O Diário da Secretária
19 ️18. Durante a semana.
Notas iniciais
Nossa viagem de volta foi muito tranquila, eu adormeci um pouco antes de chegarmos e quando finalmente estávamos em casa fui acordada com os doces selares do Channie por todo meu rosto.
— Princesinha, chegamos.
— Huum... já?
Falei bem manhosa pelo sono que ainda se fazia presente em mim e quando abri meus olhos o Channie sorria todo bobo enquanto me encarava.
— Já sim meu amor, vamos entrar? Deixa as coisas no carro, pegamos depois tá bom?
— Tá sim, amor.
Ele veio até mim, retirou meu cinto e me beijou.
— Eu amo quando você me chama de amor.
Sorri e o puxei para um abraço.
— Obrigada pelo date incrível amor, foi um sonho do início ao fim.
— Tudo por você Yoonah, mas eu também amei cada segundo, obrigado por aceitar ser minha namorada e por ter se entregue a mim, eu amo você Arya.
Me sinto corar pela forma como ele me olha.
— Te amo também Christopher.
Descemos do carro e ele segurou em minha mão, caminhamos até a entrada lentamente, a noite estava perfeita, mas a casa parecia um tanto silenciosa.
— Será que eles estão dormindo?
— Acho que não Yoonah, não está tão tarde assim né?
— Não mesmo...
Comecei a sentir um frio na barriga, eu queria os ver logo, eu estava com muitas saudades deles.
— Vamos dormir todos juntos hoje?
— É o que você quer amor?
— Sim.
— Então vamos.
Entramos na casa e nada, nem um barulho, nem luzes acesas, tudo estava em perfeita paz.
— Onde será que eles se meteram, Channie?
— Acho que sei onde, vem comigo.
Passamos pelo hall da casa e fomos rumo ao salão também passando por lá, e eu aproveitei para espiar de longe se havia alguém na cozinha, mas não havia ninguém lá também.
Conforme fomos chegando no lugar da casa que eu ainda não havia explorado muito, meus lábios se abriram em um sorriso bobo.
— Eles estão na sala de cinema.
— Ah, por isso o silêncio, estão vendo filme.
— Ou se pegando, o Lino adora dar uns amassos quando está aqui.
Me senti ruborizar, pensei na possibilidade de pegá-los fazendo algo e hesitei um pouco.
— Relaxa amor, se eles estiverem em um momento íntimo saímos e falamos com eles depois tá bom?
— Tá.
Pensei na hipótese de os ver de forma mais íntima e gostei dos pensamentos que tive, isso seria interessante, mas claro para um futuro.
“Um passo por vez Yoon Arya, um passo por vez...” — Pensei e sorri comigo mesma.
— Vamos entrar?
Acenei que sim para o Channie e abrimos a ante porta bem devagar, passamos por ela e a fechamos e assim que passamos pela entrada tivemos uma linda surpresa.
Meu anjinho estava em uma enorme poltrona, era quase como uma cama; onde ele era o recheio do sanduíche dos seus noivos, eles estavam todos abraçadinhos e o Hyunjin fazia carinhos nos cabelos dele e do Lixie, já o modelo menor estava todo encaixado no Seung fazendo carinhos na barriga dele.
Em outra poltrona a surpresa mais “surpresa” de todas, o Ji e o Yang estavam ali todo agarradinhos também, o mais novo, encaixado no Ji, dormia e seu namorado lhe fazia cafunés enquanto prestava bem atenção no que passava na enorme tela em sua frente.
E na outra poltrona o Lino e o Binnie se beijavam carinhosamente o que fez minhas bochechas queimarem e meu estômago se revirar, “que cena linda” pensei, e o Channie os olhava com ternura e aparentemente ele estava pensando o mesmo que eu.
— O que me diz? Quer se juntar a eles ou prefere os deixar, e subimos para tomar um banho?
— Não quero interromper o filme deles.
Nós dois falávamos bem baixinho, mas não foi o suficiente, enquanto pensávamos no que fazer uma mão começou a nos chamar freneticamente, era o Lino que ainda beijava o Binnie, mas provavelmente nos ouviu e a cena romântica deles se tornou hilária por conta de seu braço esticado no ar que nos chamava quase que de forma autoritária enquanto estava todo envolvido em seu beijo com o grandão.
— Como ele consegue ser assim?
— O Lino? Amor, o Lino é uma força da natureza vai por mim, não tente entender, apenas se renda a ele.
Sorrimos e o Channie me puxou para irmos até eles e enquanto descíamos cumprimentamos os outros meninos com acenos e beijinhos lançados ao ar.
— Olha quem chagou ursão, nosso Kanguru e nossa gatinha finalmente voltaram para nós.
O Binnie já foi abrindo um espaço e eu me joguei entre os dois que me abraçaram, beijaram e me cheiraram feito loucos me fazendo entender que sentiram mesmo minha falta sem precisar dizer uma só palavra.
— Isso faz cócegas meninos.
— Sentimos sua falta pequena, não reclame do nosso ataque de carinhos por favor.
O Channie ia se deitando ao lado do Lino que o encarou em um falso ar de irritação.
— Onde você pensa que vai Christopher Bang Chan?
— Me deitar ao seu lado, Lee Minho.
— E desde quando recheios ficam para fora do sanduíche?
O Channie sorriu e eu também, somos oficialmente os recheios, mas isso ainda era engraçado de se ouvir.
— O Lino tem um ponto amor.
— Viu amor... eu tenho um ponto vem deita logo para não atrapalhar os outros.
O Channie se deitou e o Lino o encheu de beijos.
— Aí Lino, — o Channie ria sem parar. — Tudo isso é saudade?
— É sim, claro que é, e você não sentiu minha falta Kanguru?
— Claro que senti.
Eles se abraçaram e o Binnie me agarrou.
— Gostou do seu date pequena?
— Adorei grandão.
— Fico muito feliz, mas agora me beije, senti saudades de você.
Cada grupo estava em seu próprio mundinho ali então não me importei em beijar o Binnie e o jeito que ele me apertou foi de perder o ar da melhor maneira possível.
— E aí ela aceitou seu pedido Channie?
