doce e irresistível senhora. Você é terrível menina, terrível.
Ela não respondeu nada, apenas lhe lançou um sorriso sapeca e os dois voltaram para o salão, a final a noite já estava terminando e logo as damas iriam embora.
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