O Doce Sabor do Vinho (Lorcan S./Roxanne Weasley)
1 Capítulo Único.
A cidade de Londres brilhava com luzes douradas, e a varanda do apartamento de Roxanne e Lorcan Scamander recebia a brisa suave daquela noite. Roxanne apareceu na sala com duas taças nas mãos e uma garrafa de vinho branco, caminhando com passos suaves, quase flutuantes. A luz baixa do abajur ao lado do sofá lançava um brilho quente e dourado sobre seus contornos, realçando cada curva, cada detalhe. Um filme qualquer rodava na TV, mas nem ela nem Lorcan pareciam prestar atenção. A morena tinha um sorriso preguiçoso nos lábios, os cabelos soltos caindo de forma desordenada e sensual sobre os ombros. Vestia apenas um robe leve de cetim preto, curto demais para ser inocente, mas longo o suficiente para provocar um certo mistério, deixando Lorcan com os olhos presos nela desde o momento em que apareceu.
Ele a observava do sofá, os olhos carregados de intenção, um brilho contido que entregava tudo o que sentia ao vê-la daquela maneira.
— Tá tentando me seduzir com Sauvignon Blanc, amor? — ele provocou, a voz rouca e arrastada, pegando a taça assim que ela se aproximou. Os dedos deles se tocaram, e um arrepio percorreu os dois.
Roxanne arqueou uma sobrancelha, divertida, e se sentou ao lado dele no sofá, cruzando as pernas com a naturalidade de quem sabe exatamente o efeito que causa. Os olhos dela percorreram o rosto de Lorcan, lentamente, como se quisesse gravar cada detalhe, cada linha que o tempo desenhou.
— Eu não preciso de vinho pra isso, meu bem — retrucou, a voz baixa e carregada de um misto de desafio e carinho. Ela tomou um gole demorado da própria taça, os olhos presos aos dele por sobre a borda de cristal, observando-o com um calor crescente que fez Lorcan engolir em seco.
Ele sorriu daquele jeito torto que sempre a desarmava, inclinando-se para frente. Os dedos dele traçaram um caminho lento pelo joelho de Roxanne, subindo pela coxa coberta pelo cetim suave. O toque era leve, quase etéreo, mas suficiente para fazer a pele dela se arrepiar sob o tecido fino. Os olhos azuis de Lorcan não desviaram dos dela, e ela se viu prendendo a respiração.
— Nós dois sabemos que não — murmurou, a voz rouca, carregada de intenções não ditas. — Mas não vou negar que o vinho ajuda a deixar tudo mais interessante.
Roxanne riu, um som leve e despreocupado que preencheu o ambiente. A mão livre dela deslizou até a nuca dele, os dedos mergulhando entre os fios loiros enquanto o puxava para mais perto.
— Então talvez eu tenha trazido só pra deixar as coisas mais divertidas — provocou, a voz doce e arrastada, carregada de promessas silenciosas.
Ele sorriu, uma das mãos ainda pousada na coxa dela, e levou a taça à boca.
O vinho foi esvaziando. As risadas tornaram-se mais soltas. As provocações, mais lentas. Roxanne, em algum ponto da conversa, acabou subindo no colo dele, de frente para ele, as pernas cruzadas ao redor de sua cintura, enquanto os braços dele a seguravam firmemente, como se não quisesse que ela escapasse. O cheiro do vinho se misturava ao perfume delicado que ela usava — algo floral e amadeirado, que sempre a marcava por onde passava. Lorcan inalou profundamente, sentindo-se quase embriagado pelo aroma dela.
— Amor… — Roxanne disse, tentando manter a voz séria, mas falhando miseravelmente ao soltar um risinho entre os lábios. — Você lembra da primeira vez que tomamos vinho juntos?
Lorcan deu uma risada longa, o efeito do vinho já presente nos dois.
— Claro que lembro. Você derramou metade da taça na minha camisa e tentou limpar com um pano de prato sujo.
Ela gargalhou, jogando a cabeça para trás.
— Porque você me fez rir no meio do gole! — apontou para ele, ainda rindo. — Foi sua culpa.