Ouvi o Lino perguntando todo curioso e resolvi interagir com eles erguendo no ar minha mão com a aliança que o Channie me deu, mas sem me soltar do Binnie que entendeu o que estava acontecendo e sorriu em meio ao nosso beijo apaixonado.
O Lino viu e deixou um selar na minha mão, bem próximo à aliança.
— Que final de semana perfeito né?
Ele falou e sua voz saiu bem animada.
— Sim Lino, muito perfeito e só melhorou agora que voltamos para vocês.
— Vem cá Kanguru quero seus beijos também.
Aquela noite todos nós acabamos dormindo na sala de cinema mesmo, no dia seguinte mais uma semana se iniciaria e eu ainda acreditava estar vivendo um sonho.
[...]
Segunda de manhã.
Voltando a rotina.
Nosso café da manhã estava agitado, todos juntos falando sobre tudo o que rolou no final de semana.
O café estava uma delícia, mas a cena em nossa cozinha era ainda mais perfeita para mim.
— Eita que nossas vidas estão bem mais coloridas agora né?
— É sim, Lino, dá para se acostumar fácil com isso...
— Oh se dá...
— Mas hoje vamos voltar para casa tá? E o Seung vai com a gente.
— Ah, jura, Hyunjin? — O Channie fez um biquinho fofo e todos rimos com a cena. — Eu senti saudades de vocês também tá.
— Nós também, Channie, sentimos falta de vocês dois, mas queremos arrumar algumas coisas já que resolvemos aceitar o convite de vocês e vir morar aqui também.
— Waaar! — O Binnie gritou todo empolgado. — É SÉRIO HYUNJIN?
— É sim Binnie, depois desse final de semana resolvemos tentar fazer dessa forma, acho que pode ser legal e vocês meio que já fazem parte das nossas vidas também, então porque vir aqui só para dormir né?
— Vou fazer biscoitos sempre para vocês.
O Lixie falou todo fofinho.
— Aaah, que dia glorioso! — O Lino estava muito empolgado e eu acabei inconscientemente trocando olhares com o Binnie e o Channie e nós três sorrimos por já saber o que viria a seguir. — Começamos a semana perfeitamente bem e agora só falta o casal neném dois vir morar com a gente e seremos uma família grande e feliz.
E nós três acenamos em concordância em um gesto só nosso, conhecemos mesmo o Lino.
— O quê? O Innie e eu virmos morar aqui? Tá maluco, Minho?
O Jisung falou em meio a risos nervosos.
— Você nem cogitaria ideia Jisung?
O Channie perguntou simplista, deixando o Ji de boca aberta.
— Olha esses caras... Sério que você tá junto nessa Bang? — O Jisung parecia incrédulo. — Ta vendo isso, meu pãozinho doce?
O Yang estava todo vermelhinho de vergonha, um fofo.
— Tô sim Jijico, mas isso não pode ser uma decisão tomada assim do nada senhor Minho.
— Ai garoto, deixa de ser fofo, que vontade de te bater... E pare com isso de senhor, você ainda não bateu o cartão Jeongin.
O Yang riu todo desconcertado.
— Mas é que ver todos vocês de terno assim parece que já estamos na empresa... me desculpe.
Ele soou muito envergonhado e o Bin foi até eles.
— Olha, é um convite sério tá, então pensem com carinho e sem pressa, apesar do Lino ser maluquinho, essa ideia não é só uma das muitas loucuras dele, todos nós adoraríamos que vocês viessem morar aqui com a gente.
O Ji e o Yang me olharam com semblantes igualmente preocupados.
— O quê? Vocês querem saber se eu iria gostar disso?
Eles acenaram que sim quase que simultaneamente e eu fui até eles ficando ao lado do Binnie que aproveitou para me abraçar.
Se os SungIn ainda duvidavam sobre eu estar com eles, a dúvida se encerrou ali.
— Seria incrível vocês não acham?
Deixei selares nas bochechas dos dois que pareciam que iam desmaiar.
— Tá, me convenceu, vamos conversar sobre e depois falamos com vocês, tá bom?
— Isso! Nossa gatinha é a nossa arma final, adorei Yoonah, você é uma deusa.
Dei um high-five na mão estendida do Lino e todos sorríamos descontraidamente.
— Posso perguntar uma coisa?
— Claro Seung.
O Binnie que o respondeu.
— Até morarem com a Yoonah e o Seung, vocês sempre foram só os três certo?
— Isso, basicamente isso.
— Por isso querem tanto a gente por perto... Vocês se sentiam sozinhos?
— Provavelmente o Lino e o Channie não muito, mas eu, sim, perdi meu pai muito cedo, assumi responsabilidades muito novo e apesar de sempre poder contar com esses dois em amizade e amor, eu sempre quis saber como era ter uma família grande, muita gente em casa e coisas assim.
— Faz muito sentido, e nessa eu acabei sendo presenteado com uma família também, obrigado Binnie.
O Seungmin foi até ele e o abraçou e eu sem perceber deixei algumas lágrimas rolarem meu rosto.
— Que cena linda...
O Channie falou e o Felix o abraçou também.
— Ah, Hyunjin pode vir me abraçar e vocês dois aí abracem a minha gatinha, vãos tornar essa a manhã dos abraços, podemos fazer disso um costume e Jisung...?
Ele que junto ao Yang já me abraçavam, olhou curioso para o Lino.
— Para mantermos esse costume da manhã de abraços igual ao que estamos fazendo agora, vocês terão que estar aqui pelas manhãs, se é que me entende.
— Yoonah você está perdida, o Lino é um liso.
— Eu sei, mas pensem com carinho, aqui é enorme nem precisamos ficar sempre juntos assim, com as adaptações cada um viverá suas rotinas numa boa.
— Eu sei, vamos conversar né, amor?
— Vamos sim, Jijico, pode deixar Yoonah, vamos pensar direitinho nisso.
Os apertei no abraço e eles sorriam tímidos.
— Vamos terminar nosso café e ir trabalhar?
Voltamos aos nossos lugares e continuamos comendo, tudo estava uma delícia e havia sido feito pelos SeungIn que disseram querer retribuir o convite para passar o dia na piscina.
Seguimos conversando, o Lino e o Binnie contaram a mim e ao Channie como foram muito mimados pelo trisal e também pelos SungIn que passaram o domingo todo aqui com eles.
