O Diário de Sarah

6 Desespero part 2 - Lembranças


Notas iniciais
E aí galera. Como estão vocês?! Bom, fiquei um tempinho sem postar e queria que me desculpassem. Espero que gostem desse capítulo, okay?! Esse vou dedicar pra Linda, que tá gostando dos acontecimentos. Vamo lá, boa leitura!

Desespero part 2



—A mãe da Sarah me ligou e disse que os cabelos dela já estão caindo.
—A gente sempre foi a força da Sarah, não acha que temos que dar um sinal pra ela? Estamos agindo como amigos que não se preocupam, gente.
—A Valentinna tem razão, gente. Temos que ir na casa dela e ter uma boa explicação pro nosso sumiço.
—A gente vai ter que mentir...
—Porque Patrick?
—Não podemos dizer que estamos tentando entrar em contato com ele...
—E porque não? Tá todo mundo aqui querendo deixar ela feliz!
—Deixa isso pro final, agora vamos na casa dela.



* * *



Ainda chorava jogada na cama em meio aqueles cabelos. Os lindos fios loiros sedosos e cumpridos, estavam deixando um sinal muito ruim ao meu ponto de vista. E o meu desespero só aumentava a cada minuto.
Senti um grande enjoo me bater e um gosto horrível de sangue na boca. Corri para o banheiro com meus pais atrás de mim e coloquei pra fora aquele líquido vermelho, estava vomitando sangue. Fiz mais algumas ancias de vômito logo em seguida, mas não saiu nada e minha cabeça já começava a me enlouquecer de dor.
Tentei permanecer firme nas minhas próprias pernas, mas meu corpo já estava ficando totalmente fraco. Então, cai para o lado sendo segurada pelo meu pai e sujando o mesmo com um pouco do sangue que ainda saia pela minha boca. Ele me colocou sobre a cama com cuidado, eu ainda soluçava muito. E neste exato momento, a galera chegou.



—Meus Deus, o que tá acontecendo?! -Clécio foi o primeiro a entrar no meu quarto e jogando as mãos atrás da cabeça, perguntou assustado.

—Puta que pariu Sarah, você está pior do que antes!
—Samuel! -todos o repreenderam. -Ué, que foi?
—Estamos aqui com você, amiga. Tenha calma. -Patrick veio do meu lado e segurou em minha mão.
—Vocês deviam estar aqui antes. Tem ideia de quantas ligações eu fiz?! -falava com dificuldade.
—Não precisa ser tão rancorosa agora, vei! Porra, estamos aqui! -Samantha falou em um tom indignado.
—Eu tava precisando de vocês, filhos de uma puta! -todos sorriram com aquele comentário.
—Já que vocês estão aqui, ajudem ela a tomar um banho e se vestir. Vamos levá-lá para o hospital. -minha mãe falou entregando uma toalha para as meninas. -Meninos, venham pra cá, deixe que a Tinna e a Sam cuidem da Sarah.



* * *


Partimos para o hospital, todos na camionete do meu pai. Chegando lá, uma enfermeira me conduziu até um quarto, onde fiquei deitada na cama. Enquanto isso, vi minha mãe conversando com o doutor bigodudo do lado de fora. Tentei ao máximo ouvir um pouco da conversa, mas eles estavam longe demais. Então, quando ele falou sei lá o quê para ela, vi que a mesma começou a chorar. E Patrick, que também estava lá, tentou acalma-la. Quando eles olharam para o lado e me viram observando, tentaram disfarçar, mas uma enfermeira fechou a porta do quarto em que eu estava.



* * *



—Porque tantos segredos?!
—Sarah...
—Não tenta me fazer de besta, Patrick! Porque vocês não falam que eu vou morrer e terminam logo com essa história?!
—Não é nada disso...
—Então é o que?! Tu acha que não vi vocês conversando com o desgraçado do médico hoje pela tarde não?!
—Sarah, não se force tanto. -ele aproximou-se da cama e ajeitou o travesseiro, já que mostrei desconforto.
—Me diz o que tá acontecendo, Trick. Eu não mereço ser tratada assim. Porque minha mãe estava chorando? -o olhei com súplica e voz na mesma.
—Se eu te disser que não é nada, estarei mentindo, mas fique calma, pois tudo vai dar certo. -ele segurou em minhas mãos e as beijou.
—Está na hora de ir, mocinho, a paciente precisa descansar. -uma enfermeira de longos cabelos pretos surgiu na porta.
—Se cuida gata! Te amo! -e assim, Patrick me deixou com aquela curiosidade torturando meu coração.



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—Lucas, você fez a atividade de hoje?
—Fiz não, fiquei jogando vídeo game, hehe...
—Você sempre fica no vídeo game, né? Vem, vamos... vou te passar as respostas se não você vai se ferrar com a professora.
—Você sempre é preocupada comigo, Sarinha. Eu te amo!

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Lembranças



''Tudo que é bom dura o tempo bastante para se tornar inesquecível...''