— Foi uma desculpa perfeita pra você vir encostar em mim — ele devolveu, malicioso, os olhos brilhando com a lembrança. — E não que eu esteja reclamando, mas você era muito descarada.
— E você caiu feito um bobo — respondeu com orgulho, girando o vinho na taça antes de tomar mais um gole, os olhos nunca deixando os dele. — Olha só onde a gente tá agora…
Lorcan a observou em silêncio, os olhos suavizando, como se estivesse absorvendo cada segundo. Ele sentia a euforia crescer dentro dele.
— Casado com a mulher mais linda do mundo. Num apartamento com a melhor vista da cidade. E com vinho bom. Realmente… Parece um sonho. — o loiro sorriu e tomou mais um gole da taça.
Roxanne sorriu de maneira mais contida, ainda sentada no colo dele, os dedos traçando pequenos círculos no peito do marido enquanto tomava mais um gole de vinho.
— A gente construiu isso. Você e eu. Um dia de cada vez. E ainda estamos construindo.
Lorcan se inclinou para beijar a testa dela, mas no movimento, o robe de cetim deslizou um pouco, revelando um vislumbre de pele nua. Ele parou por um segundo, os olhos capturando aquele detalhe. Piscou, como se processasse a informação, e então ergueu os olhos para ela.
— Espera… — a voz saiu em um sussurro rouco. — Amor…
Roxanne levantou as sobrancelhas, os olhos brilhando em provocação.
— Hm?
— Você… — Lorcan engoliu seco, um sorriso começando a se formar no canto dos lábios. — …não tá usando nada por baixo desse robe?
Ela piscou devagar, um sorriso perigoso dançando em seus lábios avermelhados.
— Talvez eu estivesse contando com o vinho pra te distrair até perceber.
Lorcan riu, jogando a cabeça para trás.
— Céus… — ele a encarou, os olhos agora carregados de uma fome crescente. — Você quer me torturar hoje?
Roxanne apenas sorriu maliciosa para ele, os lábios entreabertos, o olhar ardente. Sem hesitar, Lorcan a puxou com firmeza para mais perto, encaixando-a perfeitamente entre suas pernas. As taças agora estavam esquecidas em algum lugar da mesinha de centro.
— Você sabe exatamente o que está fazendo comigo — ele sussurrou contra o pescoço dela, os lábios desenhando um caminho lento e quente pela pele exposta. O toque era firme e, ao mesmo tempo, cuidadoso, como se quisesse memorizar cada pedaço dela.
Roxanne suspirou profundamente, inclinando a cabeça para o lado, entregando-se ao contato. Seus dedos finos deslizaram por debaixo da camiseta de Lorcan, traçando caminhos provocantes pelos músculos firmes de seu abdômen até alcançarem as costelas, onde ela apertou suavemente.
— Eu só tô aqui sentada… — ela murmurou contra o ouvido dele, a voz baixa e carregada de uma doçura perigosa. — Você é quem tá se descontrolando, amor.
— Com razão… — ele resmungou, a boca ainda explorando a pele dela. — Olha pra você…
Roxanne arranhou seu abdômen por baixo do tecido e, sem dizer mais nada, Lorcan ergueu os braços e tirou a camiseta do pijama por sobre a cabeça, jogando a peça de lado. Roxy o observou com um sorriso satisfeito, as mãos deslizando pelo peito dele, os dedos traçando cada linha definida, sentindo o calor da pele sob o toque.
— Muito melhor assim… — ela sussurrou, os olhos cravados nos dele, o corpo se encaixando ainda mais contra o dele.
Roxanne passou os dedos devagar pelo peito de Lorcan, descendo pelas linhas definidas do abdômen, os olhos fixos nos dele, com aquele olhar travesso e cheio de intenção. Então, sem pressa, ela se inclinou, deixando a língua seguir um caminho lento, provocante, traçando uma linha quente pelo abdômen até o peito do marido.
Lorcan respirou fundo, os dedos apertando levemente as coxas dela, os olhos escurecidos pela mistura de desejo e adoração.
— Você vai acabar comigo, Roxy… — ele murmurou, o tom rouco e baixo, completamente fixado nos movimentos dela e já sentindo as reações de seu corpo.