O que nos deixou muito felizes em saber, e depois todos insistirem muito, nós dois contamos algumas (poucas) coisas sobre como foi o nosso final de semana, focamos mais no pedido de namoro, o strogonoff e em falar da beleza do Osaek Hot Spring.
— Então nossa Yoonah foi finalmente as águas termais de Osaek, aposto que achou o lugar bem sexy.
O Ji não ia perder essa oportunidade né? Mas tinha que falar na frente de todo mundo Han Jisung?
Eu quase morri por dentro, mas resolvi entrar no jogo.
— Digamos Jisung, que achei o lugar “sexy, sexy” entende?
Falei fazendo aspas com os dedos e piscando para ele que sorriu faceiro com a minha resposta.
— Você merece Yoonah, estamos felizes por vocês.
Seguimos o café tranquilamente, estávamos adiantados para o horário do trabalho e a nossa segunda-feira começou assim, perfeitinha.
[...]
Na SBL JOIAS.
Depois do almoço.
Olhei para o elevador e me senti aborrecida.
— Yoon, o Minho está na sala dele?
— Sim Taty e está a sua espera.
— Ótimo, vou entrar, não me anuncie.
Mas o que ela quer afinal?
— Você não me diz como trabalhar Taty, sinto muito, espere aí que irei anunciá-la.
Vi ela revirar os olhos nitidamente aborrecida, peguei o telefone e liguei para o ramal do senhor Lee.
“— A Taty está aqui fora, senhor Lee.
— Peça que ela entre Yoonah, por favor.”
— Okay.
— Pode entrar Taty.
— Claro...
Ela revirou os olhos novamente e foi rumo a sala dele, antes de fechar a porta me encarou e sorriu.
— Saco.
Não estava exatamente enciumada, mas também não gostei muito da sensação que tive em saber que ela estaria sozinha com o Lino.
[...]
— O que incomoda a minha pequena?
A voz do segurança mais lindo do mundo/meu chefe me pegou desprevenida o que me fez levar um leve susto o fazendo sorrir.
— Está tão na cara assim Changbin?
— Oh, esqueci que aqui você me chama pelo nome, é estranho... e sim, está um pouco nítido demais, qual das duas está aqui?
— A Taty.
— Hum... ela é a mais insolentezinha das duas, mas quer saber? O Lino não está mais nem aí para ela, sabe disso, não sabe?
— Eu sei... me desculpe a falta de compostura, vou até a copa pegar um café, vem comigo?
— Claro, adoro seu café.
— E quem não adora meu café Changbin?
— Você tem razão Yoonah.
Sorri para ele e fomos.
[...]
Na sala do Lee.
— Terminamos Taty, resolva todas as contratações e as acomodações temporárias para o Cha Eun-woo, ele ficará seis meses aqui para treinar os novos gerentes internacionais, então prepare tudo para ele com exímia cautela está bem?
— Sim senhor Lee.
— E da próxima vez que você for insolente com a Yoonah estando apenas as duas em qualquer ambiente que seja aqui da empresa você vai direto para rua entendeu? E por justa causa.
— Não pode me mandar por justa causa senhor Lee.
— Não? Tem certeza?
— Tenho.
— Não duvide de mim Taty, se não gosta da minha secretária apenas a respeite, esse não é o seu primeiro aviso.
— Você está mesmo gostando dela né?
— Não é da sua conta, mas se quer mesmo saber, sim, eu a amo, e já me cansei de toda essa sua empáfia para o lado dela.
— Tá eu parei... problema seu se você tem mal gosto.
— Isso aí é despeito, mas enfim, desencana de mim tá? Eu estou literalmente fora do mercado para sempre.
— Nossa... eu vivi para ouvir essa sandice.
— Sandice?
— Minho, você acha mesmo que aquela tadinha da Yoonah vai entrar na sua quando souber dos seus gostos?
— E você tem algo a ver com isso desde quando?
— Bom, pense nisso, você é um tremendo gostoso, mas não é o príncipe tradicional que a Yoon deve idealizar em seus contos de fada, o Cha Eun-woo faz muito mais o estilo romântica sonhadora dela se quer saber.
— Nem comece a destilar seu veneno Taty, e saiba que por ela eu posso ser o príncipe mais perfeito de todos.
— Ah é, E até quando?
— Taty você já pode sair da minha sala, e esqueça minha vida particular, ela não te dizia respeito nem quando ficávamos, muito menos agora.
— Está bem, boa sorte Lee Minho.
— Para você também, já pensou em chamar a Rebeca para sair? Vocês dariam um bom casal, duas malucas.
— Tchau senhor Lee, tudo estará resolvido até o final dessa semana.
— Assim espero.
[...]
A reunião deles demorou um pouco, normal, devido às pautas que eu já sabia quais eram, pois tudo passou por mim para que eu pudesse enviar no memorando para a Taty semana passada.
Mas mesmo assim eu me senti enciumada.
— Que droga Yoon Arya, se contenha mulher.
Falo comigo mesma e sigo organizando a agenda do senhor Bang, essa semana ele teria reuniões externas e eu iria com ele em duas delas para o assessorar.
Era algo comum isso sempre aconteceu, então zero novidades aqui.
— Prontinho, acho que terminei por aqui.
Falo descontraída e ouço a porta do senhor Lee se abrir, evito olhar na direção da porta e me concentro na tela do meu computador.
Não tinha nada aberto era só a tela mesmo, então abri o programa de memorandos e fingi estar enviando algo.
— Yoon, posso te fazer uma pergunta na paz?
A Taty falou comigo se aproximando de minha mesa e tentando espiar o que eu fazia.
— Pode falar Taty.
— Okay... — Olhei para ela e ela estava... pensativa? — Virgem você não deve ser, pelo menos assim espero, mas me diga, a que níveis de experiências sexuais você já se submeteu?
É SÉRIO QUE ELA ESTÁ ME PERGUNTANDO SOBRE MINHA VIDA ÍNTIMA?
Meus pensamentos explodiram em minha mente.
— Taty, mesmo sendo uma pergunta na paz como disse, esse tipo de assunto eu não trato com qualquer um.
Ela sorriu largo.
— Foi o que pensei, praticamente uma princesinha, quero só ver até quando o interesse do Minho estará sobre você.