Um sorriso saiu do canto dos meus lábios ao ter aquele sonho, aquela lembrança. Era bom poder sonhar com ele, em muitos anos que não o via. A saudade assolou meu coração, fazendo com que uma lágrima rolace de um deles mesmo que ainda estivessem fechados.

Um vento húmido da noite invadia as janelas daquele quarto de hospital. Abri os olhos e os rolei para o relogio, que já marcavam quatro e meia da manhã. E mesmo que os meus movimentos fizessem com que minha cabeça doesse, levantei e andei para a janela, queria olhar o céu.

A madrugada estava linda com uma bela lua que iluminava toda rua lá em baixo! Uma estrela que brilhava ao longe, me fez lembrei da música Nagareboshi do Naruto. Então, peguei o celular que estava sob a cômoda perto da janela e coloquei a tal música para tocar.




Sora wo mi agereba,
hoshitachi ga hora matataiteru.
Kono hoshi no hitotachi mitai ni,
samazama na hikari wo hanatte.
Sono, dakara, boku mo
hitoki wa kagayaitetainda.
Me wo tojite kokoro ni chikau,
Nagareboshi ni yume wo takushite...



A música fazia com que meu coração saltasse de alegria e tristeza ao mesmo tempo. Essa música me lembra das aventuras que tive com meus amigos nos anos passados. Costumavamos acampar no gramado da minha casa nos dias de sábado a noite. E quando o céu era todo estrelado, a gente deitava um do lado do outro e cantava essa música.
A nostalgia era tão forte, que naquele momento, tudo que mais queria, era estar ao lado deles. Poder sair correndo por essa rua iluminada pela lua, perturbando o sono daqueles que estavam dormindo com nossos gritos de euforia.




Flash Back

—Filha, esse diário é para você escrever todos os seus segredos, tá bom?
—Mas mamãe... e se alguém ler?
—Não, meu amor, ninguém vai ler. Sabe porque?
—Porque?
—Porque só você vai saber onde ele estará guardado.




Quando tinha oito anos, minha mãe havia me dado um diário. Dizendo ela, que era para escrever todos os meus segredos. A mesma trouxe uma mochila com alguns dos meus pertences, inclusive o diário. Me equilibrando nas coisas, andei até a poltrona sob qual a mochila estava jogada. Abri e tirei aquele caderno preto com uma caveira na frente e uma caneta da mesma cor. Voltei para a cama, sentei com os joelhos dobrados e comecei escrever todos os momentos que vivi até agora.



''No dia vinte de fevereiro de mil novcentos e noventa e sete, minha mãe ia me levar para a escola pela primeira vez... Ela fez tranças no meu cabelo e colocou laços vermelhos nas pontas. Quando cheguei lá, as professoras me chamaram de boneca e conheci um menino chamado Lucas. Nós tivemos uma amizade muito bonita, porém...''



Autora: De 97 até 2015 são 18 anos, a idade da Sarah, só quis avisa-los. Bem, voltando...



* * *



—Bom dia, dona moça!
—Bom dia Marcela...
—Vejo que escreveu a noite toda, hein...? -olhou para o meu diário.
—É... dei umas escrevidas, mas não é nada demais, relaxa. -cocei os olhos e bocejei.
—Vamos, deixe-me ajuda-la a se levantar. -a moça de pele clara e longos cabelos pretos aproximou-se da cama. -Ah e... Sarah, você vai trocar de quarto hoje.
—Tá legal...




Depois do banho e do café, Marcela me levou para um quarto que era repleto de coisas. Várias bonecas e ursos, jogos, mais arejado e claro. Tinha uma menina lá, a mesma que vi chorando no dia que cortaram seus longos cabelos lisos vermelhos.



—Laila, você tem uma nova amiga. -Cela, entrou cantalorando para a menina que estava deitada na cama.
—Olá. -me cumprimentou.
—Oi. Espera... conheço você. Vi uma mulher cortando seus cabelos. -levantei uma sobrancelha.
—Bem, vou deixar vocês se conhecendo. Sarah, sente na cama, não quero você ficando fraca e caindo por aqui. -Marcela deixou a sala.
—Então, quer dizer que você me viu? -perguntou em um tom abismado.
—Sim, sinto muito pelos seus cabelos. Eles eram lindos! -sentei em uma cama ao lado da dela.
—Provavelmente vão fazer isso no seu também, loira.
—Não! Não vou deixar! Hahaha... -sorri.



Horas depois



—Então quer dizer que você é Maggot mesmo, cara?! -a olhei com os olhos brilhando.
—Sim. E você é Metalleira mesmo? -ela sorriu da minha cara de besta.
—Claro que sou! Amo Metallica tanto quanto você ama Slipknot!
—Haha... mas não mesmo! Mas e aí... E aquele menino que você me falou?
—O que tem ele?
—Eu tenho fé que vocês vão se encontrar nessas voltas da vida...
—É o que espero, Laila... É o que espero...




* * *



—Alô?
—É o Lucas Tinêllo?
—Sim, à quem posso ajudar?
—Você se lembra da Sarah Parloviquez?



Continua...

Notas finais
''Com os nossos gritos de euforia...'' Até sábado! ^^