Ela ergueu o rosto só o suficiente para lançar um sorriso malicioso.
— Eu ainda nem comecei, amor.
O sorriso dele se alargou por um segundo antes de sua mão descer firme, num tapa certeiro e estalado na bunda dela. Roxanne soltou um ar rápido, entre surpresa e prazer, os olhos semicerrados de excitação.
— Que foi? — ele riu, a voz baixa e carregada de desejo. — Eu sei que você gosta, não gosta?
Ela mordeu o lábio, os olhos brilhando como quem acabava de ser desafiada.
— Talvez. Vai ter que fazer de novo pra ter certeza…
Lorcan arqueou uma sobrancelha, o desejo brilhando nos olhos. Ele puxou Roxanne ainda mais para perto, firmando a mão na cintura dela, e deu mais um tapa, na mesma intensidade — firme, direto e carregado de intenção.
Ela soltou um gemido rouco, os olhos se fechando por um instante, o corpo reagindo imediatamente.
— Definitivamente… — ela murmurou, abrindo os olhos devagar — …eu gosto muito disso.
Lorcan sorriu, hipnotizado. Roxanne estava com o robe quase se abrindo por completo, e ele não conseguia desviar o olhar do corpo dela — da pele exposta, da forma como ela se movia sobre ele, da expressão provocante que só deixava tudo mais insuportavelmente bom. Era como se o ar ao redor deles estivesse carregado de eletricidade; cada movimento dela parecia incendiar sua pele, cada sorriso malicioso fazia seu coração martelar com força.
Ele se aproximou, os dedos traçando um caminho suave pela cintura dela até encontrar a curva delicada de suas costas, puxando-a para mais perto. Os lábios dele tocaram o pescoço dela com a leveza de uma pena, distribuindo pequenos e lentos beijos que deixavam um rastro quente por onde passavam. Ele podia sentir o perfume adocicado misturado ao cheiro natural dela, uma combinação que o deixava embriagado, como se nada mais no mundo importasse além daquele momento.
— Você é perfeita, sabia? — ele murmurou contra a pele dela, a voz rouca e baixa, quase um sussurro, como se estivesse confessando um segredo só deles. Os lábios roçaram o ponto sensível abaixo da orelha dela, arrancando um suspiro pesado de Roxanne. — Cada detalhe seu me deixa… fora de mim.
Roxanne não desviou os olhos dele, mantendo aquele sorriso perigoso e cheio de intenções maliciosas. Ela adorava o efeito que tinha sobre ele, a maneira como os olhos de Lorcan escureciam, como a respiração dele se tornava mais rápida e irregular só com a proximidade dela. Então, num movimento lento e deliberado, ela começou a se esfregar no colo dele. O tecido fino da calça de flanela do pijama de Lorcan se roçando com a sua intimidade nua.
Os movimentos eram lentos, calculados, como se cada ondulação de seu quadril fosse um lembrete silencioso do poder que tinha sobre ele. Roxanne sabia exatamente o que estava fazendo — sentia a forma como o corpo dele reagia debaixo dela, como os dedos dele apertavam sua cintura com mais firmeza, tentando conter o próprio controle. Um gemido rouco escapou dos lábios dele, os olhos se fechando por um segundo enquanto a cabeça tombava para trás, perdido na sensação que ela provocava.
Lorcan observava cada detalhe, como se quisesse memorizar aquele momento. O cetim do robe escorria pelos ombros dela, deslizando lentamente pela pele exposta. Roxanne não fez questão de ajeitá-lo, e ele percebeu que ela fazia aquilo de propósito — aquela exposição sutil, o jogo de mostra e esconde que o deixava em um estado de expectativa quase insuportável.
— Rebola pra mim assim… — ele pediu, a voz saindo rouca, quase um sussurro desesperado. — Desse jeitinho…
Roxanne não hesitou. Obedeceu ao comando com um sorriso malicioso dançando em seus lábios, o olhar cravado nos olhos dele, como se quisesse arrancar cada reação dele aos poucos. Lorcan segurou firme na cintura dela, os dedos afundando levemente na pele quente, como se precisasse ancorar-se a algo para não perder o controle.