Ela não disse mais nada e nem me deu chances de falar algo simplesmente indo embora.
— Mas o que foi isso?
Perguntei retoricamente e me pus a pensar.
O Lino mudou seu jeito desde que começamos tudo isso, e não foi uma mudança pequena, ele abriu mão de sua liberdade sexual e eu sabia o quanto isso lhe custou.
Dos três ele era o mais solto, o mais livre.
Levo meu lápis a boca e me perco em pensamentos, tudo que eu não quero é que nenhum dos três se prive de suas vontades por minha causa, isso não é romântico, e com o tempo acaba tornando tudo um fardo.
Eles precisam saber como me sinto e o que penso.
— Ver você com esse lápis na boca desperta em mim um verdadeiro desejo de te levar agora mesmo para minha sala e te fazer minha.
A voz do Lino me puxou com tudo para a realidade e se eu não estivesse sentada certamente eu teria caído.
— Que susto senhor Lee...
— Uau... isso está mexendo comigo... — ele sacode levemente sua cabeça e me encara. — Gata, me acompanhe por favor.
O olhei muito curiosa e ele sorriu.
— Venha comigo Yoonah, eu não vou te agarrar, mas quero te dar algo.
— Está bem.
Me levanto e o acompanho até sua sala.
— Sente-se por favor.
Sua fala saiu em um tom tão sedutor que me senti tremer.
Me sentei como ele me pediu e esperei.
— Yoonah, esse final de semana será a minha vez de te levar em um date, tudo bem para você sair em um date comigo?
“Tão sério...” — Pensei.
— Claro que sim Lino.
— Me chamou de Lino... — ele sorriu — Perfeito, então, pretendo sair com você na sexta de manhã, já falei com o Channie e o Binnie, sexta você estará de folga.
— Lino...
Digo hesitante, não quero que eles misturem as coisas assim, me liberar do trabalho para sair em um date?
Suspirei profundamente e ele apenas me encarava.
— Não se preocupe com nada por favor, somos os donos disso aqui, podemos dar uma folga para você ocasionalmente, e essa não seria a primeira vez certo?
De fato, não seria, mas mesmo assim...
— Certo... mas...
— Se acalme, por favor, bom, marcamos consulta com a ginecologista para você, amanhã depois do almoço o Binnie vai te levar lá e o Jisung vai à reunião externa do Channie com ele em seu lugar.
— Tudo bem.
Falo pensando se aquilo estava tudo bem mesmo.
— Boa menina, e por último aqui, isso aqui é para você, quero que coloque em sua mala e leve para a nossa viagem.
Ele me entregou uma pequena caixa de veludo preta, muito grande para ser uma joia, muito pequena para ser algo extravagante.
— Não vai abrir?
— Posso?
— Claro, quero ver sua carinha quando ver o que é.
Abro a caixa e encaro seu conteúdo.
Me sinto queimar e minhas bochechas certamente já me denunciaram para o Lino que apenas me analisava.
— Uma venda?
Sim, era uma venda de seda preta com rendas na mesma cor, era linda, delicada e claro muito insinuante.
— Sim, tudo bem para você a possibilidade de talvez a usar comigo em nossa viagem?
Mordi meu lábio involuntariamente e olhei para cima para poder encará-lo vendo que ele estava me olhando com certa intensidade.
— Tudo bem sim, Lino.
— Você a usará se eu pedir?
— Se esse momento chegar, você não precisará me pedir, basta me avisar que quer usá-la e eu a pegarei em minha mala já entendendo que a usaremos.
Aquela conversa foi completamente inusitada, mas era o Lino, nada com ele é comum e simples.
Ele me encarava como se me despisse.
— Perfeito, então, guarde-a com carinho e se o momento chegar, nós a usaremos.
Ele emanava uma autoridade que levou minha mente a imaginá-lo de diversas formas...
— Sim senhor Minho.
Usei seu nome por se tratar de um assunto intimo e minha fala o fez apertar seus lábios como quem lutasse contra seus próprios extintos.
— Yoonah, se ficar aqui eu vou agarrá-la e só porque eu não quero ser indelicado com você eu peço que saia agora.
O cérebro humano dá cambalhotas? Porque foi exatamente assim que senti o meu agora que decidiu acompanhar meu estômago em uma cambalhota real dentro da minha cabeça por ver o Lino assim tão instigante em minha frente.
— Obrigada pelo presente senhor Minho.
Falo e me levanto e antes de sair noto que ele apertava o vidro da mesa onde ele se encontrava sentado esse tempo todo com tanta força que os nós de seus dedos estavam esbranquiçados.
“Meu deus o que foi isso?” — Pensei novamente, me sentindo tão elétrica que se alguém encostasse em mim agora eu provavelmente teria um treco.
[...]
O restante do dia foi tranquilo, finalizamos o expediente e voltamos para casa, o Seungmin não estava lá, ele estava com seus noivos que enviaram mensagens avisando que usariam essa semana para arrumar tudo que precisavam para se mudarem definitivamente e por conta disso dormimos os quatro juntos naquela noite.
[...]
Terça feira á tarde
Consulta com a ginecologista.
O Binnie passou na empresa e me pegou logo depois do meu almoço e agora estávamos em uma luxuosa sala de espera em um dos prédios mais lindos do centro de Seul.
— Tá tudo bem pequena?
— Está sim.
— Senhorita Yoon Arya!
A recepcionista me chamou e eu me levantei indo até ela e notei que o Binnie me acompanhava.
— Só vou cumprimentar a doutora não se preocupe, te darei privacidade.
Sorri por ele ser todo preocupado e fofo comigo.
— Changbinnie! Quanto tempo querido!
A doutora era uma mulher linda, aparentava ter seus quarenta e poucos anos, mas da forma mais bem conservada que eu já vi, eles dois se abraçaram e logo ela me encarou.
— E essa jovem linda? Sua namorada?
— Digamos que sim, — ele respondeu sorrindo para mim e a doutora me abraçou também.
— Olá Yoon Arya, como está meu bem?
— Estou bem doutora.
— Ótimo, perfeito, consulta de rotina certo?
— Bom vou esperar lá fora cuide bem dela Dra. Carter.
Ela me encarou sorrindo.
— Se a Yoon não se incomodar você pode ficar Changbinnie, quando eu for examiná-la será na minha salinha a parte então você não verá nada.