Foi então que o tecido cedeu. O robe escorregou suavemente pelos braços dela, expondo mais do que ele poderia ter imaginado naquele momento. Os seios de Roxanne se revelaram parcialmente sob a luz suave da sala, firmes, tentadores e suculentos, iluminados pelo tom dourado que vinha do abajur. O cetim pendia dos braços dela, como se se recusasse a esconder o que já estava exposto.
Lorcan congelou, a respiração travando no peito. Seus olhos se tornaram mais escuros, carregados de uma intensidade quase palpável. Ele mordeu o lábio inferior devagar, os olhos fixos nela, saboreando aquela visão como se fosse um presente raro e exclusivo.
Roxanne sorriu devagar, ainda sentada no colo de Lorcan, sentindo o efeito que tinha sobre ele — o olhar fixo, a respiração pesada, as mãos ansiosas. Ela levou uma das mãos ao laço do robe, puxando-o com lentidão provocante, deixando o tecido deslizar aos poucos por seus ombros.
Lorcan acompanhava cada movimento como se estivesse em transe. Seus dedos apertaram com mais força a cintura dela quando o robe caiu completamente, revelando o corpo nu sob a luz suave do abajur. Roxanne ficou ali, nua e confiante, com aquele sorriso malicioso e o olhar fixo nele, como se dissesse sem palavras: “Venha me provar.”.
— Merlin... — Lorcan sussurrou, a voz falha, os olhos percorrendo cada curva dela como se estivesse vendo pela primeira vez. — Você é simplesmente surreal…
Ela inclinou o corpo para frente, o cabelo escorrendo sobre um ombro, e sussurrou junto à orelha dele:
— E sou só sua , amor.
Ele gemeu baixinho, os olhos fechando por um segundo como se aquilo o tivesse atingido direto no peito. Quando os abriu novamente, havia algo novo ali — além do desejo evidente, o brilho apaixonado de um homem completamente entregue à mulher que amava.
Lorcan colou o corpo ainda mais ao de Roxanne e, num movimento firme e cheio de intenção, a envolveu com os braços, levantando-a no colo com facilidade. Ela riu, surpresa, envolvendo o pescoço dele com os braços.
— Vamos para o quarto? — ela provocou, os olhos brilhando de diversão e desejo.
— Sim, vamos antes que a gente acabe com toda a nossa sala — ele murmurou, os lábios tocando a curva do ombro dela enquanto caminhava com ela nos braços, tropeçando nas almofadas espalhadas pelo chão.
Roxanne riu, aconchegada no colo dele.
— Eu não iria reclamar…
— Você é um perigo — ele retrucou com um sorriso enviesado, entrando no quarto e chutando a porta com o pé.
Mas assim que Lorcan se aproximou da cama e a deitou delicadamente sobre os lençóis, o quarto girou.
Literalmente.
Ele piscou algumas vezes e se estirou ao lado dela, tentando focar no teto que parecia estar em rotação lenta.
— Ok… acho que o vinho me venceu — murmurou, jogando um braço sobre os olhos, rindo sem conseguir se conter.
Roxanne gargalhou de verdade, o som leve e delicioso preenchendo o quarto.
— Você tá bem, amor? — ela perguntou entre risos, deslizando os dedos suavemente pelo peito dele enquanto apoiava a outra mão na cabeça.
Lorcan tirou o braço dos olhos, piscando para focar nela, mas o quarto ainda parecia girar levemente. Ele riu, passando a mão pelos cabelos e respirando fundo.
— Acho que o vinho decidiu me derrubar… e justo agora — resmungou, frustrado.
Roxanne soltou mais uma risada deliciosa, o som reverberando pelo quarto.
— Justo agora, né? — provocou, ajeitando o corpo ao lado dele. Foi então que percebeu a própria nudez, estendida ao lado dele, sem o menor pudor. Ela ergueu uma sobrancelha, o sorriso aumentando. — Sabe que eu tô pelada do seu lado, né?
Lorcan soltou um suspiro longo, os olhos percorrendo o corpo dela rapidamente antes de fechar os olhos, derrotado.
— Merlin… você tá me torturando… — ele murmurou dramaticamente, uma das mãos cobrindo o rosto como se aquilo fosse ajudá-lo a se concentrar. — A mulher mais linda do mundo, completamente nua do meu lado… e o quarto girando como se eu tivesse voando numa vassoura descontrolada…
Roxanne gargalhou outra vez, dessa vez se aproximando dele e deitando a cabeça em seu peito, os cabelos se espalhando pela pele dele.
— Talvez a próxima garrafa a gente divida um pouco mais… — provocou, traçando linhas suaves com os dedos pelo abdômen dele.
Ele gemeu baixo ao sentir o toque dela, o corpo reagindo mesmo sob o efeito do álcool.
— Isso não é justo… — murmurou, levando a mão até os cabelos dela, entrelaçando os dedos nos fios. — Você sabe o que faz comigo…
Eles ficaram em silêncio por alguns segundos, Lorcan piscou algumas vezes, tentando afastar a leve tontura que ainda insistia em girar o quarto ao seu redor. Roxanne estava ao lado dele, linda e despida, os cabelos espalhados pelos travesseiros e um sorriso provocante nos lábios. Ele não conseguiu evitar — se aproximou dela, as mãos tocando suavemente o rosto dela, os dedos traçando o contorno da maçã do rosto, da linha do maxilar, como se quisesse memorizar cada detalhe. Lorcan se inclinou, depositando um beijo suave no rosto dela, depois outro, e mais outro, percorrendo com os lábios cada pedaço da pele macia. Ele sentiu Roxanne sorrir de leve sob seus toques, os dedos dela subindo para entrelaçar nos cabelos loiros dele, puxando-o para mais perto.
Os beijos começaram a se intensificar, um caminho lento e dedicado, passando pelo canto da boca dela até finalmente alcançar os lábios. Lorcan os pressionou contra os dela, inicialmente com suavidade, explorando o toque como se estivesse saboreando cada segundo. Mas não demorou para que o beijo se aprofundasse — os lábios se movendo com mais urgência, as línguas se encontrando em um ritmo quente e provocante.
Roxanne suspirou contra os lábios dele, sentindo os dedos dele deslizarem por sua cintura nua, apertando de leve, puxando-a para mais perto. As mãos dela desceram pelo peito dele, traçando linhas suaves até os ombros, os dedos pressionando a pele quente, como se quisesse sentir cada músculo dele sob suas mãos.
Mas então, Lorcan sentiu. A tontura voltou, lenta e persistente, como uma maré que não podia ser contida. Ele tentou ignorar, focando no beijo, nos toques, mas parecia que o chão escapava sob seus pés, mesmo estando deitado. Seus movimentos começaram a perder a firmeza, o ritmo do beijo diminuiu, e Roxanne percebeu, afastando o rosto para encará-lo.
— Lorcan? — ela perguntou, rindo um pouco da expressão frustrada dele. — Tudo bem?
Ele soltou um suspiro exasperado, deixando a cabeça cair para trás no travesseiro, cobrindo os olhos com o braço. — Merda… — murmurou, a voz carregada de frustração. — Eu tô virando um saco… um maldito saco que não consegue fazer nada…
Roxanne gargalhou, o som divertido enchendo o quarto. Ela se inclinou sobre ele, apoiando o rosto no peito dele, ainda rindo.
— Você não tá virando um saco… só tomou vinho demais.
— Não consigo nem te beijar direito… — ele resmungou, claramente irritado consigo mesmo. — Você tá aqui, linda, maravilhosa, pelada do meu lado… e eu… eu tô virando uma massa mole na cama.
Ela riu mais alto, o som leve e contagiante.
— Você tem o resto da vida pra me beijar assim… não precisa fazer tudo numa noite só, amor.
Lorcan soltou um gemido longo, frustrado, deixando o braço cair sobre os olhos. Roxanne ainda estava deitada ao lado dele, a pele nua contrastando com os lençóis brancos, um sorriso divertido brincando nos lábios enquanto observava a expressão contrariada do marido.