Ele me olhou e eu sorri para ele.
— Por favor fique.
— Então eu ficarei.
— Ai que fofos, venham comigo, vamos nos sentar.
Ela me fez perguntas, me examinou e me receitou anticoncepcionais leves, dizendo que só daria um definitivo depois que visse os resultados dos demais exames que havia me pedido.
— E o Channie? O Lino? Eles também são seus namorados certo?
Sorri e acenei um sim meio tímido entendendo que ela os conhecia bem.
— Na verdade, por enquanto só o Channie é o namorado dela mesmo Carter.
— Ah entendi, vocês ainda estão em processo, mas finalmente conheceram “a garota” para os três, que legal, isso é bom, principalmente para o Lino, vai finalmente sossegar.
— Vai por mim Carter, ele já sossegou.
— Perfeito então, mas vem cá Yoon, você está bem com tudo? Quero dizer, você...
— Estamos realmente no início de tudo Carter, ainda temos um caminho longo a trilhar, muito o que acertar e conversar, mas em questão de relacionamento, é exatamente ela que queremos e vamos nos moldar para fazer funcionar bem para todos.
O Changbin tomou a fala e a Dra. pareceu entender algo que eu ainda não entendia.
— Muito bem, vamos todos cuidar sempre muito bem da Yoon né?
— Exatamente.
[...]
Indo para casa eu não conseguia parar de pensar na consulta e em como o Binnie não deixou que a Dra. terminasse sua fala.
— Binnie?
— Oi, pequena.
— Vocês por acaso me escondem algo?
— Não escondemos eu juro, mas é que tem assuntos que ainda não surgiram entre nós, mas quando surgir eu te prometo que seremos os mais abertos possíveis com você.
Para mim só havia uma razão para todo esse suspense então resolvi perguntar de uma vez.
— Por acaso vocês têm práticas sexuais consideradas peculiares?
Perguntei um tanto receosa e o Binnie se manteve tranquilo ao volante.
— Você quer mesmo falar disso agora minha pequenina?
Ponderei, realmente as coisas indo um passo por vez me agradaria bem mais, mas eu não posso negar, sou curiosa, e essa possibilidade estava me enlouquecendo.
— Você me falaria de você?
— Sim, sem problemas, — ele apertou seus lábios como quem ponderasse sobre o que diria. — Eu sou alguém que gosta de controle, e podemos dizer que isso reflete bem em meus relacionamentos.
— Um dominador você quer dizer?
— Talvez nada tão intenso assim, mas talvez sim, sinto prazer em me sentir no controle e essa é uma estrada muito longa para se explorar entende?
— Acho que sim.
— Algo assim te incomodaria?
— Vocês três partem do mesmo princípio né? Em questão de relacionamento quero dizer.
O Binnie sorriu, eu realmente estava curiosa.
— Não quero falar por eles pequena, acho que nós três precisamos sim sentar e falar disso com você mesmo que juntos, mas como você está muito curiosa posso dizer que sim, nós três partimos do mesmo princípio porem em níveis e práticas diferentes se é que podemos dizer assim.
— Entendi... e respondendo sua pergunta de antes, logo de cara não, algo assim não me incomodaria em nada, mas você entende que para essa resposta ser mais definitiva preciso saber exatamente como isso funciona para vocês certinho e com o máximo de riqueza de detalhes né?
— Claro que sim e concordo com você, mas Yoonah olhe para mim. — Ele parou o carro na frente do restaurante onde jantaríamos e eu o encarei como ele me pediu. — Vamos continuar na sua conduta de um passo por vez está bem?
Entortei meus lábios e ele sorriu vindo até mim e selando seus lábios aos meus.
— Viva esse final de semana com o Lino e aproveite-o bem, o próximo será comigo e depois disso a hora de voltarmos nesse assunto vai fluir eu juro para você.
Confio nele, e sei que eles vão me dizer o que for preciso então decidi esperar.
— Tudo bem Binnie, obrigada por tentar me acalmar.
— Você está bem mesmo?
— Estou eu juro.
— Ótimo, vamos jantar então e peça o que quiser está bem? Gosto de te ver comendo o que gosta.
— Está bem.
A curiosidade estava me consumindo, mas eu resolvi deixar as coisas seguirem seu ritmo.
[...]
Quarta feira.
Sala de reuniões da SBL JOIAS.
Changbin POV.
Estávamos apenas os três na sala de reuniões e os assuntos sobre a empresa já haviam se encerrado, então resolvi falar com os meninos.
— Nossa pequena está toda desconfiada sobre nossa intimidade, meninos.
— Quando diz nossa intimidade, quer dizer do que rola entre nós três, Bin?
— Não exatamente Lino, ta mais para um modo geral.
— A Carter falou demais né?
O Channie perguntou um tanto preocupado.
— Um pouco Channie, mas eu a cortei, mas não acho que tenha sido só isso.
— A Taty insinuou algo para ela e eu não as interrompi, depois dei um presente para nossa gatinha que deve tê-la colocado para pensar.
O Lino falou com seu jeito simples.
— E eu a marquei... Sinto muito, mas não resisti, eu precisava marcá-la, porém, foi tudo com consentimento e bem mais leve do que costumo fazer eu juro.
O Channie falou se mostrando realmente preocupado e eu apenas sorri de canto, eu tinha certeza que ele a marcaria, ele ama fazer isso com certa devoção até eu diria.
— Ela consentiu?
— Sim, e deixou claro que gosta de ser marcada.
— Olha só... excelentes revelações hein Kanguru!
— É isso é muito bom de fato, e eu acho que poderemos ser bem sinceros com ela quando chegar a hora, ela precisa nos conhecer e nós precisamos deixar que ela decida o que fará em relação a nós.
— O importante é que ela será a nossa namorada e uma coisa não vai interferir na outra, então se ela disser não para isso será não e acabou.
— Exato Lino.
Eu estava muito orgulhoso de ver como o Lino amadureceu em sua postura; em outra época ele jamais falaria algo assim.
— Não vejo a hora de levar ela para a nossa outra casa para nosso date.
— Falta só mais um dia Lino, e eu tenho certeza que vocês vão passar momentos perfeitos juntos, comigo foi assim, tudo uma excelente perfeição.