— Talvez seja melhor a gente dormir… — ela sugeriu, a voz suave e carinhosa, deslizando os dedos pelo peito dele em um gesto reconfortante. — Pelo menos assim, amanhã você vai estar inteiro pra mim.
Ele suspirou, ainda um pouco frustrado, mas não pôde evitar sorrir diante do tom provocante da esposa.
— É, acho que você tá certa… — murmurou, virando o rosto para encará-la. — Mas vou cobrar essa promessa amanhã, tá?
Roxanne riu, pressionando um beijo suave nos lábios dele antes de se virar para o abajur ao lado da cama. Com um clique, a luz se apagou, mergulhando o quarto numa penumbra aconchegante. Ela se ajeitou nos braços dele, envolvendo-o num abraço confortável, sentindo a respiração de Lorcan se estabilizar contra seu cabelo.
— Boa noite, amor… — sussurrou, relaxando contra o peito dele.
Silêncio.
Trinta segundos de silêncio.
E então… a mão dele começou a se mover lentamente.
Primeiro um traçar suave pela lateral do corpo dela, depois um deslizar mais firme, os dedos mapeando cada curva de forma provocante. Roxanne arregalou os olhos no escuro quando sentiu a mão dele apertando um de seus seios de forma intencional, um sorriso divertido surgindo nos lábios.
— Lorcan… — ela disse entre uma risada contida. — Você não queria dormir?
Ele soltou um suspiro dramático, como se nem ele mesmo soubesse o que estava fazendo.
— Amor… eu não sei mais o que eu quero. Eu queria dormir, mas aí você deitou aqui do meu lado… quente, cheirosa, gostosa… — ele resmungou, virando-se mais pra ela. — Isso devia ser ilegal.
Ela deu uma risadinha abafada, tentando manter o tom debochado mesmo com o arrepio que subiu pelo corpo.
— Você é indeciso até dormindo, Merlin…
— Não é indecisão… é que eu quero as duas coisas. Você e dormir. Só que não sei em qual ordem.
— Eu voto por você dormir primeiro. Salvar sua dignidade.
— Tarde demais pra isso — ele murmurou, já colando o corpo no dela de novo, a mão apertando de leve sua cintura com um sorriso safado no rosto. — Agora… vem cá. Só mais um pouquinho…
Roxanne mal terminou de rir quando Lorcan virou de lado, colando o corpo no dela, e capturou seus lábios num beijo firme, intenso. Não havia mais preguiça, nem sono, apenas aquele calor crescente entre eles que nunca parecia apagar. A língua dele encontrou a dela com urgência, o beijo se aprofundando com um misto de desejo e carinho que fazia o tempo desacelerar.
Os dedos dele começaram a deslizar pelas costas nuas dela, subindo e descendo devagar, explorando cada curva com intenção. As mãos grandes, quentes, passaram para a lateral do corpo, depois desceram pela cintura, pelos quadris, para o meio de suas pernas… e Roxanne soltou um gemido baixo contra os lábios dele, o som escapando sem controle, direto para o ouvido dele.
Lorcan estremeceu.
— Ok — ele murmurou, afastando o rosto só o suficiente para alcançar o abajur ao lado. Com um clique, a luz suave iluminou o quarto outra vez. Ele olhou para ela com um brilho malicioso no olhar e um sorriso vitorioso. — Já tô melhor. O quarto parou de girar. Acho que podemos… retomar os trabalhos.
Roxanne ergueu uma sobrancelha, divertida.
— Ah, é? E o saco de massa mole, foi dormir?
— Ele morreu. — Lorcan respondeu, colando a testa na dela, as mãos passeando novamente pelo corpo dela. — Mas o marido apaixonado e desesperadamente atraído por você tá muito acordado agora.
Roxanne soltou uma gargalhada tão alta que quase assustou o próprio Lorcan, que ainda estava ali, com a mão na cintura dela, o olhar cheio de intenções e meio ofendido por ter sido interrompido por uma crise de riso.
— O que foi agora? — ele perguntou, tentando parecer sério, mas já sorrindo também.
— É que… — Roxy tentou falar, mas começou a rir de novo, escondendo o rosto no pescoço dele. — Você tava praticamente desmaiado há dois minutos! E agora tá aqui, com essa cara de “estou pronto pra ação”, todo dramático, ligando o abajur como se fosse um botão de reinício da libido!
— Amor, eu falei: eu não sabia o que eu queria! — ele defendeu-se, rindo também, tentando beijá-la de novo, mas ela desviou, ainda gargalhando. — Meu corpo tomou uma decisão por mim. Eu só aceitei.
Ela riu ainda mais, se contorcendo na cama enquanto ele tentava segurá-la para retomar o clima.
— Para! Eu não consigo me concentrar com você falando essas coisas! — ela chorava de rir agora, apoiando a testa no ombro dele. — O quarto parou de girar e você já tá ligando o "modo sedutor" de novo! Foi muito engraçado, amor!
— Isso é dedicação, Roxy! — ele retrucou, tentando beijar o maxilar dela, mesmo com os movimentos involuntários de riso. — Eu devia ser aclamado por isso, não ridicularizado!
— Você devia é ganhar um prêmio pela comédia da noite! — ela respondeu, as bochechas coradas de tanto rir, os olhos brilhando.
Mesmo com o clima "esquentando", tudo o que ela conseguia pensar era: meu Deus, eu amo esse homem ridículo . Lorcan, apesar da cena toda, sorriu ao vê-la daquele jeito — desarmada, leve, feliz.
— Sabe que sua risada é o som mais sexy do mundo, né?
Roxy sorriu contra a pele dele, ainda rindo baixinho.
— Você só diz isso porque quer que eu pare de rir e te beije logo.
— Exatamente.
Ela ergueu o rosto e o olhou com carinho, ainda com um sorriso zombeteiro nos lábios.
— Você é impossível, amor.
— E você é irresistível. Então estamos quites.
Lorcan tentou mais uma vez beijá-la, firme, decidido, retomando o clima… mas, mal seus lábios tocaram os dela, Roxanne explodiu em uma risada abafada, fazendo os ombros sacudirem contra o peito dele.
Ele recuou, meio derrotado, olhando para ela com a testa franzida.
— De novo? — ele resmungou, ofendido de brincadeira. — Roxanne, você tá rindo de novo?
Ela mordeu o lábio, tentando conter o riso, mas a cena toda — ele tentando ser sedutor depois de quase dormir, a luz do abajur acesa como se fosse um sinal de alerta sensual — era simplesmente boa demais.
— Desculpa, amor — ela disse entre risadinhas. — É que você ficou sério demais de repente! Tipo "modo missão sedução ativado". Eu não tava pronta!
Lorcan soltou um suspiro dramático e se jogou para a frente, afundando o rosto no pescoço dela com exagero teatral, o corpo inteiro largado como se tivesse perdido todas as forças.
— Isso é um boicote emocional — ele resmungou, a voz abafada contra a pele dela. — O universo tá testando minha sanidade . Eu tô tentando ser sexy e tudo conspira contra mim… a cama girando, o vinho, a luz, a minha própria esposa rindo da minha cara… — ele gemeu, ainda teatral. — Eu só queria transar, Roxy. Só isso.
Ela gargalhou ainda mais, os dedos passando pelos cabelos dele enquanto o sentia desabando em cima dela como um ator de novela dramática.
— Amor… — ela disse, tentando recuperar o fôlego entre uma risada e outra — você tá me matando de rir. Eu não consigo levar você a sério agora!
— Missão fracassada… — ele murmurou, ainda largado no pescoço dela, como se houvesse perdido completamente as esperanças.
— Mas… — ela disse, se virando levemente para olhar nos olhos dele com um sorrisinho malicioso. — Você ainda tá um gostoso, mesmo sendo dramático desse jeito.
Lorcan ergueu o rosto devagar, como se isso fosse o combustível que ele precisava para ressuscitar.
— É tudo o que eu precisava ouvir.
Roxanne ainda ria baixinho quando Lorcan a puxou de volta para perto, os olhos agora semicerrados, mas brilhando com aquele desejo que só crescia com o tempo — e com ela. Ele passou a ponta do nariz pelo maxilar dela, subindo lentamente até encontrar os lábios dela de novo.