— Nosso Channie está ainda mais caidinho pela nossa gatinha... e eu estou adorando viver isso com vocês...
— Eu também, Lino, estou amando mesmo tudo isso.
Encarei os dois e sorri largo, parece que estamos rumando para uma felicidade plena e completa e isso está me deixando muito feliz.
Feliz como a muito eu não era.
[...]
Sala do senhor Bang
O senhor Bang me chamou em sua sala para prepararmos todos os papeis que usaríamos na reunião externa e estávamos nisso a um tempo já.
Ele super concentrado, completamente sexy e eu às vezes precisava me forçar para voltar a realidade, uma vez que quando as coisas que tínhamos que acertar foram rumando para a conclusão, comecei a me deixar levar pensando em como ele estava gostoso atrás da sua enorme mesa de vidro.
Que homem...
— Acho que consigo ouvir seus pensamentos daqui princesa...
Ele falou sem sequer me olhar e sua voz levava um tom grave delicioso que me fez arrepiar.
— Então está me ouvindo pensar em como o Mathew é um chato?
Tentei disfarçar e fiquei na torcida para que ele caísse.
— Ele é mesmo um chato, e amanhã vamos almoçar com ele, inclusive, separei a roupa que usará, quero você ainda mais deslumbrante que de costume.
— Quer me exibir para ele?
— Não necessariamente, se ele ficar de gracinha com você eu acabo com ele, mas é que na volta pretendo te levar no meu apartamento.
— Jura? É mesmo vocês têm casas separadas né? Me lembro de algo assim... — Pensei um pouco e acabei soltando sem querer pelo incomodo que senti pelas lembranças das casas separadas deles e o que elas representavam. — Ah não, você vai me levar para o seu matadouro Christopher?
Ele sorriu soprado.
— Exatamente, mas não gosto que fale assim, ali era realmente onde eu levava meus rolos, mas irei levá-la lá para mudarmos as coisas, ali será nosso canto particular, vamos reformar ao seu gosto e nunca mais outra mulher pisará lá a não ser que seja da limpeza e organização.
— Hum... certo...
Torci os lábios pensando em quantas vezes ele deve ter levado a Rebeca lá e novamente me peguei sentindo ciúmes.
— Não pense demais Yoonah, não sou mais aquele, e meu apartamento será o nosso refúgio a partir de agora, confie em mim amor, eu sou seu namorado, seu do... Enfim, voltando ao que estava pensando, eu sei que não era no Mathew.
O que foi aquilo? Ele ia dizer que era meu o quê? Será que é o que estou pensando?
Deixo esses pensamentos em uma caixinha para abri-los depois e me volto a ele.
— Duvido que saiba mesmo em que eu pensava.
— Não duvide de mim princesa... vamos fazer assim, se eu acertar trancamos a porta e você me permite te beijar, mas se eu errar, faço o que você quiser até o dia da sua viagem com o Lino.
Apesar de tentar não misturar as coisas, e por deus eu tentava, um desafio é sempre um desafio e eu raramente nego desafios.
— Gostei... eu topo.
Ele sorriu como se já tivesse ganho.
— Você pensava em como fico sexy e arrisco dizer até que gostoso, atrás da minha mesa de vidro todo concentrado no trabalho, e estava fazendo um grande esforço para não se deixar levar por seus pensamentos.
Nem a pau que ele fez isso...
— Droga Channie...
Ele sorriu, gargalhou até e foi se levantando para trancar a porta, e assim que fez se virou e veio em minha direção todo insinuante.
— Só preciso que saiba que o tempo todo eu estava me controlando para não agarrá-la, inclusive tente não levar seu lápis a boca quando estiver perto de mim, me deixa louco e eu não garanto que vá me segurar sempre.
Ele me levantou deixando minha pasta em sua mesa e me envolveu pela cintura já colando seus lábios aos meus em um beijo completamente apaixonado e eu acabei perdendo o rumo nos braços do meu namorado.
Quando o ar nos faltou me separei dele às pressas.
— Está tudo certo então senhor Bang, amanhã sairemos as dez.
Pego minha pasta e o encaro completamente tomada em rubor, aceno para ele e saio de sua sala.
— Você foi perfeita como sempre Yoonah.
Ele falou em meio a um riso faceiro e eu não olhei para trás.
[...]
Quinta feira.
Happy Hour.
Passei o dia fora com o senhor Bang em sua reunião externa, almoçamos com o Mathew que sim, deu em cima de mim descaradamente, o que mexeu e muito com o Channie, mas ele soube disfarçar muito bem e fechamos todos os acordos de fornecimento de matéria-prima para a SBL JOIAS.
Depois ele me levou ao seu belíssimo apartamento, nada aconteceu entre nós até porque ele disse que só ficaríamos ali depois que tudo fosse mudado, tivemos algumas ideias para deixar o lugar com a nossa cara e quando voltamos para a empresa ele teve uma ideia e resolveu pô-la em prática.
Como o Lino e eu sairíamos em viagem na sexta de manhã o Channie sugeriu chamar os outros e fazer um happy hour para nos despedirmos me deixando encarregada por chamá-los.
[...]
No barzinho.
— Um happy hour na quinta? O Que deu em vocês hein?
O Seungmin perguntou descontraidamente.
— Para todos se despedirem da Yoonah e do Lino, Minnie eles viajam amanhã de manhã.
— Nossa é verdade, fiz tantas coisas essa semana que acabei esquecendo.
— Você nem me ama mais essa é a verdade.
Falo fazendo um enorme bico e o Seungmin vem me abraçar.
— Nem brinca com isso anjinha, eu amo você.
— Te amo também meu anjo fofo.
— Nós três vamos amanhã à tarde com nossas coisas para ficar definitivamente morando com o Minnie na casa de vocês, se pretendem desistir de nos ter por perto essa é a hora de falar.
— Hyunjin vocês já alugaram a casa de vocês, não vão dar para trás hein.
— É o Binnie tem razão e dessa vez eu vou querer os biscoitos do Lixie antes de dormir, quero se mimado também tá?
— Pode deixar papai Chan.
— Esses dois...
— E o casal neném dois? Já pensaram no assunto?
— Para de chamar a gente de neném dois Minho, que coisa.