— Sem mais risadinhas? — ele murmurou contra a boca dela, os dedos deslizando pela cintura nua, pressionando levemente a pele.
— Prometo tentar… — ela respondeu com um sorrisinho ainda contido, as mãos deslizando pelos ombros dele, sentindo a firmeza dos músculos sob a pele quente.
O beijo agora veio mais calmo, lento, carregado de intenção. Lorcan tomou seu tempo, explorando cada movimento, saboreando o momento com a mesma intensidade de quem aprecia o primeiro gole de vinho após um dia longo. Roxanne suspirou entre os lábios dele, os corpos se encaixando mais uma vez com aquela familiaridade deliciosa.
As mãos dele subiram pelas costas dela, depois desceram pelas coxas, puxando-a suavemente para o colo dele. A luz do abajur jogava um brilho suave sobre os dois, criando sombras quentes que dançavam nas paredes do quarto.
— Agora sim… — Lorcan sussurrou, os lábios roçando o canto da boca dela, depois descendo para o pescoço, onde ele depositou beijos lentos e quentes.
Roxy gemeu baixinho, o riso dando lugar a pequenos suspiros enquanto os dedos dele passeavam com cuidado por cada curva. Os dedos dela buscaram a nuca dele, os olhos semicerrados, sentindo cada toque reacender o desejo que havia sido pausado pelo riso.
Lorcan passou os dedos devagar pela lateral do corpo de Roxanne, como se desenhasse nela uma lembrança. O quarto estava tomado por um silêncio íntimo, quebrado apenas pelo som leve das respirações e pelo farfalhar sutil dos lençóis conforme os dois se moviam, tão próximos.
Os olhos dele se fixaram nos dela, escuros de desejo, mas também inundados de amor. Ele parecia absorver tudo — o brilho nos olhos dela, o calor da pele, a maneira como ela o tocava com os dedos leves, como se estivesse tocando algo sagrado.
— Você é tudo pra mim… — ele murmurou, a voz quase falhando. — Eu te amo, Roxy. Amo com cada parte de mim.
Ela sorriu, um sorriso suave, quase emocionado, e levou a mão ao rosto dele, acariciando-o com ternura, os olhos brilhando.
— Eu também te amo tanto.
Lorcan se inclinou, colando os lábios ao pescoço dela, onde deixou beijos lentos e quentes, como se quisesse gravar aquele momento na pele dela. Roxanne fechou os olhos, soltando um suspiro entre os lábios ao sentir o calor da boca dele viajando da base do pescoço até a curva dos ombros, e depois para os seios dela, onde os beijos se tornaram ainda mais cuidadosos, mais intensos.
Ela arqueou levemente o corpo sob ele, as mãos buscando os ombros firmes de Lorcan, enquanto o prazer se espalhava em ondas suaves. Seus dedos se apertaram ali, como se pedissem mais.
— Lorcan… — ela sussurrou, a voz rouca pelo prazer que crescia devagar, envolvente, acompanhado pelo toque firme, mas cheio de carinho que ele sabia tão bem como dar.
Os olhos dele subiram de novo para os dela, e, por um instante, ele apenas ficou ali, observando-a. Os cabelos espalhados pelo travesseiro, os lábios entreabertos, o peito subindo e descendo lentamente… Ela era a visão mais linda que ele já tinha visto.
— Você é perfeita — ele disse, num tom quase de reverência.
Ela sorriu, os olhos meio cerrados, e puxou-o para mais perto, os lábios se encontrando de novo em um beijo lento, profundo, onde tudo se dizia sem palavras. O mundo parecia ter parado ao redor. Só existia o calor dos corpos, os toques íntimos, os olhares demorados e aquela conexão silenciosa, mas gritante entre dois corações que já se conheciam de cor. Cada carícia era como uma nova promessa, cada gemido abafado, um sinal de entrega total.
E ali, no calor da noite, embalados pelo efeito do vinho e da paixão, Lorcan e Roxanne se redescobriram mais uma vez — no toque, no olhar e no amor que sentiam tão intensamente.
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