— Jisung vocês são nenês, sinto muito mais não dá para chamar diferente.
— Ji, esquece o Lino é assim então só acostuma.
— Tá né...
— O Jijico e eu conversamos sim Minho, queremos fazer um teste, semana que vem quando você voltar com a Yoonah podemos ficar uns dias com vocês para ver como seria?
— Me deixa morder você Yang? — O Channie falou e eu gargalhei alto. — Desculpa Jisung, mas quero morder você também vocês são muito fofinhos cara.
Os demais a mesa concordaram com o Channie.
— Yoonah, sério, se precisar de ajuda pisque três vezes, esses caras são mais malucos do que eu imaginava.
Eu tomava meu drink e só conseguia rir com eles, eu estava feliz demais.
— Eu estou bem Ji, eu juro, e você vai adorar ficar com a gente lá.
— Escute a voz da sabedoria Jisung, seremos uma família grande e feliz.
— Claro Changbin, até o primeiro quebra pau.
— Teremos regras Jisung e assim como vamos passá-las para o nosso trisal neném, passaremos para vocês também, nada muito sério, mas que garantirá que viveremos bem.
— Certo, então combinado, terça-feira vamos para a casa de vocês depois do trabalho e ficaremos lá até sexta.
Bati palminhas toda felizinha e o Lino me beijou rapidamente.
— Chega de bebidas para nós dois gatinha, amanhã sairemos bem cedinho, e não vai ser legal se estivermos de ressaca.
— Tá bom Lino.
Eu realmente concordava com ele nisso então parei de beber meus drinks e fui para os sucos e o nosso Happy foi divertidíssimo.
[...]
Em casa.
Chegamos bem em casa, mas eu estava elétrica, ansiosa pela viagem, ainda feliz por ter passado um tempo gostoso com todos a pouco e pelo rumo que as coisas estavam tomando, estávamos rumando para sermos mesmo uma família grande e feliz.
— Banho e cama?
O Binnie perguntou e eu que já estava okay do efeito do álcool resolvi tentar algo.
Eu estava tremendo por dentro, mas porque não?
Não seria nada extravagante, pelo menos é o que eu acho.
— Quero tomar banho com os três, podemos?
Falei tão rápido que os três acharam estar ouvindo coisas e suas feições me encaravam de uma forma impagável, eles estavam nitidamente em um mix de surpresa e euforia.
— O que disse amor?
— Vamos tomar um banho juntos?
Repeti, eu estava adorando vê-los assim um tanto perdidos.
— Todos nós?
— Uhum.
— Tem certeza disso pequena?
— Se não quiserem tudo bem... — Pego minha toalha e vou na direção oposta do que seria a do meu banheiro. — Mas eu vou tomar banho no quarto do Lino porque lá a banheira é mais espaçosa, com licença meninos.
Sai e entrei no elevador e os três entendendo minhas intenções deram largos sorrisos e vieram atrás de mim.
No elevador eles me olhavam um tanto surpresos.
— Amor, tem certeza mesmo?
— Tenho sim, e para você? Tudo bem fazermos isso, namorado?
Ele sorriu bobo e deixou um selar em minha testa, segurando em minha mão e entrelaçando seus dedos aos meus.
— Claro que sim princesa, principalmente se você estiver feliz com isso.
— Bom será só um banho com meus três amores, não vamos muito longe, mas também acho que já podemos ter momentos assim, fora que amanhã viajo com o Lino e pelo que ele me disse voltamos só domingo à noite então sentirei saudades de vocês dois.
— Por isso o banho juntos, pequena?
— Por isso também grandão.
— Minha gatinha adora nos surpreender, gostei.
[...]
Chegamos no quarto do Lino e eu fiquei um tanto tensa, mas por nada nesse mundo eu voltaria em minha decisão.
Fui direto em direção ao banheiro dele que era um dos mais lindos da casa na minha opinião e já fui ligando a água.
Comecei a me despir e vi que eles me encaravam hipnotizados.
— Parem de me olhar assim vocês três, não é como se fosse a primeira vez que me veem de lingerie, né?
De fato, não era, depois que dormimos os quatro juntos pela primeira vez sempre que dividíamos o quarto nos trocávamos na frente um do outro.
— Ela tem razão, vamos de uma vez.
Todos ficaram apenas com suas boxes, a do Binnie era preta, a do Lino branca, e a do Channie cinza e por mais que eu não quisesse encarar...
— Alguém gostou do que viu...
— Acho que todos estamos amando o que vemos Lino.
Decidi terminar de me despir e resolvi brincar com a cara deles.
— Channie, amor, me ajuda?
Falei me virando de costas e jogando meus cabelos para o lado para o Channie abrir meu sutiã.
— Claro amor.
Ele veio até bem perto de mim e abriu os colchetes fazendo o tecido que me prendia me libertar do aperto.
— Ah perfeito!
— Eu daria um belo tapa nessa sua bunda linda se os outros ali já fossem seus namorados também.
— Vai ficar me devendo.
— E com certeza irei pagar amor.
Olhei para os outros dois e os chamei.
— Vamos?
Eles apenas vieram, me livrei da minha calcinha e eles de suas boxes e eu me dei conta de que essa era a primeira vez que nós quatro nos víamos de fato desnudos, mas ignorei meus pensamentos para não estragar o momento e então entramos na banheira já cheia e com uma deliciosa água quentinha.
Tomamos banho juntos, rolou uns beijos, uns carinhos, mas focamos no banho para não levar aquilo para outro rumo, afinal ainda estamos naquela de “um passo por vez” e eu amava o jeito como os três respeitavam isso.
[...]
— Esse banho foi perfeito. — O Channie falou sorrindo
— É e deixou um maravilhoso gostinho de quero mais. — O Binnie estava todo bobo.
— Bom, tenho certeza que teremos muito disso ainda. — O Lino falou vindo se deitar também.
Eu os observei, eu os amava e não havia outra verdade em meu coração, mas ainda assim eu tinha alguns receios quanto a isso.
Tudo era muito surreal, e quase sempre eu achava que não passava de um sonho.
— Eu só espero que vocês não acordem um belo dia notando que eu não sou tudo aquilo que vocês queriam...
Falo e me encolho um pouco na cama.
— Hey gatinha, você sabe a quanto tempo nós três gostamos de você? Quero dizer, isso que você acabou de falar não faz nem sentido, não é, meninos?
— O Lino tem toda a razão, amor, você é tudo o que queremos para nós.
— Mas e se eu não corresponder a todas as suas expectativas?
O Binnie me apertou em um abraço.
— E quem disse que você tem que corresponder a algo pequena? E mais, e se nós não correspondermos as suas?
“Impossível...” — Pensei.
— Acho que entendi seu ponto Binnie...
— Você precisa acreditar que nós três somos loucos por você princesa, assim do jeitinho que é, e foi exatamente por esse seu jeitinho que caímos por você.
— É... acho que preciso mesmo acreditar nisso amor, mas às vezes não é fácil.
— E você vai gata, pode confiar em mim, você vai.
Sorri boba para eles que sorriram de volta e me envolveram em um abraço, todos de uma vez e aquilo fez meu coração acelerar.
Era perfeito.
— Agora vamos dormir, precisamos descansar bem gatinha, sairemos cedo amanhã.
Eu estava entre o Binnie e o Channie e o Lino abraçado ao Channie sendo a conchinha maior dele.
Deixei um selar no Lino, depois um longo e já saudoso selar no Channie e outro no Binnie.
— Boa noite, meninos.
— Boa noite, Yoonah!
[...]
Sexta feira.
Hora de ir.
Tomamos o café da manhã juntos e quando acabamos os que ficariam nos acompanhou até o carro nos ajudando com as malas.
— Boa viagem, divirtam-se e Yoonah. — Olhei para o Binnie que piscou para mim. — Apenas permita-se está bem?
— Está sim, Bin.
— E aproveite bem meu amor! Aliás, aproveitem bem vocês dois.
— Pode deixar nós vamos.
O Channie veio até mim e me beijou.
— Vou sentir saudades, mas estaremos muito bem aqui, então não se preocupe com a gente está bem?
— Tá bom.
— Pequena, um beijo de tchau?
Abri um largo sorriso.
— Claro que sim.
Todos nos espedimos e o Lino e eu entramos no carro e antes de passarmos pelo portão o Lino buzinou duas vezes em forma de despedida e partimos.
[...]
— Gata, serão duas horas de viagem mais ou menos, quer ouvir música? Conversar? Dormir? Fique à vontade está bem?
— Tá bom Lino, vou ser sua co-piloto e...
— Ah, não vai não.
— Mas Lino?
— Você não vai descobrir para onde vamos gata, pode esquecer.
— Droga!
Fiz um bico emburrada e ele me olhou de relance.
— Você me atiça sem nem se dar conta, sabia?
— Meu deus... não Lino, eu não sabia.
— Mas atiça e eu fico doido para apertar você.
O Lino sorriu e levou sua mão para minha coxa dando apertões nela com muita vontade.
— Gosta disso, gata?
Senti meu corpo formigar em uma excitação completamente inesperada e o respondi em um sorriso tímido.
— Gosto sim.
Minha resposta saiu baixinha, um tanto surpresa pelo gesto dele e principalmente por ter de fato adorado senti-lo assim me apertando com vontade.
— Você é toda perfeitinha... Coloca música amor, me distraia, senão vou enlouquecer antes de chegarmos no destino.
— Tá bom... vamos ver o que tem para ouvir em sua playlist...
Ligo o rádio do carro e procuro uma playlist para deixar rolando.
Dei play em uma que tinha o nome “Para ouvir no aleatório” e começou a tocar “Misery — Maroom 5.”
— Essa música é bem gostosinha, aumenta o som e canta comigo gata?
— Sério, Lino?
— Uhum, vamos nos divertir durante a viagem gatinha, nosso final de semana está começando e quero construir as melhores memórias com você...
Sorri largo para ele, O Lino com certeza não cansa de me surpreender e quando eu olho em sua direção vejo que ele sorria de volta para mim.
O sorriso mais lindo, meu deus como ele é perfeito.
— Canta comigo gata...
Comecei a cantar com ele.
“So scared of breaking it that you won't let it bend
I wrote two hundred letters I will never send
Sometimes these cuts are so much deeper that they seem
You'd rather cover up I'd rather let them bleed…”
Ele me encarou e segurou no meu queixo para cantar o próximo verso.
“So let me be and I'll set you free oh yeah…”
“Com tanto medo de quebrar o que você não me deixaria tocar
E eu escrevi duzentas cartas que eu jamais vou enviar
As vezes esses cortes são muito mais profundos do que parecem
Você prefere cobri-los, eu prefiro deixá-los sangrar...”
“Então me deixe e eu vou te libertar...”
E eu senti meu corpo inteiro se arrepiar, eu conhecia a música, sabia sobre o que ela se tratava, mas nas mãos e voz do Lino a música parecia ter se transformado em uma mensagem subliminar dele para mim, mil coisas se passaram em minha mente e por um instante me lembrei da venda que estava em minha mala.
Ele quer me libertar? Me vendando? O que o Lino está aprontando?
Eram os pensamentos que pulavam em minha mente e quando eu o encarei vi que ele sorria ainda mais por ver que de alguma forma ele me atingiu como queria.
Ele realmente é muito perspicaz e seu sorriso me derruba muito.
É... meu final de semana com o Lino está apenas começando e eu não faço ideia do que esperar.
Mas uma coisa eu sei.
Os próximos dias serão intensos, assim como o senhor Lee.
[...]
“O Minho havia preparado algumas playlists para sua viagem com a Yoonah e todas as músicas que ele adicionou nelas levavam de alguma forma o real sentido do que ele iria ser para ela por toda essa viagem e ele ficou extremamente feliz da primeira música tocada falar sobre “libertação e uma certa necessidade”, e mesmo que de forma implícita ele viu que aquilo atingiu a Arya em cheio e ele adorou isso, pois esse era um dos seus maiores intuitos dele para esse date deles.
Libertar a Yoonah, e torná-la dependente dele, assim como ele acredita já ser totalmente dependente dela.
Ele estava muito empolgado para o que os espera, e a Yoon Arya agora estava igual a ele, completamente ansiosa pelo que virá a seguir.”
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Música citada no capítulo: Misery — Maroon 5
https://www.youtube.com/watch?v=6g6g2mvItp4
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